]
Mostrando postagens com marcador Nota pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nota pública. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Nota do PSTU/DF sobre as mentiras e acusações da Chapa 4/CUT na eleição do SINDJUS-DF

Prezado servidor e prezada servidora do judiciário,

Frente à feroz e malévola campanha de calúnia e difamação lançada pela Chapa 4 ao PSTU, solicitamos sua gentileza e atenção de ler o que temos a dizer.

A moral dos caluniadores e a nossa

Boletim divulgado pela Chapa 4 estampa em primeira pagina a seguinte frase: “PSTU é financiado por membros da Chapa 1”. Na terceira página vemos em imagem do site do TRE/DF a evidência de que um dos membros da Chapa 1 doou dinheiro para a campanha eleitoral do partido. Mais adiante surge o questionamento: “Hoje eles usam o dinheiro do próprio bolso para financiar o partido radical, e quem garante que não vão usar a estrutura e o dinheiro do sindicato para pagar as contas do PSTU?”

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Nota de esclarecimento: sobre a citação feita a respeito do PSTU no Correio Braziliense nesta segunda

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) existe desde 1992 e surgiu de grupos de esquerda que estavam insatisfeitos com os rumos do Partido dos Trabalhadores (PT). Somos trabalhadores e estudantes que militam diariamente em defesa dos direitos do povo explorado do país.

Durante as manifestações desta segunda-feira participamos em peso, não para tomar o movimento de assalto, mas para engrossar as fileiras daqueles que estão indignados com a corrupção e os altos gastos com os estádios da Copa. Ali encontramos pessoas que dialogaram conosco e pessoas que eram contra a presença de partidos políticos. 

Ficamos na manifestação até o fim e não foi preciso sermos escoltados pela polícia. O que foi dito em matéria do Correio Braziliense da última segunda não aconteceu. Uma pequena minoria rejeita a diferença de ideias, mas isso não é o suficiente para tumultuar uma manifestação popular de milhares de pessoas.

Vamos participar de todas as mobilizações contra a elite corrupta deste país. Sabemos que o movimento é plural, e fazemos parte dessa pluralidade. Os trabalhadores e a juventude brasileira finalmente entraram na onda de indignação que tomou conta da Europa e do Oriente Médio. Até a vitória!

sábado, 26 de janeiro de 2013

CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA AO GOVERNO AGNELO QUE GOVERNE O DF PARA OS TRABALHADORES!

Passados dois anos do governo Agnelo-Filipelli os compromissos de campanha são descumpridos e fica distante a perspectiva de dias melhores para a maioria da população do DF. Pouca coisa mudou na saúde, educação, segurança, transportes públicos e moradia populares. O povo continua a sofrer com os péssimos serviços públicos e a falta de infra-estrutura.

Os servidores públicos, policiais militares e bombeiros amargam o congelamento salarial, entram em greve para defender direitos e são reprimidos. A população carente que se organiza para reivindicar moradia é enrolada e reprimida. A luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST é um exemplo do descaso do governo: descumpriu os acordos firmados e não constrói as casas necessárias.

Agnelo virou as costas para a classe trabalhadora e destina a maior parte do orçamento para o enriquecimento dos empresários. No inicio do ano, sancionou a lei do IDEAS – Industrial, que concederá financiamento público para as empresas com taxa de juros de 1,2% ao ano, com parcelamento do pagamento em até 360 meses. É dinheiro do povo, a juros baixos, para os ricos, que terão 30 anos para pagar.

Avançam as Parceira Público Privadas - PPP, os projetos de terceirização e privatização. O contrato da coleta de lixo por 30 anos, através de PPP e as obras para a Copa de 2014 desviam bilhões de reais das necessidades do povo. Corremos o risco da privatização do metrô e do saneamento básico. Continua o processo de entrega das terras públicas para as empreiteiras e o contrato de oito milhões com a Jurong, assinado sem licitação, em Singapura, vai aumentar a especulação imobiliária. Ao invés de fortalecer a TCB avançando na estatização dos transportes públicos, entregou novamente para os empresários esse serviço através de licitações. 

É necessário dar um basta aos que governam para os empresários, necessitamos construir uma Frente de Esquerda que governe o DF para os trabalhadores.

Nós do PSTU fazemos um chamado a todos, aos companheiros do PSOL, do PCB, aos ativistas sindicais e dos movimentos sociais, para a constituição de uma Frente de Esquerda, sem participação de partidos e políticos burgueses e com total independência política e econômica dos patrões. Uma frente com candidaturas, programa e campanha democraticamente construída em plenárias que reúna os dispostos a lutar por um governo dos trabalhadores, que faça uma auditoria nas contas do GDF, rompa com a farra dos contratos superfaturados, pare a privatização e terceirização dos serviços públicos, o loteamento de cargos e verbas e os esquemas corruptores. Um governo de participação direta da população para fazer com que o orçamento público atenda às necessidades do povo.

A aliança com o PSB, PDT e PPS não é uma alternativa para a classe trabalhadora.

Vemos com preocupação as noticias de que estão em curso articulações em torno da composição de uma aliança do PSOL com o PDT, PSB, PPS e Marina Silva, para disputar o governo do DF em 2014. A aliança eleitoral com esses partidos não romperá com o círculo vicioso da velha política burguesa, privatista e corrupta. O PDT, PSB e PPS são partidos que integraram o governo corrupto de Arruda-Paulo Otávio, se aliaram ao PSDB, DEM, PMDB, PTB e PP. Em seguida participaram do governo Agnelo-Filipelli, que uniu o PT a segmentos do rorizismo, do arrudismo e ao empresariado. PDT, PSB e PPS são partidos burgueses que governam para os ricos, compostos por latifundiários, oligarquias, empresários, políticos carreiristas que fazem qualquer aliança para permanecerem no poder e lotear cargos e verbas públicas.

O PSB participou do governo Alckmin (PSDB) em São Paulo; nas últimas eleições apresentou como candidato à Prefeitura de São Paulo o empresário Paulo Skaff, presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O PDT ocupa há anos o Ministério do Trabalho, abriga os dirigentes da Força Sindical, central sindical aliada à patronal, criada no governo Collor; Cristovam Buarque (PDT) foi governador do DF e reprimiu as lutas dos servidores públicos, dos moradores da Estrutural e fez um pacto com Fernando Henrique Cardoso; o PPS tornou-se força auxiliar da oposição burguesa de direita, aliando-se ao PSDB e ao DEM e se movimenta para abrigar uma eventual candidatura de José Serra à Presidência.

O PDT e o PSB integram o governo Dilma e são coniventes com as políticas neoliberais que retiram direitos dos trabalhadores.

Marina assumiu o Ministério do Meio-Ambiente no governo Lula, aplicou o “Projeto de Gestão de Florestas Públicas” que loteou a Amazônia entre grandes grupos empresariais; seu candidato a vice-presidente é um dos homens mais ricos do mundo, proprietário da Natura e está na lista dos grandes sonegadores de impostos. Marina goza da confiança dos poderosos interesses que nos governam ao mesmo tempo em que provoca hoje o repúdio dos que, ao lado de Chico Mendes, dedicaram a vida contra a entrega das riquezas da Amazônia aos grupos econômicos cujos lucros são obtidos às custa da devastação ambiental.   

Convidamos a direção e os militantes do PSOL e do PCB para construirmos uma Frente de Esquerda, sem os partidos dos empresários e que governe o DF para os trabalhadores.

Direção Regional do PSTU-DF

Brasília, janeiro de 2013

terça-feira, 20 de novembro de 2012

(Dia da Consciência Negra) Viva Zumbi dos Palmares!

O 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra - A comemoração do 20 de Novembro como Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 1970, no contexto das lutas dos movimentos negro e dos trabalhadores e dos movimentos populares contra o racismo.

Apesar de hoje as instituições parlamentares, escolares, entre outras, lembrarem, comemorarem e até festejarem a memória do líder Zumbi dos Palmares, nem sempre foi assim. A data foi resultado de muita luta e organização do movimento negro, desde as décadas de 70. Só em 2005, quando foi realizada a marcha dos 300 anos da morte de Zumbi, o antigo líder negro começou a receber algum destaque e o 20 de Novembro passou a ser comemorado.

Zumbi dos Palmares - O dia homenageia Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada em 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. E desde 1997, Zumbi faz parte do Livro dos heróis brasileiros.

O feriado de Zumbi dos Palmares visa rememorar que não foi nenhum branco à frente do Estado que libertou as negras e os negros do Brasil, como celebra a historiografia oficial, com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Mas sim, três séculos de resistência, que nos legaram Zumbi e o Quilombo dos Palmares, como também a própria Campanha Abolicionista ao longo de toda a década de 1880, com figuras de lideranças negras como José do Patrocínio e Luís Gama. A data também é para celebrar a identidade, o orgulho e a consciente de ser negro, de sua situação, legado e lutas, apesar da negligência estatal e da oposição das elites.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Não à matança sionista em Gaza!" (Declaração da LIT-QI)


Não à matança sionista em Gaza!
Escrito por SI da LIT-QI   
Sáb, 17 de Novembro de 2012 01:13
Gaza está sob o ataque sionista. Quando escrevemos estas linhas, a soma de mortos palestinos chega a 27 – dos quais 7 são crianças – além de mais de 253 feridos, em sua maioria civis e se contando entre eles outras 62 crianças.

A agressão israelense está enquadrada na denominada Operação Pilar Defensivo, iniciada a partir do lançamento de foguetes ao território israelense por grupos palestinos, aparentemente unidos à Jihad Islâmica. Esta operação, segundo o premiê sionista Benjamin Netanyahu, tem o objetivo de “destruir os arsenais e eliminar os líderes do Hamas”. Atendendo esta finalidade, o exército israelense atacou até o momento cerca de 600 alvos em Gaza através de bombardeios aéreos, artilharia pesada e mísseis terra-ar que estão causando estragos entre a população palestina, que se refugia como pode em suas casas. Israel cinicamente diz que ataca “objetivos militares”, quando na verdade atinge casas, escolas, edifícios públicos e ruas movimentadas. A realidade é que Gaza está ardendo e as bombas israelenses caem sem parar por toda a Faixa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Novo modelo rodoviário do DF não acabará com o caos no transporte público.


Ônibus velho pega fogo na Rodoviária do Plano Piloto.
Eventos desse tipo são da realidade diária dos usuários
Há anos o DF enfrenta graves problemas no transporte público, que é de má qualidade e pouco eficiente. O caos no sistema de transporte é o resultado de muitos anos de abandono por parte dos governos de Roriz e Arruda, que organizaram todo o sistema de transporte para favorecer as três famílias (Canhedo, Amaral, Constantino) a mantarem o monopólio das linhas de ônibus, lucrando milhões de reais por ano. Atualmente, quase nenhuma das linhas em funcionamento foram licitadas, portanto são irregulares.

Em função de tanto descaso, os habitantes do DF e entorno sofrem diariamente para chegar ao trabalho, à escola, aos hospitais e depois voltarem para suas casas. Já estamos habituados a enfrentar a rotina de congestionamentos, acidentes, ônibus quebrados e lotados, problemas nos trens do metrô, etc. Isso não poderia ser diferente, tendo em vista que a grande maioria da frota de ônibus do DF tem mais de dez anos anos de uso (quando a lei permite o máximo de sete anos); e que as empresas usam de todo tipo de artifício para burlar a fiscalização e continuar mandado ônibus quebrados para as ruas (como mostram as denúncias recentes). Não é a toa que a população do DF e entorno tem promovido inúmeras revoltas contra a precariedade do transporte público.

A licitação promovida pelo GDF vai acabar com o caos no transporte?
O governo Agnelo está promovendo uma licitação que vai reorganizar e regularizar as linhas de ônibus do DF. Esse processo ainda não foi concluído e a previsão é que o novo modelo entre em vigor em maio de 2013. Pelo novo modelo não haverá aumento da quantidade de ônibus em circulação, mas uma reestruturação das linhas que serão reduzidas de mil para quinhentas. Além do mais, o novo modelo pretende instalar um modelo de integração, que ainda não está definido como ocorrerá. Na primeira parte da licitação, três das nove empresas concorrentes foram habilitadas a participar da licitação, mas ainda cabe recurso e é possível que as outras seis empresas sejam habilitadas. A seleção das empresas será pelo critério de quem oferece a menor tarifa.

sábado, 2 de junho de 2012

Ser Livre é Coisa de Vadia? Então Somos Todas Vadias!

PARA ACABAR COM A OPRESSÃO E COM A EXPLORAÇÃO DAS MULHERES!

No último sábado, dia 26 de Maio, foi realizada em diversas cidades do País, a 2° edição da Marcha das Vadias. Com o objetivo de denunciar a violência sofrida pelas mulheres, a Marcha tem origem no “SlutWalk”, um protesto mundial que teve início no Canadá, após um policial declarar que, para evitar estupros, as mulheres deveriam deixar de se vestir como “vadias”.
Em Brasília, aproximadamente 2.000 pessoas, entre elas, mulheres, homens, gays, lésbicas e crianças, participaram da Marcha. Com muita irreverência e animação as manifestantes denunciaram a violência e a opressão machista que sofrem no dia a dia, e entoaram em uma só voz o grito de liberdade. Palavras de Ordem como “Te cuida, te cuida, te cuida seu machista, a América Latina vai ser toda feminista!” e “O corpo é meu, a cidade é nossa!” deram o tom da Marcha e demonstraram a disposição de todas as mulheres em combater o machismo.

Não diga à elas o que vestir! Diga a eles para não estuprar! A Situação da metade da classe trabalhadora!
Os dilemas da sexualidade, os padrões de estéticas, a violência dentro e fora de casa, a opressão no trabalho, estão fazendo com que cada vez mais mulheres despertem para as lutas em busca de direitos, respeito e liberdade. Sabemos da importância das tarefas de libertação das mulheres, mas temos que dar ênfase, também, ao papel de exploradas que muitas cumprem na sociedade capitalista. O capitalismo se utiliza da opressão para aumentar a exploração da mulher.
Os dados do PNAD (IBGE), publicados em setembro de 2010, demonstram bem a situação de exploração das mulheres na sociedade. Segundo os dados, elas representam 46% do mercado de trabalho, são a maioria dos empregados da informalidade, representam mais da metade (53%) daqueles que ganham até um salário-mínimo e estão entre os mais pobres, representando 70% deste grupo. Além disso, têm remuneração média de até 30% a menos que os homens para exercerem os mesmos cargos, chegando a ganhar até 57% menos em algumas cidades do País.

As mulheres trabalhadoras, dos bairros pobres, são as que mais sofrem com a violência sexual e com a criminalidade, pois a violência urbana assola cada vez mais a periferia das cidades. Também são elas as que mais sofrem com a violência doméstica, pois, muitas vezes dependem economicamente do seu companheiro.

Por isso, avaliamos que a situação da mulher na sociedade é produto de fenômenos econômicos e estruturais. Acreditamos que a luta contra o machismo não obedece apenas a fatores culturais, mas tem implicação e fundamento nas estruturas econômicas sociais que cimenta a opressão e a exploração capitalista.

E com Dilma a situação não mudou!
Com Dilma na presidência da república a situação das 97 milhões de mulheres brasileiras não mudou! Antes de Dilma ser eleita a 1º presidenta do país morriam 10 mulheres a cada dia, depois com Dilma no poder esse número não mudou. Infelizmente também não mudou a situação das debilidades de aplicação da lei Maria da Penha. No país são feitos mais de 1 milhão de abortos por ano. Dentre eles cerca de 150 mil mulheres morrem ou ficam com sequelas. Para essa realidade o governo oferece a criminalização. Para dar consequência a “Carta ao Povo de Deus” – editada no período de campanha da atual presidenta, foi editada a MP 557/2011 que prevê como solução a doação de R$ 50 para as mulheres grávidas poderem se deslocar no dia do parto. O que o governo deveria fazer era deixar de dar dinheiro para os banqueiros e investir na construção de bons hospitais nas periferias e descriminalizar o aborto, garantindo contraceptivos para não abortar, e aborto legal e seguro para não morrer.

Mulheres, levantem suas bandeiras!
Lamentamos o fato ocorrido na Marcha das Vadias de Brasília, em que um grupo que se diz da direção da Marcha, deliberou, arbitrariamente, por proibir a utilização de bandeiras, fossem elas de partidos, sindicatos, movimentos sociais e coletivos. Tamanha imaturidade, fez com que Professoras e Professores do ANDES – SN (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior), que estão em greve, travando uma luta expressiva por todo o País contra o sucateamento da Educação Superior, tivessem suas bandeiras abaixadas. Isso, porque a categoria de Professores é composta majoritariamente por mulheres que sofrem há anos com os salários defasados das universidades.

A total liberdade da mulher implica, necessariamente, no exercício de cada uma delas em expressar o que é seu de direito. Desde a escolha do que fazer com o seu corpo e da roupa que irá usar até nas escolhas das suas bandeiras políticas, tudo passa pelo seu direito de escolher o que é melhor pra si, de acordo com sua consciência.

O Machismo divide a classe trabalhadora e enfraquece sua luta contra o capitalismo. Essa opressão é responsável por afastar as mulheres dos sindicatos e dos partidos de luta. Ou seja, essa mesma opressão que subjuga e que inferioriza as mulheres é a mesma que cria obstáculos para que elas superem essa situação através da luta política.

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) luta pela incorporação das mulheres da classe trabalhadora nos sindicatos e no partido revolucionário, pois a tarefa de libertação das mulheres é uma tarefa do conjunto de nossa classe e é parte indissolúvel da luta pelo fim da exploração da sociedade capitalista.

sábado, 17 de março de 2012

Unificar as lutas dos trabalhadores do DF para derrotar o arrocho salarial de Agnelo!

Para os trabalhadores que acreditavam que o governo Agnelo mudaria a nossa cidade e governaria para os trabalhadores, o anúncio do congelamento salarial para todos os servidores públicos do DF foi um banho de água fria. No entanto, não é novidade um governo do PT arrochando o funcionalismo público, Dilma desde o início de seu mandato vem impondo uma política de cortes nas áreas sociais e congelamento salarial. As medidas de austeridade fiscal anunciadas por Agnelo revelam que seu compromisso é com os grandes empresários, e não com os trabalhadores.

O governo do DF, nesse ano, conta com o maior orçamento de sua história, cerca de 28 bilhões. Houve aumento tanto das fontes de arrecadação própria, quanto do repasse do fundo constitucional em 13,8%. Além do mais, o DF tem o maior PIB per capita do país (R$ 50.438,56), mostrando que a falta de dinheiro não justifica a política de arrocho salarial anunciada pelo governo. Então porque o governo quer arrochar os vencimentos dos servidores?

Agnelo tenta justificar que em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não pode conceder aumento para os servidores públicos, tendo em vista que essa lei limita o gasto com a folha de pagamento. O que Agnelo não explica para a população é que boa parte dos recursos com a folha de pagamento do DF é destinado a pagar os comissionados (35 milhões mensais), que já somam mais de 14 mil cargos. Agnelo anuncia um corte em 10% nos salários dos membros do alto escalão, mas não fala que há um ano atrás esses mesmos cargos tiveram um aumento de mais de 100% dos vencimentos.

Na verdade, Agnelo ataca os servidores públicos para privilegiar o loteamento do estado entre os partidos da base governista e seus apadrinhados, e também para aprofundar o processo de terceirização e privatização. Por isso o governo já anunciou que vai privatizar a gestão das 13 UPAs (unidades de pronto atendimento), ao invés de convocar os aprovados no concurso da secretaria de saúde em 2011. Agnelo também se recusa a convocar os aprovados no último concurso da secretaria de educação, enquanto as escolas sofrem com a falta de professores. Em relação aos cargos comissionados, o governo se propõe somente a mudar o regime de contratação de parte desses cargos, via terceirização.

A greve dos metroviários e o processo de repressão e criminalização às lutas sindicais
No início desse ano os metroviários protagonizaram uma luta histórica, a mais longa greve de uma categoria metroviária do país, e enfrentaram uma brutal intransigência de Agnelo. O governo, além de ter se recusado a negociar, pediu várias vezes na justiça a ilegalidade da greve e foi derrotado. Depois de perceber que a justiça do trabalho iria beneficiar os metroviários, o governo partiu para um processo de criminalização da categoria, culpando os trabalhadores pelas panes e problemas no sistema operacional do metrô. A empresa abriu dezenas de processos administrativos e abriu inquérito policial acusando os trabalhadores de sabotagem.

A greve dos metroviários revelou para todo o movimento sindical como o Agnelo vai tratar as greves e as lutas sindicais da cidade. Por isso, é fundamental que os sindicatos e as categorias cerquem de muita solidariedade todas as greves e lutas do movimento sindical e popular, ajudando os lutadores a vencer a truculência do governo. Também será fundamental para trazer vitórias as categorias, unificar as lutas do DF, fortalecendo as reivindicações e enfraquecendo a intransigência de Agnelo.

Entretanto a CUT, que deveria estar ao lado dos trabalhadores e ser um exemplo de solidariedade de classe para todas as categorias do DF, não soltou sequer uma nota de apoio aos trabalhadores do metrô, ajudando o governo a tentar jogar a população do DF contra os metroviários.

Desde já, PSTU-DF expressa sua solidariedade aos professores da rede pública de ensino, em greve desde 12 de março, que protagonizam uma luta muito importante contra a política de arrocho salarial de Agnelo. Todas as categorias do DF devem seguir o exemplo dos professores, somente a mobilização dos trabalhadores pode vencer a intransigência do governo do PT.
  • Lutar é um direito, não aceitaremos a truculência do governo!
  • Pela unificação das lutas e campanhas salarias!
  • Todo apoio a luta dos servidores públicos do DF contra o arrocho salarial de Agnelo!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Nota SINDMETRO sobre panes no sistema

Nota sobre panes causadas por suposto plano de sabotagem no Metrô/DF, vinculado em meios de comunicação em 13 de fevereiro de 2012.

Sobre as notícias veiculadas em meios de comunicação sobre panes causadas por possível plano de sabotagem no Metrô-DF, o Sindicato dos metroviários afirma que não tem nenhum envolvimento com o suposto plano de sabotagem, defende que seja feita a apuração dos fatos mencionados e repudia qualquer tentativa de vinculação do movimento de greve com as panes no sistema. O Sindmetrô/DF trabalha dentro da legalidade e postula que o exercício do direito de greve pelos trabalhadores é a manifestação máxima de sua indignação com a empresa. Os limites dessa manifestação são definidos em lei.
As panes nos sistemas de sinalização, elétrico e mecânico do Metrô/DF são causadas por ineficiência e ausência de fiscalização nos contratos de manutenção terceirizada. Estas já foram motivo de inúmeras denúncias por parte do Sindicato. As panes infelizmente ocorrem quase que diariamente, e sua existência apesar de absurdas, já são tidos como corriqueiras por quem pega o Metrô todos os dias. A direção do Metrô/DF parece tentar encontrar uma justificativa para a ineficiência dos serviços de manutenção terceirizada em um suposto “plano de sabotagem”.
A manutenção do Metrô é absurdamente ineficiente, ilegal, cara e gera inúmeros prejuízos à população. Inclusive os trabalhadores metroviários, por diversas vezes, fizeram greve para que ocorram melhorias na precária manutenção do Metrô/DF. Cabe ressaltar que a manutenção é feita por em média 300 empregados terceirizados, estes serviços custam à quantia exorbitante de 126 milhões de reais (o dobro da folha de pagamento dos 1.200 empregados da Companhia), e a permanência de empregados terceirizados na manutenção ainda descumpre decisão judicial.
Mesmo depois de proferida decisão judicial de retorno de empregados concursados nas atividades de manutenção, o Metrô/DF insiste em descumprir a decisão da 7ª Vara do Trabalho, no processo nº 419 de 2004, para manter empregados terceirizados em área fim. Insiste ainda em descumprir acordo firmado entre Empresa e Ministério Público do Trabalho quanto ao retorno de concursados nas atividades de manutenção.
Sobre o fato ter sido encontrado cabos trocados na Estação Central, declaramos que nenhum empregado concursado é autorizado a manipular cabos, essa é uma atividade exclusiva de terceirizados. E se foi realmente alterado os cabos, esse efeito se daria somente na Estação Central, não nos 42 KM da via por onde ocorrerem várias panes em vários trens. Isso nos trás outras indagações: Se o problema foi uma sabotagem e foi resolvido, por que as panes não acabam? Por que hoje foram evacuados mais 2 trens por falhas de portas e tração? Por que hoje à noite Metrô opera com apenas com 20 dos 32 trens, e os outros estão parados na manutenção? O Metrô não está mais em greve e qual é a justificativa para tamanha ineficiência?
Ressaltamos que o comando de greve do Sindmetrô/DF cumpre integralmente a decisão judicial que determina a garantia de 30% dos serviços à população no período de greve, zela pela boa prestação dos serviços, atua no sentido de promover melhores condições de trabalho aos empregados e melhorias no transporte para a população. Fato que ficou evidenciado no julgamento do dissídio de greve, em que o movimento foi julgado LEGAL e não abusivo pelos 8 desembargadores do TRT. Nenhum ato que exceda esses limites determinados pelo Poder Judiciário recebeu ou receberá qualquer apoio por parte da direção deste sindicato.
Por fim, o Sindicato dos Metroviários reitera que não tem qualquer ligação com suposto plano de sabotagem, que todo o movimento de greve foi conduzido de forma legal, que cumpriu todas as determinações judiciais. Os metroviários reivindicam que o serviço desempenhado pela manutenção terceirizada retorne a ser público e assim de qualidade, conforme decisões judiciais proferidas. Repudiamos qualquer tentativa de vinculação do movimento de greve com estes fatos e solicitamos que sejam apuradas todas as irregularidades.

Metroviários e população juntos, por um Metrô público e de qualidade!

SINDMETRÔ-DF

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Militantes do PSOL são agredidos por petistas em Ceilândia (DF)

O PSTU-DF vem manifestar sua total solidariedade aos militantes do PSOL, covardemente agredidos por pessoas ligadas ao PT na Ceilândia (DF) no último sábado dia 26/11, quando realizavam panfletagem denunciando os indícios de envolvimento  do governador Agnelo em um esquema de desvio de verbas do Ministério dos Esportes.

Infelizmente, são cada vez mais frequentes os casos em que integrantes da CUT e do PT protagonizam agressões físicas contra ativistas, que não coadunam com a sua política de colaboração com a patronal e de submissão ao governo Dilma e demais governos estaduais. As ameaças, as agressões físicas e verbais, a calúnia e todo tipo de manobra burocrática são hoje parte do arsenal de práticas dessas organizações, que não respeitam mais a liberdade de organização e de expressão daqueles que se opõe ao projeto de governo neoliberal, que o PT e a CUT sustentam. 

É revoltante perceber que um partido, que cumpriu papel fundamental na luta contra a ditadura militar e pelo direito de livre organização dos trabalhadores, recorre as mesma práticas autoritárias e truculentas usadas por esse regime antidemocrático. Não são compatíveis com um projeto político de transformação da sociedade capitalista opressora, o método da ameaça e da agressão física para impedir qualquer tipo de opinião divergente. É fundamental para o movimento sindical e popular a garantia da mais ampla liberdade de organização e opinião, para que os trabalhadores possam desenvolver sua consciência e sua capacidade de mobilização, a fim de lutar contra a burguesia e seus lacaios. 

Exigimos imediatamente que a direção do PT-DF se manifeste sobre o ocorrido, pedindo desculpas publicamente pela agressão desferida contra os militantes do PSOL. Exigimos também que a direção do PT investigue os envolvidos e os puna exemplarmente, ou demonstrará indubitavelmente a sua anuência às agressões e ameaças sofridas pelos militantes do PSOL. 

PSTU-DF        
         

terça-feira, 19 de julho de 2011

Nota do MTST sobre a ocupação no DF

 http://mtst.org/index.php/inicio/134-nota-oficial-sobre-o-df.html


 
Reocupamos a área às margens da BR-070, depois de Ceilândia, próximo a pista no sentido Plano Piloto. Fomos despejados na tarde de segunda-feira (18/7) durante uma operação truculenta entre a Secretaria de Estado de Ordem Pública Social (Seops) e da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis).

Para pressionar o governo, fizemos um acampamento no dia 18/7/11 em frente ao Palácio dos Buritis com 150 famílias e uma comissão do MTST foi recebido pelo governo. No entanto, para esfriar nossas lutas, o governo interrompeu momentaneamente as discussões e seguimos acampados em frente ao Palácio, aguardando uma solução e reocupando o local original como forma de mostrar a importância de nossa luta.

Só com luta, será possível acabar com os especuladores do DF!

sábado, 4 de junho de 2011

Pela Libertação dos Estudantes Moradores da CEU!

Pela Libertação dos Estudantes Moradores da CEU!

ANEL Brasília
http://www.facebook.com/notes/anel-bras%C3%ADlia/pela-liberta%C3%A7%C3%A3o-dos-estudantes-moradores-da-ceu/119516698133924Hoje três moradores da Casa do Estudante (CEU) foram presos pela PM diante de uma manifestação de indignação frente à atitude da administração da universidade, que os acordou de forma truculenta ao arrombar as portas e jogar os armários dos estudantes janela a fora. Esse fato se soma a vários outros onde se expressou, claramente, a forma como a Reitoria tem conduzido a desocupação da CEU, para a realização da Reforma da mesma. Já foram várias as denúncias por parte dos moradores quanto a tentativas de retirar à força os estudantes sem oferecer garantia de moradia para os mesmos.

Nós da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre e do Coletivo Não Vou Me Adaptar – oposição ao DCE-UnB, repudiamos a atitude autoritária da Reitoria, e exigimos que a mesma assuma a sua responsabilidade diante da detenção dos estudantes.

Em fala, o Reitor afirmou no Consuni que os estudantes necessitam “de um bom advogado para que saiam hoje”. Fez isso claramente de forma demagógica, pois logo após negou que a Reitoria fornecesse apoio jurídico aos estudantes detidos. Ao mesmo tempo, a Reitoria não se posicionou de forma clara sobre a possibilidade de abertura de processo administrativo interno contra os estudantes: ou seja, além de presos, os moradores da CEU detidos em protesto ainda podem ser jubilados da Universidade!


Acreditamos que o fato ocorrido também evidencia o real caráter da atuação da Polícia Militar no campus, que antes de garantir a segurança da comunidade universitária existe para reprimir essa mesma comunidade quando esta realiza atos e mobilizações.

Chamamos a todas e todos que se indignam com essa ação truculenta e arbitrária da Reitoria e da Polícia Militar a realizar um ato em frente à II DP da PM, amanhã (04/06), às 17h.

Exigimos:


* Pela imediata libertação de nossos colegas!

* Exigimos que o DCE da UnB se posicione em defesa dos estudantes moradores! Que o CEB do dia 06 seja melhor convocado e que isso seja discutido!

* Uma nota pública da Reitoria exigindo a soltura imediata dos estudantes detidos e o arquivamento dos inquéritos abertos! Que a Reitoria não abra qualquer processo contra os estudantes!

* Apoio jurídico da instituição aos estudantes detidos! Que a Reitoria forneça advogados para acompanhar o caso em benefício dos estudantes!


* Fim da perseguição dos estudantes da CEU! Não à criminalização do movimento estudantil!

* Todas e todos ao ato pela soltura dos estudantes da CEU!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pra Não Deixar Virar Sucata!

Unificar as lutas contra o corte na educação! A expansão não pode acabar em precarização!

Nota da ANEL e da CSP - CONLUTAS sobre a situação na UnB. Um chamado à Unidade!

Vivemos hoje um quadro de precarização intensa das condições de estudo e de trabalho na UnB: corte do orçamento e suspensão de concursos e nomeações em meio ao processo de expansão; aumento da carga letiva e sobrecarga cada vez maior de trabalho docente, salas de aula cada vez mais cheias, falta de espaço físico, filas gigantescas no RU, instalações e infra-estrutura sucateadas; falência do HUB, novos campi funcionando em condições precárias há vários anos, atrasos nas obras, inundações no ICC por falta de drenagem pluvial e reformas estruturais no prédio, e como consequência disso, departamentos devastados, desabrigados e com grande parte de seu patrimônio imaterial destruído pelas chuvas; retomada do arrocho salarial de docentes e servidores (que não terão direito ao reajuste anual de seus salários em 2011, e se acham ainda sob ameaça de corte da URP, que representa 26% de seus vencimentos), e aprofundamento do processo de super-exploração do trabalho dos terceirizados (salários de fome, atrasos e irregularidades constantes no pagamento, lucros exorbitantes das empresas, violações sistemáticas aos direitos dos trabalhadores, assédio moral, repressão, ameaças de demissão e práticas anti-sindicais), etc, etc, etc.

Após ter expandido a Universidade Pública, o governo Lula/Dilma não só não expandiu seu orçamento em proporções correspondentes, como ainda determinou um corte linear de 10% no orçamento da educação para pagar os juros mais altos do mundo aos bancos e grandes especuladores da dívida “pública”, que por esta via se apropriam de mais de 1/3 do dinheiro de nossos impostos.

Nesta conjuntura, se a Universidade não for capaz de unificar as lutas que hoje explodem por toda parte numa grande luta unificada contra o corte do orçamento e por uma expansão com os recursos necessários para preservar a qualidade da Universidade e sua concepção original, baseada no tripé indissociável entre ensino, pesquisa e expansão, a situação de precariedade aguda em que hoje nos achamos se aprofundará e se consolidará nos próximos anos, até se tornar irreversível.

Não podemos permitir que isso aconteça. Nos últimos anos, a UnB já demonstrou do que é capaz: em 2008, os estudantes ocuparam a reitoria e, com o apoio de toda a comunidade universitária, deram fim a administração corrupta de Timothy Mullholand e cia; em 2010, a grande greve dos docentes e servidores contra o corte da URP terminou vitoriosa, com o apoio dos estudantes. Agora é hora de nos mobilizarmos nexigimos que as direções do DCE, do SINTFUB e da ADUnB deixem de lado seus laços com o governo e a reitoria e convoquem assembleias ovamente, numa grande jornada de luta em defesa da UnB e contra o quadro de precarização que o governo está impondo a universidade.

Neste sentido, para organizar uma pauta comum de reivindicações e uma grande campanha unificada de luta contra os cortes na educação e em defesa da UnB!


Chega de cortes na educação! 10% do PIB para a educação, já! Por uma expansão de qualidade!


Mais verbas para o HUB! Verbas emergenciais para reparar os danos do alagamento! Reforma no minhocão já!


Todo apoio as ocupações de espaço físico para os CAS de geografia e filosofia! Por espaço físico para todos os Cas!


Abaixo o arrocho salarial de docentes e servidores! Aumento geral dos salários e garantia do direito reposição salarial anual para cobrir as perdas com a inflação!


Contra o aumento da carga letiva dos docentes além do limite de dois cursos! Jornada de trabalho de seis horas para os servidores técnico-administrativos!


Que a reitoria não demita nenhum trabalhador! Abaixo a terceirização, a precarização e a super-exploração do trabalho dos terceirizados! Basta de lucros exorbitantes para as empresas e miséria para os trabalhadores! Aumento geral dos salários dos terceirizados!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PSTU move ação contra aumento salarial de parlamentares

Deu na Imprensa

Estadão.com.br

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/01/18/pstu-move-acao-contra-aumento-salarial-de-parlamentares/



O PSTU informou em nota ter apresentado nesta terça-feira, 18, uma ação popular contra o reajuste salarial aprovados no Senado e na Câmara dos deputados. Em 15 de dezembro, os parlamentares reajustaram seus próprios salários em 62% (deputados), 134% o salário da Presidência e 149% dos ministros. Todos agora vão receber R$ 26.723,13, valor igual ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal.


Os advogados do partido entregaram o pedido nesta terça, na 5º Vara Federal de Brasília. A ação destaca que os ministros do Supremo são funcionários de carreira, e não funcionários com função de governo, como os ministros ou o Presidente da República. “Não são equiparáveis as funções de ministro do Supremo Tribunal Federal com as exercidas por agentes políticos em exercício de mandato. Os parlamentares e os membros do Governo (…) não podem ser equiparados aos cargos públicos de natureza estatal”, argumenta a ação lembrando também que a Constituição não prevê nenhuma “equiparação”.


A ação mostra que o aumento salarial dos parlamentares votado em beneficio próprio viola os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. Na opinião de Zé Maria, presidente nacional do PSTU, o reajuste dos parlamentares é um escândalo: “Isso mostra o que é prioridade deste governo e do Congresso. Enquanto aprovam um reajuste milionário dos seus salários, esses mesmos parlamentares e governantes alegam ser impossível dar um aumento de mais de R$ 30 ao salário mínimo, alegando falta de recursos”, afirmou Zé Maria.


Twitaço


Nesta quinta-feira, dia 20, o PSTU apresenta o seu programa na TV, com cinco minutos, às 20h30. O aumento dos deputados, o valor do salário mínimo e a tragédia das chuvas serão abordados pelo partido. O tempo na TV e no rádio também será usado pelos socialistas para convocar um twitaço, um protesto virtual contra o aumento dos deputados.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Nova equipe econômica anuncia ataques aos trabalhadores - Nota do PSTU

Nova equipe econômica anuncia ataques aos trabalhadores

Preparar desde já a resistência em defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários

Na semana passada, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) anunciou os principais nomes de sua equipe econômica. Em destaque a manutenção de Guido Mantega no Ministério da Fazenda, além da indicação de Miriam Belchior para o Ministério do Planejamento e de Alexandre Tombini para a presidência do Banco Central (BC). Os dois também já colaboravam com o atual governo.

A divulgação da nova equipe econômica acontece em um momento de agravamento da crise econômica internacional, principalmente na Europa. No continente europeu vemos a ameaça da quebra de países como a Irlanda e a Grécia, e de uma profunda recessão em outros ainda mais importantes, como Inglaterra, Espanha e Portugal.

Este anúncio vem acompanhado do compromisso explícito de manutenção da essência da política econômica praticada nos dois mandatos de Lula e de novas medidas, que significarão mais ataques aos direitos da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

A grande imprensa divulgou entrevistas com o atual (e futuro) ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciando uma política de ajuste fiscal e de maior contingenciamento do Orçamento da União. O ministro reafirma o compromisso de manter e ampliar o chamado superávit primário, medida que retira dinheiro do orçamento para garantir o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública.

Além da meta de superávit primário de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto), Mantega fala em cortar cerca de 20 bilhões de reais do Orçamento da União, já no ano que vem. O contingenciamento do Orçamento vai afetar diretamente as áreas sociais e vai significar menos investimentos públicos em áreas prioritárias como a saúde e a educação, para garantir a remuneração e o pagamento de juros exorbitantes aos banqueiros nacionais e internacionais. Outra medida já anunciada é o congelamento dos salários dos funcionários públicos federais, ao menos em 2011.

Mantega destacou também a retomada da proposta da reforma Tributária. O novo governo já anuncia a intenção de flexibilizar direitos trabalhistas e previdenciários, anunciando a proposta absurda de reduzir a contribuição patronal no financiamento da previdência social.

Ou seja, o mesmo ministro do PT que segue afirmando que um aumento justo nos salários e nas aposentadorias dos trabalhadores e aposentados poderia falir a Previdência social se cala completamente sobre a verdadeira sangria anual do orçamento da Previdência para pagar os juros e as amortizações da dívida pública aos banqueiros, e ainda propõe diminuir a contribuição dos patrões para a previdência.

Os números oficiais do próprio governo demonstram que se acabassem os desvios contínuos das verbas da Previdência social, especialmente para pagar os juros da dívida pública, ela seria superavitária e ainda seria possível reajustar de forma digna o salário mínimo e as aposentadorias.

E o que é pior, embora ainda não admitida oficialmente pela equipe de transição do governo Dilma, o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já confirmado no novo governo, já declarou publicamente a necessidade iminente de que Dilma aplique uma nova reforma da Previdência. A grande imprensa já divulgou matérias sobre a intenção do governo Dilma de propor novo aumento na idade mínima para a aposentadoria.

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) propõe um caminho oposto, uma mudança absoluta na atual política econômica, que foi apresentado em nossa recente campanha para a Presidência. Defendemos o não pagamento da dívida externa e da dívida interna aos grandes investidores. Afinal, os pagamentos de juros exorbitantes por anos demonstram que o nosso país já pagou esta dívida.

Propomos sobretaxar as grandes fortunas; estatizar o sistema financeiro; reestatizar as empresas privatizadas; Acabar com a privatização do nosso petróleo e do Pré-sal, garantindo uma Petrobrás 100% estatal; entre outras medidas anticapitalistas que garantam as condições básicas para que seja possível erradicar a pobreza no país, garantir empregos para todos com salários dignos e os investimentos necessários para acabar com o déficit habitacional e garantir saúde e educação públicas e de qualidade.

Mas, infelizmente, o conjunto de medidas já anunciadas demonstra que Dilma vai seguir governando dando prioridade para a defesa dos interesses dos grandes empresários e dos banqueiros. E a classe trabalhadora, os negros, as mulheres e o conjunto dos explorados e oprimidos do nosso país sofrerão ainda mais com os ataques aos seus direitos, seja com as reformas constitucionais, que buscam flexibilizar os direitos trabalhistas e previdenciários, ou com a diminuição dos investimentos em serviços públicos de qualidade.

Para a classe trabalhadora e suas organizações sindicais, para os movimentos populares e estudantis, só resta preparar desde já a resistência contra os ataques que virão.

Neste sentido, nosso partido saúda a importante reunião que aconteceu no dia 25 de novembro, em Brasília, com a presença de dezenas de entidades sindicais e representantes dos movimentos populares, que aprovaram a construção de um espaço unitário de luta com o objetivo de preparar uma jornada de mobilizações já no primeiro semestre de 2011 em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo pobre. Uma nova reunião deste movimento ocorrerá no dia 27 de janeiro, em Brasília.

Somente com a mais ampla unidade de ação e de luta entre as entidades sindicais, movimentos populares e estudantis combativos de nosso país, a exemplo do que acontece hoje na Europa com as mobilizações e greves protagonizadas pelos trabalhadores e a juventude, para conseguirmos barrar os ataques já anunciados pela equipe econômica do novo governo, garantindo nossos direitos e reivindicações.

São Paulo, 29 de novembro de 2010.

Zé Maria, Presidente Nacional do PSTU e ex-candidato à Presidência da República.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Abaixo a violência homofóbica!


Secretaria Nacional GLBT
• Neste final de semana dois casos de homofobia trouxeram à tona novamente o debate sobre a violência que a população GLBT sofre cotidianamente no país. Uma gangue de jovens da classe média em São Paulo atacou três homossexuais na avenida Paulista e um militar disparou um tiro de fuzil contra um gay em Copacabana, ao final da parada do orgulho GLBT carioca. Após o festival de capitulações de Serra e Dilma nestas eleições, os setores mais reacionários e preconceituosos da sociedade mostram sua cara.

Os casos ocorridos neste final de semana são muito emblemáticos do nível de barbárie que se encontra nossa sociedade. Em São Paulo, uma gangue de filhos da classe média agrediu covardemente três homossexuais com socos chutes e golpes com lâmpadas fluorescentes. Em geral, os atentados como gays e lésbicas são cometidos covardemente por grupos que sempre atacam em maioria. Bandos de Skinheads, carecas, badboys da classe media e outros setores fascistas que praticam violência e assassinatos por esporte tem agido com mais freqüência nos últimos anos. No Rio de Janeiro, o que chama a atenção foi o fato de um jovem gay ter sido baleado por um militar logo após a parada do orgulho GLBT da cidade. O jovem já não sofre risco de vida, mas os militares negam a responsabilidade pelo atentado.

Os dois casos colocam em pauta dois problemas graves. De um lado, os rumos das paradas do orgulho GLBT precisam ser radicalmente repensados. As paradas surgiram como resposta à violência, inclusive as agressões policiais, a que sofrem os homossexuais. De um dia de luta e afirmação se transformaram em carnavais fora de época. Hoje são um grande negócio, gerando lucros imensos para empresários do turismo, comércio e outros tantos ramos de atuação da burguesia. Na mesma proporção em que foram se mercantilizando, perderam o conteúdo político e a combatividade. Ao invés de fortalecerem a luta GLBT, desarmam o movimento e deixam expostos os homossexuais à violência. O cúmulo disso é o caso do RJ, que relembra muito o ocorrido há um ano na parada de São Paulo onde uma bomba explodiu e feriu mais de 20 pessoas ao final da atividade.

Se os GLBTs estão mostrando mais a cara nas ruas com paradas imensas e maior visibilidade, estão menos organizados e preparados para se defenderem da reação homofóbica que vem crescendo.

Segundo o Grupo Gay da Bahia – GGB – um homossexual é assassinado a cada dois dias no Brasil, o que coloca nosso país como campeão mundial de violência homofóbica. O grupo carioca Arco-íris relata que nas favelas do Rio a violência também tem crescido, inclusive por parte de traficantes e das milícias para-militares. O dados e os recentes fatos sugerem uma onda de violência que atesta a reação fascista dos setores mais conservadores da sociedade.

Exemplo disso foi a recente declaração da Universidade Mackenzie, de São Paulo, ligada à igreja presbiteriana. Em nota publica a Universidade declarou seu total desacordo com o PL-122, que, se aprovado, irá criminalizar atos de homofobia. Em outras palavras, a administração da universidade reivindica, assim como amplos setores evangélicos e católicos, o direito legal de discriminar homossexuais.

Contudo, estes fatos são mais alarmantes se forem analisados sob a luz dos acontecimentos políticos. Após dois mandatos do governo Lula, nenhuma lei federal em favor dos GLBTs foi aprovada. O governo acenou com o projeto Brasil sem Homofobia e a Conferência Nacional GLBT e ganhou o apoio movimento, porém nada saiu do papel.

Durante as eleições foi possível observar toda a reação conservadora contra o aborto, o casamento gay e o projeto de lei que criminaliza a homofobia (PL-122). Dilma Roussef deu um show de capitulação aos líderes religiosos em troca de votos. Agora, os conservadores cobram a fatura. O debate político foi tão rebaixado que serviu para encorajar líderes fundamentalistas como o pastor Silas Malafaia (RJ) que disse que daqui para a frente todo político terá de passar pelo crivo dos evangélicos. Enquanto isso, a maior parte dos grupos do movimento GLBT se calou frente às capitulações de Dilma e Lula. O resultado começa a aparecer agora.

É preciso fazer uma forte denúncia da reação conservadora e fascistóide que começa a aparecer na sociedade. Além disso, denunciar a cumplicidade de todos aqueles que foram coniventes com as capitulações de Dilma nestas eleições. Gays e lésbicas precisam retomar suas bandeiras de luta e sua organização em movimentos independentes do governo e do empresariado. Queremos a criminalização da homofobia, união civil e igualdade de direitos já! Queremos o fim da carnavalização de nossas lutas! Queremos o apoio de todos os setores que sofrem com a opressão e a exploração nesta sociedade!
São Paulo, 16 de novembro de 2010

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Secretaria Nacional GLBT
glbt@pstu.org.br

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Nota do PSTU DF contra o aumento das passagens !!!

Nesse final de ano, os trabalhadores e trabalhadoras do DF acompanham, pelos noticiários, o circo armado pelos donos das empresas de ônibus do Distrito Federal que, mais uma vez em 2010, reclamam do preço da passagem e pleiteiam o aumento da tarifa, que já é uma das mais caras do país. A alegação dos empresários é sempre a mesma: o sistema de transporte no DF é deficitário. Uma mentira que foi desmascarada recentemente até pelo próprio governo de Rogério Rosso, que baseado em dados fornecidos pelas empresas de transporte (de confiabilidade muito duvidosa) demonstrou que o sistema gera lucros para as empresas.


A proposta dos empresários é de elevar as tarifas de R$ 2 para R$ 3, as de R$ 3 para R$ 4, as de R$ 2,50 Para R$ 3 e as de R$ 1,50 para R$ 1,80. Ou seja, um aumento médio de 30,75% no preço da passagem. Não bastasse o fato de que a superlotação, os atrasos, a carência de linhas e as quebras de veículos são a rotina do transporte público no DF, o preço da tarifa corre o risco de aumentar, somente para permitir aos empresários elevar seu faturamento mensal em 40%, saltando de 50 milhões para 70 milhões mensais.

Nós do PSTU somos absolutamente contrários a qualquer aumento de passagem, tendo em vista que para a maioria da população, que depende dos ônibus, essa medida significa na prática a diminuição de sua renda e de seu poder de compra. Não aceitamos que a população do DF sacrifique os seus baixos salários para elevar, ainda mais, os lucros e privilégios de uma máfia, que há anos usufrui ilegalmente do monopólio do sistema de transporte público para gerar lucros milionários.

Defendemos que o transporte público seja um instrumento de acesso dos trabalhadores ao emprego, à cultura, ao lazer, à educação e à saúde. E, para que o sistema de transporte possa realmente cumprir esse papel, ele deve ser 100% estatal e estar sobre controle dos trabalhadores e da população. Enquanto o sistema de transporte for apenas mais um meio para enriquecer um punhado de burgueses, nós continuaremos a sofrer com os ônibus velhos e lotados, a carência de linhas, as quebras de veículos, os constantes atrasos e as passagens abusivamente caras.

Exigimos do governador Rogério Rosso e, principalmente, do governador eleito Agnelo Queirós que se pronunciem sobre o assunto e impeçam, imediatamente, qualquer aumento na tarifa de transporte. Exigimos também que, diante das ameaças dos empresários de cortar os pagamentos dos rodoviários e impedir a circulação dos ônibus, qualquer empresa que boicote a circulação dos ônibus ou não pague os rodoviários seja imediatamente estatizada. Não se pode mais deixar que uma máfia corrupta de empresários controle o sistema de transporte público no DF, é preciso revitalizar a TCB, fazendo com que, paulatinamente, ela assuma todas linhas de ônibus do Distrito Federal.

Brasília, 17 de novembro de 2010

Direção Regional do PSTU do Distrito Federal.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dilma ganhou... e agora?




Eduardo Almeida Neto
da Direção Nacional do PSTU e editor do Opinião Socialista
 

 
 
    A então candidata Dilma Roussef e seu vice, Michel Temer

• Dilma Rousseff foi eleita presidente. Confirma-se, assim, o peso da vitória do governo Lula e a coalizão por ele dirigida. O governo ampliou sua maioria na Câmara, passando a ter 402 de um total de 513 deputados. Conseguiu, ainda, a maioria no Senado, que foi palco de derrotas importantes do governo passado, obtendo 59 de um total de 81 senadores. Com isso, o governo passa a ter uma maioria confortável no Congresso, algo que Lula não teve nem no primeiro, nem no segundo mandato.

Elegeram também a maioria (15) dos governadores, incluindo regiões de peso como Rio Grande do Sul e Distrito Federal, que estavam nas mãos da oposição de direita.

Por fim, e mais importante, elegeram Dilma Rousseff. Ela nunca tinha sido eleita nem para vereadora. Agora vai ocupar o cargo mais importante da República. É uma demonstração de força do governo e, em particular, pessoal de Lula, que escolheu a candidata e foi seu principal cabo eleitoral.

A oposição de direita sai duramente derrotada das eleições. Mais quatro anos longe da cadeira presidencial. Pior ainda, tendo de enfrentar Lula em 2014, que sai do governo com mais de 80% de aprovação. Não chegam a estar mortos, já que mantêm o governo de dez estados importantíssimos como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e, agora, também o Pará. Mas saem derrotados, e muito.

Os motivos da vitória de Dilma
A explicação da vitória governista pode ser encontrada na combinação entre o crescimento econômico e o papel de Lula e do PT no governo. O crescimento econômico tem sido o maior dos últimos anos, incluindo a retomada pós-crise de 2008. A previsão é de aumento do PIB em 7% em 2010. Isso facilitou muito para Lula e o PT conseguirem soldar uma aliança de colaboração de classes.

O crescimento possibilitou lucros gigantescos (quatro vezes mais que no governo FHC) para as grandes empresas. Lula fez pequenas concessões (reajustes do salário mínimo e Bolsa Família), que levou a um apoio político muito forte entre os trabalhadores.

Lula conseguiu com seus aliados (CUT, Força Sindical, UNE, sindicatos etc.) controlar o movimento de massas durante seu governo. Em um evento recente da burguesia, com a presença de uma parte importante das mais importantes empresas do país, Lula comparou a situação brasileira com as greves que sacodem, nesse momento, a Europa e perguntou: “Qual a greve importante que aconteceu aqui nos últimos anos?”

Quem ganhou afinal?
Os trabalhadores acreditam que tiveram uma vitória. Infelizmente, somos obrigados a discordar. Na cabeça dos trabalhadores, Dilma expressava a sua luta contra a direita representante da grande burguesia.

Na verdade, a grande burguesia se dividiu nas eleições. Serra foi o candidato da direita tradicional, com uma parte da burguesia industrial e financeira paulista, as grandes empresas da mídia (TVs e jornais), e uma parte do agronegócio.

Dilma foi a candidata de um grande setor da burguesia que cresceu muito no governo Lula e aprendeu a fazer bons negócios com o PT. São os bancos beneficiários das maiores taxas de juro de todo o mundo, a construção civil beneficiária das obras do PAC e do "Minha Casa , Minha Vida", grandes empresas que recebem financiamentos do BNDES. Isso inclui uma parte importante dos bancos (o Itaú e a família Safra, por exemplo), grandes construtoras, mineração (Eike Batista, o homem mais rico do país; Vale, a maior empresa privada), comércio (Abilio Diniz, do Pão de Açúcar), siderurgia (Benjamin Steinbruch, dono da CSN) e muitos outros setores.

Além disso, é necessário destacar que uma parte da burocracia petista está se transformando diretamente em grandes burgueses, como é o caso de José Dirceu e Luis Gushiken.


Lula e o presidente da Vale, Roger Agnelli

O imperialismo se manteve equidistante nas eleições, satisfeito com qualquer uma das duas opções. É evidente que os governos imperialistas têm excelentes relações com Lula, a ponto de dar-lhe grande destaque nas reuniões internacionais e possibilitar tanto a Copa quanto a Olimpíada no Brasil. Não é para menos: Lula lhes assegura grandes lucros e estabilidade no Brasil, assim como um papel de aliado nas crises latino-americanas. Além disso, mantém a ocupação militar do Haiti já por seis anos, a serviço do governo dos EUA.

O Financial Times, expressão do capital financeiro internacional, nas vésperas da eleição, apoiou em editorial a candidatura de Serra. Mas os termos em que manifesta o apoio são muito significativos. "Ambos são notavelmente similares. São social-democratas que creem em políticas pró-mercado com forte componente social". No final, diz que, com a vitória de Dilma, Lula vai seguir como um presidente paralelo e deve voltar em 2014. E termina afirmando: "Ao menos para interromper essa relação com o poder, Serra é a melhor opção para o Brasil."

Em essência, os bancos estrangeiros dizem que tanto Dilma quanto Serra são confiáveis, mas para evitar que o PT e Lula fiquem no poder por 16 anos, seria melhor que Serra fosse eleito.

Existe uma enorme diferença com o Lula eleito em 2002, que já tinha uma aliança com uma parte da burguesia, mas ainda provocava temores nos setores majoritários do capital. Basta ver a instabilidade financeira naquela época (em que o dólar ultrapassou os R$ 4) e a estabilidade atual. Hoje o conjunto da burguesia encarou a eleição com tranquilidade (inclusive a que apoiou a oposição de direita), e uma parte importante apoiou Dilma.

Os mais esperançosos poderiam dizer que tanto os trabalhadores quanto a grande burguesia podem estar certos ao mesmo tempo ao achar que foram vitoriosos com a eleição de Dilma. Isso estaria bem de acordo com a ideologia dominante de colaboração de classes. Mas a vida real não é assim. Em uma sociedade dividida em classes, em geral uma classe ganha quando a outra perde.

Mesmo no crescimento econômico atual isso pode ser visto. Em termos relativos os trabalhadores são mais explorados hoje que no governo FHC. Produzem muito mais, geram lucros gigantescos e ficam com uma parcela menor desse lucro do que antes. Qual a classe que sai vitoriosa das eleições então? A grande burguesia, sem nenhuma dúvida.

Não tiveram apenas uma, mas pelo menos três grandes vitórias. A primeira delas foi eleger uma candidata que além de ter respaldo da alta burguesia e da maioria do congresso, ainda tem o apoio majoritário dos trabalhadores do país e de suas principais entidades de massas, como CUT, Força Sindical, UNE, sindicatos etc. Isso facilita muito retomar projetos como a reforma da Previdência, que já está em estudos.

A segunda foi a situação de relativa estabilidade econômica e política do país na qual se deram as eleições. No debate entre as duas principais candidaturas jamais esteve questionado o plano econômico neoliberal que está sendo aplicado no país. A discussão gerou ao redor de quem seria o melhor gerente para esse plano.

A terceira vitória para a burguesia é passar a ter Lula como uma salvaguarda do regime, que pode ser utilizado em momentos de crises políticas. Ou ainda voltar ao poder em 2014, com a lembrança das massas do crescimento econômico em seu governo.

Quais são as perspectivas?
Os trabalhadores elegeram Dilma sem grande entusiasmo. Não têm expectativas de grandes mudanças, apenas buscam defender as pequenas conquistas como emprego (mesmo precarizado), o Bolsa Familia e os reajustes no salário mínimo.

Mesmo isso, no entanto, estará em questão, caso a crise econômica que já atinge fortemente a Europa se generalize e atinja o Brasil. Se os governos europeus atacam duramente os trabalhadores de seus países, pode-se imaginar o que vai acontecer no Brasil.

Já nos dias de hoje o país sofre as consequências da crise, com maiores dificuldades para suas exportações e uma inversão na balança de pagamentos (que mede as relações econômicas como um todo com o estrangeiro). No período de crescimento anterior, tínhamos uma balança superavitária. No ano passado, já tivemos déficit e vamos a um rombo de mais de 50 bilhões de dólares em 2010.

Como forma de se prevenir da crise, a equipe de governo de Dilma Roussef já está planejando uma reforma da Previdência para o início do mandato. Aproveitando-se do inevitável apoio inicial, o novo governo, pelas notícias da imprensa, já estaria planejando uma reforma que aumentasse a idade para a aposentadoria.

Infelizmente, os trabalhadores terão de fazer sua própria experiência de que não foi uma aliada que acabou de ganhar as eleições. Nós queremos fazer esse alerta: o novo governo Dilma vai atacar os direitos dos trabalhadores como vocês nunca imaginariam. É preciso começar a preparar a resistência contra a provável reforma da Previdência do governo Dilma.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nota do PSTU-DF sobre o Segundo turno nas eleições de 2010 no DF

Nota do PSTU-DF sobre o Segundo turno nas eleições de 2010 no DF


Antes de qualquer coisa, agradecemos a nossos militantes, apoiadores, simpatizantes e eleitores pelos mais de oito mil votos confiados aos candidatos socialistas do PSTU no Distrito Federal. Seguiremos juntos nas lutas de todos os dias, em defesa dos direitos dos trabalhadores e de uma sociedade socialista. Uma sociedade em que o dinheiro de nossos impostos e a riqueza produzida por nosso trabalho esteja a serviço de nossas necessidades mais sentidas, e não dos super-lucros dos empresários e da pilantragem dos políticos corruptos.

As eleições no DF – e no Brasil – foram mais uma vez marcadas pela hegemonia do poder econômico. Recentemente vimos a queda do governo de Arruda-PO em meio ao maior escândalo de corrupção da história do DF, a desmoralização dos poderes afundados até o pescoço na corrupção, e a eleição ilegítima de Rogério Rosso. Mesmo assim, os eleitores do DF foram às urnas sem ter direito ao conhecimento de todos os fatos e personagens envolvidos nos inquéritos sobre corrupção.

A mídia, nas mãos das máfias que seguem mandando e desmandando na cidade, cerceou o livre debate, excluiu sumariamente os socialistas das eleições e só apresentou à população os candidatos que por ela mesma foram autorizados a governar ou a fazer oposição. O que vimos foi a impunidade prevalecer, a lei da ficha limpa derrotada nos tribunais e a grande maioria dos sinistros personagens da Caixa de Pandora fizeram campanhas eleitorais milionárias e foram eleitos. A lição que se pode tirar disso é clara: no sistema político-jurídico de nosso país, o crime compensa, e quem souber jogar de acordo com suas regras escritas e não escritas perpetua-se no poder.


O segundo turno será disputado entre a representante do clã de Joaquim Roriz – símbolo maior da corrupção na cidade – e a traidora aliança celebrada entre o PT e grande parte dos empresários e políticos corruptos que participaram dos governos de Arruda-PO e Roriz. Nem Roriz nem Agnelo-Filipelli governarão para os trabalhadores: seus compromissos já foram firmados com os que financiaram suas campanhas eleitorais milionárias.

A história demonstra que destes governos só podemos esperar grandes negócios para o empresariado e as máfias que há décadas mamam nas tetas do orçamento público, obras inúteis, faraônicas e superfaturadas, corrupção, impunidade, privatizações, terceirizações, ataques aos direitos dos trabalhadores, migalhas do banquete aos setores mais empobrecidos da população e serviços públicos de péssima qualidade. Somente um governo socialista dos trabalhadores, sem os patrões, pode virar o jogo e mudar esta história.

Por tudo isso, votaremos nulo no segundo turno e seguiremos na luta dos trabalhadores, como por exemplo na luta dos servidores e tercerizados da UnB em defesa dos seus salários , dos bancários e por moradia em Brazlândia – e desde já chamamos à juventude e aos trabalhadores para que sigamos lutando em defesa de nossos direitos!


Brasília, 04 de outubro de 2010.

Direção Regional do PSTU - DF

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Nota de solidariedade à greve dos servidores da Unb!!!

Nota de solidariedade


O PSTU vem, por meio desta nota, prestar total solidariedade ao servidor técnico-administrativo da UnB Marcelo Parise, que desde o dia 09/09 decidiu entrar em greve de fome em protesto contra o corte da URP, que representa 26% do salário dos servidores da UnB.
Os trabalhadores técnicos-administrativos da UnB se encontram em greve há 178 dias, completados no dia 10/09, a maior greve da história da universidade, lutando contra um ataque engendrado pelo governo Lula, a AGU e o TCU, amparada pela omissão e cumplicidade da reitoria da UnB, que pretende cortar 26% dos salários dos servidores da universidade. Esse ataque é parte de um processo maior orquestrado pelo governo Lula, que quer arrochar os trabalhadores do serviço público, para continuar honrando seus compromissos com os banqueiros e capitalistas de pagar a infindável dívida pública.
O corte de 26% dos salários dos servidores técnicos-administrativos da UnB é um importante exemplo para os trabalhadores do serviço público, de que o governo Lula e sua candidata a presidência não são aliados dos trabalhadores e que governam a serviço dos interesses da patronal e dos grandes bancos. Os servidores da UnB tem travado uma luta exemplar contra a direção cutista que está no sindicato (SINTFUB), que desde o início da greve está tentando desmobilizar a categoria e que desde o início de agosto está propondo nas assembléias semanais o fim da paralisação, sendo derrotada todas as vezes por esmagadora maioria.
O candidato ao governo do DF pelo PSTU, Rodrigo Dantas, e uma comissão da CSP-conlutas estiveram na sexta 10/09 pela manhã na praça Chico Mendes na UnB, local em que está acampado Marcelo Parise, para conversar e prestar a mais ampla e fraterna solidariedade ao servidor.
Para as organizações e pessoas que quiserem entrar em contato com Marcelo podem acessar o seu blog marceloparise.blogspot.com e pelo twitter @marcelo_parise.


Brasília, 10 de setembro de 2010

Rodrigo Dantas
PSTU