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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nova manifestação em Brasília mostra que movimento ainda tem fôlego


Militantes da ANEL empunharam desde cedo faixa do "Fora
Feliciano"
Cerca de 8 mil pessoas marcaram presença na Esplanada dos Ministérios desde à tarde de hoje (25/06). A nova manifestação em Brasília levou uma quantidade de pessoas menor que a última grande manifestação, na quinta-feira passada, mas o movimento mostra que ainda tem muito fôlego.

Após um marcha saída no início da tarde do Museu Nacional de Brasília, milhares pessoas se mantiveram aglomeradas em frente do Congresso Nacional, cantando palavras de ordem e empunhando faixas e cartazes. Após certo momento houve a repressão, a mais violenta desde o começo do movimento à duas semanas. Mais uma vez cerca das 10 da noite a polícia impôs o toque de recolher e expulsa todos com gás lacrimogênio e muita violência.

Apesar disto, a população não parece disposta a parar por hora com os protestos, mesmo que algumas reivindicações já tenham sido atendidas. Com novos atos e ações marcados pela internet e convocados pelos mais variados movimentos e pautas.

sábado, 15 de junho de 2013

Manifestação em Brasília mostra indignação com os desmandos da organização da Copa

Hoje (15/06) Brasília se somou aos protestos que estão ocorrendo no país inteiro. Mais de 5 mil pessoas mostraram indignação com os gastos para a construção do Estádio Nacional de Brasília, onde foi feita a abertura da Copa das Confederações. O ato também foi em solidariedade às manifestações contra o aumento das passagens nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia.

Foi um balde de água fria na festa que o governo fez para justificar a gastança de mais de um bilhão de reais com um estádio que vai ser usado apenas na Copa das Confederações e na Copa do Mundo. A indignação chegou dentro do estádio, com milhares de pessoas vaiando à presidenta Dilma Rousseff, que sequer conseguiu fazer seu discurso.

A polícia, como sempre, reprimiu. Pessoas foram feridas por cassetetes e balas de borracha, muito spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio e efeito moral, com um saldo de 26 manifestantes feridos e 32 presos. A manifestação começou com a pessoas andando pacificamente no Eixo Monumental, principal via da cidade, chegando à entrada do estádio. Quando os manifestantes começam a se dispersar os policiais começaram a agir com violência.

Isto não tirou o ânimo dos trabalhadores e da juventude. O PSTU-DF repudia agressões da polícia na manifestação e no ato “Copa pra quem?”, acontecida no dia anterior, e se solidariza com manifestantes presos. Esta é a primeira de muitas manifestações aqui na cidade que vão denunciar a maneira como as obras da Copa das Confederações e do Mundo foram conduzidas e repúdio à repressão e à precariedade dos transportes públicos.

Povo reage

A manifestação mostra que o povo não vai ficar cego com a festa armada pela FIFA e pelo governo Dilma. Em todo o país a população tem se mostrado indignada com o aumento do preço dos alimentos, das passagens e com os gastos indecentes dos estádios da Copa do Mundo. A popularidade de Dilma já caiu 10% nos últimos dias.

O futebol é uma paixão nacional. Mas isto não é desculpa para que o governo gaste bilhões de reais em um evento que só dura alguns dias. Além disso, o ingresso é caro e a maioria absoluta do povo só tem condições de ver o jogo pela televisão, como se a Copa fosse em outro país.


Militantes do PSTU marcam presença

Em Brasília, assim como em todo o país, a militância do PSTU tem marcado presença nos recentes protestos. Somos um partido voltado para a organização e ação da classe trabalhadora e a juventude. O partido é formado por estudantes, bancários, professores, metalúrgicos e trabalhadores de outras categorias que defendem um mundo livre, igualitário e socialista.

Respeitamos aqueles que não têm uma opção partidária. Mas repudiamos aqueles que não respeitam o direito democrático de uma pessoa a pertencer a uma organização. Alguns presentes no ato do dia 15 em Brasília tiveram uma postura autoritária e não queriam deixar a militância do PSTU se manifestar. Esta postura só ajuda a polícia, o governo e a classe dominante, pois divide os lutadores.

O preconceito contra os partidos tem a sua justificação histórica, tanto pelo papel de aluguel das legendas burguesas, como pela nefasta atuação dos principais partidos da esquerda brasileira (PT e do PCdoB), que capitularam à democracia dos ricos e estão à frente dos governos (inclusive à 10 anos no governo federal com Lula e Dilma e agora no GDF com Agnelo), levando também às principais entidades do movimento social brasileiro (UNE, CUT, etc) à paralisia. Esse repúdio contudo não pode impedir os trabalhadores e juventude de se organizar para enfrentar a burocracia sindical e a burguesia, que age centralizada e internacionalmente com suas forças armadas e midiáticas. Para enfrentar esse inimigo poderoso é preciso organização à altura.

Temos orgulho de militarmos no PSTU. Temos orgulho de levantar nossa bandeira e mostrar que somos um partido que não se vendeu.  De um partido que defende as lutas cotidianas da classe trabalhadores e segue firme na luta nos sindicatos, movimentos contra opressões, entidades estudantis e populares. E também defende uma transformação radical na sociedade. Milhares de pessoas morreram no Brasil defendendo liberdades democráticas e poder levantar bandeiras. Por isto hoje não abrimos mão de defender nosso partido e nosso programa político.

Veja mais fotos:






Atualizado em 17/06/2013 às 16h22

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Não à matança sionista em Gaza!" (Declaração da LIT-QI)


Não à matança sionista em Gaza!
Escrito por SI da LIT-QI   
Sáb, 17 de Novembro de 2012 01:13
Gaza está sob o ataque sionista. Quando escrevemos estas linhas, a soma de mortos palestinos chega a 27 – dos quais 7 são crianças – além de mais de 253 feridos, em sua maioria civis e se contando entre eles outras 62 crianças.

A agressão israelense está enquadrada na denominada Operação Pilar Defensivo, iniciada a partir do lançamento de foguetes ao território israelense por grupos palestinos, aparentemente unidos à Jihad Islâmica. Esta operação, segundo o premiê sionista Benjamin Netanyahu, tem o objetivo de “destruir os arsenais e eliminar os líderes do Hamas”. Atendendo esta finalidade, o exército israelense atacou até o momento cerca de 600 alvos em Gaza através de bombardeios aéreos, artilharia pesada e mísseis terra-ar que estão causando estragos entre a população palestina, que se refugia como pode em suas casas. Israel cinicamente diz que ataca “objetivos militares”, quando na verdade atinge casas, escolas, edifícios públicos e ruas movimentadas. A realidade é que Gaza está ardendo e as bombas israelenses caem sem parar por toda a Faixa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Boletim estadual - PSTU/DF - novembro 2012

Especiais:

"Violência explode no DF e mulheres são as principais vítimas"














"Transporte público no DF e Entorno: Novo modelo não vai acabar com o caos!"

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Violência explode no DF e mulheres são as principais vítimas

Apesar de ser um dos estados mais ricos do país e apresentar alguns dos melhores índices de desenvolvimento humano, o DF é o sétimo estado mais violento do país, segundo dados do Mapa da Violência, de 2010. Recentemente foi divulgado o crescimento no número de sequestros relâmpagos e de estupros em relação ao ano passado, este último tendo aumentado 31,4%.

As principais vítimas deste tipo de crime são as mulheres, e são vitimadas pela falta de investimentos em segurança pública, iluminação, precariedade no transporte público, que as faz ter que caminhar longos trajetos a noite ao voltar do trabalho ou local de estudo.

Outro aspecto da violência contra a mulher é a violência doméstica. Segundo o Mapa da violência – Homicídios de mulheres no Brasil, nos últimos 30 anos, a taxa de homicídios de mulheres dobrou, passando de 2,3 a cada 100 mil em 1980, para 4,6 a cada 100 mil em 2012. O Distrito Federal está em 8º lugar entre os estados que mais matam mulheres, com um índice de 5,8 homicídios a cada 100 mil mulheres, taxa acima da média nacional.

Recentemente, o jornal Correio Braziliense divulgou a situação das delegacias de atendimento à mulher no entorno do DF. Nesta região a situação é muito pior que na capital, as taxas de homicídio a cada 100 mil mulheres chegam a ser de 14,4; 10,8; e 8,8 em Formosa, Valparaíso e Águas Lindas, respectivamente. E ao ser vítima de violência, uma mulher que decida prestar queixa, vai encontrar Centros de Atendimento e Delegacias da Mulher desestruturados, com pilhas de processos parados por falta de funcionários, e policiais despreparados. Desta forma, ao não receber o atendimento necessário, voltará a ser vitimada, muitas vezes perderá sua vida.

Essa é a situação das mulheres do DF e do Entorno neste novembro de 2012, quando realizamos o Dia Nacional de Combate à Violência contra a Mulher. Este é o dia de protestarmos contra esta situação, e exigirmos do Governo Agnelo, e dos governos municipais do entorno a aplicação imediata de políticas de prevenção e de atendimento às mulheres vítimas de violência!
  • Exigimos delegacias estruturadas com policiais preparados para atender uma mulher que sofreu violência
  • Exigimos casas abrigo para as mulheres vítimas de violência doméstica que precisam sair de casa para garantir sua integridade física
  • Exigimos iluminação pública e segurança nas vias do DF e Entorno

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Marcha Nacional contra o genocídio-etnocídio e despejo dos povos Guarani-Kaiowá!

PSTU Brasília convida todas e todos do Distrito Federal a participar:

Marcha Nacional contra o genocídio-etnocídio e despejo dos povos Guarani-Kaiowá!

Em Brasília, 9 de novembro às 17h.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

12 anos sem Gildo Rocha


No último dia 06 de outubro completou doze anos do assassinato de militante do PSTU do Distrito Federal. Assassinos confessos de Gildo Rocha continuam impunes.

No dia 6 de outubro de 2000, o militante do PSTU e dirigente do Sindicato dos Servidores do Distrito Federal (Sindiser), Gildo da Silva Rocha, foi covardemente assassinado por policiais civis com um tiro pelas costas. O “crime” de Gildo foi organizar a greve dos trabalhadores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), na Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. Num país em que o direito de greve é tratado com repressão, o crime do sindicalista foi punido com execução sumária por policiais da 15ª Delegacia da cidade.

O assassinato e a impunidade
Gildo foi morto na madrugada de 6 de outubro de 2000, durante atividade de greve contra a terceirização e por condições de trabalho. Naquele ano, o então governador Joaquim Roriz havia dado ordem de reprimir violentamente a greve dos trabalhadores da limpeza urbana (SLU), caso viesse a acontecer. Gildo Rocha, um dos líderes, saiu de casa de madrugada, no dia 6 de outubro, acompanhado de amigos, também do SLU, para uma atividade votada na assembléia: furar sacos de lixos para impedir a ação dos fura-greves. Dois policiais civis, armados e à paisana, abordaram o grupo, e na tentativa de fugir, 17 disparos foram efetivados contra o carro de Gildo. Dois tiros acertaram o porta-malas, oito ricochetearam e um atingiu Gildo nas costas.

domingo, 23 de setembro de 2012

Parada do Orgulho LGBTTT de Brasília - "Nesta Parada Celebre o Orgulho de Combater a Homofobia!"

Panfleto do PSTU/DF à Parada LGBTTT de Brasília de 2012 - domingo, 23 de setembro - Eixão Sul

Nesta Parada Celebre o Orgulho de Combater a Homofobia!
A criminalização da homofobia tem que ser de verdade! 

  • Pela aprovação original do PLC 122 !
  • Ampliação da Lei Maria da Penha
  • Revogação do veto do kit "Escola sem Homofobia"
  • Assistência integral às vítimas de violência e investigação e punição para todos os responsáveis de crimes homofóbicos



sábado, 2 de junho de 2012

Ser Livre é Coisa de Vadia? Então Somos Todas Vadias!

PARA ACABAR COM A OPRESSÃO E COM A EXPLORAÇÃO DAS MULHERES!

No último sábado, dia 26 de Maio, foi realizada em diversas cidades do País, a 2° edição da Marcha das Vadias. Com o objetivo de denunciar a violência sofrida pelas mulheres, a Marcha tem origem no “SlutWalk”, um protesto mundial que teve início no Canadá, após um policial declarar que, para evitar estupros, as mulheres deveriam deixar de se vestir como “vadias”.
Em Brasília, aproximadamente 2.000 pessoas, entre elas, mulheres, homens, gays, lésbicas e crianças, participaram da Marcha. Com muita irreverência e animação as manifestantes denunciaram a violência e a opressão machista que sofrem no dia a dia, e entoaram em uma só voz o grito de liberdade. Palavras de Ordem como “Te cuida, te cuida, te cuida seu machista, a América Latina vai ser toda feminista!” e “O corpo é meu, a cidade é nossa!” deram o tom da Marcha e demonstraram a disposição de todas as mulheres em combater o machismo.

Não diga à elas o que vestir! Diga a eles para não estuprar! A Situação da metade da classe trabalhadora!
Os dilemas da sexualidade, os padrões de estéticas, a violência dentro e fora de casa, a opressão no trabalho, estão fazendo com que cada vez mais mulheres despertem para as lutas em busca de direitos, respeito e liberdade. Sabemos da importância das tarefas de libertação das mulheres, mas temos que dar ênfase, também, ao papel de exploradas que muitas cumprem na sociedade capitalista. O capitalismo se utiliza da opressão para aumentar a exploração da mulher.
Os dados do PNAD (IBGE), publicados em setembro de 2010, demonstram bem a situação de exploração das mulheres na sociedade. Segundo os dados, elas representam 46% do mercado de trabalho, são a maioria dos empregados da informalidade, representam mais da metade (53%) daqueles que ganham até um salário-mínimo e estão entre os mais pobres, representando 70% deste grupo. Além disso, têm remuneração média de até 30% a menos que os homens para exercerem os mesmos cargos, chegando a ganhar até 57% menos em algumas cidades do País.

As mulheres trabalhadoras, dos bairros pobres, são as que mais sofrem com a violência sexual e com a criminalidade, pois a violência urbana assola cada vez mais a periferia das cidades. Também são elas as que mais sofrem com a violência doméstica, pois, muitas vezes dependem economicamente do seu companheiro.

Por isso, avaliamos que a situação da mulher na sociedade é produto de fenômenos econômicos e estruturais. Acreditamos que a luta contra o machismo não obedece apenas a fatores culturais, mas tem implicação e fundamento nas estruturas econômicas sociais que cimenta a opressão e a exploração capitalista.

E com Dilma a situação não mudou!
Com Dilma na presidência da república a situação das 97 milhões de mulheres brasileiras não mudou! Antes de Dilma ser eleita a 1º presidenta do país morriam 10 mulheres a cada dia, depois com Dilma no poder esse número não mudou. Infelizmente também não mudou a situação das debilidades de aplicação da lei Maria da Penha. No país são feitos mais de 1 milhão de abortos por ano. Dentre eles cerca de 150 mil mulheres morrem ou ficam com sequelas. Para essa realidade o governo oferece a criminalização. Para dar consequência a “Carta ao Povo de Deus” – editada no período de campanha da atual presidenta, foi editada a MP 557/2011 que prevê como solução a doação de R$ 50 para as mulheres grávidas poderem se deslocar no dia do parto. O que o governo deveria fazer era deixar de dar dinheiro para os banqueiros e investir na construção de bons hospitais nas periferias e descriminalizar o aborto, garantindo contraceptivos para não abortar, e aborto legal e seguro para não morrer.

Mulheres, levantem suas bandeiras!
Lamentamos o fato ocorrido na Marcha das Vadias de Brasília, em que um grupo que se diz da direção da Marcha, deliberou, arbitrariamente, por proibir a utilização de bandeiras, fossem elas de partidos, sindicatos, movimentos sociais e coletivos. Tamanha imaturidade, fez com que Professoras e Professores do ANDES – SN (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior), que estão em greve, travando uma luta expressiva por todo o País contra o sucateamento da Educação Superior, tivessem suas bandeiras abaixadas. Isso, porque a categoria de Professores é composta majoritariamente por mulheres que sofrem há anos com os salários defasados das universidades.

A total liberdade da mulher implica, necessariamente, no exercício de cada uma delas em expressar o que é seu de direito. Desde a escolha do que fazer com o seu corpo e da roupa que irá usar até nas escolhas das suas bandeiras políticas, tudo passa pelo seu direito de escolher o que é melhor pra si, de acordo com sua consciência.

O Machismo divide a classe trabalhadora e enfraquece sua luta contra o capitalismo. Essa opressão é responsável por afastar as mulheres dos sindicatos e dos partidos de luta. Ou seja, essa mesma opressão que subjuga e que inferioriza as mulheres é a mesma que cria obstáculos para que elas superem essa situação através da luta política.

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) luta pela incorporação das mulheres da classe trabalhadora nos sindicatos e no partido revolucionário, pois a tarefa de libertação das mulheres é uma tarefa do conjunto de nossa classe e é parte indissolúvel da luta pelo fim da exploração da sociedade capitalista.

sábado, 17 de março de 2012

Unificar as lutas dos trabalhadores do DF para derrotar o arrocho salarial de Agnelo!

Para os trabalhadores que acreditavam que o governo Agnelo mudaria a nossa cidade e governaria para os trabalhadores, o anúncio do congelamento salarial para todos os servidores públicos do DF foi um banho de água fria. No entanto, não é novidade um governo do PT arrochando o funcionalismo público, Dilma desde o início de seu mandato vem impondo uma política de cortes nas áreas sociais e congelamento salarial. As medidas de austeridade fiscal anunciadas por Agnelo revelam que seu compromisso é com os grandes empresários, e não com os trabalhadores.

O governo do DF, nesse ano, conta com o maior orçamento de sua história, cerca de 28 bilhões. Houve aumento tanto das fontes de arrecadação própria, quanto do repasse do fundo constitucional em 13,8%. Além do mais, o DF tem o maior PIB per capita do país (R$ 50.438,56), mostrando que a falta de dinheiro não justifica a política de arrocho salarial anunciada pelo governo. Então porque o governo quer arrochar os vencimentos dos servidores?

Agnelo tenta justificar que em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não pode conceder aumento para os servidores públicos, tendo em vista que essa lei limita o gasto com a folha de pagamento. O que Agnelo não explica para a população é que boa parte dos recursos com a folha de pagamento do DF é destinado a pagar os comissionados (35 milhões mensais), que já somam mais de 14 mil cargos. Agnelo anuncia um corte em 10% nos salários dos membros do alto escalão, mas não fala que há um ano atrás esses mesmos cargos tiveram um aumento de mais de 100% dos vencimentos.

Na verdade, Agnelo ataca os servidores públicos para privilegiar o loteamento do estado entre os partidos da base governista e seus apadrinhados, e também para aprofundar o processo de terceirização e privatização. Por isso o governo já anunciou que vai privatizar a gestão das 13 UPAs (unidades de pronto atendimento), ao invés de convocar os aprovados no concurso da secretaria de saúde em 2011. Agnelo também se recusa a convocar os aprovados no último concurso da secretaria de educação, enquanto as escolas sofrem com a falta de professores. Em relação aos cargos comissionados, o governo se propõe somente a mudar o regime de contratação de parte desses cargos, via terceirização.

A greve dos metroviários e o processo de repressão e criminalização às lutas sindicais
No início desse ano os metroviários protagonizaram uma luta histórica, a mais longa greve de uma categoria metroviária do país, e enfrentaram uma brutal intransigência de Agnelo. O governo, além de ter se recusado a negociar, pediu várias vezes na justiça a ilegalidade da greve e foi derrotado. Depois de perceber que a justiça do trabalho iria beneficiar os metroviários, o governo partiu para um processo de criminalização da categoria, culpando os trabalhadores pelas panes e problemas no sistema operacional do metrô. A empresa abriu dezenas de processos administrativos e abriu inquérito policial acusando os trabalhadores de sabotagem.

A greve dos metroviários revelou para todo o movimento sindical como o Agnelo vai tratar as greves e as lutas sindicais da cidade. Por isso, é fundamental que os sindicatos e as categorias cerquem de muita solidariedade todas as greves e lutas do movimento sindical e popular, ajudando os lutadores a vencer a truculência do governo. Também será fundamental para trazer vitórias as categorias, unificar as lutas do DF, fortalecendo as reivindicações e enfraquecendo a intransigência de Agnelo.

Entretanto a CUT, que deveria estar ao lado dos trabalhadores e ser um exemplo de solidariedade de classe para todas as categorias do DF, não soltou sequer uma nota de apoio aos trabalhadores do metrô, ajudando o governo a tentar jogar a população do DF contra os metroviários.

Desde já, PSTU-DF expressa sua solidariedade aos professores da rede pública de ensino, em greve desde 12 de março, que protagonizam uma luta muito importante contra a política de arrocho salarial de Agnelo. Todas as categorias do DF devem seguir o exemplo dos professores, somente a mobilização dos trabalhadores pode vencer a intransigência do governo do PT.
  • Lutar é um direito, não aceitaremos a truculência do governo!
  • Pela unificação das lutas e campanhas salarias!
  • Todo apoio a luta dos servidores públicos do DF contra o arrocho salarial de Agnelo!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Eduardo Suplicy e Ivan Valente são detidos pela polícia em Pinheirinho

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/01/22/eduardo-suplicy-e-ivan-valente-sao-detidos-por-policia-em-pinheirinho.htm


O senador Eduardo Suplicy (PT) e o deputado federal Ivan Valente (PSol) foram detidos no começo da tarde deste domingo (22) ao tentar se aproximar do comando da Polícia Militar que realiza a reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.  Os moradores resistem a sair do local em que vivem desde 2004.


A operação começou às 6h30 e a Tropa de choque da PM mantém o local fechado. Um rapaz ficou gravemente ferido e outros quatro estão sendo atendidos em hospital da região. A polícia também avança em bairros vizinhos, como o Campo dos Alemães, para que os moradores recuem. O clima é de tensão, apesar de 30% do Pinheirinho já ter sido desocupado, segundo fontes oficiais.


(Embora a imprensa diga que há um ferido, as informações do movimento popular é que já são sete mortos na ação da polícia de SP.)
Outros políticos como os deputados Marco Aurélio e Carlinhos Almeida (PT), além de vereadores de São José, também estão no local para tentar fazer a negociação com a PM e moradores. Carlinhos foi a Polícia Federal pedir investigação sobre o uso de balas na ocupação, além da legalidade da ação em um domingo, dia em que muitos serviços públicos estão fechados.
Cerca de 1.600 famílias vivem no terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, que pertence à massa falida da empresa Selecta S/A, do investidor libanês Naji Nahas. Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a prefeitura, e 9,6 mil, segundo os moradores, vivem no lugar. No início do mês, moradores chegaram a bloquear a Via Dutra em protesto à reintegração da Justiça. O clima na região é de tensão, com montagem de barricadas pelos ocupantes. Vale lembrar que a área tem alto de índice de tráfico de drogas.
TRF suspendeu reintegração
A reintegração de posse do local foi tema de briga na Justiça na última semana.
No dia 17 de janeiro, o Ministério das Cidades assinou um protocolo de intenções para solucionar a questão, o que levou a juíza Roberta Monza Chiari, da Justiça Federal, a suspender a decisão da desocupação no dia 17. “Observo indícios da União Federal na solução da questão posta. O perigo resta configurado na medida em que, cumprida a ordem de reintegração de posse, inúmeras famílias ficarão desabrigadas, o que inevitavelmente geraria outro problema de política pública”, disse na decisão.
No entanto, horas depois, outro juiz federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, substituto da 3ª Vara Federal, cassou a liminar que suspendia a reintegração de posse. Para ele, apesar do interesse da União, deve prevalecer a decisão estadual já tomada. “É inegável pelo protocolo de intenções e pelo ofício do Ministério das Cidades juntados aos autos que há interesse político em solucionar o problema da região. No entanto, este interesse político não se reveste de qualquer caráter jurídico”, declarou.
Já na sexta, dia 20, o Tribunal Regional Federal (TRF) suspendeu novamente a ordem de reintegração de posse. O desembargador federal Antonio Cedenho, determinou que a União passe a integrar o processo já que pode haver o interesse de negociar a compra da área junto à empresa proprietária do terreno. A Justiça de São Paulo suspendeu por 15 dias o processo de falência da empresa

DENÚNCIA URGENTE: Mesmo contra a decisão da Justiça Federal, PM invade Pinheirinho

Covardia! Mesmo contra a decisão da Justiça Federal, PM invade Pinheirinho!


www.anelonline.org
Começou nessa madrugada. Uma operação com cerca de 1800 policias, entre a tropa de choque, helicópteros, com todo tipo de armas, para a reintegração de posse do Pinheirinho. A PM pegou os moradores de surpresa, que após decisão do STF acreditaram ganhar tempo para preparar uma nova resistência. Porém, o prefeito Eduardo Cury, de São José dos Campos, deu ordem para a PM invadir mesmo assim.
Com toda a truculência e covardia, a ação militar já rendeu 4 mortes e outros feridos. Os moradores, com apoio dos movimentos sociais e de moradores dos bairros vizinhos, mantém de cabeça erguida a resistência. A PM, porém, está  fazendo de tudo para dificultar. Já prendeu líderes do movimento, como o Toninho, que é o advogado da ocupação e liderança popular. Apreenderam as armas e estão atirando nos moradores bombar de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha, enquanto os moradores resistem bravamente com suas pedras na mão.

Se os responsáveis por essa atrocidade pensam que ficarão imunes, estão muito enganados. Nós da ANEL, junto com companheiros de sindicatos, do movimento popular e lutadores de todo o país, não mediremos esforços para fazer com que a PM, a prefeitura, a juíza e todos os responsáveis paguem pelo banho de sangue que estão promovendo.
Esse fato só leva a conclusão inevitável de que o único caminho para a luta é confiar apenas em nossas próprias forças. A justiça se mostrou apenas um papel morto, o prefeito está convicto de que mais vale uma área para a especulação imobiliária do que a vida de milhares de trabalhadores, as outras instâncias governamentais dizem que nada podem fazer. É preciso do máximo de apoio dos movimentos sociais e lutadores, do Brasil e de todo o mundo, para denunciar essa truculência e fortalecer a resistência no local!
Acompanhe novas notícias pelo twitter @pinheirinhosjc e vamos divulgar o que está acontecendo! A ANEL já enviou uma delegação para São José dos Campos, e incetiva todos que puderem a comparecer lá. Os demais, sigamos na divulgação dos novos fatos.

domingo, 21 de agosto de 2011

"Chega de estupros na UnB!" - Nota pública da ANEL/UnB

Os estupros na Universidade de Brasília parecem estar virando rotina. Só no ano passado, duas estudantes da UnB foram violentadas enquanto tentavam chegar à L2, após saírem de suas aulas. Este ano, na última sexta-feira (19/08), mais uma estudante foi sequestrada enquanto saia do campus Darcy Ribeiro, e estuprada logo em seguida, após ter sido amarrada e ter os olhos vendados. Apesar disso, a Reitoria de Zé Geraldo até hoje não tomou nenhuma atitude concreta no sentido de garantir a segurança das mulheres da UnB, como a contratação de mais seguranças mulheres ou a ampliação da iluminação nos campi. Sua única medida foi firmar um acordo com a Polícia Militar, que agora tem autorização para realizar rondas na universidade, intimidando e até prendendo estudantes, mas não evitando que os estupros continuem ocorrendo.

Atualmente vivemos sob uma ofensiva machista no Brasil, que não mudou com a chegada de Dilma à presidência. Casos como o ocorrido na última sexta-feira se combinam aos recentes casos de violência física e sexual à mulheres no metrô de SP e em outras localidades, evidenciando que o problema tem caráter nacional. Ao mesmo tempo, as mulheres sofrem com a ausência de políticas públicas de combate ao machismo em todo o país.

Diante do ocorrido, nós da ANEL chamamos todas as mulheres da UnB a uma reunião, segunda-feira (22/08), às 12:30, no Ceubinho (Entrada ICC Norte), para articular uma resposta à altura frente aos estupros e a ofensiva machista na universidade! Chega de estupros na UnB!

  • Pela contratação de mais seguranças, principalmente mulheres!
  • Pela ampliação da iluminação nos campi!
  • Por mais linhas de ônibus dentro do campus!
  • Fora PM do campus!
  • Assembleia Nacional de Estudantes Livre - DF

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Assassino de Gildo Rocha tem mais uma vez o julgamento adiado

Militante do PSTU foi assassinado por policiais em 2000. Já são 11 anos de impunidade. Novo julgamento ainda não tem data para acontecer


Ademar lourenço


• Segundo informa a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o julgamento do policial que matou o gari Gildo Rocha em 2000 foi adiado pelo fato do réu alegar problemas de saúde. O julgamento seria nesta quinta-feira, dia 21, às 9 horas, e não tem nova data marcada.

Gildo Rocha foi barbaramente assassinado durante uma atividade sindical por dois policiais civis, um deles já falecido. O caso, de grande repercussão, chamou atenção na época pela arbitrariedade da ação, que inclusive contou com a prática de forjar provas falsas. Os policiais alegaram que Gildo estava armado e sob o efeito de drogas. Perícia comprovou que nenhuma das alegações era verdade.

Gildo era militante do PSTU e membro do Sindicato dos Servidores do Governo do Distrito Federal. Deixou mulher e dois filhos. Desconsolada, a viúva de Gildo, Gleicimar Souza, não acreditava em mais um adiamento do julgamento e na impunidade que já dura 11 anos. ”Não tenho nem palavras para descrever o que estou sentindo agora, é muito revoltante”, afirmou.