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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Zé Maria em Brasília: "Crise econômica e as lutas dos trabalhadores pelo mundo"


Palestra com Zé Maria de Almeida, presidente nacional do PSTU com o tema "Crise econômica e as lutas dos trabalhadores e juventude em todo o mundo".

Local: Sede do PSTU do Distrito Federal, 12/09, quarta-feira às 19h - Setor Comercial Sul, Quadra 08, Bloco A, Brasília.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Servidores da UnB aprovam greve por unanimidade



Durante assembleia realizada nesta terça-feira, dia 7, os servidores técnico-administrativos da UnB aprovaram por unanimidade a deflagração da greve por tempo indeterminado. Com a decisão, as atividades nos setores da UnB serão suspensas já na tarde de hoje.

Às 14h30, o Comando de Greve do Sintfub se reunirá para encaminhar as ações que serão desempenhadas durante o movimento grevista. No encontro, o grupo também indicará os locais da Universidade que deverão funcionar com pelo menos 30% do quadro funcional, como manda a lei. "Alimentação de plantas e animais e o HUB são alguns lugares que deverão funcionar com o quantitativo mínimo", informa o coordenador geral do Sintfub, Antônio Guedes.

A greve dos técnico-administrativos da UnB segue a orientação da Plenária da Fasubra, realizada no dia 1° de junho, que indica a deflagração do movimento grevista em todas as IFES. A ação é uma resposta à indisposição do governo em atender as reivindicações que pautam a Campanha Salarial da categoria. O principal ponto reivindicado pelos servidores é o reajuste do piso salarial para três salários mínimos mais step de 5%. Além disso, a Campanha Salarial da categoria também pauta a devolução do VBC incorporado, reposicionamento dos aposentados e racionalização dos cargos, que fazem parte do acordo de greve fechado com o governo em 2007.

Na assembleia desta terça-feira, a categoria ainda aprovou a contribuição extra de 1% dos vencimentos para o fundo de greve, como orienta a Fasubra. Os técnico-administrativos da UnB realizam nova assembleia dia 14 de junho, terça-feira, às 9h, na Praça Chico Mendes.

Da Secretaria de Imprensa e Divulgação do Sintfub

terça-feira, 24 de maio de 2011

Governo Fala em Aumento da Tarifa de Transporte no DF

Um cenário bem conhecido...
Rodoviária do Plano Piloto
Quem anda de ônibus todos os dias no Distrito Federal, seja qual for o trecho, sabe que o sistema de transporte daqui está longe do ideal. Longe mesmo do mínimo de dignidade para levar e trazer os trabalhadores de casa para o trabalho, e a juventude para a escola.

Todos os dias temos que esperar muito tempo no ponto, por ônibus que não passam no horário, estão velhos e sempre lotados, e com alguma sorte chegamos ao trabalho sem que o ônibus quebre no meio do caminho. No DF praticamente não existe integração no transporte público, então se alguém precisa pegar dois ônibus paga pela totalidade das passagens.

E paga-se uma tarifa muito cara! Mesmo sem reajuste há algum tempo, a tarifa ainda é muito cara! Hoje paga-se R$ 3 na maioria dos trechos entre as cidades satélites e o Plano Piloto. Quando são 2 ônibus, o gasto com transporte chega a R$ 12 por dia, ou cerca de R$ 264 por mês (quase metade do atual salário mínimo).


Os empresários estão perto do prejuízo?
No início do Governo Arruda, com o fim do transporte alternativo, os empresários de transporte dobraram o número de usuários do transporte diariamente, aumentando significativamente a lucratividade. O governo Arruda também subsidiou centenas de ônibus novos para os empresários. Então, se hoje existe alguma renovação na frota, essa foi apoiada pelo Governo Distrital, e não onerou os cofres das empresas.

E recentemente tornou-se público que os atuais empresários são tão irregulares quanto às antigas vans. Muitos utilizam ônibus com placas clonadas, as linhas eram concedidas irregularmente, sem licitação, etc.

O Passe Livre, apesar de ser uma importante conquista da mobilização estudantil, ainda não é o ideal, pois uma parte dos estudantes, que estudam em cursinhos ou residem no entorno, não têm acesso a esse benefício. Além do mais, esse benefício está restrito ao transporte de estudantes às escolas, quando deveria ser totalmente irrestrito em relação às linha e aos horários, permitindo aos estudantes acesso pleno à cultura e ao lazer.

Aumentar para que então?
Mesmo assim, há algum tempo os empresários de transporte andam tentando convencer a população e os governos de que eles estão tendo prejuízos e que precisam do reajuste na tarifa. Têm a cara de pau de pedir 50% de aumento, e nos pedir para pagar R$ 4,50 para ficar 50 minutos no ponto e depois fazer uma viagem de uma hora e meia, espremidos em um ônibus que pelo menos uma vez por mês vai quebrar no meio do caminho.

Agnelo, por sua vez, que até então afirmava que não iria aumentar a tarifa, já está mudando de opinião. Essa semana uma equipe do DFTRANS está analisando as planilhas enviadas pelas empresas de transporte para definir em quanto o governo deve reajustar as tarifas de transporte.

Existe outra saída para o transporte público no DF?
Na verdade o transporte público do DF poderia ser bem melhor. Hoje ele é assim porque o seu principal objetivo não é servir a população, e sim dar lucro a uns 3 empresários. Por isso não importa o conforto, Eles pensam assim: “Colocamos poucos ônibus, os trabalhadores se apertam e a gente lucra mais! Pagamos salários baixos aos motoristas e cobradores, e assim lucramos mais!”

Por isso a saída para o transporte público do DF é a retirada desses empresários, e a estatização do serviço. O transporte público não pode estar a serviço de lucros, deve estar a serviço da população trabalhadora e dos estudantes. As empresas de ônibus, afundadas em irregularidades e ilegalidades, devem ser estatizadas e gerida pelos trabalhadores rodoviários e pela população.

Só com o transporte a serviço da população poderemos ter passe livre irrestrito para estudantes e desempregados, uma tarifa social, horários de acordo com as necessidades das pessoas, etc.

Não podemos aceitar o aumento da tarifa
Os trabalhadores e a juventude não podem ficar calados com essa possibilidade de aumento da tarifa! Precisamos fazer um amplo movimento, pela internet, nas ruas, nos locais de trabalho para mostrar a Agnelo e para os empresários que a população não suporta mais sofrer com as péssimas condições de transporte e impedir definitivamente o aumento da tarifa.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulheres trabalhadoras em luta contra o machismo e a exploração

Dia Internacional de Luta das Mulheres


Ana Pagamunici, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU

• O dia 8 de março é o Dia Internacional de Luta das Mulheres. A data foi criada em 1910, por iniciativa da socialista Clara Zetkin, em referência às 129 trabalhadoras assassinadas da fábrica Cotton, nos Estados Unidos, em 1857.

Para as mulheres trabalhadoras, a data ganhou ainda mais sentido quando, em 8 de março 1917, as mulheres da Rússia saíram às ruas exigindo “paz, pão e terra” e ajudaram a detonar a revolução socialista no país.


A luta das mulheres hoje


A crise econômica mundial tem promovido uma escalada de ataques à classe trabalhadora, particularmente às mulheres. Em 2008, nos EUA, a contratação de trabalhadoras pelas montadoras de automóvel, em condições de precariedade e com menos direitos, tornou-se fundamental para amenizar os efeitos da crise. Na França, em 2009, o aumento da idade para a aposentadoria e a retirada de direitos dos servidores públicos também serviram para apressar uma recuperação parcial do capital, mas os conflitos continuam.

O que está em curso é uma política internacional de mudanças nas relações de trabalho, uma tentativa de estabelecer uma enorme precarização do trabalho (como na China) no mundo todo, em que os trabalhadores possam ganhar menos e os patrões, mais.


Os efeitos da crise também promoveram em escala mundial o aumento dos preços dos alimentos e o desemprego. As mulheres são as mais afetadas pelos efeitos da crise, pois representam quase 40% da população economicamente ativa, ganham os menores salários e são quase 70% dos mais pobres do mundo.

No Brasil, a crise internacional ainda não teve os mesmos efeitos. Mas o atual ciclo de crescimento não resultou em uma melhora de vida para as mulheres. É o contrário. O governo sustenta o país com o aumento da exploração dos trabalhadores. Contratam-se pessoas, mas os salários estão menores, com menos direitos. As mulheres são utilizadas para regular o preço da mão de obra, porque são mais “baratas” e ganham até 30% menos que um homem para uma mesma função. Isso piora muito quando falamos das mulheres negras.

O aumento dos preços dos alimentos, da tarifa de transporte, de energia e, de modo geral, da carestia de vida em nosso país tem colocado maiores dificuldades à vida das mulheres. De acordo com os dados da PNAD (2010), no Brasil, as mulheres são a maioria da população (52%). Também estudam mais que os homens, mas estão nos postos de trabalho com menor remuneração.

A eleição de uma mulher à Presidência


A eleição de uma mulher à Presidência da República e, com ela, o aumento da presença feminina nos ministérios, não pode ser tratado como um fato menor. Estamos em um país no qual uma mulher é vítima de violência a cada dois minutos. E, a cada duas horas, morre uma vítima dessa violência. O Brasil é um dos países mais atrasados em direitos e avanços mínimos em relação aos direitos da mulher. Eleger uma delas significa algo importante: que as massas expressam de maneira distorcida o sentimento e a esperança de ver mudanças. No caso de Dilma, como a continuidade de Lula.

Mas os fatos vão demonstrando o que as ilusões ocultam. Dilma foi eleita num contexto de grande retrocesso na consciência. Uma eleição fria, em que predominaram aspectos conservadores e de adaptação à ordem estabelecida. Seu primeiro (des)serviço às mulheres foi ter transformado em moeda de troca uma bandeira histórica das trabalhadoras, a luta pela legalização e descriminalização do aborto. Com a chamada Carta ao Povo de Deus, ignorou as inúmeras que morrem todos os dias vítimas de procedimentos mal sucedidos e se dirigiu à população para se comprometer com os setores que lucram com a não-legalização do aborto. Lembremos que o aborto é proibido somente para as mulheres trabalhadoras, pois as mulheres burguesas têm dinheiro suficiente para pagar pela intervenção em uma clínica.

Em seguida, sua primeira ação importante como governante foi impedir o aumento do salário mínimo. Dilma defendeu que o reajuste não poderia superar R$ 35 “para não quebrar o país”, mas se calou diante do aumento de 62% no salário dos deputados e de 133% para ela própria. Como pode uma mulher eleita com a promessa de melhorar a vida dos mais pobres e honrar as mulheres ser contra um aumento maior do salário mínimo?

Mas Dilma não parou por aí. Através da imprensa, o governo cogita a possibilidade de criar uma idade mínima para aposentadoria - dos homens para 65 anos e das mulheres para 60 anos. Dilma já cortou R$ 50 bilhões do orçamento, retirando dinheiro de áreas essenciais. Suspendeu concursos públicos, que são possibilidades de empregos para as mulheres. E sequer fez algum pronunciamento contra a violência que aflige as mulheres haitianas, vítimas de soldados brasileiros no Haiti.

Tudo isso mostra que não basta ter uma mulher à frente do governo para que os interesses das mulheres trabalhadoras sejam atendidos. Para o PSTU, a eleição da Dilma é a continuidade de um governo que não está a serviço das mulheres trabalhadoras. É uma grande aposta da burguesia, que se apoia na ilusão das pessoas para continuar explorando os trabalhadores.

Violência, direito à maternidade e machismo


A última pesquisa da Fundação Perseu Abramo mostra com clareza os índices de violência contra a mulher em nosso país. A cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas. A Lei Maria da Penha é insuficiente para resolver isso. Não prevê investimentos na construção de casas-abrigo e punição aos agressores. Mal a lei é aplicada e, quando o é, mostra não ser capaz de resolver a violência, que está ligada muito mais às condições de vida das mulheres.

O Estado também pratica essa violência quando se nega a garantir os direitos básicos às mulheres. O direito à maternidade é um deles. Enquanto o governo proíbe o aborto, não dá garantias para as mulheres que optam pela maternidade. A licença-maternidade de seis meses não vale para todas. Também não há creches para os filhos das mulheres trabalhadoras. Mais de 85% das crianças de 0 a 3 anos estão fora das creches.

Nas ruas, contra o machismo e a exploração


Neste 8 de março, vamos tomar os ensinamentos das mulheres árabes, que estão fazendo revoluções, e sair às ruas contra o machismo e a exploração. Precisamos construir grandes atos para demonstrar nossa força e unidade de ação para enfrentar os governos e patrões.

Lutamos por:


– Dobrar o valor do Salário Mínimo rumo ao piso do Dieese (R$ 2.227)!
– Salário igual para trabalho igual!
– Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
– Direito à maternidade: a) licença-maternidade de seis meses para todas as trabalhadoras e estudantes, sem isenção fiscal, rumo a um ano; b) creches gratuitas e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora.
– Pelo fim da violência contra a mulher! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Construção de Casas-abrigo! Punição aos agressores!
– Pelo fim da ocupação militar no Haiti. Fora as tropas brasileiras!
– Solidariedade e apoio às revoluções árabes!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Centrais sindicais deixam o Senado antes da votação do mínimo

Publicação: 23/02/2011 21:38 Atualização: 23/02/2011 22:18

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2011/02/23/interna_politica,239493/centrais-sindicais-deixam-o-senado-antes-da-votacao-do-minimo.shtml



 (Paulo de Araújo/CB/D.A Press )

As caravanas de manifestantes das centrais sindicais abandonaram a galeria do Senado antes do início da votação das emendas do mínimo, na noite desta quarta-feira (23/2). Muitos chegaram por volta das 14h e acompanharam os discursos que antecedem a votação no Plenário. A maior parte dos manifestantes representavam a Central Sindical Popular (CSP) e a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).
Os grupos deixaram o Senado após as 21h, antes dos senadores votarem as emendas ao projeto de Lei 1/11, que muda para R$ 545 o valor do salário mínimo - atualmente fixado em R$ 540.
Cerca de 100 pessoas, limite imposto pela polícia legislativa para proteger os senadores, levaram máscaras da presidente Dilma, camisetas e pequenas faixas, mas se manifestaram de forma tímida, com inícios de vaias aos senadores que discursavam em defesa do projeto do governo de reajustar o mínimo para R$ 545. A cada vaia, eles eram repreendidos pelo presidente da Casa, José Sarney.
A secretaria executiva da CSP, Neida Oliveira, disse que os manifestantes não iam ficar até o final da sessão, por já saber que a proposta do mínimo do governo será aprovada. "Fizemos nosso protesto, mas a luta não termina aqui", disse. Eles foram ao Senado para reivindicar o aumento do salário com base no mesmo índice dos parlamentares de 62%. Segundo Neida, a proposta foi levantada como uma forma de protesto e para estimular o debate e reflexão da sociedade.
Manifestação limitada

Para proteger os senadores da base governistas de vaias e de xingamentos, como ocorreu durante a votação do reajuste do salário mínimo na Câmara, a Polícia Legislativa do Senado foi escalada para fazer uma triagem das pessoas autorizadas a entrar na galeria do plenário. Os representantes de entidades sindicais que entraram no Senado para acompanhar a votação foram vigiados de perto e não puderam portar faixas. Os policiais permitiram apenas manifestantes com camisetas das centrais sindicais.
As galerias receberam no máximo 100 pessoas. Para manifestar apoio ou rejeição durante o discurso dos senadores, os representantes de entidades só poderão balançar as mãos, em movimento simbólico. Quem se manifestasse por gritos ou criasse confusão nas galerias seria imediatamente expulso do Senado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Militantes da CSP-Conlutas fazem protesto em votação no salário mínimo no Senado

A votação do salário mínimo pelo Senado nesta quarta-feira (24) contou com protesto organizado pela Central Sindical Popular, Coordenação Nacional de Lutas (CSP-Conlutas). Os participantes mostraram a indignação contra o salário mínimo de R$ 545,00, que foi aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada e hoje foi aprovado no senado. Na mesma lei também foi aprovado um artigo que permite o presidente da república determinar o mínimo por decreto até 2015.

No Senado, que é um local teoricamente público, ninguém pode tirar fotos e as manifestações populares são dificultadas. Vários militantes já foram reprimidos pela polícia legislativa, que existe especialmente para proteger a casa. Um exemplo é a época em que o movimento hora Sarney foi impedido de se manifestar. Mas na votação do mínimo os militantes da CSP-Conlutas conseguiram se manifestar, enchendo as galerias destinadas ao público.

Apesar do teatrinho montado por setores como a Força Sindical, que queria um salário de R$ 560,00 e o senado gaúcho Paulo Paim, que também defendia o valor mas depois voltou atrás, o governo impôs sua vontade. A distribuição de cargos enquadrou os parlamentares da base aliada.

Propor um mínimo de R$ 560,00, ou um pouco maior que isso, não resolve a injustiça da política salarial aplicada. O Dieese, instituto de pesquisa ligado ao movimento sindical, calcula que o salário mínimo ideal deveria ser de aproximadamente R$ 2.200,00. A CSP-Conlutas defende que o aumento do salário mínino tenha um aumento de 62%, igual ao que os parlamentarem deram para eles mesmos no final do ano passado.

O aumento foi de pouco mais de 6% em relação ao mínimo atual. Bem menos do recente aumento na cesta básica e do índice que mede o preço do aluguel. Este aumento mostra a política do governo em relação à crise econômica: cortar na carne do povo para manter o pagamento a banqueiros e grandes empresários, que lucram cada vez mais.

A maioria das direções do movimento sindical cumpriu seu papel de capacho do governo e aprovou o salário de arrocho. Mas ainda existe o setor independente do governo, do qual a CSP-Conlutas faz parte. Estudantes, trabalhadores e representantes do movimento de sem-tetos conseguiram entrar no senado para desmascarar a cara-de-pau de quem ganhar R$ 27 mil só de salário (sem contar outros benefícios) acha que R$ 545,00 para quem trabalha já está muito bom.

domingo, 23 de janeiro de 2011

PSTU divulga twittaço no Campus Party


Na tarde desse dia 20 militantes do PSTU divulgaram o twittaço contra o aumento abusivo dos deputados na maior evento de tecnologia do mundo, o Campus Party, em São Paulo. Munidos de panfletos e uma faixa, os militantes convidaram os campuseiros a participarem do protesto.



A divulgação do protesto foi bem recebida pelos participantes e muitos paravam para parabenizar a iniciativa e demonstrar indignação com o aumento absurdo. O twittaço acontece nesta quinta, dia 20, às 20h35, logo após o programa do PSTU na TV. Para participar escreva a tag #naoaoaumentodosdeputados no twitter.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Programa de TV do PSTU! 20/01/2011




O ano começa com centenas de mortos na tragédia das chuvas. Como em outros janeiros, governantes culpam a natureza e, mais uma vez, os jornais revelam que eles deixaram de usar verbas destinadas a prevenção de enchentes.



Governadores e prefeitos tentam culpar os trabalhadores que vivem em áreas de risco. Como se alguém escolhesse arriscar a vida. Os mesmos que culpam os trabalhadores querem aprovar um salário mínimo de R$ 540, que não repõe sequer a inflação.

A vida real, a dos trabalhadores, começou o ano com tragédias, que se somaram ao aumento dos preços do feijão, da carne e dos transportes. Enquanto isso, deputados e senadores ainda comemoram o novo salário que eles mesmos aumentaram para quase R$ 27 mil.

O programa de TV do PSTU denunciou os verdadeiros culpados pela tragédia das chuvas e exigir medidas imediatas para resolver o problema dos atingidos. Propos que o salário mínimo dobre, com o mesmo reajuste que os deputados deram à presidente Dilma.
 
Ao final, convocou um protesto virtual pelo Twitter contra o aumento dos deputados, que ficou durante horas entre os primeiros lugares nos assuntos mais comentados pelo twitter!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PSTU protocola ação contra aumento salarial do Legislativo e Executivo

Deu na imprensa

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/01/18/pstu-protocola-acao-contra-aumento-salarial-do-legislativo-executivo-923534295.asp

BRASÍLIA - O PSTU protocolou nesta terça-feira, na Justiça Federal, uma ação popular contra o reajuste salarial dos parlamentares aprovado pelo Congresso em dezembro. Os reajustes variam de 62% a 149 %. Os novos salários entram em vigor a partir de 1º de fevereiro.


Em dezembro, os parlamentares reajustaram seus próprios salários em 62% (deputados e senadores ), 134% o salário da Presidência e 149% dos ministros. Todos agora vão receber R$ 26.723,13, valor igual ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o PSTU , a Constituição não permite a equiparação dos salários dos congressistas com o salário dos ministros do Supremo. A ação destaca que os ministros são funcionários de carreira, e não funcionários com função de governo, como os ministros ou o Presidente da República.

"Não são equiparáveis às funções de ministro do Supremo Tribunal Federal com as exercidas por agentes políticos em exercício de mandato. Os parlamentares e os membros do Governo (...) não podem ser equiparados aos cargos públicos de natureza estatal", argumenta a ação lembrando também que a Constituição não prevê nenhuma "equiparação".

O advogado do PSTU Aristeu Pinto Neto justifica que, além de violar a Constituição, a equiparação salarial também é imoral.

- Ninguém teve reajuste nem perto de 62%. Os parlamentares no momento em que falam em corte de orçamento, tantos problemas para serem resolvidos, agora essa calamidade das chuvas e eles promovem esse reajuste. Isso, sem contar que os deputados, por exemplo, ainda recebem cerca de R$ 60 mil de salários indiretos, como ajuda de custo de passagens e gastos com o gabinete - disse o advogado.

A ação foi designada para o juiz federal Paulo Ricardo de Souza Cruz, da 5ª Vara federal de Brasília.

sábado, 27 de novembro de 2010

TV PSTU - Zé Maria e a onda de protestos no Haiti

A farsa da pacificação do Estado do Rio de Janeiro

PSTU RJ

O Estado do Rio de Janeiro vive uma verdadeira guerra civil, um estado de sítio, que desmascara a demagogia e a incompetência do governador reeleito Sergio Cabral (PMDB) e seus subordinados. Para ganhar a eleição divulgaram amplamente que a cidade e o estado estavam pacificados, que tinham através das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) acabado com o tráfico e, consequentemente, com a violência.

Neste exato momento helicópteros da Polícia Civil e da Polícia Militar sobrevoam a cidade e as comunidades do Complexo do Alemão e a de Manguinhos, tentando encontrar os culpados por esta situação. As escolas estão suspendendo as aulas e os trabalhadores estão voltando mais cedo para as suas casas. No centro da cidade as pessoas interrompem mais cedo as suas atividades. Neste momento, ônibus estão sendo incendiados, e rodovias bloqueadas por traficantes, que saqueiam os veículos e logo em seguida ateiam fogo. Nos últimos dias. mais de 40 veículos, entre ônibus e carros de passeio, foram incendiados, dezenas de bloqueios de estrada, para em seguida ser praticado o saque aos motoristas.

Em vários pontos do estado, o governador aliado de Lula, tenta através de blitz inibir a ação dos traficantes, todos os policiais que exerciam funções internas, médicos, mecânicos, funcionários burocráticos, todos foram convocados para atuarem nas ruas das cidades como se o problema da violência fosse resolvido numa ação de guerra. Todas as medidas até agora adotadas pelo setor de segurança do estado falharam, e o que predomina é o pânico, a insegurança e a falta de uma política que de fato enfrente a violência e a insegurança.

Neste momento a imprensa, em particular a Rede Globo, aproveita a situação para aumentar sua audiência, alardeando o caos que se encontra a cidade e o estado, mas não fala que tudo isso se explica, por um lado, em função da miséria que vive uma parte da população, que é condenada a viver nos morros da cidade em barracos, sem empregos e com salários insignificantes, reprimida pela polícia fascista e corrupta de Sergio Cabral, pelo tráfico ou pela milícia. Por outro lado, a conivência do Estado com os grandes empresários, que tem ligação com o tráfico internacional de drogas e de armas. Estes senhores quando são pegos alegam que são colecionadores de armas.

Neste momento o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse que quem passar na frente do Estado vai ser atropelado. Os policiais traduzem as ordens do Estado e dizem que vai morrer muita gente. Treze pessoas já morreram, demonstrando qual é a política destes senhores fascistas. Vão exterminar os pobres e negros e jovens e vão dizer que são traficantes. Um bom exemplo que não devemos confiar nestes governantes foi a instalação das UPPs na área da Tijuca, o morro do Borel, Formiga, Casa Branca, Macacos, Morro da Liberdade, Turano, Salgueiro, todos com grande presença do tráfico, com centenas de traficantes fortemente armados, foram ocupados após acordo do governo com os traficantes, que garantiu a saída de todos , com seu armamento de guerra, antes da ocupação.

Uma vergonha. Esta manobra do governador e de todos os seus aliados foi comemorada por Sérgio Cabral, Lula e Dilma, e seu secretário de segurança, que divulgaram amplamente que tinham acabado com o tráfico e pacificado a cidade e o estado sem dar um tiro. Disseram que os traficantes fugiram assustado. Com este discurso ganharam as eleições de outubro. Quem não lembra da candidata Dilma dizendo na televisão que iria exportar estes exemplos do Rio para o resto do país? Na verdade o que ocorreu foi um grande acordo do Estado com os traficantes, que se deslocaram para outras regiões da cidade e do estado, preparando a região da Tijuca e da Zona Sul para receber os turistas e os investimentos da Copa do Mundo e para as Olimpíadas.

O governador e seus aliados andam de carro blindado, com escolta de seguranças, de helicóptero, enquanto nós trabalhadores ficamos vulneráveis nos ônibus, que estão frequentemente sendo incendiados. O governo aproveita esta situação para criminalizar a pobreza, estão preparando um verdadeiro extermínio nas regiões mais pobres. Está sendo preparada a invasão do Complexo do Alemão e de Manguinhos. Sabemos que quem vai pagar são os trabalhadores e a juventude, com o pretexto de atacar os traficantes, sabemos onde vai dar essa política. Se for negro e pobre, atira e depois verifica quem é.

Um programa socialista para enfrentar a violência

Não achamos que as UPPs sejam a solução. Não é possível viver sob uma ocupação. Todas as medidas de maquiagem do Estado, os cursos com os caminhões do SENAC nas comunidades (para pouquíssimas pessoas) para ensinar corte e costura e formar cabeleireiro e noções de informática, não garante o que é o fundamental. As pessoas precisam na comunidade e no país de um bom emprego, com um salário decente. Por isso propomos que o salário mínimo dobre imediatamente. Propomos a construção de boas escolas com muitas vagas e com profissionais da educação tendo um salário decente, e não o vergonhoso salário de 700 reais que paga o estado ao professor. Defendemos a construção de bons hospitais para que os trabalhadores não morram por falta de leito nas emergências. Exigimos que o governador pare imediatamente com a demolição do IASERJ, com o fechamento do Pedro II, hospitais que são fundamentais. Queremos lazer decente, acesso a cultura e não maquiagem para turista ver. Queremos moradias decentes e com infra-estrutura. Existe um responsável pelas ações que estão ocorrendo no estado e na cidade: é o governador, os prefeitos e o governo federal que fizeram muito estardalhaço nas eleições e que agora nos deixam nesta situação.

Não acabaremos com a violência e com o tráfico sem descriminalização das drogas, sem colocar na cadeia os grandes empresários que traficam as armas e as drogas, sem o confisco de seus bens. Não acabaremos com violência se não tivermos empregos decentes para as nossas famílias. Precisamos dissolver essa polícia e construir uma polícia ligada à população e, principalmente, controlada por ela, com eleições para o comando e para os delegados e com mandato revogável. Exigimos o fim do extermínio dos pobres e negros. Não a invasão e ao extermínio dos moradores das comunidades.

Cyro Garcia, Presidente do PSTU - Rio de Janeiro

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Dilma ganhou... e agora?




Eduardo Almeida Neto
da Direção Nacional do PSTU e editor do Opinião Socialista
 

 
 
    A então candidata Dilma Roussef e seu vice, Michel Temer

• Dilma Rousseff foi eleita presidente. Confirma-se, assim, o peso da vitória do governo Lula e a coalizão por ele dirigida. O governo ampliou sua maioria na Câmara, passando a ter 402 de um total de 513 deputados. Conseguiu, ainda, a maioria no Senado, que foi palco de derrotas importantes do governo passado, obtendo 59 de um total de 81 senadores. Com isso, o governo passa a ter uma maioria confortável no Congresso, algo que Lula não teve nem no primeiro, nem no segundo mandato.

Elegeram também a maioria (15) dos governadores, incluindo regiões de peso como Rio Grande do Sul e Distrito Federal, que estavam nas mãos da oposição de direita.

Por fim, e mais importante, elegeram Dilma Rousseff. Ela nunca tinha sido eleita nem para vereadora. Agora vai ocupar o cargo mais importante da República. É uma demonstração de força do governo e, em particular, pessoal de Lula, que escolheu a candidata e foi seu principal cabo eleitoral.

A oposição de direita sai duramente derrotada das eleições. Mais quatro anos longe da cadeira presidencial. Pior ainda, tendo de enfrentar Lula em 2014, que sai do governo com mais de 80% de aprovação. Não chegam a estar mortos, já que mantêm o governo de dez estados importantíssimos como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e, agora, também o Pará. Mas saem derrotados, e muito.

Os motivos da vitória de Dilma
A explicação da vitória governista pode ser encontrada na combinação entre o crescimento econômico e o papel de Lula e do PT no governo. O crescimento econômico tem sido o maior dos últimos anos, incluindo a retomada pós-crise de 2008. A previsão é de aumento do PIB em 7% em 2010. Isso facilitou muito para Lula e o PT conseguirem soldar uma aliança de colaboração de classes.

O crescimento possibilitou lucros gigantescos (quatro vezes mais que no governo FHC) para as grandes empresas. Lula fez pequenas concessões (reajustes do salário mínimo e Bolsa Família), que levou a um apoio político muito forte entre os trabalhadores.

Lula conseguiu com seus aliados (CUT, Força Sindical, UNE, sindicatos etc.) controlar o movimento de massas durante seu governo. Em um evento recente da burguesia, com a presença de uma parte importante das mais importantes empresas do país, Lula comparou a situação brasileira com as greves que sacodem, nesse momento, a Europa e perguntou: “Qual a greve importante que aconteceu aqui nos últimos anos?”

Quem ganhou afinal?
Os trabalhadores acreditam que tiveram uma vitória. Infelizmente, somos obrigados a discordar. Na cabeça dos trabalhadores, Dilma expressava a sua luta contra a direita representante da grande burguesia.

Na verdade, a grande burguesia se dividiu nas eleições. Serra foi o candidato da direita tradicional, com uma parte da burguesia industrial e financeira paulista, as grandes empresas da mídia (TVs e jornais), e uma parte do agronegócio.

Dilma foi a candidata de um grande setor da burguesia que cresceu muito no governo Lula e aprendeu a fazer bons negócios com o PT. São os bancos beneficiários das maiores taxas de juro de todo o mundo, a construção civil beneficiária das obras do PAC e do "Minha Casa , Minha Vida", grandes empresas que recebem financiamentos do BNDES. Isso inclui uma parte importante dos bancos (o Itaú e a família Safra, por exemplo), grandes construtoras, mineração (Eike Batista, o homem mais rico do país; Vale, a maior empresa privada), comércio (Abilio Diniz, do Pão de Açúcar), siderurgia (Benjamin Steinbruch, dono da CSN) e muitos outros setores.

Além disso, é necessário destacar que uma parte da burocracia petista está se transformando diretamente em grandes burgueses, como é o caso de José Dirceu e Luis Gushiken.


Lula e o presidente da Vale, Roger Agnelli

O imperialismo se manteve equidistante nas eleições, satisfeito com qualquer uma das duas opções. É evidente que os governos imperialistas têm excelentes relações com Lula, a ponto de dar-lhe grande destaque nas reuniões internacionais e possibilitar tanto a Copa quanto a Olimpíada no Brasil. Não é para menos: Lula lhes assegura grandes lucros e estabilidade no Brasil, assim como um papel de aliado nas crises latino-americanas. Além disso, mantém a ocupação militar do Haiti já por seis anos, a serviço do governo dos EUA.

O Financial Times, expressão do capital financeiro internacional, nas vésperas da eleição, apoiou em editorial a candidatura de Serra. Mas os termos em que manifesta o apoio são muito significativos. "Ambos são notavelmente similares. São social-democratas que creem em políticas pró-mercado com forte componente social". No final, diz que, com a vitória de Dilma, Lula vai seguir como um presidente paralelo e deve voltar em 2014. E termina afirmando: "Ao menos para interromper essa relação com o poder, Serra é a melhor opção para o Brasil."

Em essência, os bancos estrangeiros dizem que tanto Dilma quanto Serra são confiáveis, mas para evitar que o PT e Lula fiquem no poder por 16 anos, seria melhor que Serra fosse eleito.

Existe uma enorme diferença com o Lula eleito em 2002, que já tinha uma aliança com uma parte da burguesia, mas ainda provocava temores nos setores majoritários do capital. Basta ver a instabilidade financeira naquela época (em que o dólar ultrapassou os R$ 4) e a estabilidade atual. Hoje o conjunto da burguesia encarou a eleição com tranquilidade (inclusive a que apoiou a oposição de direita), e uma parte importante apoiou Dilma.

Os mais esperançosos poderiam dizer que tanto os trabalhadores quanto a grande burguesia podem estar certos ao mesmo tempo ao achar que foram vitoriosos com a eleição de Dilma. Isso estaria bem de acordo com a ideologia dominante de colaboração de classes. Mas a vida real não é assim. Em uma sociedade dividida em classes, em geral uma classe ganha quando a outra perde.

Mesmo no crescimento econômico atual isso pode ser visto. Em termos relativos os trabalhadores são mais explorados hoje que no governo FHC. Produzem muito mais, geram lucros gigantescos e ficam com uma parcela menor desse lucro do que antes. Qual a classe que sai vitoriosa das eleições então? A grande burguesia, sem nenhuma dúvida.

Não tiveram apenas uma, mas pelo menos três grandes vitórias. A primeira delas foi eleger uma candidata que além de ter respaldo da alta burguesia e da maioria do congresso, ainda tem o apoio majoritário dos trabalhadores do país e de suas principais entidades de massas, como CUT, Força Sindical, UNE, sindicatos etc. Isso facilita muito retomar projetos como a reforma da Previdência, que já está em estudos.

A segunda foi a situação de relativa estabilidade econômica e política do país na qual se deram as eleições. No debate entre as duas principais candidaturas jamais esteve questionado o plano econômico neoliberal que está sendo aplicado no país. A discussão gerou ao redor de quem seria o melhor gerente para esse plano.

A terceira vitória para a burguesia é passar a ter Lula como uma salvaguarda do regime, que pode ser utilizado em momentos de crises políticas. Ou ainda voltar ao poder em 2014, com a lembrança das massas do crescimento econômico em seu governo.

Quais são as perspectivas?
Os trabalhadores elegeram Dilma sem grande entusiasmo. Não têm expectativas de grandes mudanças, apenas buscam defender as pequenas conquistas como emprego (mesmo precarizado), o Bolsa Familia e os reajustes no salário mínimo.

Mesmo isso, no entanto, estará em questão, caso a crise econômica que já atinge fortemente a Europa se generalize e atinja o Brasil. Se os governos europeus atacam duramente os trabalhadores de seus países, pode-se imaginar o que vai acontecer no Brasil.

Já nos dias de hoje o país sofre as consequências da crise, com maiores dificuldades para suas exportações e uma inversão na balança de pagamentos (que mede as relações econômicas como um todo com o estrangeiro). No período de crescimento anterior, tínhamos uma balança superavitária. No ano passado, já tivemos déficit e vamos a um rombo de mais de 50 bilhões de dólares em 2010.

Como forma de se prevenir da crise, a equipe de governo de Dilma Roussef já está planejando uma reforma da Previdência para o início do mandato. Aproveitando-se do inevitável apoio inicial, o novo governo, pelas notícias da imprensa, já estaria planejando uma reforma que aumentasse a idade para a aposentadoria.

Infelizmente, os trabalhadores terão de fazer sua própria experiência de que não foi uma aliada que acabou de ganhar as eleições. Nós queremos fazer esse alerta: o novo governo Dilma vai atacar os direitos dos trabalhadores como vocês nunca imaginariam. É preciso começar a preparar a resistência contra a provável reforma da Previdência do governo Dilma.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

5 propostas imediatas para a saúde no DF

1. O governo do PSTU procederá, antes de tudo, a mais ampla auditoria nas contas, contratos e convênios do GDF - inclusive na área de saúde.


2. Acabaremos com a farra criminosa das privatizações e dos contratos super-faturados. . Não aceitamos que mais da metade do orçamento de saúde do GDF continue a ser repassado para entidades privadas. Saúde não é mercadoria! Acabaremos com todas as formas de privatização e terceirização da saúde e dos serviços públicos no DF.

3. Aumento imediato e valorização salarial dos médicos e profissionais da saúde. Abertura de concursos públicos e plano de carreira discutido com a categoria.

4. Construção, ampliação e reformas dos hospitais e postos de saúde, com o objetivo de termos hospitais e postos de saúde bem equipados funcionando 24 hs em todas as cidades do DF.

5. Criação de redes móveis de profissionais da saúde para que o atendimento e o acompanhamento médico preventivo chegue a todos os lares do DF, começando pelas famílias que recebem até 3 salários mínimos. Serviços médicos e odontológicos em todas as escolas, que passarão a funcionar em tempo integral.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Zé Maria participa de debate na internet



Hoje, o Zé Maria participou de um chat ao vivo, pela twitcam, com internautas do Brasil inteiro. O bate papo começou logo após o programa eleitoral, quando o candidato pelo PSTU à presidência da República respondeu, ao vivo, as perguntas feitas pelos internautas. Zé Maria falou sobre legalização do aborto, estatização do sistema de transportes, dívida pública, socialismo, entre outros temas

Perdeu? Assista aqui!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Zé Maria defende aposentados em programa de TV

Programa de Zé Maria, candidato a presidente pelo PSTU, defende o fim do fator previdenciário, e a recomposição do valor das aposentadorias.



www.pstu.org.br

PSDB pede direito de resposta ao TSE porque PSTU mostrou na TV FHC chamando aposentados de vagabundos

O candidato à presidência pelo PSTU, Zé Maria reafirma que Collor, FHC e Lula atacaram os aposentados em seus governos e não vê motivos para que a Justiça Eleitoral conceda direito de resposta ao PSDB.

No programa eleitoral do candidato, que foi ao ar na última terça-feira, dia 24, é exibida a famosa frase de FHC chamando os aposentados de vagabundos. Na manhã desta quarta-feira, dia 25, a coligação “O Brasil pode mais”, encabeçada pelo PSDB, ingressou com uma ação no TSE pedindo direito de resposta.

Zé Maria destaca que FHC realmente chamou os aposentados de vagabundos para justificar a reforma da Previdência. “Depois disso, ele (FHC) criou o Fator Previdenciário, o que tem prejudicado milhares de trabalhadores em todo o país”, disse o candidato.

“Os dois mandatos de FHC significaram perdas de direitos para o conjunto dos trabalhadores em geral, e para os aposentados em particular. Infelizmente, Lula continuou a mesma política. Agora que estamos denunciando isso, o PSDB quer calar o PSTU”, concluiu o candidato.

Sobre o programa
Na exibição, uma voz em off responsabiliza o governo Collor pela quebra do vínculo entre as aposentadorias e o salário mínimo, denuncia FHC por ter chamado os aposentados de vagabundos e ter criado o Fator Previdenciário, que aumenta o tempo para aquisição do benefício.

Logo após, aparece Zé Maria afirmando que o presidente Lula manteve as mesmas maldades contra os aposentados. O programa traz imagens de uma manifestação realizada em São José dos Campos, no interior do São Paulo, onde o candidato apresentou suas propostas para o setor: “Defendemos a recomposição das aposentadorias, sua vinculação ao salário mínimo e o fim do Fator Previdenciário”.