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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

É hoje! 14N: Unificar a luta dos trabalhadores na Europa contra os cortes e contra o pagamento da dívida

14N: Unificar a luta dos trabalhadores na Europa contra os cortes e contra o pagamento da dívida 

Greve geral vai parar Portugal, Estado Espanhol, Grécia e Itália


jornal opinião socialista | RICARDO AYALA
 


 
 
  Manifestação em Portugal 

• Neste mês de novembro, estamos diante de um fato político de extrema importância na Europa, a convocação da jornada internacional de mobilização feita pela CES (Confederação Europeia de Sindicatos). Além de manifestações em vários países, pela primeira vez na história, uma Greve Geral de 24 horas ocorrerá simultaneamente no Estado Espanhol, Grécia, Portugal, e haverá ainda uma greve de 4 horas na Itália.

Mesmo depois das grandes manifestações do 15S em Lisboa, da greve mineira e do cerco ao Congresso em Madri (25S), que marcaram um “antes” e um “depois” na luta contra os governos dos banqueiros, os ataques aos trabalhadores continuam, aprofundando a catástrofe social. Sem negociação à vista, não houve outro remédio para a burocracia dos CES a não ser convocar a Greve Geral para o dia 14.

Agora, o 14N pode ser um importante marco na construção da unidade internacional dos trabalhadores. Contudo, para isso, não deve ser somente um protesto contra a “austeridade” e sim o primeiro passo no sentido de unificar a reivindicação central que está nas ruas da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda: “Abaixo os planos de cortes sociais e contra o pagamento da dívida!”

A espiral grega chega a Portugal e ao Estado Espanhol
Nesta semana, o Parlamento grego votará o enésimo corte nos Orçamentos, 13 bilhões de euros, além de privatizações de empresas públicas e de uma nova reforma trabalhista que facilita as demissões. Em contrapartida, o jornalista grego Kosta Vaxevanis publicou uma lista de 2000 magnatas gregos, entre eles dirigentes do partido do governo (Nova Democracia), donos de substanciosas contas na Suíça, fruto da evasão fiscal.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Para onde vai Hugo Chávez?



Ana Rodríguez, Leo Arantes y Víctor Quiroga, da UST (Venezuela)

  Presidente sofreu importante desgaste
 em setores dos trabalhadores
As eleições na Venezuela foram cuidadosamente acompanhadas em todos os países da América Latina e muitos outros além do nosso continente. Adversários políticos dos governos da Argentina e de outros países acompanharam Henrique Capriles, enquanto outros torciam para Hugo Chávez. As expectativas são bastante compreensíveis. Chávez, após 14 anos no cargo, enfrentou pela primeira vez uma oposição unida ao mesmo tempo em que enfrentava um crescente desgaste entre os trabalhadores, sua base social tradicional.


O que aconteceu na eleição?
Chávez venceu as eleições com 55,25% (8.136.964) dos votos em uma eleição com pouca abstenção: votaram mais de 80% do eleitorado. O número de votos do partido do governo não é pouca coisa quando você considera os 14 anos do chavismo no poder.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Saiu o Opinião Socialista Especial sobre o 8 de Março!

• Na década de 1920, a artista plástica Tarsila do Amaral traduziu em arte a diversidade da classe trabalhadora. Em uma de suas obras mais famosas, a pintora brasileira desenhou “Os operários”. No belíssimo quadro, coloca lado a lado homens, mulheres, negros e brancos de diferentes nacionalidades. E, ao fundo, uma fábrica. Eles aparecem unidos contra a uniformização da esteira de produção. E, na confraria dos explorados, revelam o colorido da diversidade dos trabalhadores brasileiros.

A ideologia do “mundo globalizado” pretende nos convencer de que, na democracia burguesa, todos são iguais porque todos, supostamente, teriam os mesmos direitos perante a lei e que as diferenças não são relevantes. Contudo, os próprios capitalistas sabem muito bem que isso não é verdade. Fazem o discurso da igualdade, mas utilizam as diferenças para beneficiar o sistema e garantir seus lucros, transformando-as em desigualdades.

As mulheres, cada vez mais inseridas na produção social, são metade de toda a classe trabalhadora. Por serem diferentes, tem demandas específicas que precisam ser levadas em conta e transformadas em palavras de ordem de luta e resistência. E, hoje, elas não estão representadas pela presidente Dilma, que apesar de ser mulher, governa contra as trabalhadoras, em favor dos patrões.

As trabalhadoras são aliadas dos trabalhadores. Somente juntos podem ser vitoriosos na luta por melhores condições vida. O machismo, que tenta nos dividir e é sistematicamente utilizado para aumentar os lucros e fortalecer o capitalismo, perde força quando combatido por ambos, mulheres e homens.

Por isso, é urgente que o movimento dos trabalhadores socialistas resgate sua tradição: incorporar as demandas dos setores oprimidos como parte da luta dos explorados. O PSTU se preocupa seriamente com isso. E, por ocasião do “8 de Março”, Dia Internacional de Luta das Mulheres trabalhadoras, lança esta edição especial do Opinião.

Aqui, você vai encontrar nosso programa, artigos teóricos e reportagens que revelam a realidade da mulher trabalhadora e a atualidade e importância da unidade da classe. Esperamos que o Opinião Socialista contribua como uma ferramenta para essa luta.

Afinal, se a vida imita a arte, o quadro de Tarsila pode ser uma boa ilustração do que precisamos!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

DF: Contra a criminalização dos metroviários


Após uma longa greve, o governo Agnelo Queiroz (PT) tenta incriminar os metroviários com a acusação fraudulenta de sabotagem para intimidar demais categorias em luta na cidade


jornal opinião socialista
ANA BEATRIZ E ALMIR CEZAR, DE BRASÍLIA (DF)
 

• Nos últimos dias tem havido uma série de notícias sobre seguidas falhas do sistema de metrô que a empresa, o governo do DF e a Polícia Civil, vêm apontando como provocados por suposta sabotagem orquestrado pelos próprios funcionários. 

Tais falhas colocam em risco a vida de milhares dos usuários e causa a indignação na população em geral. Tentam ligar esse fato à última greve da categoria, que durou 37 dias e enfrentou a intransigência do Governo Agnello. O sindicato dos trabalhadores do metrô nega essas acusações, e aponta a verdadeira causa dos defeitos: os anos seguidos de baixo investimento, precariedade no serviço de manutenção e restrição de pessoal especializado.

domingo, 22 de agosto de 2010

Aos 70 anos do assassinato de Leon Trotsky

Henrique Canary de São Paulo (SP) - Jornal Opinião Socialista

• Liev Davidovich Bronstein nasceu no dia 26 de outubro de 1879 (mesmo dia em que, 38 anos depois, seria vitoriosa a insurreição de Outubro) no vilarejo ucraniano de Yanovka, Império Russo. Judeu, filho de camponeses médios, aderiu ao marxismo aos 19 anos, passando a reunir os operários da região em uma organização político-sindical ligada à social-democracia da época e denominada “União Operária do Sul da Rússia”.


Trotsky (pseudônimo emprestado de seu carcereiro em 1902) passou por três longos exílios fora da Rússia (1902-1905, 1907-1917 e 1927-1940), mas também participou de três revoluções (1905, Fevereiro de 1917 e Outubro de 1917). Foi por duas vezes presidente do Soviete de Petrogrado (1905 e 1917). Trabalhou como correspondente em duas guerras: nos Balcãs em 1910 e durante a 1ª Guerra Mundial em 1914. Membro do Comitê Militar Revolucionário durante a insurreição de Outubro de 1917, dirigiu os operativos que levaram os bolcheviques ao poder. Depois da vitória da insurreição, assumiu o Comissariado do Povo para Assuntos Estrangeiros e esteve à frente das negociações sobre a paz com a Alemanha em Brest-Litovsky em 1918.