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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Há os recursos para atender os manifestantes. Mas é preciso mexer nas empresas

Governo tem os recursos para atender os manifestantes, mas é preciso mexer nas empresas


Mobilizações pelo Brasil exigem mais saúde, educação e
 transporte público
por Almir Cezar 

As grandes mobilizações das últimas semanas pelo Brasil exigem mais saúde, educação e transporte público. Os pactos anunciados esta semana pela presidenta Dilma são efetivados por projetos já em tramitação no Congresso Nacional. A grande mídia ataca que para atender às demandas dos manifestantes, a União teria que gastar a mais a R$ 115 bilhões até 2020.

Negando a lógica da matéria, existem os recursos públicos que cubram o valor levantado pelo jornal Valor Econômico. Poderiam vir do não pagamento dos juros da dívida pública, que apenas em 2013 consumirá mais de 8 vezes desse valor. Também poderiam vir do superávit primário, cujo valor representa 93% do montante de gastos previstos pelo jornal.  Por sua vez, apenas nos últimos cinco meses de 2013, as desonerações liberadas pela equipe econômica, mesmo com baixo resultado em aquecer a economia, somam R$ 9,134 bilhões.

A grande mídia e o governo fizeram suas escolhas, tanto agora como antes, ficando ao lado dos empresários, banqueiros e multinacionais, em detrimento do povo da rua. Porém, os manifestantes terão que ir além do que conseguir o aumento das verbas públicas para saúde, educação e mobilidade, mas exigir do Governo  e do Congresso mudanças sobre as empresas que prestam esses serviços públicos.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Lei do Ato Médico: um ataque à Saúde Pública

por Jorge Henrique - enfermeiro da Secretaria de Saúde do DF

No dia 18/06, o Plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei do Ato Médico, PLS 268/2002, que dispõe sobre a regulamentação da atividade médica no Brasil. O projeto, que tramita há onze anos e foi tema de 27 audiências públicas é alvo de críticas de estudantes e profissionais de mais de 13 categorias da Saúde, que enxergam o projeto como uma ameaça à saúde pública no Brasil ao ferir os princípios norteadores do Sistema Único de Saúde, de universalidade, integralidade e equidade.

Nos últimos anos, os avanços no campo científico da medicina permitiu a criação de novos saberes e novas formas de fazer Saúde, considerando a multidisciplinaridade um aspecto fundamental no atendimento dos profissionais à população. Nessa perspectiva, o Projeto de Lei do Ato Médico não irá afetar somente as diversas profissões da Saúde, mas também irá afetar a população ao limitar o seu acesso à assistência realizada a estes, já que, em vários artigos do projeto, prever torna-se privativo do médico diagnósticos, procedimentos e escolhas terapêuticas relacionadas ao paciente, e que hoje são realizados por outros profissionais.

Infelizmente a lei do Ato Médico, que hoje está prestes a ser sancionado pela presidente Dilma, não respeita a autonomia das demais profissões da Saúde e se configura como um duro ataque aos princípios e à construção do SUS, que se construiu no conceito amplo de saúde, orientando a formação de equipes multidisciplinares no trabalho conjunto para cura, reabilitação e prevenção de doenças.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ONGnelo? Apuração Já!

Todos à marcha do dia 15 de novembro para lutar contra a corrupção!

           Desde que o escândalo de corrupção do ministério dos esportes veio à tona, não param de surgir evidências de que o governador do DF e ex-ministro, Agnelo Queiroz, está envolvido no esquema de desvio de verbas da pasta. Os levantamentos feitos pelos TCU e pelo próprio João Dias, um dos beneficiários do esquema e pivô da crise, estimam em mais de 40 milhões o volume da verba desviada. Além disso, gravações indicam que Agnelo ainda teve participação na tentativa de fraudar documentos, para livrar João Dias dos processos que o obrigavam a devolver mais de 3 milhões de reais aos cofres públicos, em virtude dos desvios realizados através de suas ONG’s.
         Esse escândalo se junta a vários outros, que demonstram cabalmente que a corrupção é a regra num regime político em que prevalecem os interesses dos empresários e de seus representantes. Infelizmente, as eleições não passam de uma grande troca de favores, em que políticos se elegem em função das quantias milionárias, que os empresários despejam em suas campanhas, para que logo em seguida esses recebam toda sorte de favorecimentos através do aparto estatal, engendrado pelos seus representantes financiados. A corrupção é, dentre outros, uma das formas mais importantes para alimentar esse jogo de favores entre políticos e empresários.
        Nesse ano, tem chamado a atenção, nos casos de corrupção que chegam a mídia, o papel e o envolvimento das ONG’s em grande parte deles. Isso só comprova que as ONG’s, em sua maioria, se transformaram em um negócio muito lucrativo e vantajoso, em função das polpudas remessas de dinheiro que podem acessar através de programas governamentais, como o segundo tempo do ministério dos esportes. Em verdade, as ONG’s são parte da política de enxugamento do estado, pois o objetivo dessas entidades é substituir a responsabilidade dos órgãos estatais de promover programas sociais para a melhoria da vida da população.
O resultado desse modelo é que os trabalhadores sofrem em dobro. Em primeiro lugar, porque boa parte dos serviços prestados por essas entidades são de péssima qualidade pela falta de qualificação e estrutura para sua realização, ou então porque as atividades executadas servem apenas de fachada para justificar o repasse de verbas governamentais. Em segundo lugar, porque boa parte do dinheiro repassado às ONG’s acabam nos bolsos de políticos, empresários e de todo tipo de oportunistas, deixando, dessa maneira, de ser investido efetivamente na melhoria dos serviços públicos, da saúde, da educação, que permanecem de péssima qualidade.

Os escândalos atingem a base do governo Dilma

Somente esse ano, seis ministros já caíram, em virtude de escândalos de corrupção, e agora Carlos Lupi, ministro do trabalho, enfrenta também denúncias de desvio na pasta. O leque de partidos atingidos pelas denúncias de corrupção nos últimos anos demonstra que tanto os partidos de origem operária (PT, PCdoB), quanto os partidos tradicionais da burguesia (PSDB, DEM, PMDB) alimentam as mesmas práticas políticas, usando a máquina estatal para gerir os seus próprios interesses privados e os de seus empresários financiadores.
Está claro para toda a sociedade que a impunidade reina soberana aos corruptos, porque nem os tribunais, nem o congresso nacional, nem a PF e nem os governos de Lula e Dilma querem que a verdade apareça e revele todo tipo de práticas escusas, que permeiam todas as esferas de poder desse país. Até porque, há grandes possibilidades de que muitos do que deveriam investigar sejam ativos participantes dos esquemas de desvio de verba pública. Basta lembrar de que nos últimos dez anos de 27 mil inquéritos abertos pela PF sobre corrupção, nem 200 foram apurados. Por isso, não é estranho que a CLDF se recuse a abrir uma CPI para investigar as denúncias de corrupção contra Agnelo e que 19 deputados assinem uma carta de apoio ao governador. A realidade já provou que não podemos acreditar que nenhuma das instituições do estado (tribunais, CLDF, PF, etc.) levem as investigações a suas últimas consequências. É necessário revelar publicamente todos os autos e provas para a população, acabando com o segredo de justiça, pois a população tem o direito de saber e avaliar a conduta do governador Agnelo.
Outro marco importante do escândalo de corrupção do ministério dos esportes é a postura da CUT-DF e seus sindicatos filiados. Ao invés de exigirem a apuração rigorosa do caso denunciado, se apresentam como escudo do governo e repetem o mesmo discurso evasivo do governador Agnelo de que esse escândalo é uma jogada política da oposição de direita para desestabilizar o governo. Isso é de uma traição inaceitável, o papel dos sindicatos é ser independente dos governos e exigir a apuração de todas as denúncias, independentemente de suas posições pró ou contra o governo. A CUT e seus sindicatos viraram porta-vozes do governo (e não dos trabalhadores) e, em última instância, dizem à população que ela não possui o direito de saber a verdade sobre as denúncias que pesam contra o governador da sua cidade.

Não há capitalismo sem corrupção

Para nós do PSTU não é possível acabar com a corrupção sem mudar radicalmente a legislação e o sistema judiciário e eleitoral em vigor, acabando com o foro privilegiado; transformando corrupção em crime hediondo; eliminando o voto secreto no congresso nacional e nas câmaras; expropriando sumariamente os bens de todos os corruptos; quebrando os sigilos bancários e telefônicos de todos os políticos; implementando a votação para a escolha dos juízes; adotando a eleição das chefias no serviço público e acabando com o cabide dos cargos comissionados; estabelecendo o controle popular dos orçamentos estatais; impedindo o financiamento privado das campanhas eleitorais e promovendo o financiamento público de campanha; entre outras medidas. Os sistemas judiciários e eleitorais em vigor facilitam todo tipo de relação corrupta entre estado e inciativa privada, além de inviabilizar a apuração e punição dos corruptos.
Também não será possível acabar com a corrupção se o estado continuar a ser enxugado, terceirizado e privatizado, para benefício, somente, de empresários e políticos. É necessário acabar com as parceiras público-privada e os convênios com ONG’s e outras entidades não-governamentais, os serviços públicos devem ser assumidos unicamente pelo estado, sob controle dos trabalhadores e da população. A experiência prova que os grandes empresários só se interessam pelo seu lucro, qualquer relação entre o público e privado termina no favorecimento dos interesses particulares, em detrimento do interesse público.
Não confiemos nesse governo do PT e nem nas outras instituições do regime político brasileiro para investigar rigidamente todos os envolvidos e suas responsabilidades nos esquemas escusos de corrupção do país. Os inúmeros processos de investigação arquivados, paralisados e ignorados nos últimos anos, revelam qual é o papel dessas instituições. Essa situação só mudará e os culpados só serão devidamente punidos se a população for às ruas e exigir a apuração das denúncias e o fim do segredo de justiça. É fundamental lutar pela mudança radical da legislação e da organização dos sistemas político e judicial do país, ou estaremos fadados, ano após ano, a ver os casos de corrupção engavetados e os corruptos impunes. Todos à marcha do dia 15 de novembro para lutar contra a corrupção!

Rodrigo Dantas
professor do departamento de filosofia da UnB,
membro da direção do PSTU-DF


segunda-feira, 4 de julho de 2011

PT e Agnelo: a Benedito Domingos, impunidade; aos trabalhadores da saúde em greve, repressão!

Eduardo Zanata, da direção do PSTU-DF

A última semana do mês de junho de 2011 selou, de forma significativa, o modelo de governança do PT no DF. Ao mesmo tempo em que deputados distritais da base aliada do governo Agnelo, entre eles Chico Vigilante (PT), enterraram o processo de cassação de Benedito Domingo, acusado de inúmeras fraudes de processos licitatórios em várias regiões administrativas do DF e citado por Durval Barbosa nos esquemas de corrupção da caixa de pandora, o governo Agnelo desencadeou uma campanha feroz de criminalização e desmoralização dos trabalhadores da secretaria de saúde. O governo Agnelo utilizou de verbas públicas para veicular nas rádios e TV's uma carta, em que descarregava a culpa pelo caos na saúde nos trabalhadores em greve, entre outras medidas como o corte de ponto dos grevistas e o pedido judicial de ilegalidade da paralisação.

A opção que o PT fez, ao garantir a impunidade de Benedito Domingos e reprimir os trabalhadores da secretaria de saúde, não é condizente com as opções de um governo dos trabalhadores. Mas, infelizmente não é novidade para os trabalhadores que os governos do PT optem por governar para os setores burgueses mais reacionários e corruptos do país e ataquem os trabalhadores. Nos governos de Dilma e Lula, figuras como Jader Barbalho, Sarney, Collor, entre outros sempre estiveram na lista dos fieis aliados. No entanto, a reforma da previdência, a proposta de congelamento salarial dos servidores públicos, a privatização dos aeroportos foram algumas das inúmeras ações que os governos de Dilma e Lula aplicaram e estão aplicando contra os trabalhadores.


É muito importante que os trabalhadores da secretaria de saúde sejam vitoriosos nessa greve, pois a luta desses companheiros é a luta por uma saúde pública de qualidade, que só pode ser concretizada se todos os profissionais dessa área estiverem devidamente valorizados e atuando em locais com condições dignas de atendimento.

Os trabalhadores não devem manter nenhuma confiança nos governos do PT e de Agnelo, somente a mobilização e organização independente dos governos podem garantir vitórias aos trabalhadores. Chamamos toda a população a se solidarizar a luta dos trabalhadores da secretaria de saúde do DF, que enfrentam um brutal processo de repressão do governo Agnelo. Enquanto o PT se dedica a salvar o pescoço dos rorizistas, a saúde pública do DF sofre com a falta de investimentos, de profissionais e de condições dignas de trabalho e de atendimento ao público.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Todo o apoio à luta dos trabalhadores da saúde

O PSTU-DF vem manifestar sua solidariedade à greve dos trabalhadores da saúde do Distrito Federal, que travam uma luta muita importante pela valorização dos servidores da secretária de saúde do DF. Nesse momento em que a inflação, principalmente dos alimentos, dispara em todo o país é legítima e fundamental a luta dos trabalhadores pelo aumento dos salários.


Repudiamos, veementemente, a postura do governo Agnelo e da imprensa da cidade, que tentam criminalizar a greve dos trabalhadores da saúde do DF e culpa-los pelo caos na rede de saúde pública. É um absurdo que o governo Agnelo ameace cortar o ponto dos trabalhadores paralisados, tentando impedir os servidores da secretária de saúde de exercer o seu direito constitucional de fazer greve. Exigimos que a secretária de saúde e o governo reabram imediatamente as negociações e atendam as reivindicações da categoria.

Chamamos toda a população do DF e do entorno a se solidarizar com a luta dos trabalhadores da secretária de saúde do DF. A luta desses companheiros é a luta de toda a população do DF por uma saúde pública, gratuita e de qualidade. Os únicos responsáveis pelo caos na rede de saúde pública do DF e do país são os governos, que continuam ano após ano retirando verbas das áreas sociais para pagar a infindável dívida pública e encher o bolso de meia dúzia de empresários e políticos com esquemas de corrupção.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

5 propostas imediatas para a saúde no DF

1. O governo do PSTU procederá, antes de tudo, a mais ampla auditoria nas contas, contratos e convênios do GDF - inclusive na área de saúde.


2. Acabaremos com a farra criminosa das privatizações e dos contratos super-faturados. . Não aceitamos que mais da metade do orçamento de saúde do GDF continue a ser repassado para entidades privadas. Saúde não é mercadoria! Acabaremos com todas as formas de privatização e terceirização da saúde e dos serviços públicos no DF.

3. Aumento imediato e valorização salarial dos médicos e profissionais da saúde. Abertura de concursos públicos e plano de carreira discutido com a categoria.

4. Construção, ampliação e reformas dos hospitais e postos de saúde, com o objetivo de termos hospitais e postos de saúde bem equipados funcionando 24 hs em todas as cidades do DF.

5. Criação de redes móveis de profissionais da saúde para que o atendimento e o acompanhamento médico preventivo chegue a todos os lares do DF, começando pelas famílias que recebem até 3 salários mínimos. Serviços médicos e odontológicos em todas as escolas, que passarão a funcionar em tempo integral.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Carta aos eleitores do DF

Carta do PSTU aos Eleitores do Distrito Federal

A máfia de empresários que controla as terras, a mídia e as grandes empresas da cidade e há décadas domina o GDF não foi desbaratada com a queda do governo corrupto de Arruda-PO. Como já havia ocorrido com o mensalão do PT e seus aliados no governo federal, o mensalão do DEM de Arruda e seus aliados – o maior escândalo de corrupção da história de Brasília – também terminou em pizza.

A impunidade permitiu que o rorizista e arrudista Rogério Rosso (PMDB) fosse eleito governador na Câmara Legislativa dominada pelos mais sinistros personagens da Caixa de Pandora. Agora, vamos às urnas em nossa cidade sem ter conhecimento dos mandos e desmandos dos personagens envolvidos nos inquéritos policias da Caixa de Pandora, Operação Aquarela e Programa Segundo Tempo; impunes, eles estão nas ruas e nos bastidores das eleições, investindo milhões para conquistar seu voto, como se nada tivesse acontecido.

Depois de governarem o DF por duas décadas, Roriz e seus aliados lotearam, privatizaram e terceirizaram o Estado, e por isso respondem hoje a centenas de processos por corrupção. Mas a impugnação de Roriz não significa que os empresários que mandam e desmandam em nossa cidade serão afastados do poder. Após a queda de Arruda-PO, com a canoa de Roriz afundando, grande parte dos rorizistas e arrudistas tornaram-se hoje aliados do PT de Agnelo.

A candidatura a vice-governador do ex-secretário de Obras de Roriz, Tadeu Filipelli (PMDB), é a máxima expressão da vergonhosa aliança entre o PT, o grande empresariado e parte expressiva dos arrudistas, rorizistas e pandoristas. O PMDB de Filipelli é também o partido de Eurides Brito, Benício Tavares, Pedro Passos, Ronei Nemer, José Luiz Valente e tantos outros rorizistas e arrudistas que abundam nos inquéritos policiais em curso. Até um ano atrás, era o partido de Roriz, que só filiou-se a uma legenda de aluguel (PSC) para ser candidato ao governo nestas eleições porque a maioria do PMDB decidira, antes de aberta a Caixa de Pandora, apoiar a reeleição de Arruda.

O PT de hoje já não é o PT que nasceu das lutas dos trabalhadores nos anos 80: abandonou a oposição para fazer uma inaceitável composição com os que governaram o GDF com Arruda e Roriz. O “time da mudança” é um balcão de negócios compartilhado por sindicalistas e ex-sindicalistas que hoje governam o país para os grandes empresários, e seus inimigos históricos, os rorizistas e arrudistas que ocuparam e continuam a ocupar os mais altos postos de poder no GDF. Sua campanha eleitoral milionária, mais cara que a do próprio Roriz, é a certeza dos compromissos a cumprir com os que a financiam. A máfia que governa a capital do país desde a ditadura militar está bem representada seja na coligação de Roriz, seja na de Agnelo!

Aos que pensam em votar em Agnelo para se livrar de Roriz, queremos dizer que não é possível acabar com a corrupção, a privatização e a terceirização do Estado e dos serviços públicos governando com os empresários, interessados apenas em aumentar cada vez mais seus lucros às custas de todos nós. Os que votam em Agnelo, Lula e Dilma querem transformações sociais significativas, mas elas não virão enquanto a maior parte do orçamento da cidade e do país seguir sob controle dos grandes bancos e empresas que nos exploram todos os dias.

Muitos dizem não haver alternativa ao que aí está. Nós do PSTU pensamos que é possível, necessário e urgente que de fato comecemos a construir a única alternativa possível aos governos que se acham sob controle dos patrões: um governo socialista sob controle dos trabalhadores, única forma concreta de colocar o dinheiro de nossos impostos e a imensa riqueza produzida por nosso trabalho a serviço de nossos direitos e necessidades.

Nossa cidade é a mais rica, mas é também a mais desigual do Brasil: nela, há recursos suficientes para que todos possamos viver em paz e conforto, com nossas necessidades e direitos atendidos, sem agredir o meio-ambiente. Com o maior orçamento por pessoa do país, é possível valorizar os professores e ter educação de qualidade em tempo integral em escolas bem equipadas, com laboratórios, bibliotecas, computadores com Internet, parques esportivos e serviços médicos e odontológicos, que podem funcionar nos finais de semana como centros de cultura, esporte e lazer para toda a comunidade. Com o maior orçamento do país é possível ter hospitais e postos de saúde bem equipados em todas as cidades e médicos e profisionais da saúde valorizados como devem ser. Com o maior orçamento do país, é possível que todos moradores do DF tenham casa própria com escritura definitiva e que haja um sistema de transporte estatal que integre o DF 24 horas e assegure o direito de todos à cidade.

Para isso será preciso derrotar as candidaturas milionárias que governam a serviço dos empresários, e por isso não terão condições objetivas de impedir que os esquemas de privatização, terceirização, corrupção e loteamento do Estado continuem a absorver a maior parte do orçamento do GDF.

Nestas eleições, há muitas candidaturas, mas só dois programas: o programa dos empresários interessados apenas em seus lucros, e o programa socialista dos trabalhadores. Nós estamos com os trabalhadores e seguiremos com eles; e você, de que lado está?

Por um governo socialista dos trabalhadores, vote PSTU!

Contra Burguês, vote 16!

Rodrigo Dantas Governador

Zé Maria Presidente

sábado, 11 de setembro de 2010

Entrevista do Rodrigo Dantas 16 para o Jornal Miraculoso

O MIRACULOSO: Quem é Rodrigo Dantas, candidato a Governador do Distrito Federal pelo PSTU?

Rodrigo Dantas: Nasci no Rio de Janeiro, maio de 68, vim para Brasília com 27 anos dar aulas na UnB, em 1995, sou formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, trabalho no departamento de filosofia da UnB, ministro aula de filosofia política e filosofia marxista, fui secretário-geral e presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília – ADUnB, durante o 1 mandato do governo Lula, fui também vice-presidente do ANDES – Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior de 2008 a 2010, mandato que está terminando agora. Trabalhei com formação política de movimentos sociais, estudantis, populares, sindicais, tenho uma longa militância socialista, participei de ínúmeros processos de lutas e greves, ocupação da Reitoria da UnB, da Câmara Legislativa do DF com o Movimento Fora Arruda. Fui durante os anos 80 militante do PT, sou desde o começo, construtor da CONLUTAS e da nova organização popular estudantil que estamos construindo neste país, e tenho ínumeras publicações
cientificas, trabalhos e ensaios. É isso.

O MIRACULOSO: O senhor tem menos de 1 ano no PSTU e saíra candidato a Governador do Distrito Federal por este partido, não considera precipitado?

Rodrigo Dantas: Não, porque o PSTU é um partido que se organiza para as utas concretas e diretas da classe trabalhadora. Há muitos anos eu sou um militante que aposta também nas lutas da classe trabalhadora, a minha relação com o PSTU sempre foi muito próxima e eu levei mais de um ano em uma discussão profunda, com muitas leituras, até ter a firmeza e a segurança de entrar no PSTU. O PSTU é um partido que tem um programa voltado a construção das lutas, da organização e da consciência
da classe trabalhadora como base para a construção de uma sociedade socialista, uma sociedade onde os trabalhadores que produzem riqueza possam também administrar a riqueza que eles produzem, como eu sempre fui um socialista, eu vejo hoje no PSTU o partido que de fato tem o programa e a prática socialista no país.

O MIRACULOSO: Nas eleições de 2006, PSOL e PSTU estavam juntos, numa coligação que se repetiu no país inteiro, nacional e aqui no DF. Por que esses dois partidos que são tão pequenos, e que saindo separados ficam menores ainda, não estarão juntos nas eleições de 2010?

Rodrigo Dantas: Infelizmente a frente de esquerda não vai existir no DF e não vai existir no Brasil, o PSTU propôs publicamente a frente de esquerda desde agosto de 2009, a resposta do PSOL foi de que o partido preferia buscar uma aliança com a candidatura de Marina Silva. Nós entendemos que
a candidatura de Marina Silva cujo o vice-presidente é um dos mil homens mais ricos do mundo, é uma candidatura do empresariado, é uma candidatura do grande capital, que conseguiu uma cara simpática para impor seu programa em uma terceira candidatura. Nós consideramos um equivoco do PSOL Que ele tenha buscado essa aliança. Essa alianaça não foi possível porque a Marina preferiu construir uma aliança com o DEM e o PSDB no Rio de Janeiro, preferiu colocar como vice um mega empresário, e logo depois, poderia acontecer uma frente de esquerda, porém o PSOL votou um programa que não é um programa discutido com o PSTU e que não temos acordo, um programa parecido com o do PT dos anos
90 até chegar ao poder em 2002, um programa muito diferente do proposto pelo PSTU, que é socialista. Não chegamos a acordo também porque o PSOL há muito tempo aceita o financiamento da burguesia, de empresas e empresários, e nós entendemos que para construir uma sociedade socialista não se pode aceitar dinheiro de empresas e empresário. Nosso programa, PSOL e PSTU, é muito diferente e por isso não haverá frente de esquerda.

O MIRACULOSO: O senhor é um candidato de um partido minúsculo, o PSTU, que não tem nenhuma experiência administrativa de ter participado ou governado qualquer governo maior. Como lidará com essa falta de experiência do seu partido e sua própria falta de experiência
administrativa, visto que nunca foi eleito para nenhum cargo eletivo executivo?

Rodrigo Dantas: Não vemos problema, um governo do PSTU no país seria composto pelos melhores quadros da Universidade, os melhores quadros da intelectualidade brasileira e da esquerda, seria certamente um governo muito mais qualificado do que estes que temos por aí, compostos por políticos empresários, seus prepostos e tecnocratas que só sabem atender ao interesse do capital e da grande burguesia.

O MIRACULOSO: Brasília possui hoje a 3 maior renda per carpita do Brasil, todo um estado engendrado em anos de corrupção e partidos políticos grandes e solidificados que sem eles, não se consegue governar. Caso seja eleito, como será a política de alianças com os demais partidos?

Rodrigo Dantas: Nós não nos propomos a fazer alianças com a burguesia, com o capital ou com o imperialismo para governar o país, nós queremos construir diferentemente do PT um governo dos trabalhadores e para os trabalhadores apoiado nas lutas e organizações dos trabalhadores. Isso significa que o governo do PSTU não poderá ser um fato isolado, um governo do PSTU não será uma flor nascendo no meio do asfalto, um governo do PSTU será fruto de um processo de avanço da consciência e das lutas da classe trabalhadora brasileira e da juventude. Portanto um governo do PSTU romperia com esse regime político absolutamente corrompido e buscaria construir apoiado nas mobilizações diretas da classe trabalhadora uma democracia direta e as formas do poder popular.

O MIRACULOSO: Mas se o senhor fosse Governador do Distrito Federal, que estamos tratando aqui, como o PSTU que ainda não alcançou esse poder Nacional para alterar as regras do
jogo, lidaria dentro das regras do jogo, como seriam suas alianças políticas para Governar o Distrito Federal?

Rodrigo Dantas: Nós não poderíamos fazer nenhuma espécie de aliança com os donos de terra, de bancos e construtoras porque o nosso governo não expressaria esses interesses, seria criado um impasse e nós chamaríamos a população para romper esse impasse e construir um governo dos trabalhadores.

O MIRACULOSO: Na UnB, onde o senhor é professor e militante, alguns integrantes da comunidade acadêmica já o acusaram de querer se passar por lider dos segmentos dos estudantes, professores e funcionários, como o senhor responde a essas acusações que já surgiram a seu respeito?

Rodrigo Dantas: Eu sou um militante, acredito que os trabalhadores só conseguirão transformar e construir um nova sociedade, uma nova forma de governar e organizar a sociedade no dia que eles conseguirem unificar suas vidas. Isso é verdade também no plano da lutas pelos direitos, isso significa
que a gente só consegue defender a Universidade pública em todos os sentidos articulando os três segmentos, professores, estudantes e servidores, eu sempre militei nessa perspectiva. Não sou candidato a lider de ninguém, a liderança não é alguma coisa que alguém possua, e sim uma coisa que você constrói a partir do momento que a elaboração do partido ou grupo de que você pertence é a elaboração e intervenção que acaba dirigindo o movimento. Ninguém é candidato a lider, ninguém nasce lider e eu não tenho nenhuma pretensão de liderar absolutamente nada, minha modesta pretensão é poder contribuir para transformar a realidade e construir uma sociedade justa, humana, igualitária e socialista.

O MIRACULOSO: Qual a sua opinião sobre o amplo esquema de corrupção presente aqui no Distrito Federal, no escândalo apelidado pela grande mídia de mensalão do DEM?

Rodrigo Dantas: A primeira coisa que a gente tem que ter claro é que o que veio à tona em Brasília É o que ocorre há muito tempo em Brasília e em todas as partes do Brasil e na imensa maioria dos países do mundo, para não dizer quase todos. Como funciona isso no Brasil? As empresas privadas, donos dos grandes bancos e grandes empresas, os grandes capitalistas, financiam os seus representantes, com o apoio dos meios de comunicação que também lhes pertencem, e elegem os seus representantes como se representantes do povo fossem. Uma vez no poder eles vão evidentemente tocar os projetos as leis, as medidas, as políticas que interessa aqueles que o financiam. E aí pouco importa se o sujeito é um político empresário ou um pretenso representante dos trabalhadores, o que importa é que a estrutura que ele participa, pela qual ele é financiado, é uma estrutura corrupta e corruptora. Quando estes políticos empresários e seus representantes são eleitos, eles loteiam os recursos do estado, os cargos públicos, as posições do poder entre si, a lógica do toma lá da ká, que é dando que se recebe é a regra geral, onde o político evidentemente não pode deixar de acompanhar todo esse processo, e a própria lei é favorece a impunidade de forma que se a gente observar no sistema capitalista não pode ser diferente. Assim como não existe democracia na fábrica nem na empresa, quem manda é o patrão, nas eleições os patrões elegem seus representantes e não satisfeitos em mandar no dia a dia da sociedade, em todos os locais de trabalho, eles mandam também no poder político, e utilizam todos os recursos do estado em seu próprio beneficio. Se a gente For analisar o orçamento, podemos ver que o orçamento público do Brasil, 35% é gasto com juros da dívida pública que é o gasto mais importante que existe no orçamento brasileiro, se a gente começa a analisar todas as modalidades de transferência de recurso público para as mais variadas esferas privadas, inclusive para o terceiro setor, você vai ver aí não só a transferência direta de recursos como a corrupção permeando essa transferência e o resultado é que mais da metade dos recursos públicos do dinheiro dos nossos impostos neste país terminam no bolso dos mesmos patrões que nos exploram todos os dias e que através das eleições garantem também o direito de legislar e governar em seu próprio beneficio.

O MIRACULOSO: Foi anunciada recentemente uma coligação entre PT e PMDB, Filipelli e Agnelo, o Filipelli que foi o braço direito do Roriz, como enxerga essa coligação?

Rodrigo Dantas: Significa que ganhe Roriz, ou ganhe Agnelo/Filipelli, os donos dos bancos, das construtoras, os grileiros, os latifundiários, os donos das escolas, dos hospitais vão continuar no
poder, assim como na eleição nacional pode vencer Serra ou pode vencer Dilma que eles continuarão no poder. Não há grande diferença programática, e o próprio empresariado em um encontro com Serra, Dilma e Marina declarou unanimemente que não vê grandes diferenças programáticas, não só na
eleição nacional, como na eleição para o DF mas em todas as eleições que estão aí colocadas, ou seja, os candidatos que a mídia apresenta como sendo os candidatos que disputam a eleição são os candidatos que aceitaram o programa dos proprietários dos meios de comunicação, dos meios de produção em todo o país, então na verdade a grande novidade é que aquele que um dia nasceu como partido dos trabalhadores governa hoje com a burguesia, para burguesia e com os métodos sujos da burguesia, e é por isso que nós precisamos construir uma alternativa dos trabalhadores, pra além do PT,
pra além da CUT, que permita dialogar com o conjunto da classe trabalhadora brasileira, para que possamos convencer os trabalhadores desse país, não só nas fábricas, nas escolas, nas universidades,
mas também no processo eleitoral, onde nós podemos falar pra milhões, de que os trabalhadores podem
e devem governar por si e para si mesmos sem uma aliança com a burguesia.

O MIRACULOSO: – Fale sobre sua candidatura e qual o diferencial que acredita que ela representa.

Rodrigo Dantas: – Olha, no governo a primeira coisa que nós faríamos, seria
chamar o apoio da população ao nosso programa, fazer uma grande auditoria nas contas do Estado, prender, cassar e expropriar todos os corruptos e corruptores e empregar todos os recursos do Estado, do dinheiro dos nossos impostos, para garantir saúde estatal, pública e de qualidade para todos, educação estatal, pública e de qualidade para todos, estatizar o transporte, reduzir, congelar passagens, ampliar as linhas, garantir o passe livre para idosos, desempregados e estudantes, em suma: fazer uma ampla reforma agrária e urbana, de modo a garantir a todos os habitantes do DF, que cada tenha a sua casa, que cada um tenha a sua terra, acabar com a grilagem, punir os grileiros, em suma: nós faríamos
um governo cujo o único compromisso seria com as necessidades e direitos com o conjunto da população, um governo que só poderia se viabilizar com o apoio da população, com a participação da população, com a criação de mecanismos de democracia direta, isso implicaria evidentemente alterar
a correlação de forças, implicaria, evidentemente em derrotar os tubarões e poderosos que aí estão e isso só poderia ser feito pela mais ampla mobilização popular. Nosso objetivo em última instância é construir, um governo em que a riqueza produzida pelo nosso trabalho possa por fim estar a serviço das nossas necessidades e dos nossosdireitos.
O MIRACULOSO: – O jornal O MIRACULOSO agrade a entrevista, a atenção e as palavras, que passam agora a constar na história do Jornal. O senhor foi nosso primeiro entrevistado político desta série que faremos até Outubro, os questionamentos que buscamos aqui fazer são os questionamentos que acreditamos ser de todos os cidadãos e será esse o padrão das demais entrevistas. Vamos as suas considerações finais.

Rodrigo Dantas: – Eu queria agradecer ao Jornal O MIRACULOSO e parabenizar essa iniciativa, porque no Brasil dizem que existe democracia, mas o poder de informar e de comunicar está concentrado
nas mãos de pouquíssimas pessoas e é utilizado da forma mais manipulatória, distorcida e abusiva que
existe, é importante que você multiplique mecanismos e iniciativas de democratização da comunicação, de descentralização, e é isso que vocês estão fazendo, por isso vocês estão de parabéns, e nós gostaríamos de dizer por fim a todos os leitores do Miraculoso, que nós viemos de longe a vamos
ao longe, nós não acreditamos que o século XX, o mais revolucionário da história humana tenha sido uma exceção ou uma anomalia na história, nós acreditamos que pelo contrário os problemas criados pelo capitalismo, os problemas globais criados pelo capitalismo se agravam, a cada dia, e o capitalismo
não é um fruto da natureza, o capitalismo é fruto da história humana e ele pode ser superado e uma nova
sociedade pode ser construída, nós temos hoje um desenvolvimento material, científico e tecnológico suficiente para que todos vivamos em paz com conforto, com nossas necessidades atendidas trabalhando cada vez menos e com o meio ambiente preservado, mas dentro do sistema capitalista essas mesmas forças produtivas tão desenvolvidas acabam significando guerras, devastação ambiental em escala planetária desemprego de massas, salários cada vez menores, direitos cada vez menores, nós consideramos que é possível urgente e necessário, construir a luta para superar o capitalismo como
modo de organização da vida social da humanidade e é a isso que minha vida está a serviço e a isso que o PSTU está a serviço e é a isso que está candidatura está a serviço, muito obrigado.


Vote Rodrigo Dantas 16!!!

domingo, 1 de agosto de 2010

Entrevista Rodrigo Dantas ao Jornal Tribuna do Brasil

1 – Saúde: Quais seriam as soluções imediatas para problemas como a falta de medicamentos, leitos médicos, equipamentos para diagnóstico e qualificação profissional dos servidores que atuam nos hospitais da rede pública?

Os governos de Roriz, Cristovam e Arruda levaram a saúde no DF a um estado de calamidade pública! Faltam médicos, medicamentos, equipamentos, hospitais e postos de saúde, mas sobra corrupção para todo lado! Para resolver essa situação, implantaremos um modelo de saúde pública integrada, baseado na universalização do atendimento preventivo das famílias em suas casas e numa rede de hospitais e postos de saúde bem equipados em todas as cidades do DF, com funcionamento 24 hs. Acabaremos com todas as formas de privatização da saúde. Aumentaremos os salários dos médicos e profissionais da saúde, diminuiremos a jornada de trabalho, implementaremos um plano de carreira discutido com a categoria que valorize sua qualificação e abriremos concursos públicos para a contratação de profissionais da área. O direito à vida deve estar acima de todas as coisas. No governo do PSTU, a saúde pública será nossa principal prioridade orçamentária.

2 – Educação: Quais seriam as soluções imediatas propostas pelo senhor para aumentar a oferta de vagas na rede pública de ensino, melhorar a qualidade do ensino e reverter o péssimo estado de conservação das escolas públicas?

Nosso objetivo é implementar o acesso universal à educação pública de qualidade em turno integral, com 25 estudantes por sala de aula. Para isso, construiremos, reformaremos e ampliaremos as escolas, dotando-as de laboratórios, bibliotecas, computadores, acesso à Internet e parque esportivo. Cada escola pública do DF deve se transformar num centro de lazer, cultura e esporte para a comunidade nos finais de semana. Aumentaremos os salários dos profissionais da educação, que terão isonomia com os profissionais da saúde e da segurança, implantaremos um plano de carreira debatido com a categoria que de fato valorize sua qualificação, reduziremos a jornada de trabalho em sala de aula e abriremos concursos públicos para a contratação imediata de profissionais da educação. O DF tem hoje o maior orçamento per capita do país. Feita uma ampla auditoria nas contas, contratos, convênios, obras e órgãos do GDF e devidamente punida e extirpada a corrupção institucionalizada, haverá recursos suficientes para fazer da escola pública do DF um modelo para todo o país.

3 – Transporte: Qual seria a solução mais adequada para melhorar a qualidade do transporte público sem aumentar o valor da tarifa e atender a toda população que vem do Entorno do DF para trabalhar no centro de Brasília?

O DF tem o maior orçamento per capita do país e o pior e o mais caro sistema de transporte. Para reverter este quadro, só há um caminho: estatizar as empresas de transporte público. O direito de ir e vir de milhões de pessoas não pode mais estar a serviço do lucro de meia dúzia de empresários. Roriz e Agnelo/Filipelli não podem fazer isso porque suas candidaturas estão a serviço dos empresários que as financiam. Só assim será possível reduzir e congelar as passagens ao preço de custo, estender o direito ao passe livre universal para estudantes, idosos e desempregados e adaptar o transporte aos idosos e portadores de necessidades especiais. Implantaremos um modelo integrado de transporte público que priorize e expanda o metrô 100% estatal para todo o DF e Entorno, com a construção imediata de três grandes eixos: Águas Lindas-Brasília, Valparaíso-Brasília e Formosa-Brasília. Aumentaremos os salários, melhoraremos as condições de trabalho e diminuiremos a jornada dos profissionais do transporte público. Construiremos ciclovias em todas as cidades do DF.

4 - Segurança: O que poderia ser feito para melhorar a qualificação dos agentes de segurança pública e o atendimento às ocorrências, proporcionando mais agilidade e rapidez?

A principal causa da violência urbana no DF e no Brasil é o desemprego, que afeta sobretudo a juventude e a população pauperizada da periferia dos grandes centros urbanos. No DF, o desemprego atinge cerca de 20% das pessoas! Ali onde não há perspectivas de trabalho e de vida digna, a violência se dissemina e se torna para milhares de pessoas seu único meio de vida. Não há como resolver este problema com mecanismos repressivos. Implantaremos um grande plano de obras públicas para a construção de milhares de moradias populares, escolas e hospitais, que propiciará trabalho e salário digno para milhares de pessoas. A violência, antes de ser uma questão de polícia, é uma questão social e assim deve ser tratada. Outra medida importante é a desmilitarização da polícia, além disso a dissolução das policias atuais violentas e corruptas. Defendemos uma polícia civil que tenha seus chefes eleitos e controlados pela população no bairro em que atuar.

5- Qual será o seu grande projeto para Brasília?

Construir, pela primeira vez em nossa cidade, um governo socialista que esteja dirigido ao atendimento dos direitos e necessidades da classe trabalhadora e da juventude – e não a serviço do lucro dos empresários e da corrupção.

6 – Qual o lugar que o senhor mais gosta em Brasília (lugar específico)?

O Lago Paranoá. Queremos fazer da orla do Lago Paranoá um grande espaço de lazer, cultura e esporte para toda a população do DF

domingo, 4 de julho de 2010

Entrevista com Professor Rodrigo Dantas – Candidato a Governador pelo PSTU

Entrevista concedida ao jornal Campus Online – jornal laboratório dos estudantes de Comunicação da UnB


 

  • O senhor já foi candidato a senador federal, agora a governador.


 

  • O senhor sente uma responsabilidade maior dessa vez?


 

Sim. Trata-se de defender o programa socialista diante de toda a população da capital do país.


 

  • Como foi o processo para sua indicação?


 

Após debater, o PSTU decidiu por unanimidade pela chapa que apresentaremos nestas eleições.


 

  • O senhor se coloca como um real candidato ou um anticandidato ao governo do Distrito Federal?


     

    • Não sou anti-candidato. Com o pouco espaço de mídia que teremos, imposto pela polarização entre as duas candidaturas que a burguesia desta cidade já autorizou a que continuem a governar em seu nome, defenderemos que os que produzem toda a riqueza – os trabalhadores, que são a imensa maioria – possam governar, sem aliança com os patrões.


 

  • O PSTU não se coligou com nenhum partido.


     

    • Como o senhor enxerga isso?
    • Nosso objetivo não é ocupar espaços de poder na estrutura corrupta e corruptora do Estado burguês. Não fazemos coligações sem princípios com o objetivo de chegar ao poder, e lá instalado, lotear cargos, recursos e favores de todo tipo para montar uma base de apoio como quem monta um balcão de negócios.
    • Horário eleitoral gratuito, o pouco tempo de exposição para apresentar suas propostas não é um problema?
    • Evidentemente. Vivemos numa sociedade baseada em relações de força, poder, dominação e exploração, em que a desigualdade é a regra. Como tudo o mais, a lei eleitoral é feita para conservar e reproduzir a desigualdade, zelando pelos poderes e privilégios de uma minoria que enriquece pela exploração do trabalho alheio.
    • Por que a coligação Frente de Esquerda (PSTU, PCB e PSOL) não se repetiu nestas eleições?
    • O PSTU fez um chamado à Frente de Esquerda em 2009, com base num programa socialista, sem alianças com partidos burgueses e sem financiamento privado. Não houve acordo. O PSOL, após ver frustrado seu projeto eleitoral de aliar-se à candidatura burguesa de Marina, aprovou programa semelhante ao defendido pelo PT em sua trajetória rumo ao poder.
    • Em 2006 essa frente teve 4,25% dos votos válidos com Toninho para governador e o senhor recebeu 10.974 votos (0,89% dos votos válidos), como o senhor espera ampliar o seu eleitorado?
    • Diante da polarização que se pretende impor entre Roriz e PT/PMDB, e da maior crise de corrupção da história do DF, penso que as pessoas podem estar buscando alternativas que sejam capazes de virar esta página podre de nossa história.
    • Como romper a polarização entre Roriz e PT?
    • Com Roriz ou com Agnelo/Filipelli, os mesmos que governaram o DF nos últimos 20 anos seguirão no poder. O resultado veio à tona com a operação Caixa de Pandora. Cabe à população decidir se continuará a ser governada pelos mesmos interesses e métodos, ou se chegou a hora de votar para que os trabalhadores governem.


 

  • Recentemente o senhor liderou, num ato violento, conjuntamente com alunos da UnB, a invasão da Câmara Legislativa. O eleitor espera esse tipo de atitude do seu governante? O político não deve resolver os conflitos pelo diálogo em vez de usar a força? A ocupação da Câmara Legislativa e a luta protagonizada pelo movimento Fora Arruda-PO e toda a máfia contaram com amplo apoio popular. Ocupações são métodos de luta de que os trabalhadores e a juventude lançam mão quando não há espaço para o diálogo – e costumam ser bem sucedidas quando tem apoio popular.
  • Como seria sua relação com a Câmara Legislativa num eventual governo? É possível governar sem alianças? Se a população votar em massa nos candidatos do PSTU, isso significa que é chegada a hora de que os trabalhadores organizados governem por si e para si mesmos, sem alianças com a burguesia e seus representantes políticos.


 

  • Como o senhor pretende, se eleito, recuperar a credibilidade dos brasilienses em relação à política do DF? Da forma como o regime político está estruturado, as grandes empresas, com apoio dos meios de comunicação, financiam e elegem seus candidatos para que eles defendam seus interesses. O resultado é a corrupção institucionalizada. Uma nova política só pode surgir do processo de organização consciente dos trabalhadores e da juventude.


 

  • Como o senhor vai acabar com a corrupção no DF? Prisão, cassação, exoneração e expropriação dos bens de todos os corruptos e corruptores. Ampla auditoria e fiscalização popular de todas as contas, contratos, convênios, obras, atos e estruturas do GDF.


 

  • Qual o principal ponto da sua plataforma eleitoral? Como pretende implementá-lo? Nenhum centavo a mais do Estado para enriquecer empresários e políticos-empresários corruptos. Cada centavo de nossos impostos será aplicado em saúde, educação, transporte, moradia, saneamento, salários, emprego, arte, cultura, lazer e todos os direitos e necessidades da classe trabalhadora e da juventude.


 

  • O senhor fala em conselhos comunitários.


 

  • O que são? São organismos do poder popular, eleitos nos bairros e comunidades, que decidirão onde e como aplicar os recursos públicos para atender as necessidades da população e fiscalizarão sua aplicação.
  • De maneira prática, como eles funcionariam e como seriam implementados? Funcionariam como funcionam as assembléias da classe trabalhadora e da juventude e elegeriam secretarias executivas para implementar suas decisões.
  • Eles acarretariam numa diluição do poder do Estado? O Estado existe como um poder separado e acima da sociedade.
    Os conselhos populares são organismos que fazem parte da história de luta da classe trabalhadora e seu objetivo é construir uma estrutura de poder que emane diretamente do seio da classe trabalhadora.


 

  • O senhor é um defensor da greve como instrumento de luta dos trabalhadores.


 

  • Como o senhor lidaria com uma greve num eventual governo? Uma das primeiras medidas de nosso governo seria aumentar os salários dos servidores e fazer com que o piso seja o salário mínimo do DIEESE (R$ 2.140,00). Nosso objetivo é governar com os trabalhadores e para os trabalhadores.
  • Qual a diferença entre incentivar a greve e estar do outro lado como governo, tendo de controlá-la? Nosso governo apoiará ativamente todas as greves e todas as lutas da classe trabalhadora. Se ainda assim tivermos de lidar com alguma greve na condição de governo, tomaremos todas as medidas para que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.


 

  • Em entrevista ao Cacom, em 13 de setembro de 2006, o senhor disse que sua candidatura ao senado se deveu a pedidos dos seus companheiros de partido (PSOL), isso é verdade? Na atual eleição, você se candidatou novamente a pedidos? Num partido socialista as candidaturas não nascem de desejos e ambições pessoais. Qualquer candidatura do PSTU nasce de uma decisão democrática tomada pelo partido, e cabe ao militante a que foi designada esta tarefa cumpri-la da melhor forma.


 

  • Na mesma entrevista, o senhor afirmou, "Eu me sinto pouco à vontade na condição de candidato porque eu detesto ser confundido com político, me dá uma náusea profunda". Isso não é uma contradição com a sua postura em concorrer a cargos como senador e, agora , a governador do Distrito Federal? De fato, é desagradável ser confundido com a figua do político profissional, que no imaginário popular geralmente é representado como a figura do ladrão de terno e gravata. Sou um professor de filosofia e um militante socialista – e não um político profissional sedento por dinheiro e poder.


     

  • Ainda nessa entrevista, o senhor chegou a afirmar que desistiu do curso de Comunicação Social porque
    "Como jornalista, seria um escravo da propriedade privada dos meios de comunicação. Preferi a liberdade de ser professor". Ser político oferece liberdade? Como professor e militante socialista, prezo a liberdade acima de tudo e dedico minha vida à luta pela liberdade. Não a liberdade que se baseia no poder de poucos para impor seus privilégios sobre a grande maioria, mas a liberdade que se constrói a partir do reconhecimento do direito à vida e à necessária igualdade entre todos.


 

  • Você é um dos fundadores do PSOL. Por que mudou para um partido de menor expressão? O PSOL tem expressão eleitoral maior que o PSTU. Mas o PSTU é um partido mais enraizado nas organizações dos trabalhadores – o que ficou evidente no Congressso da Classe Trabalhadora, em que houve maioria de dois terços votando nas posições defendidas pelo PSTU. Isso levou a que correntes do PSOL se retirassem do Congresso. Esperamos que reconsiderem esta atitude e se reincorporem à nova central sindical, popular e estudantil que estamos construindo.


 

  • Sua candidatura a governador dá publicidade ao seu nome. Você tem interesse em ser reitor da UnB, no futuro? Ser reitor impõe uma série de limitações e constrangimentos jurídicos, políticos e econômicos. Só aceitaria um cargo como esse num contexto em que a universidade e a sociedade estivessem protagonizando grandes processos revolucionários de transformações estruturais na vida social.


 

  • Segundo o senhor, o PT e o PSOL se corromperam. O poder corrompe? O PSTU não pode também eventualmente ser corrompido pelo poder? Não penso que o PSOL tenha se corrompido, mas que seu programa, suas práticas e sua forma organizativa, centradas no processo eleitoral, são muito semelhantes às do PT e devem conduzir este partido a uma trajetória de adaptação à sociedade que pretendem transformar. O PSTU não é um partido eleitoral, mas uma organização internacional de socialistas que atua nas lutas e organizações da classe trabalhadora e tem como objetivo criar as condições para a revolução socialista.

sábado, 3 de julho de 2010

16 propostas socialistas para o DF


1
Pelo fim de todas as formas de privatização do Estado, de seu orçamento e dos serviços públicos! GDF e suas empresas (BRB, CEB, CAESB, Terracap, Novacap, etc.) públicas e estatais a serviço de todos e não da corrupção e do lucro dos empresários.

 
2 Transporte Público de qualidade que integre todas as cidades do DF!

 
    Estatização das empresas de transporte, que não podem continuar lucrando às custas de nosso direito de ir e vir! Redução e congelamento das passagens! Revitalização da TCB, empresa pública de transporte! Não renovação das licitações com as atuais empresas de transporte!
    Aumento salarial e diminuição da jornada de trabalho dos rodoviários! Adaptação da frota de ônibus aos idosos e pessoas com deficiência! Passe livre universal para estudantes, idosos e desempregados!

 
3

Expansão do metrô a todas as cidades do DF. Convocação imediata dos aprovados no último concurso público. Compra de mais trens para diminuir a espera. Fim da terceirização da bilheteria do Metrô. Por um Metrô 100% estatal!

 
4
O direito de todos à educação pública, gratuita e de qualidade é um dever do Estado!

 
    Educação não é mercadoria! Mais verbas para a Educação Pública!
    Aumento salarial, plano de carreira, diminuição da jornada de trabalho e contratação imediata de mais profissionais da educação! Pela valorização, formação e capacitação dos profissionais da educação!
    Educação de qualidade em tempo integral para nossas crianças e adolescentes! Reforma e ampliação das escolas, com construção de laboratórios, bibliotecas, videotecas, acesso a Internet e parque esportivo! Pela democratização das escolas e a mais ampla participação dos professores, pais e estudantes na gestão escolar!

 
5
Não à lei de "responsabilidade fiscal", que tira dinheiro da saúde e da educação para pagar juros a banqueiros e especuladores!
    Esta lei não foi feita para combater a corrupção! Ela limita os gastos com serviços públicos para garantir o pagamento das dívidas com banqueiros.

 
6
Por uma reforma agrária e urbana que acabe com a especulação imobiliária e a grilagem de terras, preserve o meio-ambiente e assegure o direito à terra, moradia, infra-estrutura rural e urbana e vida digna para todos! Abaixo o PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial)!
    Em defesa do patrimônio arquitetônico e urbanístico de Brasília e do DF! IPTU progressivo que sobretaxe as grandes propriedades, principalmente nas áreas nobres da cidade, e que isente as propriedades menores e localizadas nas cidades satélites!
    Pelo planejamento urbano ecologicamente sustentável e socialmente justo das cidades e do território, a serviço de nossos direitos e necessidades, e não dos lucros dos empresários! Não ao setor noroeste!

 
7
Cassação, prisão e confisco dos bens de todos os corruptos!

 
    Por uma ampla auditoria nas contas e contratos do GDF e da Câmara Legislativa do Distrito Federal! Abaixo o governo corrupto a serviço dos empresários!
    Fora Roriz, Arruda, P.O. e Todas as suas Máfias!

 
8

Abaixo o desemprego! Pelo fim de todas as formas de terceirização e precarização do trabalho!
    
    Defesa da juventude que chega ao mercado de trabalho em busca de emprego! Por um amplo plano de obras públicas para acabar com o desemprego e construir moradias populares, escolas, hospitais e postos de saúde!
    Defesa do salário mínimo do DIEESE no Distrito Federal (aproximadamente R$ 2140,00)

 

 
9
Pela preservação do meio-ambiente como direito de todos e dever do Estado!

 
    Pela criação de áreas de proteção ambiental em todas as nascentes, mananciais, córregos e rios do Distrito Federal. Combate à poluição, ao desmatamento e ao uso predatório da natureza em todo o DF, aumentando a fiscalização e punindo as empresas poluidoras com multas e fechamentos.

 
10
Obras de infra-estrutura e saneamento básico em todas as cidades do DF! Pelo direito ao saneamento básico para todos!

 
11
Pelo direito universal a arte, pensamento, ciência, história, cultura e informação!

 
Computadores e livre acesso à Internet em todos os lares! Pelo apoio estatal à produção e ampla exibição da arte, pensamento, esporte e cultura produzidos no Distrito Federal!

 
12
Pelo direito ao lazer, ao esporte e à cultura para todos!

 
Pelo direito ao livre uso social, esportivo e cultural dos espaços públicos. Pelo direito de todos a bibliotecas, museus, centros de cultura, teatros, cinemas e parques ecológicos e esportivos em todas as cidades do DF. Pelo direito à urbanização e ao livre acesso público para lazer, esporte e cultura na orla do Lago Paranoá e outros lagos da cidade.

 
13
Saúde pública, estatal, gratuita e integral de qualidade para todos!

 
    Mais verbas para a Saúde Pública! Fora a administração privada nos hospitais públicos! Saúde não é mercadoria!
    Aumento salarial, plano de carreira, diminuição da jornada de trabalho e contratação imediata de profissionais da saúde por concurso público. Construção de hospitais e postos de saúde de qualidade funcionando 24 horas em todas as cidades do DF.
    Modelo de saúde pública integrada, com a universalização do atendimento preventivo das famílias em suas casas, integrado a uma rede de postos de saúde e hospitais públicos.

 
14

Não à criminalização dos movimentos sociais! Todo apoio às lutas dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre em defesa de seus direitos! Abaixo à repressão!

 
15
Não à opressão de negros, mulheres e LGBTs! Em defesa dos direitos de todos os oprimidos e explorados e pelo fim das discriminações!
    Cotas para negros e negras na Universidade e no Serviço Público. Em defesa dos direitos das crianças e adolescentes! Reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
    Pela legalização do aborto com atendimento médico na rede do SUS. Construção e ampliação de creches públicas. Construção de casas-abrigo para mulheres vítimas da violência doméstica.

 
16
Nem Agnelo/Filipelli, nem Roriz.
    Só um governo socialista dos trabalhadores, sem patrões, pode melhorar a vida da classe trabalhadora e da juventude do DF!
 
 

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PSTU lança Rodrigo Dantas ao GDF

Bom Dia DF - Rede Globo.

Mais um partido político realiza convenção e decide lançar candidato ao governo do Distrito Federal. PSTU oficializa a candidatura de Rodrigo Dantas.

Cerca de 40 pessoas participaram da convenção do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado. O PSTU oficializou a candidatura de Rodrigo Dantas ao governo do Distrito Federal em um auditório no Conic. Ele é casado e tem um filho. Rodrigo nasceu no Rio de Janeiro, em 1968. Fez graduação, mestrado e doutorado em Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Rodrigo Dantas veio para Brasília em 1995, no mesmo ano em que começou a dar aulas na Universidade de Brasília. Atualmente, é professor de Ética e Filosofia Política. Presidiu a Associação dos Docentes da UnB. Foi vice-presidente da Associação Nacional de Docentes de Ensino Superior de 2008 até o início deste ano. Um dos fundadores do PSol, concorreu ao Senado Federal em 2006 pelo partido. E filiou-se ao PSTU no ano passado.

“Nos podemos governar sem aliança com a burguesia, com os patrões. Nós podemos governar de tal forma nas escolas, nas universidades, nas fábricas e em todos os lugares”, ressalta o candidato do PSTU Rodrigo Dantas.

Esta é a terceira vez que o PSTU lança um candidato ao governo do Distrito Federal. A vice é Rosa Olímpia, do mesmo partido. A legenda não fará nenhuma coligação nestas eleições.

As principais propostas para governar o DF são estatizar os serviços públicos com o fim dos contratos terceirizados e a participação efetiva dos trabalhadores; democratizar radicalmente o Estado pela formação de conselhos em cada comunidade, e concentrar os recursos públicos em educação, saúde, saneamento, energia, moradia, cultura, lazer, trabalho e transporte.

O partido também oficializou a candidatura de Robson Raimundo ao Senado. E anunciou três filiados que vão concorrer à Câmara dos Deputados e dois que vão tentar vaga na Câmara Legislativa.

“Os trabalhadores terão as suas bandeiras, os seus programas, levantados e apresentados pela nossa candidatura”, enfatiza o presidente PSTU Antônio Ricardo Guillen.

Luísa Doyle / Edvaldo Lachu