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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Rodoviários arrancam 20% de aumento salarial em Brasília

Os Rodoviários do DF conseguiram uma vitória importante. Depois do sindicato falar que não teria data-base, os trabalhadores foram a luta e arrancaram uma assembleia no domingo passado. Reivindicavam 20% no salário, 20% no vale alimentação e 40% na cesta básica. A patronal e o governo cederam, um dia antes de começar a greve, tudo o que foi reivindicado. Parabéns aos rodoviários pela conquista, graças a luta da base e da oposição, que atropelarem a CUT. 

Fora vários dias de batalha. A oposição chegou a chamar uma reunião sem o sindicato no dia 18 de maio. Depois disto, o sindicato, mudou sua política. Antes eles diziam que esse ano não tem aumento porque “já está bom demais manter o emprego”. Depois foram obrigados a chamar assembleia e até a ameaçar greve.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Lei do Ato Médico: um ataque à Saúde Pública

por Jorge Henrique - enfermeiro da Secretaria de Saúde do DF

No dia 18/06, o Plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei do Ato Médico, PLS 268/2002, que dispõe sobre a regulamentação da atividade médica no Brasil. O projeto, que tramita há onze anos e foi tema de 27 audiências públicas é alvo de críticas de estudantes e profissionais de mais de 13 categorias da Saúde, que enxergam o projeto como uma ameaça à saúde pública no Brasil ao ferir os princípios norteadores do Sistema Único de Saúde, de universalidade, integralidade e equidade.

Nos últimos anos, os avanços no campo científico da medicina permitiu a criação de novos saberes e novas formas de fazer Saúde, considerando a multidisciplinaridade um aspecto fundamental no atendimento dos profissionais à população. Nessa perspectiva, o Projeto de Lei do Ato Médico não irá afetar somente as diversas profissões da Saúde, mas também irá afetar a população ao limitar o seu acesso à assistência realizada a estes, já que, em vários artigos do projeto, prever torna-se privativo do médico diagnósticos, procedimentos e escolhas terapêuticas relacionadas ao paciente, e que hoje são realizados por outros profissionais.

Infelizmente a lei do Ato Médico, que hoje está prestes a ser sancionado pela presidente Dilma, não respeita a autonomia das demais profissões da Saúde e se configura como um duro ataque aos princípios e à construção do SUS, que se construiu no conceito amplo de saúde, orientando a formação de equipes multidisciplinares no trabalho conjunto para cura, reabilitação e prevenção de doenças.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nova manifestação em Brasília mostra que movimento ainda tem fôlego


Militantes da ANEL empunharam desde cedo faixa do "Fora
Feliciano"
Cerca de 8 mil pessoas marcaram presença na Esplanada dos Ministérios desde à tarde de hoje (25/06). A nova manifestação em Brasília levou uma quantidade de pessoas menor que a última grande manifestação, na quinta-feira passada, mas o movimento mostra que ainda tem muito fôlego.

Após um marcha saída no início da tarde do Museu Nacional de Brasília, milhares pessoas se mantiveram aglomeradas em frente do Congresso Nacional, cantando palavras de ordem e empunhando faixas e cartazes. Após certo momento houve a repressão, a mais violenta desde o começo do movimento à duas semanas. Mais uma vez cerca das 10 da noite a polícia impôs o toque de recolher e expulsa todos com gás lacrimogênio e muita violência.

Apesar disto, a população não parece disposta a parar por hora com os protestos, mesmo que algumas reivindicações já tenham sido atendidas. Com novos atos e ações marcados pela internet e convocados pelos mais variados movimentos e pautas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Trabalhadores e jovens se reúnem na Assembleia dos Povos do DF

Centenas de jovens e trabalhadores reunidos na Assembleia
(FOTO: Agência ANOTA)
Na tarde de domingo (23/06), centenas de trabalhadores e jovens ativistas dos movimentos sociais organizados e independentes se reuniram, na sob intenso sol na praça do Conjunto Cultural da República,  na Assembleia dos Povos, para organizar e pautar no Distrito Federal, as manifestações da jornada de luta porque vem passando o país nos últimos dias.

Sentados em frente a Biblioteca Nacional de Brasília, com a ajuda de um pequeno sistema de som, a plenária tentava coordenar as ideias apresentadas por grupos diversos como MST, Marcha das Vadias, Acorda Brasília, CSP-Conlutas, Anel, coletivo Juntos, PCB,  PSTU e centenas de independentes.

domingo, 23 de junho de 2013

Marcha das vadias e marcha do vinagre marcam o sábado em Brasília


Vários movimentos feministas participaram da
Marcha  das Vadias em Brasília
O sábado foi marcado por duas manifestações em Brasília. Nas ruas do centro da cidade três mil pessoas fizeram a marcha das vadias, que já estava marcada com antecedência. Próximo ao Congresso Nacional, um número parecido de pessoas fazia mais uma "marcha do vinagre", protestando contra a corrupção.

Além de diferentes demandas, a cara de cada um dos atos foi diferente. A marcha das vadias reunia a militância dos grupos de esquerda. Gente que já tem uma tradição de organização e luta. Como no mundo todo, a manifestação denunciou a cultura do estupro, que culpa a mulher que é violentada, e levantou as bandeiras históricas do movimento feminista. 

Os militantes do PSTU de Brasília estavam em meio à coluna dos ativistas do Movimento Mulheres em Luta- MML, movimento de combate às opressões filiada à CSP-Conlutas. Portando, faixas que faziam menção ao repúdio ao Projeto de Lei 427-Estatuto do Nascituro e exigindo a saída do deputado federal pastor Marcos Feliciano da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e retirada do PL de cura gay aprovada nesta comissão.

Marcha do Vinagre
Já a marcha do vinagre reuniu pessoas que estão começando agora a se organizar, em sua maioria jovens. Foi algo parecido com a grande manifestação de quinta: sem uma direção clara, sem uma reivindicação definida. Foi um protesto basicamente contra a corrupção.  

Foi uma pena as duas manifestações não terem se juntado. Seria um grande ato contra a opressão, pedindo o Fora Feliciano e a punição dos corruptos. Do lado da marcha do vinagre, o repúdio aos grupos organizados. Do lado da marcha das vadias, a influência da militância petista, que não queria desgastar o governo.  O gigante acordou, mas ainda usa fraldas. 

Veja mais fotos:

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasília toda na Esplanada nesta quinta-feira (20/06)


Nesta quinta-feira (20/06) mais de 35 mil pessoas segundo a Polícia Militar encheram as avenidas de Brasília. Era possível ver jovens, idosos e famílias inteiras.

A marcha convocada pelo movimento Acorda, Brasília e divulgada espontaneamente pelas redes sociais. O ato comporia o dia de Jornada Nacional de Luta por todo o país. Começando pela Rodoviária do Plano Piloto e imediações do Conjunto Cultural da República, a manifestação seguiu até a Praça dos Três Poderes.

Ás 10 e 30 da noite a polícia dispersou os manifestantes sem nenhum motivo. A mesma coisa foi feita na segunda-feira. Deve ser medo que a população acampe na esplanada, seguindo o exemplo do que foi feito em outros países. No Egito, as pessoas ocuparam a praça Tahir e dormiram vários dias por lá. 

Espalhados pelo gramado do Congresso Nacional, barrados pela tropa de choque, os manifestantes cantaram gritos de protestos. A polícia reagiu com virulência lançando gás de pimenta e lacrimogênio. Com os ânimos acirrados, os manifestantes cercaram o Palácio do Itamaraty, vizinho do Congresso. A violência policial se intensificou, e parte dos manifestantes se dispersou, enquanto um parte voltou para frente do Congresso, 

A repercussão das ações em Brasília, nas capitais e maiores cidades brasileiras, fez com que a Presidenta Dilma convoque reunião com ministros para esta sexta-feira (21)  para analisar a situação e fará anúncio em cadeia de rádio e TV.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Brasília protesta contra a baixa qualidade do transporte público

Mais de 3 mil pessoas participaram da manifestação que aconteceu nesta quarta em Brasília em defesa da tarifa zero no transporte público e em solidariedade às manifestações pelo Brasil contra o aumento das passagens. O ato começou na Rodoviária e andou por algumas ruas do centro. Não houve incidentes

A Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel) marcou presença e defendeu a estatização do transporte público do Distrito Federal. O transporte só vai melhorar quando sair das mãos dos empresários e passar para o controle da população.

Durante a manifestação, os passageiros dos ônibus prestaram solidariedade e as pessoas nos carros buzinavam. O ato também comemorou a vitória no Rio e em São Paulo, cidades onde a tarifa diminuiu.

A situação caótica do transporte público em Brasília foi lembrada. A falta de ônibus, especialmente no período noturno, e a baixa qualidade do sistema foram lembrados. Os estudantes pedira a redução do preço das passagens em Brasília, que é uma das caras do país.

Mesmo depois do fim da manifestação, por volta das 20h na Rodoviária, as pessoas continuaram reunidas e queriam inclusive subir ao congresso nacional. Isto mostra o momento político que a gente vive. As pessoas não querem apenar contestar o preço das passagens. Querem contestar o poder.

Plenária convocada pelas redes sociais discute pauta das mobilizações em Brasília

Só estando lá para acreditar. Mais de 100 pessoas discutindo temas importantes para o país, convocadas pelas redes sociais, durante um jogo do Brasil. Foi nesta quarta, em Brasília, em frente à Biblioteca nacional. E vão se encontrar outra vez, nesse domingo (23/06), às 14h, no mesmo local.

Ficou bem claro que o movimento não é só contra o aumento das passagens. As pessoas reunidas começaram a montar uma pauta para as mobilizações que estão tomando conta do país.  Professor, bibliotecário, estudante, artista. Gente de várias profissões, em sua maioria jovem, se juntou para discutir temas que iam da demarcação de terras indígenas a diminuição da carga horária de trabalho.

Em vários casos as pessoas nunca participaram de um debate político. Isso não impediu que cada um falasse o que pensava. Um pente fino nos gastos da Copa do Mundo foi um dos principais temas. O Repúdio a proposta de cura gay aprovada no congresso ontem também. Na próxima reunião, o grupo pretende fechar uma pauta para ser levada ao Poder Público.

Um dos pontos abordados foi a liberdade dos próprios manifestantes de se assumir como membro de um partido. “Devemos diferenciar os pequenos partidos de esquerda daqueles partidos que estão no poder”, disse um ativista, que não era militante de nenhuma organização. A maioria foi contra o aparelhamento, mas também repudiou a repressão aos militantes organizados.

Se os jovens não têm uma direção definida, fica cada vez mais claro a simpatia pelas ideias de esquerda. Estatização do transporte público, reforma agrária, 10% do PIB para educação pública. As bandeiras que os movimentos sociais já levantam a muito tempo, agora defendidas por pessoas que nunca foram militantes políticos.


A mídia não deu muita bola. Afinal, os jornais só dão atenção aos atos mais violentos que acontecem na mobilização. A juventude vai para as ruas, mas também tem sede de debater um projeto de sociedade. Tem vontade de construir um programa político. O movimento, ao contrário do que se pensa, tem causa. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Nota de esclarecimento: sobre a citação feita a respeito do PSTU no Correio Braziliense nesta segunda

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) existe desde 1992 e surgiu de grupos de esquerda que estavam insatisfeitos com os rumos do Partido dos Trabalhadores (PT). Somos trabalhadores e estudantes que militam diariamente em defesa dos direitos do povo explorado do país.

Durante as manifestações desta segunda-feira participamos em peso, não para tomar o movimento de assalto, mas para engrossar as fileiras daqueles que estão indignados com a corrupção e os altos gastos com os estádios da Copa. Ali encontramos pessoas que dialogaram conosco e pessoas que eram contra a presença de partidos políticos. 

Ficamos na manifestação até o fim e não foi preciso sermos escoltados pela polícia. O que foi dito em matéria do Correio Braziliense da última segunda não aconteceu. Uma pequena minoria rejeita a diferença de ideias, mas isso não é o suficiente para tumultuar uma manifestação popular de milhares de pessoas.

Vamos participar de todas as mobilizações contra a elite corrupta deste país. Sabemos que o movimento é plural, e fazemos parte dessa pluralidade. Os trabalhadores e a juventude brasileira finalmente entraram na onda de indignação que tomou conta da Europa e do Oriente Médio. Até a vitória!

sábado, 15 de junho de 2013

Manifestação em Brasília mostra indignação com os desmandos da organização da Copa

Hoje (15/06) Brasília se somou aos protestos que estão ocorrendo no país inteiro. Mais de 5 mil pessoas mostraram indignação com os gastos para a construção do Estádio Nacional de Brasília, onde foi feita a abertura da Copa das Confederações. O ato também foi em solidariedade às manifestações contra o aumento das passagens nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia.

Foi um balde de água fria na festa que o governo fez para justificar a gastança de mais de um bilhão de reais com um estádio que vai ser usado apenas na Copa das Confederações e na Copa do Mundo. A indignação chegou dentro do estádio, com milhares de pessoas vaiando à presidenta Dilma Rousseff, que sequer conseguiu fazer seu discurso.

A polícia, como sempre, reprimiu. Pessoas foram feridas por cassetetes e balas de borracha, muito spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio e efeito moral, com um saldo de 26 manifestantes feridos e 32 presos. A manifestação começou com a pessoas andando pacificamente no Eixo Monumental, principal via da cidade, chegando à entrada do estádio. Quando os manifestantes começam a se dispersar os policiais começaram a agir com violência.

Isto não tirou o ânimo dos trabalhadores e da juventude. O PSTU-DF repudia agressões da polícia na manifestação e no ato “Copa pra quem?”, acontecida no dia anterior, e se solidariza com manifestantes presos. Esta é a primeira de muitas manifestações aqui na cidade que vão denunciar a maneira como as obras da Copa das Confederações e do Mundo foram conduzidas e repúdio à repressão e à precariedade dos transportes públicos.

Povo reage

A manifestação mostra que o povo não vai ficar cego com a festa armada pela FIFA e pelo governo Dilma. Em todo o país a população tem se mostrado indignada com o aumento do preço dos alimentos, das passagens e com os gastos indecentes dos estádios da Copa do Mundo. A popularidade de Dilma já caiu 10% nos últimos dias.

O futebol é uma paixão nacional. Mas isto não é desculpa para que o governo gaste bilhões de reais em um evento que só dura alguns dias. Além disso, o ingresso é caro e a maioria absoluta do povo só tem condições de ver o jogo pela televisão, como se a Copa fosse em outro país.


Militantes do PSTU marcam presença

Em Brasília, assim como em todo o país, a militância do PSTU tem marcado presença nos recentes protestos. Somos um partido voltado para a organização e ação da classe trabalhadora e a juventude. O partido é formado por estudantes, bancários, professores, metalúrgicos e trabalhadores de outras categorias que defendem um mundo livre, igualitário e socialista.

Respeitamos aqueles que não têm uma opção partidária. Mas repudiamos aqueles que não respeitam o direito democrático de uma pessoa a pertencer a uma organização. Alguns presentes no ato do dia 15 em Brasília tiveram uma postura autoritária e não queriam deixar a militância do PSTU se manifestar. Esta postura só ajuda a polícia, o governo e a classe dominante, pois divide os lutadores.

O preconceito contra os partidos tem a sua justificação histórica, tanto pelo papel de aluguel das legendas burguesas, como pela nefasta atuação dos principais partidos da esquerda brasileira (PT e do PCdoB), que capitularam à democracia dos ricos e estão à frente dos governos (inclusive à 10 anos no governo federal com Lula e Dilma e agora no GDF com Agnelo), levando também às principais entidades do movimento social brasileiro (UNE, CUT, etc) à paralisia. Esse repúdio contudo não pode impedir os trabalhadores e juventude de se organizar para enfrentar a burocracia sindical e a burguesia, que age centralizada e internacionalmente com suas forças armadas e midiáticas. Para enfrentar esse inimigo poderoso é preciso organização à altura.

Temos orgulho de militarmos no PSTU. Temos orgulho de levantar nossa bandeira e mostrar que somos um partido que não se vendeu.  De um partido que defende as lutas cotidianas da classe trabalhadores e segue firme na luta nos sindicatos, movimentos contra opressões, entidades estudantis e populares. E também defende uma transformação radical na sociedade. Milhares de pessoas morreram no Brasil defendendo liberdades democráticas e poder levantar bandeiras. Por isto hoje não abrimos mão de defender nosso partido e nosso programa político.

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Atualizado em 17/06/2013 às 16h22

quinta-feira, 7 de março de 2013

Opinião Socialista: encarte especial sobre o 8 de Março

Já está nas ruas a edição 456 do jornal Opinião Socialista. Neste número, um encarte especial sobre o 8 de Março e a luta das mulheres abre uma série sobre o tema.

Veja ainda:

- Renúncia do Papa e a crise no Vaticano

- Marina Silva e o seu novo partido

- Renan Calheiros: Ele voltou

- Dois anos depois, a revolução continua no mundo árabe

- Janis Joplin: Ícone do rock faria 70 anos

E muito mais! Adquira com o militante do PSTU mais perto de você!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dilma, proíba as demissões na GM!

Militantes da ANEL e da CSP-Conlutas/DF mostram sua solidariedade aos operários da GM ameaçados de demissão, em frente ao Palácio do Planalto em Brasília.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Viva Zumbi, Viva João Cândido - Viva a Revolta da Chibata

João Cândido lê decreto de anistia dos revoltosos
Novembro não é o mês das celebrações da Consciência Negra apenas pelo dia de Zumbi dos Palmares, mas também porque rememora-se um dos mais importantes movimentos rebeldes antissistema ocorridos no Brasil, que combinou raça e classe, a Revolta da Chibata. Liderada pelo marinheiro João Cândido, referência do levante popular dos marinheiros negros ocorrido em 22 de novembro de 1910, no Rio de Janeiro.

Mas os marinheiros que fizeram história foram apagados do passado do Brasil, por serem negros. É importante lembrar que esses trabalhadores negros e pobres incluíam em suas reivindicações outras várias da classe trabalhadora em geral, num cenário em que as elites criminalizavam as lutas proletárias, que estavam começando na formação dos sindicatos de base operária.

João Cândido Felisberto, o marinheiro conhecido como "Almirante Negro" pela sua formidável campanha estratégica na condução da rebelião dos marinheiros, ficou imortalizado como o marinheiro da menor patente que derrotou a Marinha em vários episódios da Revolta da Chibata. João Cândido teve a oportunidade de participar de cursos em outros países e de presenciar a organização operária e dos marinheiros que fizeram a primeira greve naval na revolução russa (1908). Essas experiências internacionais lhe deram destaque na liderança da revolta popular.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

(Dia da Consciência Negra) Viva Zumbi dos Palmares!

O 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra - A comemoração do 20 de Novembro como Dia Nacional da Consciência Negra surgiu na segunda metade dos anos 1970, no contexto das lutas dos movimentos negro e dos trabalhadores e dos movimentos populares contra o racismo.

Apesar de hoje as instituições parlamentares, escolares, entre outras, lembrarem, comemorarem e até festejarem a memória do líder Zumbi dos Palmares, nem sempre foi assim. A data foi resultado de muita luta e organização do movimento negro, desde as décadas de 70. Só em 2005, quando foi realizada a marcha dos 300 anos da morte de Zumbi, o antigo líder negro começou a receber algum destaque e o 20 de Novembro passou a ser comemorado.

Zumbi dos Palmares - O dia homenageia Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada em 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. E desde 1997, Zumbi faz parte do Livro dos heróis brasileiros.

O feriado de Zumbi dos Palmares visa rememorar que não foi nenhum branco à frente do Estado que libertou as negras e os negros do Brasil, como celebra a historiografia oficial, com a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Mas sim, três séculos de resistência, que nos legaram Zumbi e o Quilombo dos Palmares, como também a própria Campanha Abolicionista ao longo de toda a década de 1880, com figuras de lideranças negras como José do Patrocínio e Luís Gama. A data também é para celebrar a identidade, o orgulho e a consciente de ser negro, de sua situação, legado e lutas, apesar da negligência estatal e da oposição das elites.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

CSP-Conlutas/DF convida para debate sobre "novos ataques aos direitos trabalhistas"

O PSTU Brasília convida o todos e todos a participar:

A CSP-Conlutas do Distrito Federal realizará no dia 22 de novembro em Brasília um debate sobre "ACE, Lei de greve para o funcionalismo público e reforma da previdência: Novos Ataques aos Direitos Trabalhistas",

A atividade dá a largada em Brasília à campanha nacional contra o projeto de lei que cria o Acordo Coletivo Especial-ACE e outras iniciativas de novos ataques aos direitos dos trabalhadores, como nova proposta de reforma da previdência e a lei de greve para o funcionalsimo público.

Dia 28 de novembro haverá um ato nacional com o ACE, às 9h no auditório Petrônio Portela no Senado Federal.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Marcha Nacional contra o genocídio-etnocídio e despejo dos povos Guarani-Kaiowá!

PSTU Brasília convida todas e todos do Distrito Federal a participar:

Marcha Nacional contra o genocídio-etnocídio e despejo dos povos Guarani-Kaiowá!

Em Brasília, 9 de novembro às 17h.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PSTU participa de marcha de Brasília em defesa dos Guarani-Kaiowás


(atualizado às 19h14)

O país inteiro tem acompanhado o drama dos índios Guarani–Kaiowá. PSTU do Distrito Federal participa do primeiro ato em Brasília em defesa do reconhecimento das terras dos Guarani-Kaiowás. A luta contra o despejo da aldeia Pyelito Kue e pela demarcação das terras indígenas ganhou as redes sociais e a solidariedade dos movimentos sociais tem fortalecido a resistência indígena, em um país que tem cometido um verdadeiro genocídio.. 

O ato de Brasília - Com rostos pintados, estudantes de escolas e universidades de Brasília, trabalhadores e ativistas do movimento social da capital federal se reuniram com representantes de movimentos populares e indígenas de vários estados, como São Paulo e Mato Grosso, para manifestar o apoio ao povo Guarani Kaiowá que luta há décadas para conseguir a posse da terra em que vive em Mato Grosso do Sul.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

12 anos sem Gildo Rocha


No último dia 06 de outubro completou doze anos do assassinato de militante do PSTU do Distrito Federal. Assassinos confessos de Gildo Rocha continuam impunes.

No dia 6 de outubro de 2000, o militante do PSTU e dirigente do Sindicato dos Servidores do Distrito Federal (Sindiser), Gildo da Silva Rocha, foi covardemente assassinado por policiais civis com um tiro pelas costas. O “crime” de Gildo foi organizar a greve dos trabalhadores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), na Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. Num país em que o direito de greve é tratado com repressão, o crime do sindicalista foi punido com execução sumária por policiais da 15ª Delegacia da cidade.

O assassinato e a impunidade
Gildo foi morto na madrugada de 6 de outubro de 2000, durante atividade de greve contra a terceirização e por condições de trabalho. Naquele ano, o então governador Joaquim Roriz havia dado ordem de reprimir violentamente a greve dos trabalhadores da limpeza urbana (SLU), caso viesse a acontecer. Gildo Rocha, um dos líderes, saiu de casa de madrugada, no dia 6 de outubro, acompanhado de amigos, também do SLU, para uma atividade votada na assembléia: furar sacos de lixos para impedir a ação dos fura-greves. Dois policiais civis, armados e à paisana, abordaram o grupo, e na tentativa de fugir, 17 disparos foram efetivados contra o carro de Gildo. Dois tiros acertaram o porta-malas, oito ricochetearam e um atingiu Gildo nas costas.