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segunda-feira, 4 de julho de 2011

PT e Agnelo: a Benedito Domingos, impunidade; aos trabalhadores da saúde em greve, repressão!

Eduardo Zanata, da direção do PSTU-DF

A última semana do mês de junho de 2011 selou, de forma significativa, o modelo de governança do PT no DF. Ao mesmo tempo em que deputados distritais da base aliada do governo Agnelo, entre eles Chico Vigilante (PT), enterraram o processo de cassação de Benedito Domingo, acusado de inúmeras fraudes de processos licitatórios em várias regiões administrativas do DF e citado por Durval Barbosa nos esquemas de corrupção da caixa de pandora, o governo Agnelo desencadeou uma campanha feroz de criminalização e desmoralização dos trabalhadores da secretaria de saúde. O governo Agnelo utilizou de verbas públicas para veicular nas rádios e TV's uma carta, em que descarregava a culpa pelo caos na saúde nos trabalhadores em greve, entre outras medidas como o corte de ponto dos grevistas e o pedido judicial de ilegalidade da paralisação.

A opção que o PT fez, ao garantir a impunidade de Benedito Domingos e reprimir os trabalhadores da secretaria de saúde, não é condizente com as opções de um governo dos trabalhadores. Mas, infelizmente não é novidade para os trabalhadores que os governos do PT optem por governar para os setores burgueses mais reacionários e corruptos do país e ataquem os trabalhadores. Nos governos de Dilma e Lula, figuras como Jader Barbalho, Sarney, Collor, entre outros sempre estiveram na lista dos fieis aliados. No entanto, a reforma da previdência, a proposta de congelamento salarial dos servidores públicos, a privatização dos aeroportos foram algumas das inúmeras ações que os governos de Dilma e Lula aplicaram e estão aplicando contra os trabalhadores.


É muito importante que os trabalhadores da secretaria de saúde sejam vitoriosos nessa greve, pois a luta desses companheiros é a luta por uma saúde pública de qualidade, que só pode ser concretizada se todos os profissionais dessa área estiverem devidamente valorizados e atuando em locais com condições dignas de atendimento.

Os trabalhadores não devem manter nenhuma confiança nos governos do PT e de Agnelo, somente a mobilização e organização independente dos governos podem garantir vitórias aos trabalhadores. Chamamos toda a população a se solidarizar a luta dos trabalhadores da secretaria de saúde do DF, que enfrentam um brutal processo de repressão do governo Agnelo. Enquanto o PT se dedica a salvar o pescoço dos rorizistas, a saúde pública do DF sofre com a falta de investimentos, de profissionais e de condições dignas de trabalho e de atendimento ao público.

O que a grande mídia realmente quer nos fazer pensar da UnB?

Há uma grande ofensiva da mídia para convencer a sociedade de que a UnB é um espaço dominado por festas, drogas, libertinagem, politização excessiva, liberdade excessiva, greves recorrentes, etc.


Mas são estes nossos problemas reais? São estes os problemas reais da UnB? Por que devemos ver o mundo sob a ótica e a pauta da grande mídia?

Sabemos que Veja, Correio Braziliense, Organizações Globo e outras instituições similares buscam pautar o debate público na sociedade e tem as condições materiais para isso. São organizações do grande capital que defendem os interesses materiais e as concepções de mundo que interessam a reprodução do grande capital. Ao grande capital interessa destruir a Universidade Pública para tornar a educação e o conhecimento uma mercadoria cuja oferta deve estar sob seu controle e a seu serviço. Ao grande capital interessa destruir este oásis de liberdade que é a universidade pública num mundo dominado pelo despotismo do capital. Mais do que isso, trata-se de criminalizar, ou ao menos aviltar todas as atividades humanas que não contribuam, objetiva e subjetivamente, para a reprodução do capital e de seus interesses particulares como pilar da vida social. No caso particular de que aqui tratamos, trata-se de cristalizar no imaginário popular a ideia de que a Universidade é um espaço dominado pela politização excessiva, pela liberdade excessiva, pelas greves recorrentes, pelas festas, pelo uso e pelo abuso de drogas, etc.

Mas estes não são os nossos problemas reais! Nossos problemas reais passam pela falência do sistema educacional no país; nossos problemas reais passam pelos salários de miséria que recebem os professores; nossos problemas reais passam pelas políticas humanicidas que transformam a escola num depósito de crianças; nossos problemas reais passam por uma população composta majoritariamente por analfabetos e analfabetos funcionais; nossos problemas reais passam pela precarização da universidade pública e do trabalho docente; nossos problemas reais passam por um orçamento público em que 40% do dinheiro de nossos impostos servem apenas para enriquecer com os juros mais altos do mundo alguns poucos endinheirados que se fartam em orgias sem fim bancadas pela miséria, pela fome, pela falência da saúde pública e por todos os dramas que, num mundo de abundância, cotidianamente assolam a vida da imensa maioria das pessoas.

Para ocultar nossos problemas reais, que são apenas nossos, e que por isso nada significam do ponto de vista do capital enquanto sua agenda e sua ordem social não estiverem em xeque por força de nossa própria ação, trata-se de buscar ocupar nosso imaginário com os problemas que lhes interessam que nos ocupemos. Enquanto assim o fizermos, os problemas por eles criados servem apenas para fazer com que briguemos entre nós - e enquanto brigamos entre nós, permanecemos separados uns dos outros - e enquanto permanecemos separados uns dos outros, distantes uns dos outros, e distantes de nossos problemas reais, eles impõem sua agenda a ferro e fogo, e fazem assim de nossa própria consciência a imagem e semelhança dos conceitos e dos preconceitos que nela são cotidianamente implantados pela ação corrosiva que a grande mídia exerce nossa inteligência, nossa consciência, nossa sensibilidade e nossa humanidade - ou o que ainda dela pode restar,...
E assim, num círculo infernal, não cessam de se agravar nossos problemas reais, até que por fim nos cansamos de tudo, nos demitimos do mundo, nos desiludimos de tudo e de todos e nos ocupamos apenas de nossos problemas particulares. Bingo! Era esta a ideia! Ao fim, adoecemos todos, deprimidos, dopados, cansados, exauridos de viver uma vida que não é a nossa, que não é a vida que nossa própria liberdade gostaria de construir para nós.

Assim caminha a humanidade, e assim caminhando, cava a sua própria cova.

Não, a agenda deles não é a nossa! Basta de nos portarmos como os ventríloquos inconscientes e involuntários de uma agenda perversa, de uma agenda que não é a nossa!

Um dia ainda diremos a eles, em alto e bom som, nossa última palavra:
Não somos máquinas, homens é o que somos!

Rodrigo Dantas*

*Rodrigo Dantas é professor do Departamento de Filosofia da UnB, militante do PSTU, foi candidato a Governador nas eleições de 2010.



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Todo o apoio à luta dos trabalhadores da saúde

O PSTU-DF vem manifestar sua solidariedade à greve dos trabalhadores da saúde do Distrito Federal, que travam uma luta muita importante pela valorização dos servidores da secretária de saúde do DF. Nesse momento em que a inflação, principalmente dos alimentos, dispara em todo o país é legítima e fundamental a luta dos trabalhadores pelo aumento dos salários.


Repudiamos, veementemente, a postura do governo Agnelo e da imprensa da cidade, que tentam criminalizar a greve dos trabalhadores da saúde do DF e culpa-los pelo caos na rede de saúde pública. É um absurdo que o governo Agnelo ameace cortar o ponto dos trabalhadores paralisados, tentando impedir os servidores da secretária de saúde de exercer o seu direito constitucional de fazer greve. Exigimos que a secretária de saúde e o governo reabram imediatamente as negociações e atendam as reivindicações da categoria.

Chamamos toda a população do DF e do entorno a se solidarizar com a luta dos trabalhadores da secretária de saúde do DF. A luta desses companheiros é a luta de toda a população do DF por uma saúde pública, gratuita e de qualidade. Os únicos responsáveis pelo caos na rede de saúde pública do DF e do país são os governos, que continuam ano após ano retirando verbas das áreas sociais para pagar a infindável dívida pública e encher o bolso de meia dúzia de empresários e políticos com esquemas de corrupção.

1º Congresso da ANEL, Junho de 2011

1º Congresso da Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre entre 23, 24, 25 e 26 de Junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Servidores da UnB aprovam greve por unanimidade



Durante assembleia realizada nesta terça-feira, dia 7, os servidores técnico-administrativos da UnB aprovaram por unanimidade a deflagração da greve por tempo indeterminado. Com a decisão, as atividades nos setores da UnB serão suspensas já na tarde de hoje.

Às 14h30, o Comando de Greve do Sintfub se reunirá para encaminhar as ações que serão desempenhadas durante o movimento grevista. No encontro, o grupo também indicará os locais da Universidade que deverão funcionar com pelo menos 30% do quadro funcional, como manda a lei. "Alimentação de plantas e animais e o HUB são alguns lugares que deverão funcionar com o quantitativo mínimo", informa o coordenador geral do Sintfub, Antônio Guedes.

A greve dos técnico-administrativos da UnB segue a orientação da Plenária da Fasubra, realizada no dia 1° de junho, que indica a deflagração do movimento grevista em todas as IFES. A ação é uma resposta à indisposição do governo em atender as reivindicações que pautam a Campanha Salarial da categoria. O principal ponto reivindicado pelos servidores é o reajuste do piso salarial para três salários mínimos mais step de 5%. Além disso, a Campanha Salarial da categoria também pauta a devolução do VBC incorporado, reposicionamento dos aposentados e racionalização dos cargos, que fazem parte do acordo de greve fechado com o governo em 2007.

Na assembleia desta terça-feira, a categoria ainda aprovou a contribuição extra de 1% dos vencimentos para o fundo de greve, como orienta a Fasubra. Os técnico-administrativos da UnB realizam nova assembleia dia 14 de junho, terça-feira, às 9h, na Praça Chico Mendes.

Da Secretaria de Imprensa e Divulgação do Sintfub

sábado, 4 de junho de 2011

Pela Libertação dos Estudantes Moradores da CEU!

Pela Libertação dos Estudantes Moradores da CEU!

ANEL Brasília
http://www.facebook.com/notes/anel-bras%C3%ADlia/pela-liberta%C3%A7%C3%A3o-dos-estudantes-moradores-da-ceu/119516698133924Hoje três moradores da Casa do Estudante (CEU) foram presos pela PM diante de uma manifestação de indignação frente à atitude da administração da universidade, que os acordou de forma truculenta ao arrombar as portas e jogar os armários dos estudantes janela a fora. Esse fato se soma a vários outros onde se expressou, claramente, a forma como a Reitoria tem conduzido a desocupação da CEU, para a realização da Reforma da mesma. Já foram várias as denúncias por parte dos moradores quanto a tentativas de retirar à força os estudantes sem oferecer garantia de moradia para os mesmos.

Nós da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre e do Coletivo Não Vou Me Adaptar – oposição ao DCE-UnB, repudiamos a atitude autoritária da Reitoria, e exigimos que a mesma assuma a sua responsabilidade diante da detenção dos estudantes.

Em fala, o Reitor afirmou no Consuni que os estudantes necessitam “de um bom advogado para que saiam hoje”. Fez isso claramente de forma demagógica, pois logo após negou que a Reitoria fornecesse apoio jurídico aos estudantes detidos. Ao mesmo tempo, a Reitoria não se posicionou de forma clara sobre a possibilidade de abertura de processo administrativo interno contra os estudantes: ou seja, além de presos, os moradores da CEU detidos em protesto ainda podem ser jubilados da Universidade!


Acreditamos que o fato ocorrido também evidencia o real caráter da atuação da Polícia Militar no campus, que antes de garantir a segurança da comunidade universitária existe para reprimir essa mesma comunidade quando esta realiza atos e mobilizações.

Chamamos a todas e todos que se indignam com essa ação truculenta e arbitrária da Reitoria e da Polícia Militar a realizar um ato em frente à II DP da PM, amanhã (04/06), às 17h.

Exigimos:


* Pela imediata libertação de nossos colegas!

* Exigimos que o DCE da UnB se posicione em defesa dos estudantes moradores! Que o CEB do dia 06 seja melhor convocado e que isso seja discutido!

* Uma nota pública da Reitoria exigindo a soltura imediata dos estudantes detidos e o arquivamento dos inquéritos abertos! Que a Reitoria não abra qualquer processo contra os estudantes!

* Apoio jurídico da instituição aos estudantes detidos! Que a Reitoria forneça advogados para acompanhar o caso em benefício dos estudantes!


* Fim da perseguição dos estudantes da CEU! Não à criminalização do movimento estudantil!

* Todas e todos ao ato pela soltura dos estudantes da CEU!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Governo Fala em Aumento da Tarifa de Transporte no DF

Um cenário bem conhecido...
Rodoviária do Plano Piloto
Quem anda de ônibus todos os dias no Distrito Federal, seja qual for o trecho, sabe que o sistema de transporte daqui está longe do ideal. Longe mesmo do mínimo de dignidade para levar e trazer os trabalhadores de casa para o trabalho, e a juventude para a escola.

Todos os dias temos que esperar muito tempo no ponto, por ônibus que não passam no horário, estão velhos e sempre lotados, e com alguma sorte chegamos ao trabalho sem que o ônibus quebre no meio do caminho. No DF praticamente não existe integração no transporte público, então se alguém precisa pegar dois ônibus paga pela totalidade das passagens.

E paga-se uma tarifa muito cara! Mesmo sem reajuste há algum tempo, a tarifa ainda é muito cara! Hoje paga-se R$ 3 na maioria dos trechos entre as cidades satélites e o Plano Piloto. Quando são 2 ônibus, o gasto com transporte chega a R$ 12 por dia, ou cerca de R$ 264 por mês (quase metade do atual salário mínimo).


Os empresários estão perto do prejuízo?
No início do Governo Arruda, com o fim do transporte alternativo, os empresários de transporte dobraram o número de usuários do transporte diariamente, aumentando significativamente a lucratividade. O governo Arruda também subsidiou centenas de ônibus novos para os empresários. Então, se hoje existe alguma renovação na frota, essa foi apoiada pelo Governo Distrital, e não onerou os cofres das empresas.

E recentemente tornou-se público que os atuais empresários são tão irregulares quanto às antigas vans. Muitos utilizam ônibus com placas clonadas, as linhas eram concedidas irregularmente, sem licitação, etc.

O Passe Livre, apesar de ser uma importante conquista da mobilização estudantil, ainda não é o ideal, pois uma parte dos estudantes, que estudam em cursinhos ou residem no entorno, não têm acesso a esse benefício. Além do mais, esse benefício está restrito ao transporte de estudantes às escolas, quando deveria ser totalmente irrestrito em relação às linha e aos horários, permitindo aos estudantes acesso pleno à cultura e ao lazer.

Aumentar para que então?
Mesmo assim, há algum tempo os empresários de transporte andam tentando convencer a população e os governos de que eles estão tendo prejuízos e que precisam do reajuste na tarifa. Têm a cara de pau de pedir 50% de aumento, e nos pedir para pagar R$ 4,50 para ficar 50 minutos no ponto e depois fazer uma viagem de uma hora e meia, espremidos em um ônibus que pelo menos uma vez por mês vai quebrar no meio do caminho.

Agnelo, por sua vez, que até então afirmava que não iria aumentar a tarifa, já está mudando de opinião. Essa semana uma equipe do DFTRANS está analisando as planilhas enviadas pelas empresas de transporte para definir em quanto o governo deve reajustar as tarifas de transporte.

Existe outra saída para o transporte público no DF?
Na verdade o transporte público do DF poderia ser bem melhor. Hoje ele é assim porque o seu principal objetivo não é servir a população, e sim dar lucro a uns 3 empresários. Por isso não importa o conforto, Eles pensam assim: “Colocamos poucos ônibus, os trabalhadores se apertam e a gente lucra mais! Pagamos salários baixos aos motoristas e cobradores, e assim lucramos mais!”

Por isso a saída para o transporte público do DF é a retirada desses empresários, e a estatização do serviço. O transporte público não pode estar a serviço de lucros, deve estar a serviço da população trabalhadora e dos estudantes. As empresas de ônibus, afundadas em irregularidades e ilegalidades, devem ser estatizadas e gerida pelos trabalhadores rodoviários e pela população.

Só com o transporte a serviço da população poderemos ter passe livre irrestrito para estudantes e desempregados, uma tarifa social, horários de acordo com as necessidades das pessoas, etc.

Não podemos aceitar o aumento da tarifa
Os trabalhadores e a juventude não podem ficar calados com essa possibilidade de aumento da tarifa! Precisamos fazer um amplo movimento, pela internet, nas ruas, nos locais de trabalho para mostrar a Agnelo e para os empresários que a população não suporta mais sofrer com as péssimas condições de transporte e impedir definitivamente o aumento da tarifa.

sábado, 21 de maio de 2011

Marcha contra a homofobia em Brasília exige aprovação do PLC 122

Segundo organização, manifestação reuniu 5 mil
Da redação (http://www.pstu.org.br/)



• Ocorreu nesse dia 18 de maio a Segunda Marcha Nacional contra a Homofobia, em Brasília. Segundo a organização do evento, cerca de 5 mil pessoas se manifestaram na capital federal. Neste ano, o principal tema do protesto foi a exigência da aprovação do Projeto de Lei 122 que torna crime a homofobia.

Além de entidades do movimento LGBT, o protesto reuniu sindicatos, parlamentares e partidos como o PSTU e o PSOL. A marcha partiu da Catedral, passando pela esplanada dos ministérios rumo ao Congresso Nacional. Ao final, os manifestantes foram ao prédio do Supremo Tribunal Federal comemorar a aprovação da extensão dos direitos aos casais homossexuais.

A CSP-Conlutas marcou presença na marcha com uma animada coluna que reuniu algo como 150 companheiros de Brasília, Minas, Pernambuco e São Paulo. A coluna reuniu servidores públicos, metroviários, trabalhadores dos Correios, estudantes, além de ativistas do movimento popular. “Nossa coluna politizou o ato, enquanto grande parte só comemorava a decisão do STF, nós fizemos exigências ao governo Dilma” , disse Guilherme Rodrigues, estudante de Letras da USP e membro da ANEL.

“O que aconteceu no STF foi uma vitória importante do movimento, que nos fortalece, mas é preciso ir além, temos que passar à ofensiva e exigir do governo Dilma um compromisso público para a aprovação do PLC 122”, discursou Douglas Borges, do Setorial LGBT da CSP-Conlutas, que também aproveitou a manifestação para denunciar o avanço da violência homofóbica no país assim como fascistas como o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Uma luta dos trabalhadores

José Maria de Almeida, o Zé Maria, da Direção Nacional do PSTU, discursou em nome do partido, colocando a necessidade da unidade entre o movimento LGBT e os trabalhadores. “A luta por uma sociedade que possa contemplar todos os homossexuais é uma luta de toda a classe trabalhadora”, afirmou, reiterando que isso é parte também da luta pelo socialismo.

Ao final a CSP-Conlutas realizou uma plenária onde aprovou a realização de um seminário no dia 18 de junho.

Marcha é resposta à despolitização das paradas

Iniciada em 2010, a marcha é uma resposta de setores do movimento LGBT descontentes com a despolitização das paradas gays. A data foi escolhida pois marca o dia em que a Organização Mundial de Saúde desconsidera a homossexualidade uma patologia (17 de maio).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Impacto da inflação na vida dos trabalhadores

Pra Não Deixar Virar Sucata!

Unificar as lutas contra o corte na educação! A expansão não pode acabar em precarização!

Nota da ANEL e da CSP - CONLUTAS sobre a situação na UnB. Um chamado à Unidade!

Vivemos hoje um quadro de precarização intensa das condições de estudo e de trabalho na UnB: corte do orçamento e suspensão de concursos e nomeações em meio ao processo de expansão; aumento da carga letiva e sobrecarga cada vez maior de trabalho docente, salas de aula cada vez mais cheias, falta de espaço físico, filas gigantescas no RU, instalações e infra-estrutura sucateadas; falência do HUB, novos campi funcionando em condições precárias há vários anos, atrasos nas obras, inundações no ICC por falta de drenagem pluvial e reformas estruturais no prédio, e como consequência disso, departamentos devastados, desabrigados e com grande parte de seu patrimônio imaterial destruído pelas chuvas; retomada do arrocho salarial de docentes e servidores (que não terão direito ao reajuste anual de seus salários em 2011, e se acham ainda sob ameaça de corte da URP, que representa 26% de seus vencimentos), e aprofundamento do processo de super-exploração do trabalho dos terceirizados (salários de fome, atrasos e irregularidades constantes no pagamento, lucros exorbitantes das empresas, violações sistemáticas aos direitos dos trabalhadores, assédio moral, repressão, ameaças de demissão e práticas anti-sindicais), etc, etc, etc.

Após ter expandido a Universidade Pública, o governo Lula/Dilma não só não expandiu seu orçamento em proporções correspondentes, como ainda determinou um corte linear de 10% no orçamento da educação para pagar os juros mais altos do mundo aos bancos e grandes especuladores da dívida “pública”, que por esta via se apropriam de mais de 1/3 do dinheiro de nossos impostos.

Nesta conjuntura, se a Universidade não for capaz de unificar as lutas que hoje explodem por toda parte numa grande luta unificada contra o corte do orçamento e por uma expansão com os recursos necessários para preservar a qualidade da Universidade e sua concepção original, baseada no tripé indissociável entre ensino, pesquisa e expansão, a situação de precariedade aguda em que hoje nos achamos se aprofundará e se consolidará nos próximos anos, até se tornar irreversível.

Não podemos permitir que isso aconteça. Nos últimos anos, a UnB já demonstrou do que é capaz: em 2008, os estudantes ocuparam a reitoria e, com o apoio de toda a comunidade universitária, deram fim a administração corrupta de Timothy Mullholand e cia; em 2010, a grande greve dos docentes e servidores contra o corte da URP terminou vitoriosa, com o apoio dos estudantes. Agora é hora de nos mobilizarmos nexigimos que as direções do DCE, do SINTFUB e da ADUnB deixem de lado seus laços com o governo e a reitoria e convoquem assembleias ovamente, numa grande jornada de luta em defesa da UnB e contra o quadro de precarização que o governo está impondo a universidade.

Neste sentido, para organizar uma pauta comum de reivindicações e uma grande campanha unificada de luta contra os cortes na educação e em defesa da UnB!


Chega de cortes na educação! 10% do PIB para a educação, já! Por uma expansão de qualidade!


Mais verbas para o HUB! Verbas emergenciais para reparar os danos do alagamento! Reforma no minhocão já!


Todo apoio as ocupações de espaço físico para os CAS de geografia e filosofia! Por espaço físico para todos os Cas!


Abaixo o arrocho salarial de docentes e servidores! Aumento geral dos salários e garantia do direito reposição salarial anual para cobrir as perdas com a inflação!


Contra o aumento da carga letiva dos docentes além do limite de dois cursos! Jornada de trabalho de seis horas para os servidores técnico-administrativos!


Que a reitoria não demita nenhum trabalhador! Abaixo a terceirização, a precarização e a super-exploração do trabalho dos terceirizados! Basta de lucros exorbitantes para as empresas e miséria para os trabalhadores! Aumento geral dos salários dos terceirizados!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Servidores de Brasília mostram insatisfação com governo em assembleia no DF



Servidores públicos federais fizeram assembleia hoje em Brasília para discutir os rumos da campanha salarial 2011. Ficou claro que em parte da categoria já se apresenta um certo desgaste com a atual presidente da república, que foi eleta prometendo valorizar o servidor e já no início de mandado veta qualquer tipo de aumento salarial e suspende a convocação de concursados.

O dia 11 de maio foi escolhido pela última plenária da Confederação votado dos Servidores Públicos Federais (Condsef) como um dia de mobilização. A ocasião deveria servir para atos de rua e paralizações, como aconteceu em São Paulo, mas o Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (SINDSEP-DF), que representa a categoria na cidade, fez apenas uma assembleia. Mas foi positivo o fato de pela primeira vez em muito tempo a categoria fazer uma verdadeira discussão política.

Os militantes do PSTU, junto com outros ativistas que fazem oposição à atual direção do SINDSEP-DF, denunciaram os 50 bilhões de cortes do orçamento, que é verdadeiro motivo do pacote de maldades contra o funcionalismo. Além disso, foi questionada a postura do SINDSEP-DF, que em momento algum faz a discussão sobre o caráter desse governo, que já começa privatizando aeroportos.

No dia 28 deste mês vai ocorrer outra plenária da CONDSEF para discutir nacionalmente o encaminhamento da campanha salarial. E no dia 16 de junho os servidores federais fazem uma grande marcha à Brasília. Se o governo continuar irredutível, existe possibilidade de greve geral no setor.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Direito Perdido na CEU - UnB

Diogo Ramalho - membro da Comissão de Comunicação do Movimento Fica CEU




Vídeo do chaveiro abrindo os apartamentos da CEU e ao final tentando sair pela porta de emergência bloqueada:

http://www.youtube.com/watch?v=Z-Me0IFdtog

Imagine você chegar à sua casa e encontrá-la arrombada e com a fechadura trocada. Agora imagine você tomando banho, você é uma mulher, e de repente entra um chaveiro, arrombando sua porta. Agora imagina você morar em um prédio colossal, abandonado desde a construção em 1972, e de repente a administração manda soldar a porta de emergência, única saída além da principal (sendo que há uma em cada ponta do prédio). Agora imagine também retirarem a segurança, o bebedor, parte das luzes do corredor, além do laboratório de informática, bloqueio da rua para o transporte público e suspensão do transporte interno.

Estas e muitas outras violações de direitos básicos e constitucionais estão ocorrendo todos os dias contra @s Estudantes de Graduação da Universidade de Brasília que residem na Casa do Estudante Universitário – CEU. Os crimes cometidos pela Reitoria da instituição vão desde invasão de domicílio sem mandato judicial, invasão da privacidade, assédio moral e pressão psicológica dentre outros crimes, tudo provado com vídeos.

Reitoria essa que possui em caixa os recursos desde 2008 para construir a nova Casa do Estudante com capacidade para 600 moradores, mas por falta de vontade política não construiu a nova casa que prometeu na Campanha eleitoral e agora depois de cerca de três anos, chegando perto do final de seu mandato e de olho na reeleição e na copa, o Magnífico Reitor resolveu fazer a reforma na atual casa do estudante, que manterá sua capacidade máxima de 368 vagas e retirará definitivamente @s estudantes do CAMPUS.

A UnB tem hoje demanda de mais de 600 moradias estudantis para estudantes de baixa renda comprovada, que sem a assistência à moradia ficam totalmente impossibilitados de estudar na universidade, sendo a grande maioria destes de fora do DF.

Antes do decreto REUNI em 2007 o número de ingressos na graduação da UnB era de cerca de 2000 por semestre, hoje passa dos 4 mil, mas o número de vagas para moradia estudantil não aumentou uma única vaga. Além disso, a previsão é que em 2012 a demanda por moradia chegue a quase mil estudantes e com a CEU reformada o número de vagas permanecerá o mesmo, 368 no total.

Sem contar que há um projeto de aporte financeiro de 300 milhões de reais para a reforma e ampliação do Centro Olímpico da UnB, que fica ao lado da CEU, para a Copa do Mundo em 2014 e tudo indica que a Casa do Estudante – que foi criada inicialmente para alojar atletas – finalmente terá sua finalidade atendida e os estudantes da UnB só voltarão a ao Campus depois de 2014, tudo o que todo reitor quer, “os pobres” longe para não importunarem, a grande filosofia que rege a dinâmica do espaço urbano de Brasília aplicada agora a UnB.

Ao contrário do que é divulgado pela instituição as opções oferecidas apresentam sérios problemas. Por exemplo, o auxílio de R$ 510,00 não permite que os alunos paguem aluguéis próximos à instituição e muitos estudantes também não conseguem alugar apartamentos por não possuírem fiadores e para serem locatários é necessário ter uma renda de no mínimo três vezes o valor do aluguel – fato incompatível com a realidade dos alunos que necessitam de assistência estudantil.

Enquanto isso, eles vão residir como conseguirem, como está acontecendo agora com os estudantes que foram encaminhados para albergues. Um dos estudantes por exemplo foi assaltado dentro de um albergue, outro foi atingido por um tiro na perna em uma localidade distante, outros tantos que agora têm de passar duas horas no transporte público de “altíssima qualidade” da capital federal – cada vez mais barato e de boa qualidade – passam a perder quatro horas ao todo de cada dia de suas vidas que poderia ser dedicado a uma formação acadêmica de qualidade na UnB.

Houve ainda por último a oferta desesperada da UnB para comprar os estudantes, levando alguns para hotéis de 4 estrelas, que dentre vários problemas, não permite o direito de receber visitas gratuitamente (50 reais se um amigo ou parente vier lhe fazer uma visita), não se tem como lavar roupas, muito menos cozinhar e etc, ao custo de R$3.500,00 mensais para 3 pessoas em um quarto.

E o que mais choca em tudo isso são as violações de direitos humanos que estão ocorrendo na Moradia por um reitor que sempre se valeu da bandeira dos Direitos Humanos como plataforma político-eleitoral.

Além das violações do direito a moradia e dignidade, @s estudantes estão sofrendo ameaças de perca dos benefícios estudantis e jubilamento (expulsão). E também estão sendo coagidos a deixarem a casa sem garantias mínimas a uma moradia digna, por meios de vários instrumentos – como por exemplo os funcionários da UnB que batem nas portas dos apartamentos pelo menos três vezes por dia violentamente mandando os estudantes desocuparem o prédio.
Provamos tudo o que estamos denunciando, basta assistir aos vídeos do chaveiro arrombando os apartamentos ainda ocupados, bebedor e luzes retiradas, segurança drasticamente reduzida, bloqueio da rua de acesso a moradia, suspensão do transporte, soldagem da porta de emergência e ameaça de cortar a luz e água dos prédios.

Muitos estudantes procuraram a Defensoria Pública da União – DPU para garantir a defesa dos seus direitos. Procurada na última semana pela DPU a reitoria explicou que não vai retirar os estudantes a força pois os mesmos estão com a situação indefinida, mas no entanto tenta expulsar os estudantes da moradia com várias ações que atingem a dignidade e o “direito a moradia”, que ironicamente é o nome de um texto produzido pelo Reitor José Geraldo décadas atrás, direito que está sendo violentado, ilegal e imoralmente desrespeitado.

Assistam aos vídeos e pasmem, tudo está ocorrendo na Universidade de Brasília. Portas arrombadas, invasão de domicilio, soldagem de saída de emergência, dentre outras ações contra estudantes que só querem o que lhes é de direito.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

28 de abril: manifestações, passeatas, paralisações de categorias e travamento de avenidas marcam Dia de Mobilizações

A Jornada de Mobilizações, 28 de abril, demonstrou a força dos trabalhadores com protestos e mobilizações em diversos estados do país. Organizações dos movimentos popular, sindical e estudantil levantaram as bandeiras de luta da CSP-Conlutas contra os ataques que vêm sendo anunciados pelo governo Dilma. Paralisações nas fábricas, manifestações, passeatas e travamento de avenidas marcaram essa data em todo país. O dia mundial em memória às vítimas de acidentes e doenças do trabalho também foi incorporado ao dia de mobilização por melhores condições de trabalho.


Brasília: no dia de mobilização terceirizados fazem ato em frente à reitoria da UNB


No dia 28, os trabalhadores terceirizados da universidade UNB de Brasília fizeram uma assembléia com mais de 500 trabalhadores. Logo em seguida foi feito um grande ato em frente à reitoria na luta pelo fim das demissões. Estiveram presentes diversos estudantes, a ANEL, o Dce da UNB, CSP – Conlutas, Sintfub, SINDServiços/DF, a CUT e a deputada Erika Kokay.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Copa, os 51 anos de Brasília e a moderna política do Pão e Circo

O gasto extra na construção do Mané Garrincha para receber o jogo de abertura é 2 vezes o orçamento da Secretaria de Cultura do GDF em 2011

O termo “política do pão e circo” é um termo histórico que serve para denominar políticos que conquistavam apoio popular a partir de políticas assistencialistas (algumas delas até importantes) enquanto que a linha geral de seu governo caminhava para a corrupção, ou o favorecimento dos setores mais tradicionais da burguesia. Outra variante do termo é o “Rouba mas Faz”.

No DF, a gestão Roriz ficou caracterizada como o cara do povo, pois distribuía lotes em troca do apoio popular a uma gestão que reforçava, ao fim e ao cabo, a própria exclusão social e corrupção de estado. Seu sucessor Arruda, inovou. Em vez do lote, grandes obras (todas superfaturadas) e uma gigantesca campanha de marketing, que envolveu a compra da mídia burguesa e vários shows, de artistas de fora, gratuitos para a população. O resultado de um e de outro já sabemos onde deu.

Agnelo assumiu um governo cheio de expectativas. Nos primeiros 100 dias, além de ampliar ainda mais a sua base de apoio com os mesmos setores que apoiavam Roriz e Arruda, deu pouco ou nenhum sinal que vai rever os grandes contratos corruptos da gestão passada, bem como punir os responsáveis. Nas áreas sociais, o discurso de campanha de quem resolveria tudo, já mudou para o possível, o que der, o talvez no ano que vem, ou o esquecimento das próprias promessas.

Lógico que é desigual. Algumas secretarias trabalham mais que as outras. A Secretaria de Cultura tenta retomar a mobilização nas cidades, gerando boas expectativas. Para as festas de 51 anos da cidade, apesar de ainda trazer grandes artistas de fora, como nos tempos de Arruda, priorizou shows com os artistas locais, acatando a pressão do movimento popular. Há um atrás, o movimento de cultura no DF organizou o “Brasília por outros 50”, evento com as bandas locais que se tornou maior que o próprio evento oficial.

Porém, o que a Secretaria de Cultura não explicou para o movimento, nem para a população, é que toda a festa de 51 anos da cidade tem um objetivo. Como está escrito no site da Secretaria:

“A grande festa de Aniversário de Brasília reúne cerca de 1.200 artistas. Este ano, os grandes atrativos são a valorização da produção cultural local e o investimento em atividades esportivas que têm como foco a candidatura da cidade como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014.”

Ou seja, os artistas foram selecionados e estão mobilizados para fazer uma festa que visa ter Brasília na abertura da Copa. Ótimo. A população vai assistir este evento, achando que é uma grande medida do governo em apoiar a cultura local. Mas na verdade o objetivo é outro... E o que implica Brasília ter a abertura da Copa? Várias coisas, vejamos duas:

a) Estádio

Os jogos do campeonato candango mal chegam a 5 mil pessoas. Os times de Brasília tem seu estádio onde “mandam” seus jogos no campeonato nacional. Mesmo assim, o GDF está gastando quase R$ 1 bilhão para derrubar e reconstruir um estádio, só porque a FIFA diz que este estádio não podia. Além deste dinheiro, a empresa que ta construindo, ainda ganhou isenção fiscal do Governo Federal!!!

Só isto já é um absurdo! Gastar mais de R$ 1bilhão para derrubar e reconstruir um estádio. Mas tudo bem, foi decisão do governo passado. Não tem o que fazer. Mas a decisão do Governo Agnelo foi de manter a proposta de 70 mil lugares para receber a abertura da Copa. Se não fosse isto, o estádio poderia ter 40 mil lugares. Só esta decisão, vai custar mais de R$ 200 milhões.

O orçamento previsto para a Secretaria de Cultura em 2011 é de R$ 113 milhões. O da Secretaria de Esportes é R$ 64 milhões. Os artistas locais estão fazendo um show para homenagear uma obra fraudulenta e cujo gasto é 2 vezes o orçamento de toda área de cultura. O que é melhor, gastar R$ 200 milhões a mais para receber a abertura da Copa ou investir duas vezes mais na cultura e esporte popular? Será que no Orçamento Participativo poderemos questionar isto?

b) Competição

Quem dera fosse só Brasília que estivesse gastando a toa para receber a Copa. Em fevereiro, o Ministro dos esportes disse que quatro cidades são “favoritas” para receber a abertura: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador. Que visão de país é esta que incentiva uma competição entre cidades para ver que gasta mais para receber um único jogo?? E depois de decidido, como fica o dinheiro gasto por cada cidade não escolhida?? O vice governador de Brasília, Tadeu Filippelli responde: “Este elefante branco? Depois a gente vê como fica!”

Uma coisa é certa: Nunca antes na história do futebol houve um jogo tão caro quanto este!!

Enfim. Esta é a moderna política do pão e circo. A versão adaptada do mesmo projeto de ilusão popular e exclusão social já desenvolvida lá atrás, e que, a cada governante no DF, seja ele Roriz, Arruda ou Agnelo, muda de forma, mas não muda seu conteúdo.

Chico

Coletivo Luta Vermelha

PSOL e AP-DF

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Funcionalismo vai reagir a cortes do governo


Na plenária do dia 14 de abril, os trabalhadores representados pela Condsef(Confederação do Servidores Públicos Federais) aprovaram um calendário de mobilização contra o pacote de cortes do governo e pelo cumprimento dos acordos firmados no governo anterior.  No 11 de maio serão organizados atos nos estados e 13 de junho terá marcha à Brasília. Pode ser que saia greve, a primeira do setor no governo Dilma.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Manifestação dos servidores conquista retomada de negociações com governo


Do site da conlutas: cspconlutas.org.br

Servidores públicos de todo país demonstraram a força da categoria na Campanha Salarial ao reunir, segundo informações das entidades, cerca de 15 mil pessoas em marcha realizada nesta quarta-feira (13) em Brasília.

O dia de luta teve inicio já de manhã, quando aproximadamente mil pessoas organizadas pela CSP-Conlutas e CNESF (Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais) tomaram o Plenário da Câmara dos Deputados e exigiram a rejeição do Projeto de Lei 1.992 que permite a aplicação do texto constitucional acabando com a aposentadoria integral para os novos funcionários da União.

Pressionados pelos servidores, os deputados retiraram o item da pauta de votação e, além disso, foi marcada uma audiência pública para debater a proposta com data ainda não definida.

Esta era apenas uma mostra da força da categoria em luta. A tarde, por volta das 15h, segundo informações das entidades presentes, cerca de 15 mil servidores tomaram as ruas de Brasília.

A marcha exigiu do governo Dilma a não aprovação de uma série de projetos que atacam direitos do funcionalismo, entre eles a previdência complementar, na qual o contribuinte sabe quanto paga, mas não sabe quanto receberá ao se aposentar, a demissão por insuficiência de desempenho, o congelamento salarial por 10 anos, o direito de greve no serviço público, dentre outros.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Oposição "Resistência e Luta" mostra força nas eleições dos trabalhadores dos correios

A chapa 3, "Oposição Resistência e Luta", teve 434 votos para as eleições do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal (Sintect-DF), obtendo 24,2% dos votos válidos. A Oposição é formada por militantes do PSTU e ativistas independentes que fizeram uma campanha chamando a categoria para a luta contra a precarização dos Correios e denunciando o acordo bianual, que impediu que os trabalhadores fizessem campanha salarial em 2010. 

É uma evolução em relação às últimas eleições, em 2008, quando a oposição "Resistência e Luta" obteve cerca de 13% dos votos. A oposição reúne ativistas que reivindicam a CSP-Conlutas como central sindical e outros ativistas e faz oposição à atual direção do sindicato, que faz acordos que beneficiam a empresa e prejudica os trabalhadores. O grupo participa de todas as greves e mobilizaçãoes da categoria.

A chapa ganhadora foi a Chapa 2, da Central Ùnica dos Trabalhadores (CUT), com 847 votos. A Chapa 1, da atual direção do sindicato, ligada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros(CTB), teve 510 votos.

O PSTU no Distrito Federal parcipa de outras oposições sindicais, como do sindicato dos professores. O partido também apoiou a chapa de oposição nas últimas eleições  para o sindicato dos servidores públicos federais e para o sindicato dos bancários.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Debate "As Revoluções que Sacodem o Mundo Árabe"

Na próxima terça-feira o PSTU participa de um debate da Calourada do Serviço Social da UnB. "As Revoluções que Sacodem o Mundo Árabe" contará com a participação do militante Fábio Bosco, que esteve no Egito em março após a grande revolução que derrubou o ditador Mubarak.

A atividade será no dia 05/04, às 18h30, no Anfiteatro 6 na UnB.

Estarão entre os debatedores, o militante Fábio Félix, da corrente CST do PSOL e um representante do PCB.

Convidamos a todos para debater os grandes acontecimentos do Norte da África!