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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

E o dinheiro do DF, onde está?

Nesses quatro anos, os brasilienses sustentaram empresas e empresários da capital

Mácia Teixeira, de Brasília (DF)
www.pstu.org.br

O governo do Distrito Federal vive a sua pior crise financeira. Agnelo Queiroz (PT) entregou o governo com um déficit monetário sem precedentes, dando calote nos trabalhadores da saúde, educação e terceirizados. As gratificações de 2014 dessas categorias não foram pagas. O novo governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), atrasou o salário de janeiro dessas categorias e não garante nem sabe como pagará as gratificações devidas pelo governo anterior para os trabalhadores do Governo do Distrito Federal. 
Clique AQUI para ler mais.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A prisão de Paulo Octavio e o governo Agnelo

A recente prisão do ex-governador, Paulo Octavio, revelou claramente que o governo Agnelo, e seus aliados, continuam a serviço das empreiteiras e dos empresários da especulação imobiliária. Paulo Octavio foi preso sob a acusação de subornar os administradores regionais de Águas Claras, Carlos Sidney, e de Taguatinga, Carlos Jales, para que eles liberassem alvarás de funcionamento para os empreendimentos do ex-governador. Gravações telefônicas mostraram Paulo Octavio ordenando ao administrador de Taguatinga que não entregasse os documentos do Shopping JK, inaugurado no início do ano, para o Ministério Público.

A declaração de Carlos Jales de que “Tem que ser feito tudo o que os empresários querem, porque quem paga os nossos salários são os empresários” escancara a relação espúria que os grandes empresários estabelecem com os governos e políticos no país. Os governantes e seus representantes beneficiam somente os empresários, em troca do financiamento das campanhas eleitorais e de muita propina. Enquanto a população sofre com precariedade do transporte, da saúde e da educação, o GDF investe quase 2 bilhões em um estádio, com vários indícios de superfaturamento, para agradar as empreiteiras.   

sábado, 2 de março de 2013

Governo do DF faz intervenção em empresa de ônibus. Oportunidade desperdiçada.

A "assunção" no Grupo Amaral não é para pô-lo a serviço dos trabalhadores, muito menos resolver os verdadeiros problemas de transporte em Brasília
por Almir Cezar *

Uma garagem do Grupo Amaral (foto: Agência O Globo)
Nesta segunda-feira, 25/02, o Governo do Distrito Federal (GDF) realizou algo pouco usual, pôs os serviços das empresas de ônibus do Grupo Amaral sob "assunção", um termo técnico para intervenção na empresa. O problema deve ser maior do que o anunciado, senão o governo não interveria - a ação inclusive pode inclusive mascarar isso. Apesar da fortuna da família Amaral, o serviço acumula gravíssimas falhas a muito tempo. De fato, a assunção não se configura como uma intervenção, muito menos a necessária, e ainda o GDF perdeu a oportunidade de resolver o problema dos trabalhadores, funcionários e usuários, do sistema de transporte da capital do Brasil.

O Grupo Amaral agrupa 3 empresas de ônibus que operam no Distrito Federal (DF) e em municípios de Goiás, representando um dos principais grupos de transporte de passageiros na região. Nos últimos anos, apesar da fortuna dos maiores controladores, Valmir Amaral e famílias, a empresa acumula dívidas, greve dos funcionários por falta de pagamento, multas e reclamações dos usuários. Porém, mais do que a montanha de problemas, a assunção também pode ser para dar exemplo aos demais empresários de ônibus, que "eles tem que maneirar", pois o próprio Governo também não descartou outras intervenções, à medida que, as empresas no DF estão visivelmente sem condições mínimas de rodar, mesmo pelo péssimo padrão brasileiro.

As empresas de ônibus do DF nos últimos meses vêm sistematicamente bloqueando e boicotando um processo de licitação do governo para instituir um sistema integrado de linhas de ônibus, chamado de "tronco-alimentada" e por "bacia", semelhante aos BRT (em inglês, "bus rapid transit") ou BRS ("bus rapid service"), no qual haveria linhas principais ligando terminais e o território do Distrito Federal seria dividido em "bacias", onde cada empresa ao invés de administrar linhas, cuidaria de um trecho do território, alimentando os terminais. O modelo, embora repita a lógica rodoviarista e privatizada, muito lucrativo aos empresários, tenta ampliar na racionalização e uma gestão unificada dos sistema, que, contudo, implica em grande mudanças para as empresas, que esses mesmos empresários não têm recursos de investimento para isso ou simplesmente não estão dispostos a aceitar.Vale lembrar que, o próprio GDF proibiu que a TCB (Transportes Coletivos de Brasília, a empresa pública de ônibus), reconhecida pela população por sua qualidade, pudesse participar dessa licitação, inviabilizando-a como empresa, limitando-a operar no futuro meramente "linhas especiais", sem definir o que seja isso.

sábado, 26 de janeiro de 2013

CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA AO GOVERNO AGNELO QUE GOVERNE O DF PARA OS TRABALHADORES!

Passados dois anos do governo Agnelo-Filipelli os compromissos de campanha são descumpridos e fica distante a perspectiva de dias melhores para a maioria da população do DF. Pouca coisa mudou na saúde, educação, segurança, transportes públicos e moradia populares. O povo continua a sofrer com os péssimos serviços públicos e a falta de infra-estrutura.

Os servidores públicos, policiais militares e bombeiros amargam o congelamento salarial, entram em greve para defender direitos e são reprimidos. A população carente que se organiza para reivindicar moradia é enrolada e reprimida. A luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST é um exemplo do descaso do governo: descumpriu os acordos firmados e não constrói as casas necessárias.

Agnelo virou as costas para a classe trabalhadora e destina a maior parte do orçamento para o enriquecimento dos empresários. No inicio do ano, sancionou a lei do IDEAS – Industrial, que concederá financiamento público para as empresas com taxa de juros de 1,2% ao ano, com parcelamento do pagamento em até 360 meses. É dinheiro do povo, a juros baixos, para os ricos, que terão 30 anos para pagar.

Avançam as Parceira Público Privadas - PPP, os projetos de terceirização e privatização. O contrato da coleta de lixo por 30 anos, através de PPP e as obras para a Copa de 2014 desviam bilhões de reais das necessidades do povo. Corremos o risco da privatização do metrô e do saneamento básico. Continua o processo de entrega das terras públicas para as empreiteiras e o contrato de oito milhões com a Jurong, assinado sem licitação, em Singapura, vai aumentar a especulação imobiliária. Ao invés de fortalecer a TCB avançando na estatização dos transportes públicos, entregou novamente para os empresários esse serviço através de licitações. 

É necessário dar um basta aos que governam para os empresários, necessitamos construir uma Frente de Esquerda que governe o DF para os trabalhadores.

Nós do PSTU fazemos um chamado a todos, aos companheiros do PSOL, do PCB, aos ativistas sindicais e dos movimentos sociais, para a constituição de uma Frente de Esquerda, sem participação de partidos e políticos burgueses e com total independência política e econômica dos patrões. Uma frente com candidaturas, programa e campanha democraticamente construída em plenárias que reúna os dispostos a lutar por um governo dos trabalhadores, que faça uma auditoria nas contas do GDF, rompa com a farra dos contratos superfaturados, pare a privatização e terceirização dos serviços públicos, o loteamento de cargos e verbas e os esquemas corruptores. Um governo de participação direta da população para fazer com que o orçamento público atenda às necessidades do povo.

A aliança com o PSB, PDT e PPS não é uma alternativa para a classe trabalhadora.

Vemos com preocupação as noticias de que estão em curso articulações em torno da composição de uma aliança do PSOL com o PDT, PSB, PPS e Marina Silva, para disputar o governo do DF em 2014. A aliança eleitoral com esses partidos não romperá com o círculo vicioso da velha política burguesa, privatista e corrupta. O PDT, PSB e PPS são partidos que integraram o governo corrupto de Arruda-Paulo Otávio, se aliaram ao PSDB, DEM, PMDB, PTB e PP. Em seguida participaram do governo Agnelo-Filipelli, que uniu o PT a segmentos do rorizismo, do arrudismo e ao empresariado. PDT, PSB e PPS são partidos burgueses que governam para os ricos, compostos por latifundiários, oligarquias, empresários, políticos carreiristas que fazem qualquer aliança para permanecerem no poder e lotear cargos e verbas públicas.

O PSB participou do governo Alckmin (PSDB) em São Paulo; nas últimas eleições apresentou como candidato à Prefeitura de São Paulo o empresário Paulo Skaff, presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O PDT ocupa há anos o Ministério do Trabalho, abriga os dirigentes da Força Sindical, central sindical aliada à patronal, criada no governo Collor; Cristovam Buarque (PDT) foi governador do DF e reprimiu as lutas dos servidores públicos, dos moradores da Estrutural e fez um pacto com Fernando Henrique Cardoso; o PPS tornou-se força auxiliar da oposição burguesa de direita, aliando-se ao PSDB e ao DEM e se movimenta para abrigar uma eventual candidatura de José Serra à Presidência.

O PDT e o PSB integram o governo Dilma e são coniventes com as políticas neoliberais que retiram direitos dos trabalhadores.

Marina assumiu o Ministério do Meio-Ambiente no governo Lula, aplicou o “Projeto de Gestão de Florestas Públicas” que loteou a Amazônia entre grandes grupos empresariais; seu candidato a vice-presidente é um dos homens mais ricos do mundo, proprietário da Natura e está na lista dos grandes sonegadores de impostos. Marina goza da confiança dos poderosos interesses que nos governam ao mesmo tempo em que provoca hoje o repúdio dos que, ao lado de Chico Mendes, dedicaram a vida contra a entrega das riquezas da Amazônia aos grupos econômicos cujos lucros são obtidos às custa da devastação ambiental.   

Convidamos a direção e os militantes do PSOL e do PCB para construirmos uma Frente de Esquerda, sem os partidos dos empresários e que governe o DF para os trabalhadores.

Direção Regional do PSTU-DF

Brasília, janeiro de 2013

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Boletim estadual - PSTU/DF - novembro 2012

Especiais:

"Violência explode no DF e mulheres são as principais vítimas"














"Transporte público no DF e Entorno: Novo modelo não vai acabar com o caos!"

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Novo modelo rodoviário do DF não acabará com o caos no transporte público.


Ônibus velho pega fogo na Rodoviária do Plano Piloto.
Eventos desse tipo são da realidade diária dos usuários
Há anos o DF enfrenta graves problemas no transporte público, que é de má qualidade e pouco eficiente. O caos no sistema de transporte é o resultado de muitos anos de abandono por parte dos governos de Roriz e Arruda, que organizaram todo o sistema de transporte para favorecer as três famílias (Canhedo, Amaral, Constantino) a mantarem o monopólio das linhas de ônibus, lucrando milhões de reais por ano. Atualmente, quase nenhuma das linhas em funcionamento foram licitadas, portanto são irregulares.

Em função de tanto descaso, os habitantes do DF e entorno sofrem diariamente para chegar ao trabalho, à escola, aos hospitais e depois voltarem para suas casas. Já estamos habituados a enfrentar a rotina de congestionamentos, acidentes, ônibus quebrados e lotados, problemas nos trens do metrô, etc. Isso não poderia ser diferente, tendo em vista que a grande maioria da frota de ônibus do DF tem mais de dez anos anos de uso (quando a lei permite o máximo de sete anos); e que as empresas usam de todo tipo de artifício para burlar a fiscalização e continuar mandado ônibus quebrados para as ruas (como mostram as denúncias recentes). Não é a toa que a população do DF e entorno tem promovido inúmeras revoltas contra a precariedade do transporte público.

A licitação promovida pelo GDF vai acabar com o caos no transporte?
O governo Agnelo está promovendo uma licitação que vai reorganizar e regularizar as linhas de ônibus do DF. Esse processo ainda não foi concluído e a previsão é que o novo modelo entre em vigor em maio de 2013. Pelo novo modelo não haverá aumento da quantidade de ônibus em circulação, mas uma reestruturação das linhas que serão reduzidas de mil para quinhentas. Além do mais, o novo modelo pretende instalar um modelo de integração, que ainda não está definido como ocorrerá. Na primeira parte da licitação, três das nove empresas concorrentes foram habilitadas a participar da licitação, mas ainda cabe recurso e é possível que as outras seis empresas sejam habilitadas. A seleção das empresas será pelo critério de quem oferece a menor tarifa.

sábado, 17 de março de 2012

Unificar as lutas dos trabalhadores do DF para derrotar o arrocho salarial de Agnelo!

Para os trabalhadores que acreditavam que o governo Agnelo mudaria a nossa cidade e governaria para os trabalhadores, o anúncio do congelamento salarial para todos os servidores públicos do DF foi um banho de água fria. No entanto, não é novidade um governo do PT arrochando o funcionalismo público, Dilma desde o início de seu mandato vem impondo uma política de cortes nas áreas sociais e congelamento salarial. As medidas de austeridade fiscal anunciadas por Agnelo revelam que seu compromisso é com os grandes empresários, e não com os trabalhadores.

O governo do DF, nesse ano, conta com o maior orçamento de sua história, cerca de 28 bilhões. Houve aumento tanto das fontes de arrecadação própria, quanto do repasse do fundo constitucional em 13,8%. Além do mais, o DF tem o maior PIB per capita do país (R$ 50.438,56), mostrando que a falta de dinheiro não justifica a política de arrocho salarial anunciada pelo governo. Então porque o governo quer arrochar os vencimentos dos servidores?

Agnelo tenta justificar que em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não pode conceder aumento para os servidores públicos, tendo em vista que essa lei limita o gasto com a folha de pagamento. O que Agnelo não explica para a população é que boa parte dos recursos com a folha de pagamento do DF é destinado a pagar os comissionados (35 milhões mensais), que já somam mais de 14 mil cargos. Agnelo anuncia um corte em 10% nos salários dos membros do alto escalão, mas não fala que há um ano atrás esses mesmos cargos tiveram um aumento de mais de 100% dos vencimentos.

Na verdade, Agnelo ataca os servidores públicos para privilegiar o loteamento do estado entre os partidos da base governista e seus apadrinhados, e também para aprofundar o processo de terceirização e privatização. Por isso o governo já anunciou que vai privatizar a gestão das 13 UPAs (unidades de pronto atendimento), ao invés de convocar os aprovados no concurso da secretaria de saúde em 2011. Agnelo também se recusa a convocar os aprovados no último concurso da secretaria de educação, enquanto as escolas sofrem com a falta de professores. Em relação aos cargos comissionados, o governo se propõe somente a mudar o regime de contratação de parte desses cargos, via terceirização.

A greve dos metroviários e o processo de repressão e criminalização às lutas sindicais
No início desse ano os metroviários protagonizaram uma luta histórica, a mais longa greve de uma categoria metroviária do país, e enfrentaram uma brutal intransigência de Agnelo. O governo, além de ter se recusado a negociar, pediu várias vezes na justiça a ilegalidade da greve e foi derrotado. Depois de perceber que a justiça do trabalho iria beneficiar os metroviários, o governo partiu para um processo de criminalização da categoria, culpando os trabalhadores pelas panes e problemas no sistema operacional do metrô. A empresa abriu dezenas de processos administrativos e abriu inquérito policial acusando os trabalhadores de sabotagem.

A greve dos metroviários revelou para todo o movimento sindical como o Agnelo vai tratar as greves e as lutas sindicais da cidade. Por isso, é fundamental que os sindicatos e as categorias cerquem de muita solidariedade todas as greves e lutas do movimento sindical e popular, ajudando os lutadores a vencer a truculência do governo. Também será fundamental para trazer vitórias as categorias, unificar as lutas do DF, fortalecendo as reivindicações e enfraquecendo a intransigência de Agnelo.

Entretanto a CUT, que deveria estar ao lado dos trabalhadores e ser um exemplo de solidariedade de classe para todas as categorias do DF, não soltou sequer uma nota de apoio aos trabalhadores do metrô, ajudando o governo a tentar jogar a população do DF contra os metroviários.

Desde já, PSTU-DF expressa sua solidariedade aos professores da rede pública de ensino, em greve desde 12 de março, que protagonizam uma luta muito importante contra a política de arrocho salarial de Agnelo. Todas as categorias do DF devem seguir o exemplo dos professores, somente a mobilização dos trabalhadores pode vencer a intransigência do governo do PT.
  • Lutar é um direito, não aceitaremos a truculência do governo!
  • Pela unificação das lutas e campanhas salarias!
  • Todo apoio a luta dos servidores públicos do DF contra o arrocho salarial de Agnelo!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Militantes do PSOL são agredidos por petistas em Ceilândia (DF)

O PSTU-DF vem manifestar sua total solidariedade aos militantes do PSOL, covardemente agredidos por pessoas ligadas ao PT na Ceilândia (DF) no último sábado dia 26/11, quando realizavam panfletagem denunciando os indícios de envolvimento  do governador Agnelo em um esquema de desvio de verbas do Ministério dos Esportes.

Infelizmente, são cada vez mais frequentes os casos em que integrantes da CUT e do PT protagonizam agressões físicas contra ativistas, que não coadunam com a sua política de colaboração com a patronal e de submissão ao governo Dilma e demais governos estaduais. As ameaças, as agressões físicas e verbais, a calúnia e todo tipo de manobra burocrática são hoje parte do arsenal de práticas dessas organizações, que não respeitam mais a liberdade de organização e de expressão daqueles que se opõe ao projeto de governo neoliberal, que o PT e a CUT sustentam. 

É revoltante perceber que um partido, que cumpriu papel fundamental na luta contra a ditadura militar e pelo direito de livre organização dos trabalhadores, recorre as mesma práticas autoritárias e truculentas usadas por esse regime antidemocrático. Não são compatíveis com um projeto político de transformação da sociedade capitalista opressora, o método da ameaça e da agressão física para impedir qualquer tipo de opinião divergente. É fundamental para o movimento sindical e popular a garantia da mais ampla liberdade de organização e opinião, para que os trabalhadores possam desenvolver sua consciência e sua capacidade de mobilização, a fim de lutar contra a burguesia e seus lacaios. 

Exigimos imediatamente que a direção do PT-DF se manifeste sobre o ocorrido, pedindo desculpas publicamente pela agressão desferida contra os militantes do PSOL. Exigimos também que a direção do PT investigue os envolvidos e os puna exemplarmente, ou demonstrará indubitavelmente a sua anuência às agressões e ameaças sofridas pelos militantes do PSOL. 

PSTU-DF        
         

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ONGnelo? Apuração Já!

Todos à marcha do dia 15 de novembro para lutar contra a corrupção!

           Desde que o escândalo de corrupção do ministério dos esportes veio à tona, não param de surgir evidências de que o governador do DF e ex-ministro, Agnelo Queiroz, está envolvido no esquema de desvio de verbas da pasta. Os levantamentos feitos pelos TCU e pelo próprio João Dias, um dos beneficiários do esquema e pivô da crise, estimam em mais de 40 milhões o volume da verba desviada. Além disso, gravações indicam que Agnelo ainda teve participação na tentativa de fraudar documentos, para livrar João Dias dos processos que o obrigavam a devolver mais de 3 milhões de reais aos cofres públicos, em virtude dos desvios realizados através de suas ONG’s.
         Esse escândalo se junta a vários outros, que demonstram cabalmente que a corrupção é a regra num regime político em que prevalecem os interesses dos empresários e de seus representantes. Infelizmente, as eleições não passam de uma grande troca de favores, em que políticos se elegem em função das quantias milionárias, que os empresários despejam em suas campanhas, para que logo em seguida esses recebam toda sorte de favorecimentos através do aparto estatal, engendrado pelos seus representantes financiados. A corrupção é, dentre outros, uma das formas mais importantes para alimentar esse jogo de favores entre políticos e empresários.
        Nesse ano, tem chamado a atenção, nos casos de corrupção que chegam a mídia, o papel e o envolvimento das ONG’s em grande parte deles. Isso só comprova que as ONG’s, em sua maioria, se transformaram em um negócio muito lucrativo e vantajoso, em função das polpudas remessas de dinheiro que podem acessar através de programas governamentais, como o segundo tempo do ministério dos esportes. Em verdade, as ONG’s são parte da política de enxugamento do estado, pois o objetivo dessas entidades é substituir a responsabilidade dos órgãos estatais de promover programas sociais para a melhoria da vida da população.
O resultado desse modelo é que os trabalhadores sofrem em dobro. Em primeiro lugar, porque boa parte dos serviços prestados por essas entidades são de péssima qualidade pela falta de qualificação e estrutura para sua realização, ou então porque as atividades executadas servem apenas de fachada para justificar o repasse de verbas governamentais. Em segundo lugar, porque boa parte do dinheiro repassado às ONG’s acabam nos bolsos de políticos, empresários e de todo tipo de oportunistas, deixando, dessa maneira, de ser investido efetivamente na melhoria dos serviços públicos, da saúde, da educação, que permanecem de péssima qualidade.

Os escândalos atingem a base do governo Dilma

Somente esse ano, seis ministros já caíram, em virtude de escândalos de corrupção, e agora Carlos Lupi, ministro do trabalho, enfrenta também denúncias de desvio na pasta. O leque de partidos atingidos pelas denúncias de corrupção nos últimos anos demonstra que tanto os partidos de origem operária (PT, PCdoB), quanto os partidos tradicionais da burguesia (PSDB, DEM, PMDB) alimentam as mesmas práticas políticas, usando a máquina estatal para gerir os seus próprios interesses privados e os de seus empresários financiadores.
Está claro para toda a sociedade que a impunidade reina soberana aos corruptos, porque nem os tribunais, nem o congresso nacional, nem a PF e nem os governos de Lula e Dilma querem que a verdade apareça e revele todo tipo de práticas escusas, que permeiam todas as esferas de poder desse país. Até porque, há grandes possibilidades de que muitos do que deveriam investigar sejam ativos participantes dos esquemas de desvio de verba pública. Basta lembrar de que nos últimos dez anos de 27 mil inquéritos abertos pela PF sobre corrupção, nem 200 foram apurados. Por isso, não é estranho que a CLDF se recuse a abrir uma CPI para investigar as denúncias de corrupção contra Agnelo e que 19 deputados assinem uma carta de apoio ao governador. A realidade já provou que não podemos acreditar que nenhuma das instituições do estado (tribunais, CLDF, PF, etc.) levem as investigações a suas últimas consequências. É necessário revelar publicamente todos os autos e provas para a população, acabando com o segredo de justiça, pois a população tem o direito de saber e avaliar a conduta do governador Agnelo.
Outro marco importante do escândalo de corrupção do ministério dos esportes é a postura da CUT-DF e seus sindicatos filiados. Ao invés de exigirem a apuração rigorosa do caso denunciado, se apresentam como escudo do governo e repetem o mesmo discurso evasivo do governador Agnelo de que esse escândalo é uma jogada política da oposição de direita para desestabilizar o governo. Isso é de uma traição inaceitável, o papel dos sindicatos é ser independente dos governos e exigir a apuração de todas as denúncias, independentemente de suas posições pró ou contra o governo. A CUT e seus sindicatos viraram porta-vozes do governo (e não dos trabalhadores) e, em última instância, dizem à população que ela não possui o direito de saber a verdade sobre as denúncias que pesam contra o governador da sua cidade.

Não há capitalismo sem corrupção

Para nós do PSTU não é possível acabar com a corrupção sem mudar radicalmente a legislação e o sistema judiciário e eleitoral em vigor, acabando com o foro privilegiado; transformando corrupção em crime hediondo; eliminando o voto secreto no congresso nacional e nas câmaras; expropriando sumariamente os bens de todos os corruptos; quebrando os sigilos bancários e telefônicos de todos os políticos; implementando a votação para a escolha dos juízes; adotando a eleição das chefias no serviço público e acabando com o cabide dos cargos comissionados; estabelecendo o controle popular dos orçamentos estatais; impedindo o financiamento privado das campanhas eleitorais e promovendo o financiamento público de campanha; entre outras medidas. Os sistemas judiciários e eleitorais em vigor facilitam todo tipo de relação corrupta entre estado e inciativa privada, além de inviabilizar a apuração e punição dos corruptos.
Também não será possível acabar com a corrupção se o estado continuar a ser enxugado, terceirizado e privatizado, para benefício, somente, de empresários e políticos. É necessário acabar com as parceiras público-privada e os convênios com ONG’s e outras entidades não-governamentais, os serviços públicos devem ser assumidos unicamente pelo estado, sob controle dos trabalhadores e da população. A experiência prova que os grandes empresários só se interessam pelo seu lucro, qualquer relação entre o público e privado termina no favorecimento dos interesses particulares, em detrimento do interesse público.
Não confiemos nesse governo do PT e nem nas outras instituições do regime político brasileiro para investigar rigidamente todos os envolvidos e suas responsabilidades nos esquemas escusos de corrupção do país. Os inúmeros processos de investigação arquivados, paralisados e ignorados nos últimos anos, revelam qual é o papel dessas instituições. Essa situação só mudará e os culpados só serão devidamente punidos se a população for às ruas e exigir a apuração das denúncias e o fim do segredo de justiça. É fundamental lutar pela mudança radical da legislação e da organização dos sistemas político e judicial do país, ou estaremos fadados, ano após ano, a ver os casos de corrupção engavetados e os corruptos impunes. Todos à marcha do dia 15 de novembro para lutar contra a corrupção!

Rodrigo Dantas
professor do departamento de filosofia da UnB,
membro da direção do PSTU-DF


segunda-feira, 4 de julho de 2011

PT e Agnelo: a Benedito Domingos, impunidade; aos trabalhadores da saúde em greve, repressão!

Eduardo Zanata, da direção do PSTU-DF

A última semana do mês de junho de 2011 selou, de forma significativa, o modelo de governança do PT no DF. Ao mesmo tempo em que deputados distritais da base aliada do governo Agnelo, entre eles Chico Vigilante (PT), enterraram o processo de cassação de Benedito Domingo, acusado de inúmeras fraudes de processos licitatórios em várias regiões administrativas do DF e citado por Durval Barbosa nos esquemas de corrupção da caixa de pandora, o governo Agnelo desencadeou uma campanha feroz de criminalização e desmoralização dos trabalhadores da secretaria de saúde. O governo Agnelo utilizou de verbas públicas para veicular nas rádios e TV's uma carta, em que descarregava a culpa pelo caos na saúde nos trabalhadores em greve, entre outras medidas como o corte de ponto dos grevistas e o pedido judicial de ilegalidade da paralisação.

A opção que o PT fez, ao garantir a impunidade de Benedito Domingos e reprimir os trabalhadores da secretaria de saúde, não é condizente com as opções de um governo dos trabalhadores. Mas, infelizmente não é novidade para os trabalhadores que os governos do PT optem por governar para os setores burgueses mais reacionários e corruptos do país e ataquem os trabalhadores. Nos governos de Dilma e Lula, figuras como Jader Barbalho, Sarney, Collor, entre outros sempre estiveram na lista dos fieis aliados. No entanto, a reforma da previdência, a proposta de congelamento salarial dos servidores públicos, a privatização dos aeroportos foram algumas das inúmeras ações que os governos de Dilma e Lula aplicaram e estão aplicando contra os trabalhadores.


É muito importante que os trabalhadores da secretaria de saúde sejam vitoriosos nessa greve, pois a luta desses companheiros é a luta por uma saúde pública de qualidade, que só pode ser concretizada se todos os profissionais dessa área estiverem devidamente valorizados e atuando em locais com condições dignas de atendimento.

Os trabalhadores não devem manter nenhuma confiança nos governos do PT e de Agnelo, somente a mobilização e organização independente dos governos podem garantir vitórias aos trabalhadores. Chamamos toda a população a se solidarizar a luta dos trabalhadores da secretaria de saúde do DF, que enfrentam um brutal processo de repressão do governo Agnelo. Enquanto o PT se dedica a salvar o pescoço dos rorizistas, a saúde pública do DF sofre com a falta de investimentos, de profissionais e de condições dignas de trabalho e de atendimento ao público.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Todo o apoio à luta dos trabalhadores da saúde

O PSTU-DF vem manifestar sua solidariedade à greve dos trabalhadores da saúde do Distrito Federal, que travam uma luta muita importante pela valorização dos servidores da secretária de saúde do DF. Nesse momento em que a inflação, principalmente dos alimentos, dispara em todo o país é legítima e fundamental a luta dos trabalhadores pelo aumento dos salários.


Repudiamos, veementemente, a postura do governo Agnelo e da imprensa da cidade, que tentam criminalizar a greve dos trabalhadores da saúde do DF e culpa-los pelo caos na rede de saúde pública. É um absurdo que o governo Agnelo ameace cortar o ponto dos trabalhadores paralisados, tentando impedir os servidores da secretária de saúde de exercer o seu direito constitucional de fazer greve. Exigimos que a secretária de saúde e o governo reabram imediatamente as negociações e atendam as reivindicações da categoria.

Chamamos toda a população do DF e do entorno a se solidarizar com a luta dos trabalhadores da secretária de saúde do DF. A luta desses companheiros é a luta de toda a população do DF por uma saúde pública, gratuita e de qualidade. Os únicos responsáveis pelo caos na rede de saúde pública do DF e do país são os governos, que continuam ano após ano retirando verbas das áreas sociais para pagar a infindável dívida pública e encher o bolso de meia dúzia de empresários e políticos com esquemas de corrupção.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Governo Fala em Aumento da Tarifa de Transporte no DF

Um cenário bem conhecido...
Rodoviária do Plano Piloto
Quem anda de ônibus todos os dias no Distrito Federal, seja qual for o trecho, sabe que o sistema de transporte daqui está longe do ideal. Longe mesmo do mínimo de dignidade para levar e trazer os trabalhadores de casa para o trabalho, e a juventude para a escola.

Todos os dias temos que esperar muito tempo no ponto, por ônibus que não passam no horário, estão velhos e sempre lotados, e com alguma sorte chegamos ao trabalho sem que o ônibus quebre no meio do caminho. No DF praticamente não existe integração no transporte público, então se alguém precisa pegar dois ônibus paga pela totalidade das passagens.

E paga-se uma tarifa muito cara! Mesmo sem reajuste há algum tempo, a tarifa ainda é muito cara! Hoje paga-se R$ 3 na maioria dos trechos entre as cidades satélites e o Plano Piloto. Quando são 2 ônibus, o gasto com transporte chega a R$ 12 por dia, ou cerca de R$ 264 por mês (quase metade do atual salário mínimo).


Os empresários estão perto do prejuízo?
No início do Governo Arruda, com o fim do transporte alternativo, os empresários de transporte dobraram o número de usuários do transporte diariamente, aumentando significativamente a lucratividade. O governo Arruda também subsidiou centenas de ônibus novos para os empresários. Então, se hoje existe alguma renovação na frota, essa foi apoiada pelo Governo Distrital, e não onerou os cofres das empresas.

E recentemente tornou-se público que os atuais empresários são tão irregulares quanto às antigas vans. Muitos utilizam ônibus com placas clonadas, as linhas eram concedidas irregularmente, sem licitação, etc.

O Passe Livre, apesar de ser uma importante conquista da mobilização estudantil, ainda não é o ideal, pois uma parte dos estudantes, que estudam em cursinhos ou residem no entorno, não têm acesso a esse benefício. Além do mais, esse benefício está restrito ao transporte de estudantes às escolas, quando deveria ser totalmente irrestrito em relação às linha e aos horários, permitindo aos estudantes acesso pleno à cultura e ao lazer.

Aumentar para que então?
Mesmo assim, há algum tempo os empresários de transporte andam tentando convencer a população e os governos de que eles estão tendo prejuízos e que precisam do reajuste na tarifa. Têm a cara de pau de pedir 50% de aumento, e nos pedir para pagar R$ 4,50 para ficar 50 minutos no ponto e depois fazer uma viagem de uma hora e meia, espremidos em um ônibus que pelo menos uma vez por mês vai quebrar no meio do caminho.

Agnelo, por sua vez, que até então afirmava que não iria aumentar a tarifa, já está mudando de opinião. Essa semana uma equipe do DFTRANS está analisando as planilhas enviadas pelas empresas de transporte para definir em quanto o governo deve reajustar as tarifas de transporte.

Existe outra saída para o transporte público no DF?
Na verdade o transporte público do DF poderia ser bem melhor. Hoje ele é assim porque o seu principal objetivo não é servir a população, e sim dar lucro a uns 3 empresários. Por isso não importa o conforto, Eles pensam assim: “Colocamos poucos ônibus, os trabalhadores se apertam e a gente lucra mais! Pagamos salários baixos aos motoristas e cobradores, e assim lucramos mais!”

Por isso a saída para o transporte público do DF é a retirada desses empresários, e a estatização do serviço. O transporte público não pode estar a serviço de lucros, deve estar a serviço da população trabalhadora e dos estudantes. As empresas de ônibus, afundadas em irregularidades e ilegalidades, devem ser estatizadas e gerida pelos trabalhadores rodoviários e pela população.

Só com o transporte a serviço da população poderemos ter passe livre irrestrito para estudantes e desempregados, uma tarifa social, horários de acordo com as necessidades das pessoas, etc.

Não podemos aceitar o aumento da tarifa
Os trabalhadores e a juventude não podem ficar calados com essa possibilidade de aumento da tarifa! Precisamos fazer um amplo movimento, pela internet, nas ruas, nos locais de trabalho para mostrar a Agnelo e para os empresários que a população não suporta mais sofrer com as péssimas condições de transporte e impedir definitivamente o aumento da tarifa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Copa, os 51 anos de Brasília e a moderna política do Pão e Circo

O gasto extra na construção do Mané Garrincha para receber o jogo de abertura é 2 vezes o orçamento da Secretaria de Cultura do GDF em 2011

O termo “política do pão e circo” é um termo histórico que serve para denominar políticos que conquistavam apoio popular a partir de políticas assistencialistas (algumas delas até importantes) enquanto que a linha geral de seu governo caminhava para a corrupção, ou o favorecimento dos setores mais tradicionais da burguesia. Outra variante do termo é o “Rouba mas Faz”.

No DF, a gestão Roriz ficou caracterizada como o cara do povo, pois distribuía lotes em troca do apoio popular a uma gestão que reforçava, ao fim e ao cabo, a própria exclusão social e corrupção de estado. Seu sucessor Arruda, inovou. Em vez do lote, grandes obras (todas superfaturadas) e uma gigantesca campanha de marketing, que envolveu a compra da mídia burguesa e vários shows, de artistas de fora, gratuitos para a população. O resultado de um e de outro já sabemos onde deu.

Agnelo assumiu um governo cheio de expectativas. Nos primeiros 100 dias, além de ampliar ainda mais a sua base de apoio com os mesmos setores que apoiavam Roriz e Arruda, deu pouco ou nenhum sinal que vai rever os grandes contratos corruptos da gestão passada, bem como punir os responsáveis. Nas áreas sociais, o discurso de campanha de quem resolveria tudo, já mudou para o possível, o que der, o talvez no ano que vem, ou o esquecimento das próprias promessas.

Lógico que é desigual. Algumas secretarias trabalham mais que as outras. A Secretaria de Cultura tenta retomar a mobilização nas cidades, gerando boas expectativas. Para as festas de 51 anos da cidade, apesar de ainda trazer grandes artistas de fora, como nos tempos de Arruda, priorizou shows com os artistas locais, acatando a pressão do movimento popular. Há um atrás, o movimento de cultura no DF organizou o “Brasília por outros 50”, evento com as bandas locais que se tornou maior que o próprio evento oficial.

Porém, o que a Secretaria de Cultura não explicou para o movimento, nem para a população, é que toda a festa de 51 anos da cidade tem um objetivo. Como está escrito no site da Secretaria:

“A grande festa de Aniversário de Brasília reúne cerca de 1.200 artistas. Este ano, os grandes atrativos são a valorização da produção cultural local e o investimento em atividades esportivas que têm como foco a candidatura da cidade como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014.”

Ou seja, os artistas foram selecionados e estão mobilizados para fazer uma festa que visa ter Brasília na abertura da Copa. Ótimo. A população vai assistir este evento, achando que é uma grande medida do governo em apoiar a cultura local. Mas na verdade o objetivo é outro... E o que implica Brasília ter a abertura da Copa? Várias coisas, vejamos duas:

a) Estádio

Os jogos do campeonato candango mal chegam a 5 mil pessoas. Os times de Brasília tem seu estádio onde “mandam” seus jogos no campeonato nacional. Mesmo assim, o GDF está gastando quase R$ 1 bilhão para derrubar e reconstruir um estádio, só porque a FIFA diz que este estádio não podia. Além deste dinheiro, a empresa que ta construindo, ainda ganhou isenção fiscal do Governo Federal!!!

Só isto já é um absurdo! Gastar mais de R$ 1bilhão para derrubar e reconstruir um estádio. Mas tudo bem, foi decisão do governo passado. Não tem o que fazer. Mas a decisão do Governo Agnelo foi de manter a proposta de 70 mil lugares para receber a abertura da Copa. Se não fosse isto, o estádio poderia ter 40 mil lugares. Só esta decisão, vai custar mais de R$ 200 milhões.

O orçamento previsto para a Secretaria de Cultura em 2011 é de R$ 113 milhões. O da Secretaria de Esportes é R$ 64 milhões. Os artistas locais estão fazendo um show para homenagear uma obra fraudulenta e cujo gasto é 2 vezes o orçamento de toda área de cultura. O que é melhor, gastar R$ 200 milhões a mais para receber a abertura da Copa ou investir duas vezes mais na cultura e esporte popular? Será que no Orçamento Participativo poderemos questionar isto?

b) Competição

Quem dera fosse só Brasília que estivesse gastando a toa para receber a Copa. Em fevereiro, o Ministro dos esportes disse que quatro cidades são “favoritas” para receber a abertura: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador. Que visão de país é esta que incentiva uma competição entre cidades para ver que gasta mais para receber um único jogo?? E depois de decidido, como fica o dinheiro gasto por cada cidade não escolhida?? O vice governador de Brasília, Tadeu Filippelli responde: “Este elefante branco? Depois a gente vê como fica!”

Uma coisa é certa: Nunca antes na história do futebol houve um jogo tão caro quanto este!!

Enfim. Esta é a moderna política do pão e circo. A versão adaptada do mesmo projeto de ilusão popular e exclusão social já desenvolvida lá atrás, e que, a cada governante no DF, seja ele Roriz, Arruda ou Agnelo, muda de forma, mas não muda seu conteúdo.

Chico

Coletivo Luta Vermelha

PSOL e AP-DF

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Abaixo as mesas de negociação permanentes!

O governo Agnelo criou uma mesa de negociação permanente com as entidades sindicais dos servidores do seu governo com o objetivo de discutir as questões trabalhistas. O objetivo, com essa mesa, é substituir a mobilização do conjunto dos trabalhadores por um grupo de sindicalistas e representantes do governo que se reunirá por tempo indeterminado, sem objetivos muito claros.



Essas mesas já foram implantadas no governo Lula para os servidores federais, e o resultado é que não se teve nenhum resultado! Nenhuma reivindicação dos servidores foi atendida pelas mesas de negociação permanente e dezenas de grupos de trabalho que foram criados.


Os baixos reajustes que os servidores federais conquistaram nos últimos anos foram fruto de duras greves e mobilizações. O governo usa as mesas para justificar que está negociando e fazer com que as greves sejam questionadas na justiça, com punição para os grevistas em muitas das vezes.


Essas mesas são usadas pelos diversos governos federal, estaduais e municipais para cooptar o movimento e atrelar as entidades sindicais ao Estado, eliminando a independência nas negociações.


A primeira luta que essas mesas de negociação tentam desviar é a luta dos professores aprovados em concurso público, e que foram “desconvocados” no ínicio deste ano. Os mais de 1100 professores correm o risco de serem ignorados, uma vez que o governo acenou que contratará apenas 400, dos 1500 inicialmente convocados.


Não podemos depositar nenhuma confiança nessas mesas de negociação do Agnelo. Essas mesas permanentes de negociação podem parecer uma vitória, mas ainda vão se voltar contra os trabalhadores. Somente com lutas e mobilizações vamos alcançar nossas reivindicações. Queremos sentar para negociar com o governo, e com data marcada para começar e concluir, e com pautas de reivindicações bem definidas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

“Ô Agnelo não vá arrudear, contratação já!”

Ato público exige a contratação dos aprovados em concurso para a Secretaria de Educação

A Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal publicou em seu site oficial a lista de convocação de 1545 aprovados no concurso para professor da rede pública de ensino, e algumas horas depois retirou a convocação do ar, e cancelou as nomeações.

A secretaria de Educação publicou o edital e a Secretaria de Fazenda do DF deu orientação contrária em função de falta de verbas no orçamento. O que está por trás dessa lamentável atitude é a demonstração de que a educação pública de qualidade não é prioridade para o governo. Existe uma carência enorme de professores na rede pública, e ao mesmo tempo que cancela a contratação de 1500 concursados, realiza concurso para contratar 6,5 mil professores temporários. Na prática, querem ampliar a contratação de temporários por ser uma mão-de-obra mais barata, uma vez que os temporários não têm todos os direitos dos professores efetivos. Trata-se de uma precarização do trabalho docente.

Nesta segunda-feira os concursados deram a sua resposta. Cerca de 350 professores realizaram um ato público realizado hoje em frente ao Palácio do Buriti (sede do Governo do DF). A mobilização dos professores foi a resposta ao descaso do governo. O movimento organizou uma comissão dos concursados, que organizou a mobilização, e que tem pressionado as entidades a se mexerem, principalmente o Sinpro-DF e o Sinproep. A manifestação chegou a fechar o Eixo Monumental durante alguns minutos, liberando depois algumas faixas da pista.



Durante o ato o sindicato dificultava o acesso dos professores concursados ao microfone e em nenhum momento incentivava a mobilização. Preferiam colocar músicas em alto volume enquanto o governo dava um “chá de cadeira” para esvaziar o movimento. O governo, por sua vez, queria apenas receber os dirigentes sindicais, se recusava a receber qualquer membro da comissão dos aprovados.

Ou seja, o governo não aceita comissões de base independentes, que podem escapar do controle, quer desmoralizar essas comissões e negociar apenas com quem ele sabe que pode contar para conter as lutas.

Depois de certo tempo acabou cedendo e aceitou a participação de uma pequena representação de três professores concursados. Como resultado da mobilização o governo se comprometeu a apresentar na segunda-feira, dia 31-01 um cronograma de contratações. Mas não definiu quantos nem em que data.

Não foi dada ainda nenhuma garantia de atendimento da reivindicação de convocar os 1545 aprovados no concurso. Por isso, é preciso seguir lutando e exigindo do Governador Agnelo, que não arrudeie, que contrate imediatamente os aprovados.

Assim, está marcado um novo ato para segunda-feira dia 31, para receber a resposta do governo.



Os professores concursados devem ser nomeados: é um direito e uma necessidade para a escola pública. Chega desse jogo de faz de conta de chamar os aprovados! É uma falta de incentivo à carreira do magistério. É vergonhosa a falta de respeito do governo Agnelo com os professores. Nós do PSTU exigimos a nomeação já dos professores aprovados no concurso de 2010, e chamamos todas e todos a apoiar a reivindicação.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Composição do governo de Agnelo Já demonstra para quem irá governar

Ontem, Agnelo Queiroz (PT) anunciou boa parte de seus secretários e presidentes de empresas públicas. É notável a grande presença de ex-integrantes dos governos Roriz e Arruda entre os “homens” de confiança do novo governo.

Para lotear os cargos públicos o futuro governador criou dez secretarias a mais inchando a máquina pública com indicações políticas.

O PMDB do vice-governador Tadeu Filippelli, ex-partido de Roriz, conseguiu uma fatia generosa do poder: estará à frente das Secretarias de Transporte, Agricultura e Obras. Além disso, Filippelli, deverá coordenar a execução de todos os empreendimentos com recursos do PAC e provavelmente dará a palavra final sobre os contratos relacionados às obras. O PMDB deve indicar ainda os presidentes de várias empresas estatais como a Novacap e a Caesb.

Entre os ex-membros do governo Arruda: Luiz Pitiman (Secretaria de Obras), Eduardo Brandão do PV (Secretaria de Meio Ambiente) e Alírio Neto do PPS (Secretaria de Justiça). Somam-se a esses os representantes do PDT e do PSB.

Dessa forma o PT e os demais partidos, ajudam os ricos e poderosos dessa cidade, o alto empresariado, a manter e reciclarem os seus esquemas de dominação e corrupção. Os serviços públicos continuaram a serviço dos lucros desses grandes empresários e nada mais será apurado dos recentes esquemas de corrupção. O novo governo provavelmente dará continuidade aos projetos que desviam milhões do estado para o enriquecimento dos empresários e dos políticos.

A forma utilizada de montar o futuro governo segue o tradicional jogo sujo da política brasileira com a distribuição farta dos cargos públicos entre correligionários. O povo trabalhador só foi chamado para votar e agora é alijado de qualquer participação política. Os trabalhadores, os funcionários públicos, os movimentos sociais e as categorias organizadas não foram consultados.

Um governo comandado pelo PSTU seria diferente

O PSTU montaria o governo se apoiando na ampla participação dos trabalhadores e dos movimentos sociais. Não aceitaríamos a participação de ex-membros dos governos Roriz e Arruda, nem a participação do empresariado. As Secretarias e as empresas estatais seriam dirigidas por Comitês e funcionários de carreira eleitos pelos próprios trabalhadores e servidores públicos. Os cargos públicos do estado não seriam de propriedade dos partidos e sim de todo o povo trabalhador que, de forma direta, decidiria os objetivos do governo e os gastos do orçamento. As verbas públicas não seriam desviadas para enriquecer os políticos e os empresários. Seria um governo dos trabalhadores para os trabalhadores.

A composição da futura equipe de governo montada por Agnelo (PT) indica que será mais um governo marcado pelo poder dos grandes empresários da cidade. Nós do PSTU achamos que não será um governo dos trabalhadores. Os trabalhadores devem confiar somente em sua própria força organizada e mobilizada para conquistar suas reivindicações. Em suas lutas os trabalhadores encontrarão o apoio incondicional do PSTU que desde já se coloca como oposição de esquerda ao futuro governo Agnelo-Filippelli.

DF, dezembro de 2010.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nota do PSTU DF contra o aumento das passagens !!!

Nesse final de ano, os trabalhadores e trabalhadoras do DF acompanham, pelos noticiários, o circo armado pelos donos das empresas de ônibus do Distrito Federal que, mais uma vez em 2010, reclamam do preço da passagem e pleiteiam o aumento da tarifa, que já é uma das mais caras do país. A alegação dos empresários é sempre a mesma: o sistema de transporte no DF é deficitário. Uma mentira que foi desmascarada recentemente até pelo próprio governo de Rogério Rosso, que baseado em dados fornecidos pelas empresas de transporte (de confiabilidade muito duvidosa) demonstrou que o sistema gera lucros para as empresas.


A proposta dos empresários é de elevar as tarifas de R$ 2 para R$ 3, as de R$ 3 para R$ 4, as de R$ 2,50 Para R$ 3 e as de R$ 1,50 para R$ 1,80. Ou seja, um aumento médio de 30,75% no preço da passagem. Não bastasse o fato de que a superlotação, os atrasos, a carência de linhas e as quebras de veículos são a rotina do transporte público no DF, o preço da tarifa corre o risco de aumentar, somente para permitir aos empresários elevar seu faturamento mensal em 40%, saltando de 50 milhões para 70 milhões mensais.

Nós do PSTU somos absolutamente contrários a qualquer aumento de passagem, tendo em vista que para a maioria da população, que depende dos ônibus, essa medida significa na prática a diminuição de sua renda e de seu poder de compra. Não aceitamos que a população do DF sacrifique os seus baixos salários para elevar, ainda mais, os lucros e privilégios de uma máfia, que há anos usufrui ilegalmente do monopólio do sistema de transporte público para gerar lucros milionários.

Defendemos que o transporte público seja um instrumento de acesso dos trabalhadores ao emprego, à cultura, ao lazer, à educação e à saúde. E, para que o sistema de transporte possa realmente cumprir esse papel, ele deve ser 100% estatal e estar sobre controle dos trabalhadores e da população. Enquanto o sistema de transporte for apenas mais um meio para enriquecer um punhado de burgueses, nós continuaremos a sofrer com os ônibus velhos e lotados, a carência de linhas, as quebras de veículos, os constantes atrasos e as passagens abusivamente caras.

Exigimos do governador Rogério Rosso e, principalmente, do governador eleito Agnelo Queirós que se pronunciem sobre o assunto e impeçam, imediatamente, qualquer aumento na tarifa de transporte. Exigimos também que, diante das ameaças dos empresários de cortar os pagamentos dos rodoviários e impedir a circulação dos ônibus, qualquer empresa que boicote a circulação dos ônibus ou não pague os rodoviários seja imediatamente estatizada. Não se pode mais deixar que uma máfia corrupta de empresários controle o sistema de transporte público no DF, é preciso revitalizar a TCB, fazendo com que, paulatinamente, ela assuma todas linhas de ônibus do Distrito Federal.

Brasília, 17 de novembro de 2010

Direção Regional do PSTU do Distrito Federal.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nota do PSTU-DF sobre o Segundo turno nas eleições de 2010 no DF

Nota do PSTU-DF sobre o Segundo turno nas eleições de 2010 no DF


Antes de qualquer coisa, agradecemos a nossos militantes, apoiadores, simpatizantes e eleitores pelos mais de oito mil votos confiados aos candidatos socialistas do PSTU no Distrito Federal. Seguiremos juntos nas lutas de todos os dias, em defesa dos direitos dos trabalhadores e de uma sociedade socialista. Uma sociedade em que o dinheiro de nossos impostos e a riqueza produzida por nosso trabalho esteja a serviço de nossas necessidades mais sentidas, e não dos super-lucros dos empresários e da pilantragem dos políticos corruptos.

As eleições no DF – e no Brasil – foram mais uma vez marcadas pela hegemonia do poder econômico. Recentemente vimos a queda do governo de Arruda-PO em meio ao maior escândalo de corrupção da história do DF, a desmoralização dos poderes afundados até o pescoço na corrupção, e a eleição ilegítima de Rogério Rosso. Mesmo assim, os eleitores do DF foram às urnas sem ter direito ao conhecimento de todos os fatos e personagens envolvidos nos inquéritos sobre corrupção.

A mídia, nas mãos das máfias que seguem mandando e desmandando na cidade, cerceou o livre debate, excluiu sumariamente os socialistas das eleições e só apresentou à população os candidatos que por ela mesma foram autorizados a governar ou a fazer oposição. O que vimos foi a impunidade prevalecer, a lei da ficha limpa derrotada nos tribunais e a grande maioria dos sinistros personagens da Caixa de Pandora fizeram campanhas eleitorais milionárias e foram eleitos. A lição que se pode tirar disso é clara: no sistema político-jurídico de nosso país, o crime compensa, e quem souber jogar de acordo com suas regras escritas e não escritas perpetua-se no poder.


O segundo turno será disputado entre a representante do clã de Joaquim Roriz – símbolo maior da corrupção na cidade – e a traidora aliança celebrada entre o PT e grande parte dos empresários e políticos corruptos que participaram dos governos de Arruda-PO e Roriz. Nem Roriz nem Agnelo-Filipelli governarão para os trabalhadores: seus compromissos já foram firmados com os que financiaram suas campanhas eleitorais milionárias.

A história demonstra que destes governos só podemos esperar grandes negócios para o empresariado e as máfias que há décadas mamam nas tetas do orçamento público, obras inúteis, faraônicas e superfaturadas, corrupção, impunidade, privatizações, terceirizações, ataques aos direitos dos trabalhadores, migalhas do banquete aos setores mais empobrecidos da população e serviços públicos de péssima qualidade. Somente um governo socialista dos trabalhadores, sem os patrões, pode virar o jogo e mudar esta história.

Por tudo isso, votaremos nulo no segundo turno e seguiremos na luta dos trabalhadores, como por exemplo na luta dos servidores e tercerizados da UnB em defesa dos seus salários , dos bancários e por moradia em Brazlândia – e desde já chamamos à juventude e aos trabalhadores para que sigamos lutando em defesa de nossos direitos!


Brasília, 04 de outubro de 2010.

Direção Regional do PSTU - DF