segunda-feira, 12 de novembro de 2012
85 anos da expulsão de León Trótski do Partido Comunista Soviético
12 de novembro: 85 anos da expulsão de León Trótski do Partido Comunista Soviético (1927).
Sua expulsão do partido, e posterior prisão, como de todos os trotskistas e membros da Oposição de Esquerda, de certa maneira, marca o início do fim da revolução socialista, e o começo da ditadura stalinista na URSS.
Para nunca esquecer a infâmia stalinista!
Em memória de Trótski e dos trotskistas e da Oposição de Esquerda soviética!
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Ativista da Revolução Síria dá um giro no Brasil e é entrevistada pelo Portal do PSTU
http://pstu.org.br/ internacional_materia.asp?id=14 646&ida=0
Mais uma entrevista com a militante da Revolução Síria. Nesta entrevista, Sara conta como aderiu à revolução e qual é a sua participação na resistência. Também fala sobre o forte sentimento anti-imperialista do povo sírio.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Violência explode no DF e mulheres são as principais vítimas
Apesar de ser um dos estados mais ricos do país e apresentar alguns dos melhores índices de desenvolvimento humano, o DF é o sétimo estado mais violento do país, segundo dados do Mapa da Violência, de 2010. Recentemente foi divulgado o crescimento no número de sequestros relâmpagos e de estupros em relação ao ano passado, este último tendo aumentado 31,4%.
As principais vítimas deste tipo de crime são as mulheres, e são vitimadas pela falta de investimentos em segurança pública, iluminação, precariedade no transporte público, que as faz ter que caminhar longos trajetos a noite ao voltar do trabalho ou local de estudo.
Outro aspecto da violência contra a mulher é a violência doméstica. Segundo o Mapa da violência – Homicídios de mulheres no Brasil, nos últimos 30 anos, a taxa de homicídios de mulheres dobrou, passando de 2,3 a cada 100 mil em 1980, para 4,6 a cada 100 mil em 2012. O Distrito Federal está em 8º lugar entre os estados que mais matam mulheres, com um índice de 5,8 homicídios a cada 100 mil mulheres, taxa acima da média nacional.
Recentemente, o jornal Correio Braziliense divulgou a situação das delegacias de atendimento à mulher no entorno do DF. Nesta região a situação é muito pior que na capital, as taxas de homicídio a cada 100 mil mulheres chegam a ser de 14,4; 10,8; e 8,8 em Formosa, Valparaíso e Águas Lindas, respectivamente. E ao ser vítima de violência, uma mulher que decida prestar queixa, vai encontrar Centros de Atendimento e Delegacias da Mulher desestruturados, com pilhas de processos parados por falta de funcionários, e policiais despreparados. Desta forma, ao não receber o atendimento necessário, voltará a ser vitimada, muitas vezes perderá sua vida.
Essa é a situação das mulheres do DF e do Entorno neste novembro de 2012, quando realizamos o Dia Nacional de Combate à Violência contra a Mulher. Este é o dia de protestarmos contra esta situação, e exigirmos do Governo Agnelo, e dos governos municipais do entorno a aplicação imediata de políticas de prevenção e de atendimento às mulheres vítimas de violência!
- Exigimos delegacias estruturadas com policiais preparados para atender uma mulher que sofreu violência
- Exigimos casas abrigo para as mulheres vítimas de violência doméstica que precisam sair de casa para garantir sua integridade física
- Exigimos iluminação pública e segurança nas vias do DF e Entorno
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
7 de novembro, 95 anos da Revolução Russa
Hoje, 7 de novembro (no calendário gregoriano), celebra-se o aniversário da Revolução Russa de 1917, completando-se 95 anos da primeira revolução proletária socialista vitoriosa.
![]() |
| 1o. governo dos sovietes marcha triunfante em Moscou. Lênin a frente |
Toda uma geração de políticos, sindicalistas, intelectuais e ativistas sociais, sob a batuta de Lênin, Trótski e entre outros revolucionários, lideraram o proletariado pan-russo a derrotar a burguesia, a tomar o poder e assegurar pão, paz e terra para todos.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
CSP-Conlutas/DF convida para debate sobre "novos ataques aos direitos trabalhistas"
O PSTU Brasília convida o todos e todos a participar:
A CSP-Conlutas do Distrito Federal realizará no dia 22 de novembro em Brasília um debate sobre "ACE, Lei de greve para o funcionalismo público e reforma da previdência: Novos Ataques aos Direitos Trabalhistas",
A atividade dá a largada em Brasília à campanha nacional contra o projeto de lei que cria o Acordo Coletivo Especial-ACE e outras iniciativas de novos ataques aos direitos dos trabalhadores, como nova proposta de reforma da previdência e a lei de greve para o funcionalsimo público.
Dia 28 de novembro haverá um ato nacional com o ACE, às 9h no auditório Petrônio Portela no Senado Federal.
A CSP-Conlutas do Distrito Federal realizará no dia 22 de novembro em Brasília um debate sobre "ACE, Lei de greve para o funcionalismo público e reforma da previdência: Novos Ataques aos Direitos Trabalhistas",
A atividade dá a largada em Brasília à campanha nacional contra o projeto de lei que cria o Acordo Coletivo Especial-ACE e outras iniciativas de novos ataques aos direitos dos trabalhadores, como nova proposta de reforma da previdência e a lei de greve para o funcionalsimo público.
Dia 28 de novembro haverá um ato nacional com o ACE, às 9h no auditório Petrônio Portela no Senado Federal.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Marcha Nacional contra o genocídio-etnocídio e despejo dos povos Guarani-Kaiowá!
PSTU Brasília convida todas e todos do Distrito Federal a participar:
Marcha Nacional contra o genocídio-etnocídio e despejo dos povos Guarani-Kaiowá!
Em Brasília, 9 de novembro às 17h.
Marcha Nacional contra o genocídio-etnocídio e despejo dos povos Guarani-Kaiowá!
Em Brasília, 9 de novembro às 17h.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Novo modelo rodoviário do DF não acabará com o caos no transporte público.
| Ônibus velho pega fogo na Rodoviária do Plano Piloto. Eventos desse tipo são da realidade diária dos usuários |
Em função de tanto descaso, os habitantes do DF e entorno sofrem diariamente para chegar ao trabalho, à escola, aos hospitais e depois voltarem para suas casas. Já estamos habituados a enfrentar a rotina de congestionamentos, acidentes, ônibus quebrados e lotados, problemas nos trens do metrô, etc. Isso não poderia ser diferente, tendo em vista que a grande maioria da frota de ônibus do DF tem mais de dez anos anos de uso (quando a lei permite o máximo de sete anos); e que as empresas usam de todo tipo de artifício para burlar a fiscalização e continuar mandado ônibus quebrados para as ruas (como mostram as denúncias recentes). Não é a toa que a população do DF e entorno tem promovido inúmeras revoltas contra a precariedade do transporte público.
A licitação promovida pelo GDF vai acabar com o caos no transporte?
O governo Agnelo está promovendo uma licitação que vai reorganizar e regularizar as linhas de ônibus do DF. Esse processo ainda não foi concluído e a previsão é que o novo modelo entre em vigor em maio de 2013. Pelo novo modelo não haverá aumento da quantidade de ônibus em circulação, mas uma reestruturação das linhas que serão reduzidas de mil para quinhentas. Além do mais, o novo modelo pretende instalar um modelo de integração, que ainda não está definido como ocorrerá. Na primeira parte da licitação, três das nove empresas concorrentes foram habilitadas a participar da licitação, mas ainda cabe recurso e é possível que as outras seis empresas sejam habilitadas. A seleção das empresas será pelo critério de quem oferece a menor tarifa.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
PSTU participa de marcha de Brasília em defesa dos Guarani-Kaiowás

(atualizado às 19h14)
O país inteiro tem acompanhado o drama dos índios Guarani–Kaiowá. PSTU do Distrito Federal participa do primeiro ato em Brasília em defesa do reconhecimento das terras dos Guarani-Kaiowás. A luta contra o despejo da aldeia Pyelito Kue e pela demarcação das terras indígenas ganhou as redes sociais e a solidariedade dos movimentos sociais tem fortalecido a resistência indígena, em um país que tem cometido um verdadeiro genocídio..
O ato de Brasília - Com rostos pintados, estudantes de escolas e universidades de Brasília, trabalhadores e ativistas do movimento social da capital federal se reuniram com representantes de movimentos populares e indígenas de vários estados, como São Paulo e Mato Grosso, para manifestar o apoio ao povo Guarani Kaiowá que luta há décadas para conseguir a posse da terra em que vive em Mato Grosso do Sul.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
PSTU rompe com frente em Belém e chama voto crítico em Edmilson Rodrigues (PSOL)
PSTU-Belém |
| Campanha de Edmilson veicula apoio de Lula na TV |
||
• O PSTU anuncia sua ruptura com a Frente “Belém nas mãos do povo” em razão dos rumos políticos adotados pela direção do PSOL neste 2º turno na disputa da Prefeitura Municipal de Belém. Na capital paraense, foi composta uma frente eleitoral entre PSOL, PCdoB e PSTU, tendo Edmilson Rodrigues (PSOL) como candidato a prefeito. Essa frente foi montada com o objetivo de constituir uma alternativa eleitoral de esquerda para os trabalhadores da cidade, em base a um programa mínimo de enfrentamento com os setores da burguesia, de compromisso com os trabalhadores e o povo pobre e de independência de classe (política e financeira) em relação aos patrões e governos.
A coligação em torno da campanha do Edmilson polarizou a cidade e se concretizou em uma alternativa para todos os trabalhadores. Foi tão assim que, mesmo com um tempo de TV muito reduzido e inferior aos demais, Edmilson venceu o primeiro turno com 32% dos votos.
Macapá: PSOL se alia com DEM e partidos de direita e PSTU chama voto nulo
Leia abaixo a nota do PSTU sobre o 2º turno das eleições em Macapá (AP)
PSTU-AP |
• Aproxima-se o segundo turno das
eleições municipais em Macapá (AP). Eleições essas marcadas por um forte
financiamento dos ricos aos seus candidatos, além, é claro, da
assustadora rejeição ao governo estadual do PSB, transferida para sua
candidata Cristina Almeida. Agora, na reta final, se enfrentam Clécio
Luís (PSOL) e Roberto Góes (PDT), candidato à reeleição. As duas
candidaturas não representam, porém, uma saída para os trabalhadores de
Macapá.
O governo municipal do PDT foi marcado por grandes escândalos de
corrupção. O PSOL, no entanto, que poderia representar o campo da
esquerda resolveu estabelecer não apenas meras alianças com os partidos
dos ricos, mas foi além. Resolveu compor governos com eles, como o
governo municipal de Santana em que, como anunciado por Robson Rocha
(PTB), o PSOL vai compor com o PTB e o DEM. Além, é claro, do governo
estadual, que setores internos do PSOL já fazem parte.
Para onde vai Hugo Chávez?
Ana Rodríguez, Leo Arantes y Víctor Quiroga, da UST (Venezuela) |
| Presidente sofreu importante desgaste em setores dos trabalhadores |
O que aconteceu na eleição?
Chávez venceu as eleições com 55,25% (8.136.964) dos votos em uma
eleição com pouca abstenção: votaram mais de 80% do eleitorado. O número
de votos do partido do governo não é pouca coisa quando você considera
os 14 anos do chavismo no poder.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
12 anos sem Gildo Rocha
No último dia 06 de outubro completou doze anos do assassinato de militante do PSTU do Distrito Federal. Assassinos confessos de Gildo Rocha continuam impunes.
O assassinato e a impunidade
Gildo foi morto na madrugada de 6 de outubro de 2000, durante atividade de greve contra a terceirização e por condições de trabalho. Naquele ano, o então governador Joaquim Roriz havia dado ordem de reprimir violentamente a greve dos trabalhadores da limpeza urbana (SLU), caso viesse a acontecer. Gildo Rocha, um dos líderes, saiu de casa de madrugada, no dia 6 de outubro, acompanhado de amigos, também do SLU, para uma atividade votada na assembléia: furar sacos de lixos para impedir a ação dos fura-greves. Dois policiais civis, armados e à paisana, abordaram o grupo, e na tentativa de fugir, 17 disparos foram efetivados contra o carro de Gildo. Dois tiros acertaram o porta-malas, oito ricochetearam e um atingiu Gildo nas costas.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Cleber Rabelo e Amanda Gurgel são eleitos vereadores pelo PSTU, em Belém e Natal
| montagem com Cleber Rabelo e Amanda Gurgel |
Além de Natal e Belém, o PSTU nessas eleições contou também com votações expressivas em outros estados
www.pstu.org.br [ 7/10/2012 19:48:00 ]• Nesse dia 7 de outubro, os trabalhadores, os movimentos sociais e a luta pelo socialismo conquistaram dois importantes pontos de apoio no parlamento. Amanda Gurgel em Natal e Cleber Rabelo em Belém, foram eleitos vereadores pelo PSTU, em duas expressivas votações.
Amanda Gurgel, a professora que se tornou conhecida após o vídeo em que denuncia o caso da educação se tornar febre na Internet, foi a vereadora mais votada da história da capital potiguar, com mais de 32.600 votos, quase 9% dos votos válidos. Algo como 24 mil votos à frente do segundo colocado. Para se ter ideia, o vereador mais votado da cidade havia tido 14 mil votos. A votação de Amanda garante mais duas cadeiras à Frente Ampla de Esquerda (PSOL e PSTU).
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
PSTU participa da Parada do Orgulho LGBT de Brasília
Neste domingo, 23/09, à tarde aconteceu a Parada do Orgulho LGBT de 2012 de Brasília, que percorreu o Eixão Sul até o Museu Nacional, passando pela Rodoviária do Plano Piloto. Distribuindo panfletos, portando bandeiras do partido e faixas com palavras-de-ordem, as militantes e os militantes do PSTU, LGBTs e heterossexuais, denunciaram que a homofobia mata e exigiam a aprovação imediata do Projeto de Lei 122 em seu conteúdo original, se transformando em um dos destaques da parada.
Houve também a denúncia dos políticos homofóbicos, e de seu discurso eleitoralista de defesa pública da não criminalização da homofobia, enquanto preservação da liberdade de religião e credo, e com isso, atacam o projeto de lei 122, conseguindo até agora mutilar o texto, ao ponto de tornar-se inócuo. Por isso que o PSTU defende sua versão original, entendendo que o direito à liberdade de religião e credo não pode ser álibi para intolerância, ignorância e discurso de ódio, seja contra os LGBTTs, ou mesmo, negros, mulheres ou fiéis de outras crenças e ateus. Por sua vez, o PSTU defende o caráter laico do Estado, preservando sua independência total perante as lideranças religiosas e os dogmas.
O PSTU também criticou o discurso de conciliação e adaptação do movimento e lideranças LGBTT ao governos, que vem aumentando nos últimos anos, especialmente após o governo Lula, sem, contudo, que houvesse redução da violência e episódios de homofobia e implantação de políticas públicas consequentes para esse segmento. Como também, a adesão do movimento à lógica de mercado, apoiando o chamado "mercado pink" ou "mercado GLS", que na verdade, está a procura de lucros, e não de luta por direitos, especialmente os/as LGBTTs trabalhadores e pobres.
O PSTU defende que a luta contra a homofobia e por direitos aos LGBTTs se unifique com todas as lutas contra opressão, seja ela, o machismo, o racismo, a intolerância religiosa, a xenofobia, etc, e se alie a luta contra a exploração capitalista, verdadeiro motor para preservação e ampliação das opressões.
domingo, 23 de setembro de 2012
Parada do Orgulho LGBTTT de Brasília - "Nesta Parada Celebre o Orgulho de Combater a Homofobia!"
Panfleto do PSTU/DF à Parada LGBTTT de Brasília de 2012 - domingo, 23 de setembro - Eixão Sul
Nesta Parada Celebre o Orgulho de Combater a Homofobia!
A criminalização da homofobia tem que ser de verdade!
- Pela aprovação original do PLC 122 !
- Ampliação da Lei Maria da Penha
- Revogação do veto do kit "Escola sem Homofobia"
- Assistência integral às vítimas de violência e investigação e punição para todos os responsáveis de crimes homofóbicos
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Zé Maria em Brasília: "Crise econômica e as lutas dos trabalhadores pelo mundo"
Palestra com Zé Maria de Almeida, presidente nacional do PSTU com o tema "Crise econômica e as lutas dos trabalhadores e juventude em todo o mundo".
Local: Sede do PSTU do Distrito Federal, 12/09, quarta-feira às 19h - Setor Comercial Sul, Quadra 08, Bloco A, Brasília.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
É hora de derrotar a direita timotista. Voto crítico na Márcia no segundo turno, mas nenhum apoio ao seu projeto politico.
As
eleições para reitor da UnB chegam ao segundo turno, depois de um
primeiro turno muito prejudicado pelo esvaziamento da universidade e
em um cenário político conturbado, marcado por manobras escusas e
antidemocráticas da diretoria da ADUnB que acabou dando fim a greve
docente na UnB.
No
primeiro turno das eleições, a chapa 88, encabeçada por Sadi Dal
Rosso e Maria Lúcia Leal (Baiana), foi a única a apresentar um
projeto político para a UnB capaz de resolver os problemas das
condições de ensino e trabalho cada vez mais precárias. A chapa 88
também foi a única que apresentou um projeto coerente para colocar
a UnB a serviço dos trabalhadores e dos movimentos sociais e como
instrumento de transformação social e política da realidade
brasileira.
No
segundo turno concorrerá a chapa 80, de Márcia Abrahão, e a chapa
86, de Ivan Camargo. A chapa de Ivan Camargo, ex-decano de graduação
da gestão Lauro/Timothy, vencedora do primeiro turno, representa o
setor mais conservador e reacionário da UnB, que por quase 20 anos
esteve a frente da reitoria. As gestões desse grupo, conhecido como
timotistas (referência ao ex-reitor Timothy Mulholand, derrubado
pela ocupação da reitoria de 2008), ficaram marcadas pelo
aprofundamento da privatização da UnB, pela proliferação de
cursos pagos, pela tentativa de privatizar o RU, pela truculência,
pela falta de democracia e diálogo e pelos inúmeros escândalos de
corrupção. Foi nas gestões do grupo timotista que as fundações
privadas ganharam força, passando a determinar o funcionamento da
universidade segundo os interesses comerciais e o acúmulo de
privilégios de um grupo de professores e servidores da UnB.
sábado, 2 de junho de 2012
Ser Livre é Coisa de Vadia? Então Somos Todas Vadias!
PARA ACABAR COM A
OPRESSÃO E COM A EXPLORAÇÃO DAS MULHERES!
No último
sábado, dia 26 de Maio, foi realizada em diversas cidades do País, a 2° edição
da Marcha das Vadias. Com o objetivo de denunciar a violência sofrida pelas
mulheres, a Marcha tem origem no “SlutWalk”,
um protesto mundial que teve início no Canadá, após um policial declarar que,
para evitar estupros, as mulheres deveriam deixar de se vestir como “vadias”.
Em Brasília, aproximadamente 2.000 pessoas,
entre elas, mulheres, homens, gays, lésbicas e crianças, participaram da
Marcha. Com muita irreverência e animação as manifestantes denunciaram a
violência e a opressão machista que sofrem no dia a dia, e entoaram em uma só
voz o grito de liberdade. Palavras de Ordem como “Te cuida, te cuida, te cuida
seu machista, a América Latina vai ser toda feminista!” e “O corpo é meu, a
cidade é nossa!” deram o tom da Marcha e demonstraram a disposição de todas as
mulheres em combater o machismo.
Não diga à elas o que vestir! Diga a eles para não
estuprar! A Situação da metade da classe trabalhadora!
Os dilemas da sexualidade, os padrões de
estéticas, a violência dentro e fora de casa, a opressão
no trabalho, estão fazendo com que cada vez mais mulheres despertem para as
lutas em busca de direitos, respeito e liberdade. Sabemos da importância das
tarefas de libertação das mulheres, mas temos que dar ênfase, também, ao papel
de exploradas que muitas cumprem na sociedade capitalista. O capitalismo se
utiliza da opressão para aumentar a exploração da mulher.
Os dados do PNAD (IBGE), publicados em
setembro de 2010, demonstram bem a situação de exploração das mulheres na
sociedade. Segundo os dados, elas representam 46% do mercado de trabalho, são a
maioria dos empregados da informalidade, representam mais da metade (53%)
daqueles que ganham até um salário-mínimo e estão entre os mais pobres,
representando 70% deste grupo. Além disso, têm remuneração média de até 30% a
menos que os homens para exercerem os mesmos cargos, chegando a ganhar até 57%
menos em algumas cidades do País.
As mulheres trabalhadoras, dos bairros
pobres, são as que mais sofrem com a violência sexual e com a criminalidade,
pois a violência urbana assola cada vez mais a periferia das cidades. Também
são elas as que mais sofrem com a violência doméstica, pois, muitas vezes
dependem economicamente do seu companheiro.
Por isso, avaliamos que a situação da mulher
na sociedade é produto de fenômenos econômicos e estruturais. Acreditamos que a
luta contra o machismo não obedece apenas a fatores culturais, mas tem
implicação e fundamento nas estruturas econômicas sociais que cimenta a
opressão e a exploração capitalista.
E com Dilma a situação não mudou!
Com Dilma na presidência da república a
situação das 97 milhões de mulheres brasileiras não mudou! Antes de Dilma ser
eleita a 1º presidenta do país morriam 10 mulheres a cada dia, depois com Dilma
no poder esse número não mudou. Infelizmente também não mudou a situação das
debilidades de aplicação da lei Maria da Penha. No país são feitos mais de 1
milhão de abortos por ano. Dentre eles cerca de 150 mil mulheres morrem ou
ficam com sequelas. Para essa realidade o governo oferece a criminalização.
Para dar consequência a “Carta ao Povo de Deus” – editada no período de
campanha da atual presidenta, foi editada a MP 557/2011 que prevê como solução a doação de R$ 50 para as
mulheres grávidas poderem se deslocar no dia do parto. O que o governo deveria
fazer era deixar de dar dinheiro para os banqueiros e investir na construção de
bons hospitais nas periferias e descriminalizar o aborto, garantindo
contraceptivos para não abortar, e aborto legal e seguro para não morrer.
Mulheres, levantem suas bandeiras!
Lamentamos o fato ocorrido na Marcha das
Vadias de Brasília, em que um grupo que se diz da direção da Marcha, deliberou,
arbitrariamente, por proibir a utilização de bandeiras, fossem elas de
partidos, sindicatos, movimentos sociais e coletivos. Tamanha imaturidade, fez
com que Professoras e Professores do ANDES – SN (Associação Nacional dos
Docentes do Ensino Superior), que estão em greve, travando uma luta expressiva por
todo o País contra o sucateamento da Educação Superior, tivessem suas bandeiras
abaixadas. Isso, porque a categoria de Professores é composta majoritariamente
por mulheres que sofrem há anos com os salários defasados das universidades.
A total liberdade da mulher implica,
necessariamente, no exercício de cada uma delas em expressar o que é seu de
direito. Desde a escolha do que fazer com o seu corpo e da roupa que irá usar
até nas escolhas das suas bandeiras políticas, tudo passa pelo seu direito de escolher
o que é melhor pra si, de acordo com sua consciência.
O Machismo divide a classe trabalhadora e
enfraquece sua luta contra o capitalismo. Essa opressão é responsável por
afastar as mulheres dos sindicatos e dos partidos de luta. Ou seja, essa mesma
opressão que subjuga e que inferioriza as mulheres é a mesma que cria
obstáculos para que elas superem essa situação através da luta política.
O Partido Socialista dos Trabalhadores
Unificado (PSTU) luta pela incorporação das mulheres da classe trabalhadora nos
sindicatos e no partido revolucionário, pois a tarefa de libertação das
mulheres é uma tarefa do conjunto de nossa classe e é parte indissolúvel da
luta pelo fim da exploração da sociedade capitalista.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
A luta pelo serviço público da área agrária interessa a todos os brasileiros
Servidores do Incra e MDA paralisam
novamente dia 28 de maio e exigem melhoria salarial e ampliação imediata do
número de servidores
Almir Cezar, de Brasília (DF) |
• O dia 28
de maio será marcado pela quarta paralisação conjunta convocada pela Cnasi
(Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra), Assinagro
(Associação Nacional dos Agronômos do Incra) e Assemda. Em todos os escritórios
do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Ministério do
Desenvolvimento Agrário (MDA) os servidores dos dois órgãos vêm realizando
protestos e chamando a população a apoiar sua luta em defesa de melhorias no
serviço público da área agrária.
Melhorar o serviço público da área de
políticas agrárias melhora também a vida de todos os brasileiros. Embora 70% dos
alimentos venham de pequenos produtores, 80% das terras estão nas mãos dos
latifundiários e do agronegócio. E, embora a metade dos pobres viva no campo,
este abriga apenas 20% da população. Cerca de 80% dos homicídios no campo
envolvem conflitos de terra e 70% dos libertos de trabalho escravo são de
lavradores pobres. Se os servidores do Incra e MDA não fazem mais e melhor, é
porque faltam recursos e servidores.
Os sucessivos governos investem cada
vez menos e não valorizam os trabalhadores do serviço público federal. O
Orçamento de 2012 para pagar os servidores é o menor dos últimos 17 anos se
comparado ao que a União arrecada (4,13% do PIB). Em compensação, dá mais de R$
60 bilhões em isenções de impostos aos industriais e paga aos banqueiros e
especuladores quase metade do orçamento (47%) em juros da dívida pública.
Ao contrário do que a mídia diz, o Brasil tem um dos menores índices de
servidores por habitante. Antes do contingenciamento do governo de mais de 70%
do orçamento do Incra e MDA, estavam previstos recursos ínfimos de menos de
0,25% do orçamento Federal de 2012 para despesas no desenvolvimento agrário.
Enquanto isso, o agronegócio e os órgãos de política agrícola seguem tendo
tratamento diferenciado pelo governo, que incentiva a produção para a exportação
de commodities e aplica a falsa tese de apoio ao desenvolvimento de uma “nova
classe média rural”.
Nos órgãos da área agrária a evasão de servidores é
grande: são baixíssimos os salários (um dos piores do serviço público federal) e
não se renova e amplia o quadro de pessoal. O Incra tem hoje metade dos
servidores que há 20 anos, apesar de ter ampliado o público beneficiado. O
número de famílias assentadas passou de 117 mil para aproximadamente um milhão,
totalizando cerca quatro milhões de pessoas – encerrando, assim, um verdadeiro
paradoxo entre um crescimento vertiginoso de serviço e uma redução drástica de
meios para atendê-los de forma consequente.
Daqui a 2 anos, ainda no
governo Dilma, mais da metade dos servidores estarão em condições de se
aposentar, inclusive alguns por imposição legal da idade máxima (a chamada
“compulsória”), e provavelmente o farão, diante das constantes e difíceis
condições de trabalho e pelas ameaça de perdas de direitos
previdenciários.
O MDA, passados mais de 15 de anos de sua instauração,
ainda no governo FHC, nunca foi devidamente estruturado. Além de poucos
servidores, conta com menos de 1/5 do quadro próprio, sendo que quase 30% já
saíram após 2,5 anos do único concurso. A grande maioria da força de trabalho do
órgão é composta de terceirizados, cargos comissionados e consultores. E em
alguns casos os servidores ganham menos que a média salarial da iniciativa
privada, e a maioria está com sobrecarga de trabalho, afetando o atendimento da
população rural e pondo em risco até a legalidade dos processos.
Luta
pelo desenvolvimento agrário
Na prática, ambos os órgãos estão sendo
sucateados e a política de reforma Agrária conduzida à inviabilidade. Por essa
situação, os servidores dos órgãos da área agrária estão luta na defesa do
desenvolvimento agrário. É uma luta pela defesa da agricultura familiar, reforma
agrária, regularização fundiária e desenvolvimento rural sustentável. Sua
trincheira é o serviço público, onde pretendem estruturar os dois órgãos
estatais da área agrária para atender as populações pobres do campo e promover o
desenvolvimento nacional e a justiça social. E entendem que para isso, é preciso
lutar por melhoria salarial e por mais servidores.
O movimento dos
servidores esperava que a administração do MDA se somasse à luta, se fazendo
presente nas mesas de negociação com o centro do governo e fornecendo dados
sobre o quantitativo de servidores necessários para estruturação do órgão.
Contudo, resposta da administração segue cheia de evasivas, embora os sucessivos
ministros à frente do MDA sejam, desde o início do governo Lula, de uma corrente
da esquerda do PT com fortes ligações com o movimento social.
Essa
omissão é criticada pelos movimentos sindicais e populares do campo, em especial
o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-terra), Contag (Confederação dos
Trabalhadores da Agricultura) e Fetraf-Brasil (Confederação dos Trabalhadores na
Agricultura Familiar) que, durante o “Grito da Terra” e o “Abril Vermelho”,
manifestaram seu apoio à pauta dos servidores. Inclusive, pressionando a Casa
Civil e Secretaria Geral da Presidência, conseguiram uma reunião exclusiva do
Ministério do Planejamento para o movimento dos servidores, contudo, também até
o momento sem resultados concretos às reivindicações. Embora se prometa resposta
em nova reunião para o dia 31 de maio.
Assim, os servidores do MDA e
Incra seguem em campanha. Realizaram até agora três paralisações de advertência
ao governo, incorporando-se às mobilizações da campanha salarial unificada dos
servidores públicos federais, encabeçada pela Condsef, Cnesf e 3 centrais
sindicais, entre elas a CSP-Conlutas. Realizam de maneira combinada atos
setoriais e em conjunto com o movimento geral dos SPF’s, tanto em Brasília
quanto pelas capitais e grandes cidades.
No dia 4 de junho, véspera da
Marcha Nacional a Brasília, convocada pelo Fórum Nacional de Entidades dos SPFs,
haverá uma plenária nacional dos servidores do Incra e MDA, com delegados
eleitos pelos estados, para votar novos rumos do movimento e apontar pela
construção da greve geral unificada, provavelmente a partir do dia 11 de junho,
em conjunto com as demais categorias do serviço público federal.
A
paralisação do dia 21 de maio
Na última paralisação setorial, na
segunda-feira dia 21 de maio, os servidores estiveram parados em Brasília e em
todo o país. Por volta das 11h, os servidores de Brasília foram até o MDA cobrar
uma reunião com o ministro para que o mesmo nos desse uma reposta ao Ofício
Conjunto das entidades protocolado no início de abril.
Cerca de 60
servidores do INCRA e MDA saíram do edifício Palácio do Desenvolvimento, sede do
Incra e da maioria das secretarias do MDA, apelidada pelo movimento de Palácio
do “Subdesenvolvimento”, subiram o Bloco “A” da Esplanada dos Ministérios e
exigiram que a reunião fosse com o ministro Pepe Vargas e não com seu chefe de
gabinete, conforme estava sendo proposto pela assessoria do MDA.
Depois
de muita pressão, clima tenso, o MDA concordou em receber dois representantes
das entidades presentes (ASSINAGRO, CNASI, ASSERA-Brasília, ASSEMDA e
SINDSEP-DF) numa reunião de 15 minutos. Registre-se que a assessoria e a chefia
de gabinete do MDA classificaram o ato democrático dos servidores como uma
invasão, inclusive colocando segurança armada para impedir a entrada/permanência
dos servidores no 8º andar.
Os representantes das entidades bem como o
conjunto dos servidores rebateram de pronto as alegações, pois não se tratava de
uma invasão, mas sim de um ato democrático de servidores da casa, devidamente
identificados com crachá, e que reivindicavam reunião com o
Ministro.
Durante a reunião, foi cobrada uma ação mais eficaz do MDA,
haja vista a reunião marcada para o dia 31 com o no Ministério do Planejamento
(MPOG). O ministro rebateu dizendo que “está fazendo seu papel na defesa dos
servidores e dos demais assuntos afeitos ao MDA/INCRA”. As entidades cobraram um
papel mais efetivo do MDA com o envio de Aviso Ministerial em defesa da pauta
salarial dos servidores. O Ministro entendeu ser desnecessário, alegando que
“papel acaba ficando engavetado no MPOG”.
As entidades deixaram claro que
outros ministros assim o fizeram, inclusive citando o exemplo do Ministério da
Agricultura, que levou a pauta dos servidores "debaixo do braço" e hoje as
carreiras desse ministério que cuida das políticas agrícolas, e é bem visto pelo
agronegócio brasileiro, encontram-se comparativamente em situação bem melhor,
ganhando o dobro, e em alguns casos o triplo de um servidor do MDA e Incra com
cargo, funções e escolaridade equivalente.
Além disso, foi cobrada sua
participação na reunião com o MPOG. O ministro disse que vai avaliar com o MPOG
a necessidade da participação de representantes do MDA e que mesmo que haja
participação, a posição será a mesma do Governo, isto é, não estarão ao lado dos
servidores. Após a reunião, que também ocorreu em clima tenso, restou dúvida se
enviaria ou não o Aviso Ministerial. A assessoria ficou de comunicar as
entidades se o Ministro irá ou não formalizar o apoio aos servidores, contudo
até agora sem resposta.
Almir Cezar Filho é economista e servidor do
Ministério do Desenvolvimento Agrário, diretor da ASSEMDA, coordenador da
CSP-Conlutas no Distrito Federal e militante do PSTU
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