]
Mostrando postagens com marcador Fora Arruda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fora Arruda. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Copa, os 51 anos de Brasília e a moderna política do Pão e Circo

O gasto extra na construção do Mané Garrincha para receber o jogo de abertura é 2 vezes o orçamento da Secretaria de Cultura do GDF em 2011

O termo “política do pão e circo” é um termo histórico que serve para denominar políticos que conquistavam apoio popular a partir de políticas assistencialistas (algumas delas até importantes) enquanto que a linha geral de seu governo caminhava para a corrupção, ou o favorecimento dos setores mais tradicionais da burguesia. Outra variante do termo é o “Rouba mas Faz”.

No DF, a gestão Roriz ficou caracterizada como o cara do povo, pois distribuía lotes em troca do apoio popular a uma gestão que reforçava, ao fim e ao cabo, a própria exclusão social e corrupção de estado. Seu sucessor Arruda, inovou. Em vez do lote, grandes obras (todas superfaturadas) e uma gigantesca campanha de marketing, que envolveu a compra da mídia burguesa e vários shows, de artistas de fora, gratuitos para a população. O resultado de um e de outro já sabemos onde deu.

Agnelo assumiu um governo cheio de expectativas. Nos primeiros 100 dias, além de ampliar ainda mais a sua base de apoio com os mesmos setores que apoiavam Roriz e Arruda, deu pouco ou nenhum sinal que vai rever os grandes contratos corruptos da gestão passada, bem como punir os responsáveis. Nas áreas sociais, o discurso de campanha de quem resolveria tudo, já mudou para o possível, o que der, o talvez no ano que vem, ou o esquecimento das próprias promessas.

Lógico que é desigual. Algumas secretarias trabalham mais que as outras. A Secretaria de Cultura tenta retomar a mobilização nas cidades, gerando boas expectativas. Para as festas de 51 anos da cidade, apesar de ainda trazer grandes artistas de fora, como nos tempos de Arruda, priorizou shows com os artistas locais, acatando a pressão do movimento popular. Há um atrás, o movimento de cultura no DF organizou o “Brasília por outros 50”, evento com as bandas locais que se tornou maior que o próprio evento oficial.

Porém, o que a Secretaria de Cultura não explicou para o movimento, nem para a população, é que toda a festa de 51 anos da cidade tem um objetivo. Como está escrito no site da Secretaria:

“A grande festa de Aniversário de Brasília reúne cerca de 1.200 artistas. Este ano, os grandes atrativos são a valorização da produção cultural local e o investimento em atividades esportivas que têm como foco a candidatura da cidade como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014.”

Ou seja, os artistas foram selecionados e estão mobilizados para fazer uma festa que visa ter Brasília na abertura da Copa. Ótimo. A população vai assistir este evento, achando que é uma grande medida do governo em apoiar a cultura local. Mas na verdade o objetivo é outro... E o que implica Brasília ter a abertura da Copa? Várias coisas, vejamos duas:

a) Estádio

Os jogos do campeonato candango mal chegam a 5 mil pessoas. Os times de Brasília tem seu estádio onde “mandam” seus jogos no campeonato nacional. Mesmo assim, o GDF está gastando quase R$ 1 bilhão para derrubar e reconstruir um estádio, só porque a FIFA diz que este estádio não podia. Além deste dinheiro, a empresa que ta construindo, ainda ganhou isenção fiscal do Governo Federal!!!

Só isto já é um absurdo! Gastar mais de R$ 1bilhão para derrubar e reconstruir um estádio. Mas tudo bem, foi decisão do governo passado. Não tem o que fazer. Mas a decisão do Governo Agnelo foi de manter a proposta de 70 mil lugares para receber a abertura da Copa. Se não fosse isto, o estádio poderia ter 40 mil lugares. Só esta decisão, vai custar mais de R$ 200 milhões.

O orçamento previsto para a Secretaria de Cultura em 2011 é de R$ 113 milhões. O da Secretaria de Esportes é R$ 64 milhões. Os artistas locais estão fazendo um show para homenagear uma obra fraudulenta e cujo gasto é 2 vezes o orçamento de toda área de cultura. O que é melhor, gastar R$ 200 milhões a mais para receber a abertura da Copa ou investir duas vezes mais na cultura e esporte popular? Será que no Orçamento Participativo poderemos questionar isto?

b) Competição

Quem dera fosse só Brasília que estivesse gastando a toa para receber a Copa. Em fevereiro, o Ministro dos esportes disse que quatro cidades são “favoritas” para receber a abertura: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador. Que visão de país é esta que incentiva uma competição entre cidades para ver que gasta mais para receber um único jogo?? E depois de decidido, como fica o dinheiro gasto por cada cidade não escolhida?? O vice governador de Brasília, Tadeu Filippelli responde: “Este elefante branco? Depois a gente vê como fica!”

Uma coisa é certa: Nunca antes na história do futebol houve um jogo tão caro quanto este!!

Enfim. Esta é a moderna política do pão e circo. A versão adaptada do mesmo projeto de ilusão popular e exclusão social já desenvolvida lá atrás, e que, a cada governante no DF, seja ele Roriz, Arruda ou Agnelo, muda de forma, mas não muda seu conteúdo.

Chico

Coletivo Luta Vermelha

PSOL e AP-DF

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Composição do governo de Agnelo Já demonstra para quem irá governar

Ontem, Agnelo Queiroz (PT) anunciou boa parte de seus secretários e presidentes de empresas públicas. É notável a grande presença de ex-integrantes dos governos Roriz e Arruda entre os “homens” de confiança do novo governo.

Para lotear os cargos públicos o futuro governador criou dez secretarias a mais inchando a máquina pública com indicações políticas.

O PMDB do vice-governador Tadeu Filippelli, ex-partido de Roriz, conseguiu uma fatia generosa do poder: estará à frente das Secretarias de Transporte, Agricultura e Obras. Além disso, Filippelli, deverá coordenar a execução de todos os empreendimentos com recursos do PAC e provavelmente dará a palavra final sobre os contratos relacionados às obras. O PMDB deve indicar ainda os presidentes de várias empresas estatais como a Novacap e a Caesb.

Entre os ex-membros do governo Arruda: Luiz Pitiman (Secretaria de Obras), Eduardo Brandão do PV (Secretaria de Meio Ambiente) e Alírio Neto do PPS (Secretaria de Justiça). Somam-se a esses os representantes do PDT e do PSB.

Dessa forma o PT e os demais partidos, ajudam os ricos e poderosos dessa cidade, o alto empresariado, a manter e reciclarem os seus esquemas de dominação e corrupção. Os serviços públicos continuaram a serviço dos lucros desses grandes empresários e nada mais será apurado dos recentes esquemas de corrupção. O novo governo provavelmente dará continuidade aos projetos que desviam milhões do estado para o enriquecimento dos empresários e dos políticos.

A forma utilizada de montar o futuro governo segue o tradicional jogo sujo da política brasileira com a distribuição farta dos cargos públicos entre correligionários. O povo trabalhador só foi chamado para votar e agora é alijado de qualquer participação política. Os trabalhadores, os funcionários públicos, os movimentos sociais e as categorias organizadas não foram consultados.

Um governo comandado pelo PSTU seria diferente

O PSTU montaria o governo se apoiando na ampla participação dos trabalhadores e dos movimentos sociais. Não aceitaríamos a participação de ex-membros dos governos Roriz e Arruda, nem a participação do empresariado. As Secretarias e as empresas estatais seriam dirigidas por Comitês e funcionários de carreira eleitos pelos próprios trabalhadores e servidores públicos. Os cargos públicos do estado não seriam de propriedade dos partidos e sim de todo o povo trabalhador que, de forma direta, decidiria os objetivos do governo e os gastos do orçamento. As verbas públicas não seriam desviadas para enriquecer os políticos e os empresários. Seria um governo dos trabalhadores para os trabalhadores.

A composição da futura equipe de governo montada por Agnelo (PT) indica que será mais um governo marcado pelo poder dos grandes empresários da cidade. Nós do PSTU achamos que não será um governo dos trabalhadores. Os trabalhadores devem confiar somente em sua própria força organizada e mobilizada para conquistar suas reivindicações. Em suas lutas os trabalhadores encontrarão o apoio incondicional do PSTU que desde já se coloca como oposição de esquerda ao futuro governo Agnelo-Filippelli.

DF, dezembro de 2010.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nota do PSTU-DF sobre o Segundo turno nas eleições de 2010 no DF

Nota do PSTU-DF sobre o Segundo turno nas eleições de 2010 no DF


Antes de qualquer coisa, agradecemos a nossos militantes, apoiadores, simpatizantes e eleitores pelos mais de oito mil votos confiados aos candidatos socialistas do PSTU no Distrito Federal. Seguiremos juntos nas lutas de todos os dias, em defesa dos direitos dos trabalhadores e de uma sociedade socialista. Uma sociedade em que o dinheiro de nossos impostos e a riqueza produzida por nosso trabalho esteja a serviço de nossas necessidades mais sentidas, e não dos super-lucros dos empresários e da pilantragem dos políticos corruptos.

As eleições no DF – e no Brasil – foram mais uma vez marcadas pela hegemonia do poder econômico. Recentemente vimos a queda do governo de Arruda-PO em meio ao maior escândalo de corrupção da história do DF, a desmoralização dos poderes afundados até o pescoço na corrupção, e a eleição ilegítima de Rogério Rosso. Mesmo assim, os eleitores do DF foram às urnas sem ter direito ao conhecimento de todos os fatos e personagens envolvidos nos inquéritos sobre corrupção.

A mídia, nas mãos das máfias que seguem mandando e desmandando na cidade, cerceou o livre debate, excluiu sumariamente os socialistas das eleições e só apresentou à população os candidatos que por ela mesma foram autorizados a governar ou a fazer oposição. O que vimos foi a impunidade prevalecer, a lei da ficha limpa derrotada nos tribunais e a grande maioria dos sinistros personagens da Caixa de Pandora fizeram campanhas eleitorais milionárias e foram eleitos. A lição que se pode tirar disso é clara: no sistema político-jurídico de nosso país, o crime compensa, e quem souber jogar de acordo com suas regras escritas e não escritas perpetua-se no poder.


O segundo turno será disputado entre a representante do clã de Joaquim Roriz – símbolo maior da corrupção na cidade – e a traidora aliança celebrada entre o PT e grande parte dos empresários e políticos corruptos que participaram dos governos de Arruda-PO e Roriz. Nem Roriz nem Agnelo-Filipelli governarão para os trabalhadores: seus compromissos já foram firmados com os que financiaram suas campanhas eleitorais milionárias.

A história demonstra que destes governos só podemos esperar grandes negócios para o empresariado e as máfias que há décadas mamam nas tetas do orçamento público, obras inúteis, faraônicas e superfaturadas, corrupção, impunidade, privatizações, terceirizações, ataques aos direitos dos trabalhadores, migalhas do banquete aos setores mais empobrecidos da população e serviços públicos de péssima qualidade. Somente um governo socialista dos trabalhadores, sem os patrões, pode virar o jogo e mudar esta história.

Por tudo isso, votaremos nulo no segundo turno e seguiremos na luta dos trabalhadores, como por exemplo na luta dos servidores e tercerizados da UnB em defesa dos seus salários , dos bancários e por moradia em Brazlândia – e desde já chamamos à juventude e aos trabalhadores para que sigamos lutando em defesa de nossos direitos!


Brasília, 04 de outubro de 2010.

Direção Regional do PSTU - DF

sábado, 11 de setembro de 2010

Entrevista do Rodrigo Dantas 16 para o Jornal Miraculoso

O MIRACULOSO: Quem é Rodrigo Dantas, candidato a Governador do Distrito Federal pelo PSTU?

Rodrigo Dantas: Nasci no Rio de Janeiro, maio de 68, vim para Brasília com 27 anos dar aulas na UnB, em 1995, sou formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, trabalho no departamento de filosofia da UnB, ministro aula de filosofia política e filosofia marxista, fui secretário-geral e presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília – ADUnB, durante o 1 mandato do governo Lula, fui também vice-presidente do ANDES – Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior de 2008 a 2010, mandato que está terminando agora. Trabalhei com formação política de movimentos sociais, estudantis, populares, sindicais, tenho uma longa militância socialista, participei de ínúmeros processos de lutas e greves, ocupação da Reitoria da UnB, da Câmara Legislativa do DF com o Movimento Fora Arruda. Fui durante os anos 80 militante do PT, sou desde o começo, construtor da CONLUTAS e da nova organização popular estudantil que estamos construindo neste país, e tenho ínumeras publicações
cientificas, trabalhos e ensaios. É isso.

O MIRACULOSO: O senhor tem menos de 1 ano no PSTU e saíra candidato a Governador do Distrito Federal por este partido, não considera precipitado?

Rodrigo Dantas: Não, porque o PSTU é um partido que se organiza para as utas concretas e diretas da classe trabalhadora. Há muitos anos eu sou um militante que aposta também nas lutas da classe trabalhadora, a minha relação com o PSTU sempre foi muito próxima e eu levei mais de um ano em uma discussão profunda, com muitas leituras, até ter a firmeza e a segurança de entrar no PSTU. O PSTU é um partido que tem um programa voltado a construção das lutas, da organização e da consciência
da classe trabalhadora como base para a construção de uma sociedade socialista, uma sociedade onde os trabalhadores que produzem riqueza possam também administrar a riqueza que eles produzem, como eu sempre fui um socialista, eu vejo hoje no PSTU o partido que de fato tem o programa e a prática socialista no país.

O MIRACULOSO: Nas eleições de 2006, PSOL e PSTU estavam juntos, numa coligação que se repetiu no país inteiro, nacional e aqui no DF. Por que esses dois partidos que são tão pequenos, e que saindo separados ficam menores ainda, não estarão juntos nas eleições de 2010?

Rodrigo Dantas: Infelizmente a frente de esquerda não vai existir no DF e não vai existir no Brasil, o PSTU propôs publicamente a frente de esquerda desde agosto de 2009, a resposta do PSOL foi de que o partido preferia buscar uma aliança com a candidatura de Marina Silva. Nós entendemos que
a candidatura de Marina Silva cujo o vice-presidente é um dos mil homens mais ricos do mundo, é uma candidatura do empresariado, é uma candidatura do grande capital, que conseguiu uma cara simpática para impor seu programa em uma terceira candidatura. Nós consideramos um equivoco do PSOL Que ele tenha buscado essa aliança. Essa alianaça não foi possível porque a Marina preferiu construir uma aliança com o DEM e o PSDB no Rio de Janeiro, preferiu colocar como vice um mega empresário, e logo depois, poderia acontecer uma frente de esquerda, porém o PSOL votou um programa que não é um programa discutido com o PSTU e que não temos acordo, um programa parecido com o do PT dos anos
90 até chegar ao poder em 2002, um programa muito diferente do proposto pelo PSTU, que é socialista. Não chegamos a acordo também porque o PSOL há muito tempo aceita o financiamento da burguesia, de empresas e empresários, e nós entendemos que para construir uma sociedade socialista não se pode aceitar dinheiro de empresas e empresário. Nosso programa, PSOL e PSTU, é muito diferente e por isso não haverá frente de esquerda.

O MIRACULOSO: O senhor é um candidato de um partido minúsculo, o PSTU, que não tem nenhuma experiência administrativa de ter participado ou governado qualquer governo maior. Como lidará com essa falta de experiência do seu partido e sua própria falta de experiência
administrativa, visto que nunca foi eleito para nenhum cargo eletivo executivo?

Rodrigo Dantas: Não vemos problema, um governo do PSTU no país seria composto pelos melhores quadros da Universidade, os melhores quadros da intelectualidade brasileira e da esquerda, seria certamente um governo muito mais qualificado do que estes que temos por aí, compostos por políticos empresários, seus prepostos e tecnocratas que só sabem atender ao interesse do capital e da grande burguesia.

O MIRACULOSO: Brasília possui hoje a 3 maior renda per carpita do Brasil, todo um estado engendrado em anos de corrupção e partidos políticos grandes e solidificados que sem eles, não se consegue governar. Caso seja eleito, como será a política de alianças com os demais partidos?

Rodrigo Dantas: Nós não nos propomos a fazer alianças com a burguesia, com o capital ou com o imperialismo para governar o país, nós queremos construir diferentemente do PT um governo dos trabalhadores e para os trabalhadores apoiado nas lutas e organizações dos trabalhadores. Isso significa que o governo do PSTU não poderá ser um fato isolado, um governo do PSTU não será uma flor nascendo no meio do asfalto, um governo do PSTU será fruto de um processo de avanço da consciência e das lutas da classe trabalhadora brasileira e da juventude. Portanto um governo do PSTU romperia com esse regime político absolutamente corrompido e buscaria construir apoiado nas mobilizações diretas da classe trabalhadora uma democracia direta e as formas do poder popular.

O MIRACULOSO: Mas se o senhor fosse Governador do Distrito Federal, que estamos tratando aqui, como o PSTU que ainda não alcançou esse poder Nacional para alterar as regras do
jogo, lidaria dentro das regras do jogo, como seriam suas alianças políticas para Governar o Distrito Federal?

Rodrigo Dantas: Nós não poderíamos fazer nenhuma espécie de aliança com os donos de terra, de bancos e construtoras porque o nosso governo não expressaria esses interesses, seria criado um impasse e nós chamaríamos a população para romper esse impasse e construir um governo dos trabalhadores.

O MIRACULOSO: Na UnB, onde o senhor é professor e militante, alguns integrantes da comunidade acadêmica já o acusaram de querer se passar por lider dos segmentos dos estudantes, professores e funcionários, como o senhor responde a essas acusações que já surgiram a seu respeito?

Rodrigo Dantas: Eu sou um militante, acredito que os trabalhadores só conseguirão transformar e construir um nova sociedade, uma nova forma de governar e organizar a sociedade no dia que eles conseguirem unificar suas vidas. Isso é verdade também no plano da lutas pelos direitos, isso significa
que a gente só consegue defender a Universidade pública em todos os sentidos articulando os três segmentos, professores, estudantes e servidores, eu sempre militei nessa perspectiva. Não sou candidato a lider de ninguém, a liderança não é alguma coisa que alguém possua, e sim uma coisa que você constrói a partir do momento que a elaboração do partido ou grupo de que você pertence é a elaboração e intervenção que acaba dirigindo o movimento. Ninguém é candidato a lider, ninguém nasce lider e eu não tenho nenhuma pretensão de liderar absolutamente nada, minha modesta pretensão é poder contribuir para transformar a realidade e construir uma sociedade justa, humana, igualitária e socialista.

O MIRACULOSO: Qual a sua opinião sobre o amplo esquema de corrupção presente aqui no Distrito Federal, no escândalo apelidado pela grande mídia de mensalão do DEM?

Rodrigo Dantas: A primeira coisa que a gente tem que ter claro é que o que veio à tona em Brasília É o que ocorre há muito tempo em Brasília e em todas as partes do Brasil e na imensa maioria dos países do mundo, para não dizer quase todos. Como funciona isso no Brasil? As empresas privadas, donos dos grandes bancos e grandes empresas, os grandes capitalistas, financiam os seus representantes, com o apoio dos meios de comunicação que também lhes pertencem, e elegem os seus representantes como se representantes do povo fossem. Uma vez no poder eles vão evidentemente tocar os projetos as leis, as medidas, as políticas que interessa aqueles que o financiam. E aí pouco importa se o sujeito é um político empresário ou um pretenso representante dos trabalhadores, o que importa é que a estrutura que ele participa, pela qual ele é financiado, é uma estrutura corrupta e corruptora. Quando estes políticos empresários e seus representantes são eleitos, eles loteiam os recursos do estado, os cargos públicos, as posições do poder entre si, a lógica do toma lá da ká, que é dando que se recebe é a regra geral, onde o político evidentemente não pode deixar de acompanhar todo esse processo, e a própria lei é favorece a impunidade de forma que se a gente observar no sistema capitalista não pode ser diferente. Assim como não existe democracia na fábrica nem na empresa, quem manda é o patrão, nas eleições os patrões elegem seus representantes e não satisfeitos em mandar no dia a dia da sociedade, em todos os locais de trabalho, eles mandam também no poder político, e utilizam todos os recursos do estado em seu próprio beneficio. Se a gente For analisar o orçamento, podemos ver que o orçamento público do Brasil, 35% é gasto com juros da dívida pública que é o gasto mais importante que existe no orçamento brasileiro, se a gente começa a analisar todas as modalidades de transferência de recurso público para as mais variadas esferas privadas, inclusive para o terceiro setor, você vai ver aí não só a transferência direta de recursos como a corrupção permeando essa transferência e o resultado é que mais da metade dos recursos públicos do dinheiro dos nossos impostos neste país terminam no bolso dos mesmos patrões que nos exploram todos os dias e que através das eleições garantem também o direito de legislar e governar em seu próprio beneficio.

O MIRACULOSO: Foi anunciada recentemente uma coligação entre PT e PMDB, Filipelli e Agnelo, o Filipelli que foi o braço direito do Roriz, como enxerga essa coligação?

Rodrigo Dantas: Significa que ganhe Roriz, ou ganhe Agnelo/Filipelli, os donos dos bancos, das construtoras, os grileiros, os latifundiários, os donos das escolas, dos hospitais vão continuar no
poder, assim como na eleição nacional pode vencer Serra ou pode vencer Dilma que eles continuarão no poder. Não há grande diferença programática, e o próprio empresariado em um encontro com Serra, Dilma e Marina declarou unanimemente que não vê grandes diferenças programáticas, não só na
eleição nacional, como na eleição para o DF mas em todas as eleições que estão aí colocadas, ou seja, os candidatos que a mídia apresenta como sendo os candidatos que disputam a eleição são os candidatos que aceitaram o programa dos proprietários dos meios de comunicação, dos meios de produção em todo o país, então na verdade a grande novidade é que aquele que um dia nasceu como partido dos trabalhadores governa hoje com a burguesia, para burguesia e com os métodos sujos da burguesia, e é por isso que nós precisamos construir uma alternativa dos trabalhadores, pra além do PT,
pra além da CUT, que permita dialogar com o conjunto da classe trabalhadora brasileira, para que possamos convencer os trabalhadores desse país, não só nas fábricas, nas escolas, nas universidades,
mas também no processo eleitoral, onde nós podemos falar pra milhões, de que os trabalhadores podem
e devem governar por si e para si mesmos sem uma aliança com a burguesia.

O MIRACULOSO: – Fale sobre sua candidatura e qual o diferencial que acredita que ela representa.

Rodrigo Dantas: – Olha, no governo a primeira coisa que nós faríamos, seria
chamar o apoio da população ao nosso programa, fazer uma grande auditoria nas contas do Estado, prender, cassar e expropriar todos os corruptos e corruptores e empregar todos os recursos do Estado, do dinheiro dos nossos impostos, para garantir saúde estatal, pública e de qualidade para todos, educação estatal, pública e de qualidade para todos, estatizar o transporte, reduzir, congelar passagens, ampliar as linhas, garantir o passe livre para idosos, desempregados e estudantes, em suma: fazer uma ampla reforma agrária e urbana, de modo a garantir a todos os habitantes do DF, que cada tenha a sua casa, que cada um tenha a sua terra, acabar com a grilagem, punir os grileiros, em suma: nós faríamos
um governo cujo o único compromisso seria com as necessidades e direitos com o conjunto da população, um governo que só poderia se viabilizar com o apoio da população, com a participação da população, com a criação de mecanismos de democracia direta, isso implicaria evidentemente alterar
a correlação de forças, implicaria, evidentemente em derrotar os tubarões e poderosos que aí estão e isso só poderia ser feito pela mais ampla mobilização popular. Nosso objetivo em última instância é construir, um governo em que a riqueza produzida pelo nosso trabalho possa por fim estar a serviço das nossas necessidades e dos nossosdireitos.
O MIRACULOSO: – O jornal O MIRACULOSO agrade a entrevista, a atenção e as palavras, que passam agora a constar na história do Jornal. O senhor foi nosso primeiro entrevistado político desta série que faremos até Outubro, os questionamentos que buscamos aqui fazer são os questionamentos que acreditamos ser de todos os cidadãos e será esse o padrão das demais entrevistas. Vamos as suas considerações finais.

Rodrigo Dantas: – Eu queria agradecer ao Jornal O MIRACULOSO e parabenizar essa iniciativa, porque no Brasil dizem que existe democracia, mas o poder de informar e de comunicar está concentrado
nas mãos de pouquíssimas pessoas e é utilizado da forma mais manipulatória, distorcida e abusiva que
existe, é importante que você multiplique mecanismos e iniciativas de democratização da comunicação, de descentralização, e é isso que vocês estão fazendo, por isso vocês estão de parabéns, e nós gostaríamos de dizer por fim a todos os leitores do Miraculoso, que nós viemos de longe a vamos
ao longe, nós não acreditamos que o século XX, o mais revolucionário da história humana tenha sido uma exceção ou uma anomalia na história, nós acreditamos que pelo contrário os problemas criados pelo capitalismo, os problemas globais criados pelo capitalismo se agravam, a cada dia, e o capitalismo
não é um fruto da natureza, o capitalismo é fruto da história humana e ele pode ser superado e uma nova
sociedade pode ser construída, nós temos hoje um desenvolvimento material, científico e tecnológico suficiente para que todos vivamos em paz com conforto, com nossas necessidades atendidas trabalhando cada vez menos e com o meio ambiente preservado, mas dentro do sistema capitalista essas mesmas forças produtivas tão desenvolvidas acabam significando guerras, devastação ambiental em escala planetária desemprego de massas, salários cada vez menores, direitos cada vez menores, nós consideramos que é possível urgente e necessário, construir a luta para superar o capitalismo como
modo de organização da vida social da humanidade e é a isso que minha vida está a serviço e a isso que o PSTU está a serviço e é a isso que está candidatura está a serviço, muito obrigado.


Vote Rodrigo Dantas 16!!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

PSTU entra com ação judicial para garantir presença no debate da BAND

PSTU entra com ação judicial para garantir presença no debate da BAND
- Em defesa do direito democrático ao livre debate -

Na próxima quinta-feira, haverá debate na BAND entre os candidatos a governador no DF. O Professor de Filosofia da UnB, Rodrigo Dantas, candidato do PSTU, que ocupa o quarto lugar nas pesquisas eleitorais, não foi convidado a participar. A fim de assegurar o direito democrático da população do DF conhecer seus candidatos ao governo, o PSTU ingressou na manhã desta quarta-feira com ação judicial junto ao TRE-DF.

Após a grave crise política e institucional que abalou a capital de nosso país e trouxe a público a corrupção generalizada nas estruturas do Governo do Distrito Federal, do Poder Judiciário e da Câmara Legislativa, a população de nossa cidade não pode ser privada do direito democrático de conhecer todas as posições políticas que hoje se acham em debate e disputa nestas eleições.

O protagonismo político que exerceu o PSTU – particularmente seu candidato a governador – na luta política que culminou com a queda do governo Arruda-PO e as posições políticas firmes e claras de nosso partido em relação a forma como vem sendo governado o DF nas últimas décadas têm hoje muito a contribuir para o enriquecimento democrático do debate político e eleitoral.

O debate da BAND contará com a presença de um candidato já impugnado pelo TRE-DF – o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), com longa ficha corrida de processos e denúncias por corrupção, que ainda não decidiu se comparecerá ao debate; de outro que tem contra si processos e denúncias por corrupção amplamente divulgados pela mídia e que ainda não foram devidamente apurados, relativos a sua gestão no Ministério dos Esportes – Agnelo Queiroz (PT), cujo candidato a vice-governador, Tadeu Filipelli (PMDB), foi por longo tempo Secretário de Obras de Roriz; e de um terceiro candidato – Eduardo Brandão (PV), que nas pesquisas eleitorais está atrás do candidato do PSTU –, que fez parte do governo Arruda-PO e se vê recorrentemente obrigado a prestar explicações sobre irregularidades por ele cometidas no seu passado empresarial, relativas à Lei de Falências.

Sendo este o quadro nebuloso que envolve a maioria dos principais candidatos ao governo do DF, é de suma importância que os debates televisivos possam contar com a presença de candidatos que estão acima de qualquer suspeita e, por seu passado e presente de intensa participação nas lutas sociais da cidade, têm muito a contribuir no debate político e eleitoral para que a população do DF possa reunir os dados e elementos necessários para formar sua opinião e decidir livremente seu voto.

Brasília, 11 de agosto de 2010.

PSTU-DF

Rodrigo Dantas Governador - 16

domingo, 4 de julho de 2010

Entrevista com Professor Rodrigo Dantas – Candidato a Governador pelo PSTU

Entrevista concedida ao jornal Campus Online – jornal laboratório dos estudantes de Comunicação da UnB


 

  • O senhor já foi candidato a senador federal, agora a governador.


 

  • O senhor sente uma responsabilidade maior dessa vez?


 

Sim. Trata-se de defender o programa socialista diante de toda a população da capital do país.


 

  • Como foi o processo para sua indicação?


 

Após debater, o PSTU decidiu por unanimidade pela chapa que apresentaremos nestas eleições.


 

  • O senhor se coloca como um real candidato ou um anticandidato ao governo do Distrito Federal?


     

    • Não sou anti-candidato. Com o pouco espaço de mídia que teremos, imposto pela polarização entre as duas candidaturas que a burguesia desta cidade já autorizou a que continuem a governar em seu nome, defenderemos que os que produzem toda a riqueza – os trabalhadores, que são a imensa maioria – possam governar, sem aliança com os patrões.


 

  • O PSTU não se coligou com nenhum partido.


     

    • Como o senhor enxerga isso?
    • Nosso objetivo não é ocupar espaços de poder na estrutura corrupta e corruptora do Estado burguês. Não fazemos coligações sem princípios com o objetivo de chegar ao poder, e lá instalado, lotear cargos, recursos e favores de todo tipo para montar uma base de apoio como quem monta um balcão de negócios.
    • Horário eleitoral gratuito, o pouco tempo de exposição para apresentar suas propostas não é um problema?
    • Evidentemente. Vivemos numa sociedade baseada em relações de força, poder, dominação e exploração, em que a desigualdade é a regra. Como tudo o mais, a lei eleitoral é feita para conservar e reproduzir a desigualdade, zelando pelos poderes e privilégios de uma minoria que enriquece pela exploração do trabalho alheio.
    • Por que a coligação Frente de Esquerda (PSTU, PCB e PSOL) não se repetiu nestas eleições?
    • O PSTU fez um chamado à Frente de Esquerda em 2009, com base num programa socialista, sem alianças com partidos burgueses e sem financiamento privado. Não houve acordo. O PSOL, após ver frustrado seu projeto eleitoral de aliar-se à candidatura burguesa de Marina, aprovou programa semelhante ao defendido pelo PT em sua trajetória rumo ao poder.
    • Em 2006 essa frente teve 4,25% dos votos válidos com Toninho para governador e o senhor recebeu 10.974 votos (0,89% dos votos válidos), como o senhor espera ampliar o seu eleitorado?
    • Diante da polarização que se pretende impor entre Roriz e PT/PMDB, e da maior crise de corrupção da história do DF, penso que as pessoas podem estar buscando alternativas que sejam capazes de virar esta página podre de nossa história.
    • Como romper a polarização entre Roriz e PT?
    • Com Roriz ou com Agnelo/Filipelli, os mesmos que governaram o DF nos últimos 20 anos seguirão no poder. O resultado veio à tona com a operação Caixa de Pandora. Cabe à população decidir se continuará a ser governada pelos mesmos interesses e métodos, ou se chegou a hora de votar para que os trabalhadores governem.


 

  • Recentemente o senhor liderou, num ato violento, conjuntamente com alunos da UnB, a invasão da Câmara Legislativa. O eleitor espera esse tipo de atitude do seu governante? O político não deve resolver os conflitos pelo diálogo em vez de usar a força? A ocupação da Câmara Legislativa e a luta protagonizada pelo movimento Fora Arruda-PO e toda a máfia contaram com amplo apoio popular. Ocupações são métodos de luta de que os trabalhadores e a juventude lançam mão quando não há espaço para o diálogo – e costumam ser bem sucedidas quando tem apoio popular.
  • Como seria sua relação com a Câmara Legislativa num eventual governo? É possível governar sem alianças? Se a população votar em massa nos candidatos do PSTU, isso significa que é chegada a hora de que os trabalhadores organizados governem por si e para si mesmos, sem alianças com a burguesia e seus representantes políticos.


 

  • Como o senhor pretende, se eleito, recuperar a credibilidade dos brasilienses em relação à política do DF? Da forma como o regime político está estruturado, as grandes empresas, com apoio dos meios de comunicação, financiam e elegem seus candidatos para que eles defendam seus interesses. O resultado é a corrupção institucionalizada. Uma nova política só pode surgir do processo de organização consciente dos trabalhadores e da juventude.


 

  • Como o senhor vai acabar com a corrupção no DF? Prisão, cassação, exoneração e expropriação dos bens de todos os corruptos e corruptores. Ampla auditoria e fiscalização popular de todas as contas, contratos, convênios, obras, atos e estruturas do GDF.


 

  • Qual o principal ponto da sua plataforma eleitoral? Como pretende implementá-lo? Nenhum centavo a mais do Estado para enriquecer empresários e políticos-empresários corruptos. Cada centavo de nossos impostos será aplicado em saúde, educação, transporte, moradia, saneamento, salários, emprego, arte, cultura, lazer e todos os direitos e necessidades da classe trabalhadora e da juventude.


 

  • O senhor fala em conselhos comunitários.


 

  • O que são? São organismos do poder popular, eleitos nos bairros e comunidades, que decidirão onde e como aplicar os recursos públicos para atender as necessidades da população e fiscalizarão sua aplicação.
  • De maneira prática, como eles funcionariam e como seriam implementados? Funcionariam como funcionam as assembléias da classe trabalhadora e da juventude e elegeriam secretarias executivas para implementar suas decisões.
  • Eles acarretariam numa diluição do poder do Estado? O Estado existe como um poder separado e acima da sociedade.
    Os conselhos populares são organismos que fazem parte da história de luta da classe trabalhadora e seu objetivo é construir uma estrutura de poder que emane diretamente do seio da classe trabalhadora.


 

  • O senhor é um defensor da greve como instrumento de luta dos trabalhadores.


 

  • Como o senhor lidaria com uma greve num eventual governo? Uma das primeiras medidas de nosso governo seria aumentar os salários dos servidores e fazer com que o piso seja o salário mínimo do DIEESE (R$ 2.140,00). Nosso objetivo é governar com os trabalhadores e para os trabalhadores.
  • Qual a diferença entre incentivar a greve e estar do outro lado como governo, tendo de controlá-la? Nosso governo apoiará ativamente todas as greves e todas as lutas da classe trabalhadora. Se ainda assim tivermos de lidar com alguma greve na condição de governo, tomaremos todas as medidas para que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.


 

  • Em entrevista ao Cacom, em 13 de setembro de 2006, o senhor disse que sua candidatura ao senado se deveu a pedidos dos seus companheiros de partido (PSOL), isso é verdade? Na atual eleição, você se candidatou novamente a pedidos? Num partido socialista as candidaturas não nascem de desejos e ambições pessoais. Qualquer candidatura do PSTU nasce de uma decisão democrática tomada pelo partido, e cabe ao militante a que foi designada esta tarefa cumpri-la da melhor forma.


 

  • Na mesma entrevista, o senhor afirmou, "Eu me sinto pouco à vontade na condição de candidato porque eu detesto ser confundido com político, me dá uma náusea profunda". Isso não é uma contradição com a sua postura em concorrer a cargos como senador e, agora , a governador do Distrito Federal? De fato, é desagradável ser confundido com a figua do político profissional, que no imaginário popular geralmente é representado como a figura do ladrão de terno e gravata. Sou um professor de filosofia e um militante socialista – e não um político profissional sedento por dinheiro e poder.


     

  • Ainda nessa entrevista, o senhor chegou a afirmar que desistiu do curso de Comunicação Social porque
    "Como jornalista, seria um escravo da propriedade privada dos meios de comunicação. Preferi a liberdade de ser professor". Ser político oferece liberdade? Como professor e militante socialista, prezo a liberdade acima de tudo e dedico minha vida à luta pela liberdade. Não a liberdade que se baseia no poder de poucos para impor seus privilégios sobre a grande maioria, mas a liberdade que se constrói a partir do reconhecimento do direito à vida e à necessária igualdade entre todos.


 

  • Você é um dos fundadores do PSOL. Por que mudou para um partido de menor expressão? O PSOL tem expressão eleitoral maior que o PSTU. Mas o PSTU é um partido mais enraizado nas organizações dos trabalhadores – o que ficou evidente no Congressso da Classe Trabalhadora, em que houve maioria de dois terços votando nas posições defendidas pelo PSTU. Isso levou a que correntes do PSOL se retirassem do Congresso. Esperamos que reconsiderem esta atitude e se reincorporem à nova central sindical, popular e estudantil que estamos construindo.


 

  • Sua candidatura a governador dá publicidade ao seu nome. Você tem interesse em ser reitor da UnB, no futuro? Ser reitor impõe uma série de limitações e constrangimentos jurídicos, políticos e econômicos. Só aceitaria um cargo como esse num contexto em que a universidade e a sociedade estivessem protagonizando grandes processos revolucionários de transformações estruturais na vida social.


 

  • Segundo o senhor, o PT e o PSOL se corromperam. O poder corrompe? O PSTU não pode também eventualmente ser corrompido pelo poder? Não penso que o PSOL tenha se corrompido, mas que seu programa, suas práticas e sua forma organizativa, centradas no processo eleitoral, são muito semelhantes às do PT e devem conduzir este partido a uma trajetória de adaptação à sociedade que pretendem transformar. O PSTU não é um partido eleitoral, mas uma organização internacional de socialistas que atua nas lutas e organizações da classe trabalhadora e tem como objetivo criar as condições para a revolução socialista.

sábado, 3 de julho de 2010

16 propostas socialistas para o DF


1
Pelo fim de todas as formas de privatização do Estado, de seu orçamento e dos serviços públicos! GDF e suas empresas (BRB, CEB, CAESB, Terracap, Novacap, etc.) públicas e estatais a serviço de todos e não da corrupção e do lucro dos empresários.

 
2 Transporte Público de qualidade que integre todas as cidades do DF!

 
    Estatização das empresas de transporte, que não podem continuar lucrando às custas de nosso direito de ir e vir! Redução e congelamento das passagens! Revitalização da TCB, empresa pública de transporte! Não renovação das licitações com as atuais empresas de transporte!
    Aumento salarial e diminuição da jornada de trabalho dos rodoviários! Adaptação da frota de ônibus aos idosos e pessoas com deficiência! Passe livre universal para estudantes, idosos e desempregados!

 
3

Expansão do metrô a todas as cidades do DF. Convocação imediata dos aprovados no último concurso público. Compra de mais trens para diminuir a espera. Fim da terceirização da bilheteria do Metrô. Por um Metrô 100% estatal!

 
4
O direito de todos à educação pública, gratuita e de qualidade é um dever do Estado!

 
    Educação não é mercadoria! Mais verbas para a Educação Pública!
    Aumento salarial, plano de carreira, diminuição da jornada de trabalho e contratação imediata de mais profissionais da educação! Pela valorização, formação e capacitação dos profissionais da educação!
    Educação de qualidade em tempo integral para nossas crianças e adolescentes! Reforma e ampliação das escolas, com construção de laboratórios, bibliotecas, videotecas, acesso a Internet e parque esportivo! Pela democratização das escolas e a mais ampla participação dos professores, pais e estudantes na gestão escolar!

 
5
Não à lei de "responsabilidade fiscal", que tira dinheiro da saúde e da educação para pagar juros a banqueiros e especuladores!
    Esta lei não foi feita para combater a corrupção! Ela limita os gastos com serviços públicos para garantir o pagamento das dívidas com banqueiros.

 
6
Por uma reforma agrária e urbana que acabe com a especulação imobiliária e a grilagem de terras, preserve o meio-ambiente e assegure o direito à terra, moradia, infra-estrutura rural e urbana e vida digna para todos! Abaixo o PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial)!
    Em defesa do patrimônio arquitetônico e urbanístico de Brasília e do DF! IPTU progressivo que sobretaxe as grandes propriedades, principalmente nas áreas nobres da cidade, e que isente as propriedades menores e localizadas nas cidades satélites!
    Pelo planejamento urbano ecologicamente sustentável e socialmente justo das cidades e do território, a serviço de nossos direitos e necessidades, e não dos lucros dos empresários! Não ao setor noroeste!

 
7
Cassação, prisão e confisco dos bens de todos os corruptos!

 
    Por uma ampla auditoria nas contas e contratos do GDF e da Câmara Legislativa do Distrito Federal! Abaixo o governo corrupto a serviço dos empresários!
    Fora Roriz, Arruda, P.O. e Todas as suas Máfias!

 
8

Abaixo o desemprego! Pelo fim de todas as formas de terceirização e precarização do trabalho!
    
    Defesa da juventude que chega ao mercado de trabalho em busca de emprego! Por um amplo plano de obras públicas para acabar com o desemprego e construir moradias populares, escolas, hospitais e postos de saúde!
    Defesa do salário mínimo do DIEESE no Distrito Federal (aproximadamente R$ 2140,00)

 

 
9
Pela preservação do meio-ambiente como direito de todos e dever do Estado!

 
    Pela criação de áreas de proteção ambiental em todas as nascentes, mananciais, córregos e rios do Distrito Federal. Combate à poluição, ao desmatamento e ao uso predatório da natureza em todo o DF, aumentando a fiscalização e punindo as empresas poluidoras com multas e fechamentos.

 
10
Obras de infra-estrutura e saneamento básico em todas as cidades do DF! Pelo direito ao saneamento básico para todos!

 
11
Pelo direito universal a arte, pensamento, ciência, história, cultura e informação!

 
Computadores e livre acesso à Internet em todos os lares! Pelo apoio estatal à produção e ampla exibição da arte, pensamento, esporte e cultura produzidos no Distrito Federal!

 
12
Pelo direito ao lazer, ao esporte e à cultura para todos!

 
Pelo direito ao livre uso social, esportivo e cultural dos espaços públicos. Pelo direito de todos a bibliotecas, museus, centros de cultura, teatros, cinemas e parques ecológicos e esportivos em todas as cidades do DF. Pelo direito à urbanização e ao livre acesso público para lazer, esporte e cultura na orla do Lago Paranoá e outros lagos da cidade.

 
13
Saúde pública, estatal, gratuita e integral de qualidade para todos!

 
    Mais verbas para a Saúde Pública! Fora a administração privada nos hospitais públicos! Saúde não é mercadoria!
    Aumento salarial, plano de carreira, diminuição da jornada de trabalho e contratação imediata de profissionais da saúde por concurso público. Construção de hospitais e postos de saúde de qualidade funcionando 24 horas em todas as cidades do DF.
    Modelo de saúde pública integrada, com a universalização do atendimento preventivo das famílias em suas casas, integrado a uma rede de postos de saúde e hospitais públicos.

 
14

Não à criminalização dos movimentos sociais! Todo apoio às lutas dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre em defesa de seus direitos! Abaixo à repressão!

 
15
Não à opressão de negros, mulheres e LGBTs! Em defesa dos direitos de todos os oprimidos e explorados e pelo fim das discriminações!
    Cotas para negros e negras na Universidade e no Serviço Público. Em defesa dos direitos das crianças e adolescentes! Reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo.
    Pela legalização do aborto com atendimento médico na rede do SUS. Construção e ampliação de creches públicas. Construção de casas-abrigo para mulheres vítimas da violência doméstica.

 
16
Nem Agnelo/Filipelli, nem Roriz.
    Só um governo socialista dos trabalhadores, sem patrões, pode melhorar a vida da classe trabalhadora e da juventude do DF!
 
 

terça-feira, 20 de abril de 2010

Governador-tampão do DF eleito foi membro dos governos Arruda e Roriz

Eleição foi garantida com repressão a manifestantes


No último dia 17 de abril, foi eleito para governar o Distrito Federal até o final do ano Rogério Rosso do PMDB, um ex-membro dos governos de José Roberto Arruda, principal personagem do escândalo de corrupção no DF; e de Joaquim Roriz, ex-governador do DF que renunciou a seu cargo de senador para não ser cassado em outro escândalo de corrupção.

Enquanto isso, do lado de fora, policiais massacravam estudantes que se manifestavam contra as eleições. Aos gritos de “Não reconheço esta eleição, aí dentro só tem ladrão”, estudantes foram duramente reprimidos por policiais militares. Ao todo, pelo menos cinco estudantes foram hospitalizados e quatro foram presos. Contudo, a imprensa falou apenas que dois policiais foram feridos.

Os trabalhadores e estudantes do DF foram impedidos de assistir a eleição da galeria da Câmara Legislativa. Do lado de fora apenas um telão sem áudio, para que não pudessem escutar os discursos.

Tudo isto para garantir que o administrador de Ceilândia no governo Roriz, e presidente da Codeplan no governo Arruda fosse eleito para governar o DF.

Entre os votantes estavam os deputados denunciados na Operação Caixa de Pandora. Entre eles, a deputada Eurides Brito, flagrada nos vídeos colocando dinheiro na bolsa. Ou “ilustre” entre os votantes estava Geraldo Naves, que estava preso até o início da semana acusado de subornar uma das testemunhas do escândalo de corrupção. Ambos votaram no candidato eleito, Rogério Rosso.

O PT e o PCdoB, ao invés de estarem do lado de fora com os manifestantes, estavam no meio dos deputados acusados de corrupção, apresentando candidaturas e alimentando ilusões em uma eleição sem nenhuma legitimidade.

O PSTU vem desde o início participando do Movimento Fora Arruda e toda a Máfia, defendendo a prisão e o confisco dos bens de todos os corruptos, e a antecipação das eleições diretas para governador e deputados distritais. Não reconhecemos a legitimidade do Governo Rosso, que também é parte do esquema de corrupção do DF, nem das eleições indiretas, antidemocráticas. Exigimos que a classe trabalhadora do DF decida quem deve governar, e não a Câmara Legislativa corrupta. Pela anulação das eleições indiretas e convocação de eleições diretas já!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Manifestação Contra as Eleições Indiretas!

No próximo sábado, 17 de abril, acontecem as eleições indiretas para governador do Distrito Federal. Os deputados distritais elegerão o governador-tampão que governará até dezembro.

Depois de uma enorme crise política envolvendo o governo do Distrito Federal, inclusive a Câmara Legislativa, desemboca numa solução vinda dos próprios acusados de corrupção. Inclusive, um dos que votará para governador estava preso até esta semana, acusado de participar do suborno de uma das testemunhas do escândalo de corrupção.

O "Movimento Fora Arruda e toda a máfia" protocolou uma anticandidatura de escracho dos bonecos Tony Panetone e Bezerra de Ouro para os cargos de governador e vice-governador do DF, respectivamente. Tony é um panetone de papelão que carrega dinheiro na cueca e nas meias. Bezerra é uma vaca dourada com cifrões espalhados pelo corpo.

O primeiro faz alusão à desculpa que Arruda (ex-governador) deu para justificar o recebimento do dinheiro, dizendo que era para compra de panetones. E a bezerra se refere a um escandalo de corrupção protagonizado por outro ex-governador, Joaquim Roriz, que afirma ter pago cerca de R$ 2 milhões por uma bezerra.

O PSTU está convocando, junto ao "Movimento Fora Arruda e Toda a Máfia", uma vigília a partir desta sexta-feira, e um ato no sábado, com concentração desde a parte da manhã, para a votação que se iniciará ás 15h. É importante a presença de todos que não concordam com a eleição indireta para governador, pois uma câmara que está envolvida até o pescoço neste escandalo não pode escolher o próximo governante do DF.

Nós do PSTU defendemos, ainda, a antecipação das eleições de outubro para já, para que os trabalhadores e a juventude do DF tenham a oportunidade de votar e, pelo menos, escolher o governador e os deputados distritais que substituirão os atuais corruptos.


*MANIFESTAÇÃO CONTRA A ELEIÇÃO INDIRETA!*

· Dia 17/04 (sábado), a partir das 08h00 da manhã.

· Em frente a Câmara Legislativa do DF ( no final da Asa Norte).

Com vigília no mesmo local, dia 16/04 (sexta) às 20h00.

Não podemos aceitar mais uma farsa da Câmara mais corrupta do Brasil!

Contamos com a presença de todos/as. Essa luta também é sua!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Manifestantes lançam a candidatura de Tony Panetone e Bezerra Dourada para dizerem não às eleições indiretas

Eleição indireta ocorre nesta quarta, dia 17, em Brasília, e acoberta acordo após a prisão de Arruda


Lucas Brito, de Brasília (DF)

Depois da prisão e cassação do governador José Roberto Arruda (DEM) e a renúncia de seu vice Paulo Octávio (DEM), a câmara forjou uma proposta de encerramento da crise política e “restabelecimento da ordem”. A proposta é que os novos ocupantes das cadeiras do governo sejam escolhidos de forma antidemocrática através de eleições indiretas, organizada pela mesma câmara que antes foi conhecida pelas denúncias de corrupção envolvendo 12 deputados de um total de 24, e que assou uma grande pizza abrindo processos de punição para, somente, três envolvidos. A impunidade se deu fruto de um grande acordão entre os partidos envolvidos e foi comandada pela comissão de ética da câmara legislativa, presidida pela deputada Érika Kokay (PT).

Nesta última quarta-feira (07/04) o movimento Fora Arruda e toda a Máfia e os grupos políticos que o compõem organizaram o lançamento da candidatura dos bonecos Tony Panetone e Bezerra de Ouro para os cargos de governador e vice-governador do DF, respectivamente. Tony é um panetone de papelão que carrega dinheiro na cueca e nas meias. Bezerra é uma vaca dourada com cifrões espalhados pelo corpo. Tony Panetone faz alusão ao dinheiro recebido por Arruda no esquema do mensalão. À época, o ex-governador declarou que o dinheiro seria utilizado para doação de panetones.

Já o Bezerra Dourada critica o valor superfaturado de uma bezerra que o então senador do PMDB Joaquim Roriz teria pago, após um empréstimo de origem suspeita de R$ 2,2 milhões. Desse valor, R$ 300 mil seriam para o pagamento pela bezerra. O ato nada mais é que uma resposta à farsa dessas eleições. O movimento que ocupou a Câmara Legislativa foi duramente reprimido em ato no palácio do governo e teve a vitória do movimento concretizada na lutas, hoje diz que não pode aceitar que essa câmara corrupta escolha quem irá governar até o final do ano.

O ato contou com o grande ar da ironia, mas que na verdade é o que há de mais sério diante do plano absurdo de retirada, das mãos dos trabalhadores e trabalhadoras do DF, o direito de escolher os seus governantes.

Apenas começamos e a luta continua!
O ato, diz o movimento, é o primeiro de outros que virão em combate às eleições indiretas e às tentativas de fechar essa crise com o grande manto da impunidade, como já vimos acontecer outras vezes no cenário político brasileiro. O movimento promete voltar às ruas com um calendário que se estenderá para a próxima semana e culminará em um grande ato contra as eleições indiretas no próximo dia 17/04, data marcada para se realizar, na câmara legislativa, a eleição indireta.

A Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL) participou desse ato, assim como de todos os anteriores, desde a explosão dos escândalos. Militantes da entidade declaram a importância de, nesse momento, os lutadores e as lutadoras do DF se levantarem para dizer não às eleições indiretas e defenderem que os rumos do governo sejam decididos pelos trabalhadores e trabalhadoras de forma mais democrática. É preciso que o movimento siga em frente até que todos os escândalos sejam investigados e todos os envolvidos sejam punidos, além de a política implantada pelo antigo governo, derrubado pelas mobilizações, seja questionada de fundo, pois é chagada a hora da classe trabalhadora pensar na construção de um governo feito por trabalhadores e para trabalhadores, coisa que já está mais que comprovada que nesse sistema não é possível. Esse não é o primeiro mensalão na história da política brasileira e os trabalhadores e a juventude devem se mobilizar para combater a corrupção. Nem o mensalão do PT, nem o mensalão do DEM. A luta deve continuar e vamos contra às eleições indiretas!

terça-feira, 30 de março de 2010

Trabalhadores do DF não podem aceitar eleições indiretas

Pela antecipação das eleições diretas já! Abaixo à eleição indireta! Abaixo a intervenção federal!

A Câmara Legislativa aprovou a convocação de eleições indiretas para o cargo de governador. A mesma Câmara que aprovou a pizza para os envolvidos no esquema do mensalão, que não foi capaz de fazer o impeachment de Arruda nem de Paulo Octávio, em que boa parte de seus integrantes estão envolvidos no escândalo. Esta Câmara é que está com a responsabilidade de escolher o próximo governante do DF.

Os trabalhadores e a juventude do DF não podem aceitar a Câmara Legislativa governar, legislar ou julgar a si mesma. Dos 24 deputados que a compõem 19 fazem parte da base do governo corrupto de Arruda-PO, e nada menos que 12 deputados e 14 suplentes estão na lista dos investigados pelo STJ, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

A Comissão de Ética da CLDF, presidida pela deputada Érika Kokay (PT), decretou a impunidade para todos eles, onde foi votado por unanimidade a não abertura de processos contra os deputados e suplentes sob suspeita de corrupção, exceto os três que foram flagrados em vídeos. O próprio presidente da Câmara Legislativa, deputado Cabo Patrício (PT), está sob suspeita, por ter apresentado projeto de lei que beneficiava diretamente as empresas da família de Leonardo Prudente.

Não podemos aceitar que os mesmos deputados que participaram dos governos corruptos de Arruda e Roriz e agora assam a pizza para eles mesmos tenham o poder de eleger indiretamente o próximo governador do DF.

O nosso direito democrático de votar de 4 em 4 anos já é um poder pequeno e limitado, e na mais grave crise política da cidade, esse direito nos é tirado. Chega de os envolvidos encontrarem soluções para a crise. Já sabemos que o resultado é a pizza! A intervenção federal também só serviria para desviar a atenção dos trabalhadores e da juventude da impunidade à corrupção.

As eleições diretas são ainda o método mais democrático para que a população escolha seus governantes. Por isso exigimos a antecipação das eleições diretas já!
Fazemos um chamado a todos os movimentos sociais e partidos a não apoiarem as eleições indiretas ou a intervenção federal. Nenhuma dessas saídas contempla as reivindicações do movimento que vem lutando bravamente para exigir a punição dos envolvidos.

Apenas a mobilização dos trabalhadores e da juventude pode conseguir a punição de todos os envolvidos, prisão e confisco dos bens. E para garantir saúde e educação de qualidade para todos, pleno emprego, é preciso construir um governo socialista dos trabalhadores, para que a riqueza produzida pelo nosso trabalho cotidiano, seja utilizada para oferecer os serviços públicos e não para enriquecer os patrões e seus representantes nos governos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Lançamento das pré-candidaturas do pstu


Na noite desta terça-feira, 16, cerca de 100 pessoas se reuniram em Brasília para o lançamento das pré-candidaturas do PSTU à presidência da República e ao governo do Distrito Federal

O lançamento ocorreu no auditório do Sindicato dos Metroviários. A categoria está em greve e campanha salarial desde o dia 15.

Representantes do PSOL e do MTST saudaram o ato. A oposição do sindicato Metabase Carajás (trabalhadores da Vale) também falaram. Eles estavam em Brasília para audiências contra a demissão de lesionados.

Além desses, estiveram presentes membros da chapa 3 – Bancário, é hora de mudar –, que estão disputando a diretoria do sindicato de Brasília contra a burocracia da CUT e do PT; estudantes que estão em luta no Movimento “Fora Arruda e Toda a Máfia”; funcionários dos Correios, em luta contra a privatização da empresa; professores e funcionários da UnB em greve pela manutenção da gratificação de 26% dos salários que está sendo cortada pelo governo Lula; professores da rede pública distrital, em campanha salarial; servidores públicos federais, entre outros trabalhadores.

O pré-candidato ao governo no DF, Rodrigo Dantas, professor de filosofia da UnB, ressaltou que os escândalos de corrupção em Brasília não são um problema local, mas estão profundamente ligados ao modelo de Estado brasileiro. Rodrigo também falou dos problemas que sofre a população do DF, como a péssima qualidade do transporte público: “Só será possível ter um transporte público de qualidade, que chegue a todos os lugares, com ônibus toda hora se estatizarmos as empresas de transporte, para que este serviço público deixe de estar voltado para o lucro dos empresários e passe a priorizar as necessidades dos trabalhadores. Também é preciso implementar a tarifa social a preço de custo, e o passe livre ilimitado para estudantes e desempregados”.

Em seguida, Zé Maria, pré-candidato à presidência da República falou sobre as grandes tarefas que a classe trabalhadora terá em 2010. Entre elas, apresentar uma alternativa aos candidatos do PT e do PSDB. Disse que apesar da grande popularidade do Lula, na verdade seu governo foi voltado para o lucro dos banqueiros e dos empresários, e que as medidas voltadas à população foram insignificantes perto do ganho que tiveram os ricos durante seu governo.

“O Lula falou que o PSTU não ganharia as eleições, e que se ganhasse não governaria. Pois fazer aliança com os empresários e abandonar a defesa dos trabalhadores para governar, realmente nós não queremos. E queremos dizer que apenas rompendo com eles e priorizando as necessidades dos trabalhadores é que podemos ter saúde e educação pública e de qualidade para todos, trabalho para todos”, disse. Falou, ainda, que o grande prejuízo que os trabalhadores tiveram com o governo Lula foi ele ter convencido de que não é possível lutar pelo socialismo, que a aliança entre as classes é a única saída.

Zé Maria também falou sobre a importância e a necessidade da Frente Classista e Socialista e sobre as dificuldades para que ela se forme para estas eleições. Destacou que não há nenhuma garantia da direção nacional do PSOL sobre o não-financiamento de empresários à campanha. Para ele, a aliança não pode ser com algumas correntes e sim com o PSOL inteiro.

O pré-candidato não concorda que é preciso ser menos radical no discurso em busca de mais votos. O caminho de rebaixar o discurso em busca de votos foi o mesmo que o PT percorreu, e o resultado já é conhecido: em nome da governabilidade, são priorizados os interesses dos empresários e não dos trabalhadores.

A fala de Zé Maria foi interrompida quando chegou a notícia da cassação do governador corrupto José Roberto Arruda (ex-DEM). A notícia foi muito comemorada pelos convidados que gritaram: “Arruda na Papuda, PO [Paulo Otávio] no xilindró!”.

Também foram apresentados os demais pré-candidatos: Robson para Senador, professor da rede pública; Jacó para Deputado Federal, carteiro; e Guillen para Deputado Distrital, também professor da rede pública. Em seguida, foi feito o convite a que todos deixassem seus contatos para que organizássemos seminários para debater e construir coletivamente o programa dos candidatos.

Ao final, um militante do PSTU que tem um grupo de chorinho fez uma apresentação para os convidados, enquanto as pessoas bebiam, comiam e conversavam sobre as propostas e os próximos passos das lutas e das eleições.

Todo o evento foi construído assim, com a colaboração e o trabalho voluntário de todos os militantes, alguns que chegaram mais cedo para decorar o local, outros fizeram as compras, alguns ofereceram e venderam o jornal Opinião Socialista para os presentes, outros ficaram no bar vendendo as bebidas. O clima foi de muita alegria.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Fora todos os Corruptos! Não à Intervenção Federal no DF! Antecipação das Eleições!

Depois da prisão e do afastamento do governador Arruda (DEM), veio a renúncia do vice-governador Paulo Octávio (DEM), mega-empresário da construção civil. Nossa luta pelo Fora Arruda, PO, Roriz e todos os corruptos vem sendo vitoriosa, mas não pára por aqui. Sabemos que o crime organizado governa o DF há muitos anos e que tudo o que até aqui veio a público é apenas uma pequena parte do grande esquema de corrupção instalado há décadas no Distrito Federal.

Por isso, exigimos o afastamento, a prisão e o arresto dos bens do governador e do vice-governador, de todos os secretários de governo, empresários, políticos-empresários e parlamentares envolvidos com o esquema de corrupção, assim como a expropriação de todas as empresas envolvidas. Exigimos que todos os vídeos e investigações judiciais sobre a quadrilha que há anos saqueia o DF sejam tornados públicos: a população tem o direito de saber quem são os envolvidos e conhecer os desmandos praticados em toda sua extensão. Exigimos que as investigações prossigam até suas últimas consequências e se estendam ao governo Roriz, onde tudo começou, até que possamos ter conhecimento de tudo o que se passou, até que todos os envolvidos sejam devidamente afastados e presos. Exigimos ainda que todos os condenados e os que se acham sob investigação por prática de corrupção sejam preventivamente excluídos do processo eleitoral.

O presidente da Câmara Legislativa e governador em exercício do DF, dep. Wilson Lima (PR), integrante da base arrudista e ex-secretário de Roriz, não tem condições morais, políticas ou jurídicas para governar. A Câmara Legislativa, envolvida até o pescoço na corrupção, não tem qualquer autoridade moral ou política para governar, legislar ou julgar a si mesma. Toda a linha sucessória do DF está comprometida com a corrupção institucionalizada na capital da república.

Por isso, a Procuradoria Geral da República solicitou ao STF a intervenção federal no GDF, sob alegação de “falência total das instituições”. Caso ela seja aprovada, o presidente Lula indicará um interventor que governará o DF até o final do ano. Ou seja, a intervenção federal significa que quem vai substituir o “pessoal do mensalão do DEM” é o “pessoal do mensalão do PT”. Trata-se de uma saída autoritária, que coloca nas mãos de um mandatário que não foi eleito o poder para governar o DF no momento da maior crise institucional de sua história.

Diante disso, o PSTU defende a saída mais democrática que pode haver neste momento: a antecipação imediata das eleições, para que o povo do DF decida quem governa. E nas eleições, chamamos a todos a virem construir conosco uma alternativa socialista para os trabalhadores e a juventude. Só com candidaturas comprometidas com a luta dos trabalhadores poderemos construir um governo democrático para o DF, um governo que defenda os interesses de quem trabalha e produz toda a riqueza da nossa cidade.

PSTU

Brasília, 24 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fora Arruda, P.O. e todos os corruptos!

A prisão e o afastamento de Arruda do governo do DF é uma primeira vitória na luta dos estudantes, dos trabalhadores e de todo o povo do Distrito Federal contra o vasto esquema de corrupção que há muitos anos tomou conta da capital do país.

Mas nossa luta não para por aí. Sabemos que o crime organizado governa o DF há muitos anos e que tudo o que até aqui veio a público é apenas uma pequena parte do vasto esquema de corrupção que domina o Distrito Federal. Exigimos o afastamento e a prisão do vice-governador Paulo Octávio, de todos os secretários de governo, empresários, políticos-empresários e parlamentares envolvidos com o esquema de corrupção. Exigimos que todos os vídeos e todas as investigações judiciais sobre a quadrilha que há anos saqueia o DF sejam tornados públicos: a população tem o direito de saber quem são os envolvidos e conhecer os desmandos praticados em toda sua extensão. Exigimos que as investigações prossigam até suas últimas consequências e se estendam ao governo Roriz, onde tudo começou, até que possamos ter conhecimento de tudo o que se passou, até que todos os envolvidos sejam devidamente afastados e presos. Exigimos ainda que os bens de todos os corruptos sejam expropriados para ressarcir os cofres públicos. Que todos os que se acham sob investigação sejam preventivamente excluídos do processo eleitoral. E que sejam imediatamente convocadas eleições gerais no Distrito Federal.

Chamamos a população do DF a organizar comitês Fora Arruda, PO, Roriz e todos os corruptos em todos os locais de estudo, trabalho e moradia, sair às ruas e massificar o movimento contra a corrupção até que todos os corruptos sejam afastados e presos e tenham seus bens arrestados. Vamos organizar manifestações de rua, paralisações e greves até que nossos objetivos sejam atingidos. Só a organização consciente e a luta da população pode nos levar a vitória!

O mensalão do PT e de sua base aliada, do PSDB e agora do DEM e os seguidos casos de corrupção demonstram que o regime político burguês está apodrecido até a medula. A história demonstra que não há nem pode haver capitalismo sem corrupção. Que não há nem pode haver governo dos patrões e dos políticos-empresários que sirva para outro propósito senão saquear o Estado para seu próprio enriquecimento. Só um governo socialista dos trabalhadores para os trabalhadores, apoiado na organização e na luta consciente do povo, pode colocar o dinheiro de nossos impostos e a imensa riqueza produzida por nosso trabalho a serviço das necessidades e direitos mais elementares das pessoas!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carnaval FORA ARRUDA

SÁBADO - MAMÃE TAGUÁ
Concentração às 17h na CNB 14 em Taguatinga

DOMINGO - PACOTÃO
Concentração às 11h na CLN 303 na Asa Norte

SEGUNDA-FEIRA - GALINHO
Concentração às 15h no SBS ao lado da Caixa

TERÇA-FEIRA - PACOTÃO
Concentração às 11h na CLN 303 na Asa Norte

PARTICIPE!

Participe também da plenária estudantil!
Dia 25/02
ás 15h
no auditório do SINDMETRÔ
CONIC - Ed. Venâncio V - Cobertura

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Movimento Fora Arruda Lança Bloco de Carnaval

No último domingo, dia 07 de fevereiro, os trabalhadores e estudantes de Brasília lançaram o Bloco de Carnaval do FORA ARRUDA.

Cerca de mil pessoas se reuniram no eixão sul para manifestar, com humor, pela saída do governador, do vice-governador, e de todos os deputados envolvidos no escândalo de corrupção. Ao longo da passeata, as famílias que vão ao local caminhar no final de semana foram aderindo a manifestação.

Os manifestantes-foliões desfilaram pela rua cantando “Eu mato, eu mato quem roubar minha cueca para financiar mandato” e “Arruda, cai fora, só tem bandido nessa caixa de pandora” ou "Fica Arruda, com sua turma na Papuda".

Um dos manifestantes estava vestido de Darth Vader, o vilão de Guerra nas Estrelas, com uma mensagem chamando o Arruda a largar o GDF e ir com ele dominar a galáxia. Uma senhora estava vestida e equipada com uma cruz para exorcizar o GDF de seus males. Os manifestantes colocaram dinheiro na meia, ou na roupa, em alusão aos vídeos divulgados.

Já ficou marcado para o próximo domingo, dia 14 de fevereiro, novamente o desfile do Bloco de carnaval FORA ARRUDA.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ativistas tentam impedir que mensalão do DEM acabe em panetone

www.pstu.org.br

Movimento “Fora Arruda” resiste e se articula no Distrito Federal para não permitir que CPI acabe em pizza, ou melhor, em panetone. Na quinta-feira, 21, após o presidente da comissão, Alírio Neto (PPS) suspender a CPI, manifestantes despejaram 30 sacos de esterco em frente à Câmara Legislativa.

O protesto bem-humorado foi respondido com violência pela tropa de choque da Polícia Militar, que agiu em defesa dos acusados por corrupção. Sob pancadaria, estudantes foram enxotados do local. Durante a repressão, a estudante de Ciências Sociais da UnB Ingrid Cartaxo foi arremessada ao chão e teve o braço fraturado pelo tenente-coronel identificado como Cláudio Armond.

No dia 11 de janeiro, uma manifestação já havia acontecido em frente à Câmara. Nesta data, a Casa retomava suas atividades após recesso de final de ano. Além de exigir o “Fora Arruda”, os ativistas protestaram contra o presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente (ex-DEM), flagrado em vídeo colocando dinheiro de propina nas meias.

Um dia antes, no domingo, estudantes foram à frente da casa de Prudente. Eles colocaram um caixão em frente à residência e penduraram meias e faixas de protesto na cerca.

Os ativistas não se intimidaram e sabem que só a mobilização vai garantir a condenação dos corruptos. “Como temos visto através da mídia burguesa, não podemos ter ilusões de saídas por via judicial”, disse, em nota, Robson da Silva, da Secretaria Executiva Estadual da Conlutas-DF. “Só com a força da mobilização das massas é que poderemos derrubar Arruda e sua quadrilha, bem como cortar o caminho de retorno de Roriz e outros que tentam fazer como ele e o atual governador”, concluiu.

Está marcada para esta terça, 26, uma plenária para discutir os rumos do movimento. A reunião acontece a partir das 19h, na sede da CUT-DF. Na ocasião, vai começar a organização de um bloco de carnaval “Fora Arruda”.

Ainda dentro do calendário, no dia 7 de fevereiro, haverá uma passeata no Eixão e panfletagens nas cidades e escolas.


Manobras

Alírio Neto, aliado de Arruda, preside a CPI que investiga o mensalão do DEM no Distrito Federal. Ele suspendeu os trabalhos da comissão na quinta-feira, 21, alegando que estava cumprindo uma decisão judicial. A ação, no entanto, foi uma manobra para favorecer os envolvidos.

Na quarta anterior, o juiz Vinícius Santos Silva invalidou a participação de oito deputados envolvidos no escândalo nas decisões sobre o caso. Como os parlamentares haviam participado da formação da CPI, os governistas entenderam que a mesma deveria ser enterrada.

Contrariando a decisão do parlamentar, o juiz emitiu um parecer em que afirma que a decisão “refere-se única e exclusivamente ao processamento do impeachment (CCJ e Comissão Especial Processante do Impeachment) não versando em momento algum sobre convocações extraordinárias, CPI, ou qualquer outra comissão”.

Após um enorme desgaste, Alírio Neto recuou e disse que a CPI não estava cancelada. As tentativas de abafar o caso, contudo, não param. Nesta segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, concedeu habeas corpus permitindo que o empresário Avaldir da Silva Oliveira fique calado no depoimento à Polícia Federal na quarta-feira, 27. Oliveira é dono da CTIS, empresa de Tecnologia da Informação, citada como participante do esquema de corrupção.

Após muita pressão, Leonardo Prudente renunciou à presidência da Câmara Legislativa, nesta segunda-feira. Os governistas já se articulam para manter o controle da Casa. Os deputados Wilson Lima (PR), Ribeiro e Eliana Pedrosa (DEM) estão na disputa pelo cargo. Ribeiro e Pedrosa são ex-secretários de Arruda. A oposição ainda não tem candidato.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lançamento do Bloco Carnavalesco - FORA ARRUDA!

Lançamento do Bloco Carnavalesco Fora Arruda

Dia 07/02
Eixão Sul

Só a luta da juventude e dos trabalhadores do DF pode derrubar os corruptos!

Participe!