Greve geral vai parar Portugal, Estado Espanhol, Grécia e Itália
jornal opinião socialista | RICARDO AYALA |
| Manifestação em Portugal | ||
• Neste mês de novembro, estamos diante de um fato político de extrema importância na Europa, a convocação da jornada internacional de mobilização feita pela CES (Confederação Europeia de Sindicatos). Além de manifestações em vários países, pela primeira vez na história, uma Greve Geral de 24 horas ocorrerá simultaneamente no Estado Espanhol, Grécia, Portugal, e haverá ainda uma greve de 4 horas na Itália.
Mesmo depois das grandes manifestações do 15S em Lisboa, da greve mineira e do cerco ao Congresso em Madri (25S), que marcaram um “antes” e um “depois” na luta contra os governos dos banqueiros, os ataques aos trabalhadores continuam, aprofundando a catástrofe social. Sem negociação à vista, não houve outro remédio para a burocracia dos CES a não ser convocar a Greve Geral para o dia 14.
Agora, o 14N pode ser um importante marco na construção da unidade internacional dos trabalhadores. Contudo, para isso, não deve ser somente um protesto contra a “austeridade” e sim o primeiro passo no sentido de unificar a reivindicação central que está nas ruas da Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda: “Abaixo os planos de cortes sociais e contra o pagamento da dívida!”
A espiral grega chega a Portugal e ao Estado Espanhol
Nesta semana, o Parlamento grego votará o enésimo corte nos Orçamentos, 13 bilhões de euros, além de privatizações de empresas públicas e de uma nova reforma trabalhista que facilita as demissões. Em contrapartida, o jornalista grego Kosta Vaxevanis publicou uma lista de 2000 magnatas gregos, entre eles dirigentes do partido do governo (Nova Democracia), donos de substanciosas contas na Suíça, fruto da evasão fiscal.