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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Nota de esclarecimento: sobre a citação feita a respeito do PSTU no Correio Braziliense nesta segunda

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) existe desde 1992 e surgiu de grupos de esquerda que estavam insatisfeitos com os rumos do Partido dos Trabalhadores (PT). Somos trabalhadores e estudantes que militam diariamente em defesa dos direitos do povo explorado do país.

Durante as manifestações desta segunda-feira participamos em peso, não para tomar o movimento de assalto, mas para engrossar as fileiras daqueles que estão indignados com a corrupção e os altos gastos com os estádios da Copa. Ali encontramos pessoas que dialogaram conosco e pessoas que eram contra a presença de partidos políticos. 

Ficamos na manifestação até o fim e não foi preciso sermos escoltados pela polícia. O que foi dito em matéria do Correio Braziliense da última segunda não aconteceu. Uma pequena minoria rejeita a diferença de ideias, mas isso não é o suficiente para tumultuar uma manifestação popular de milhares de pessoas.

Vamos participar de todas as mobilizações contra a elite corrupta deste país. Sabemos que o movimento é plural, e fazemos parte dessa pluralidade. Os trabalhadores e a juventude brasileira finalmente entraram na onda de indignação que tomou conta da Europa e do Oriente Médio. Até a vitória!

sábado, 15 de junho de 2013

Manifestação em Brasília mostra indignação com os desmandos da organização da Copa

Hoje (15/06) Brasília se somou aos protestos que estão ocorrendo no país inteiro. Mais de 5 mil pessoas mostraram indignação com os gastos para a construção do Estádio Nacional de Brasília, onde foi feita a abertura da Copa das Confederações. O ato também foi em solidariedade às manifestações contra o aumento das passagens nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia.

Foi um balde de água fria na festa que o governo fez para justificar a gastança de mais de um bilhão de reais com um estádio que vai ser usado apenas na Copa das Confederações e na Copa do Mundo. A indignação chegou dentro do estádio, com milhares de pessoas vaiando à presidenta Dilma Rousseff, que sequer conseguiu fazer seu discurso.

A polícia, como sempre, reprimiu. Pessoas foram feridas por cassetetes e balas de borracha, muito spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio e efeito moral, com um saldo de 26 manifestantes feridos e 32 presos. A manifestação começou com a pessoas andando pacificamente no Eixo Monumental, principal via da cidade, chegando à entrada do estádio. Quando os manifestantes começam a se dispersar os policiais começaram a agir com violência.

Isto não tirou o ânimo dos trabalhadores e da juventude. O PSTU-DF repudia agressões da polícia na manifestação e no ato “Copa pra quem?”, acontecida no dia anterior, e se solidariza com manifestantes presos. Esta é a primeira de muitas manifestações aqui na cidade que vão denunciar a maneira como as obras da Copa das Confederações e do Mundo foram conduzidas e repúdio à repressão e à precariedade dos transportes públicos.

Povo reage

A manifestação mostra que o povo não vai ficar cego com a festa armada pela FIFA e pelo governo Dilma. Em todo o país a população tem se mostrado indignada com o aumento do preço dos alimentos, das passagens e com os gastos indecentes dos estádios da Copa do Mundo. A popularidade de Dilma já caiu 10% nos últimos dias.

O futebol é uma paixão nacional. Mas isto não é desculpa para que o governo gaste bilhões de reais em um evento que só dura alguns dias. Além disso, o ingresso é caro e a maioria absoluta do povo só tem condições de ver o jogo pela televisão, como se a Copa fosse em outro país.


Militantes do PSTU marcam presença

Em Brasília, assim como em todo o país, a militância do PSTU tem marcado presença nos recentes protestos. Somos um partido voltado para a organização e ação da classe trabalhadora e a juventude. O partido é formado por estudantes, bancários, professores, metalúrgicos e trabalhadores de outras categorias que defendem um mundo livre, igualitário e socialista.

Respeitamos aqueles que não têm uma opção partidária. Mas repudiamos aqueles que não respeitam o direito democrático de uma pessoa a pertencer a uma organização. Alguns presentes no ato do dia 15 em Brasília tiveram uma postura autoritária e não queriam deixar a militância do PSTU se manifestar. Esta postura só ajuda a polícia, o governo e a classe dominante, pois divide os lutadores.

O preconceito contra os partidos tem a sua justificação histórica, tanto pelo papel de aluguel das legendas burguesas, como pela nefasta atuação dos principais partidos da esquerda brasileira (PT e do PCdoB), que capitularam à democracia dos ricos e estão à frente dos governos (inclusive à 10 anos no governo federal com Lula e Dilma e agora no GDF com Agnelo), levando também às principais entidades do movimento social brasileiro (UNE, CUT, etc) à paralisia. Esse repúdio contudo não pode impedir os trabalhadores e juventude de se organizar para enfrentar a burocracia sindical e a burguesia, que age centralizada e internacionalmente com suas forças armadas e midiáticas. Para enfrentar esse inimigo poderoso é preciso organização à altura.

Temos orgulho de militarmos no PSTU. Temos orgulho de levantar nossa bandeira e mostrar que somos um partido que não se vendeu.  De um partido que defende as lutas cotidianas da classe trabalhadores e segue firme na luta nos sindicatos, movimentos contra opressões, entidades estudantis e populares. E também defende uma transformação radical na sociedade. Milhares de pessoas morreram no Brasil defendendo liberdades democráticas e poder levantar bandeiras. Por isto hoje não abrimos mão de defender nosso partido e nosso programa político.

Veja mais fotos:






Atualizado em 17/06/2013 às 16h22

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Todo apoio à greve dos trabalhadores da CEB

Os trabalhadores Companhia Energética de Brasília (CEB) estão em greve exigindo da empresa o pagamento da PLR. Nós do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) prestamos toda solidariedade a estas lutas dos servidores distritais.

 

Sabemos que o governo Agnelo só concede algum benefício aos trabalhadores na base da greve. Foi assim com os professores. A reestruturação da carreira aprovada recentemente pela Câmara Legislativa foi fruto da grande greve de 2012, que durou 52 dias. Várias categorias entraram em greve durante o atual governo, como recentemente fez os trabalhadores do socioeducativo e da Caesb. O pessoal do Detran e da saúde também estão parados.

 

O governador fez algumas concessões recentes para garantir a paz durante a copa das confederações, copa do mundo e eleições. Ele diz que isto é uma prova de que dá atenção aos servidores. Mas sabemos que o governo gastou mais de um bilhão de reais com um estádio que só vai servir para a copa do mundo. Também sabemos que o governo deixou os trabalhadores da CEB sem PLR e distribuiu R$ 29 milhões para os acionistas privados, alguns declaradamente especuladores de mercado.

 

Só a luta muda a vida. Os servidores do Distrito Federal estão dando seu exemplo. Suas reivindicações são justas. Os militantes do PSTU sempre estiveram nas greves dos servidores públicos e dão todo o apoio ao atual movimento. Até a vitória!

 


PSTU Brasília

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Todo apoio às greves dos servidores do Distrito Federal


Os trabalhadores da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Departamento de trânsito do Distrito Federal (Detran) e do sistema socioeducativo estão em greve. Nós do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) prestamos toda solidariedade a estas lutas dos servidores distritais.

 

Sabemos que o governo Agnelo só concede algum benefício aos trabalhadores na base da greve. Foi assim com os professores. A reestruturação da carreira aprovada recentemente pela Câmara Legislativa foi fruto da grande greve de 2012, que durou 52 dias. Várias categorias entraram em greve durante o atual governo, como polícia civil e servidores da Companhia Energética de Brasília.

 

O governador fez algumas concessões recentes para garantir a paz durante a copa das confederações, copa do mundo e eleições. Ele diz que isto é uma prova de que ele dá atenção aos servidores. Mas sabemos que os salários estão sempre defasados em relação à inflação. Também sabemos que o governo gastou mais de um bilhão de reais com um estádio que só vai servir para a copa do mundo e sequer tem banheiros que funcionam.

 

Só a luta muda a vida. Os servidores do Distrito Federal estão dando seu exemplo. Suas reivindicações são justas. Os militantes do PSTU sempre estiveram nas greves dos servidores públicos e dão todo o apoio ao atual movimento. Até a vitória!

 

PSTU Brasília

sábado, 11 de maio de 2013

Governador do Distrito Federal, após sancionar lei que pune a discriminação a LGBTs diz que tudo não passou de um erro e a revoga!





Por Luth Laporta, de Brasília; e Lucas Brito, de São Paulo.

           
         Na manhã do dia 09/05, os LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do Distrito Federal pensaram que teriam motivos para comemorar um avanço parcial no combate à opressão a que estão submetidos. Isso porque após 13  anos de espera após a aprovação, a lei que penaliza estabelecimentos que discriminem LGBTs no âmbito do DF foi regulamentada. O governador Agnelo Queiroz, do PT, pressionado pelo movimento LGBT, teve de ceder e sancionar a lei 2.615/00.

         O espírito de vitória, no entanto, durou apenas algumas horas. Na tarde do mesmo dia o deputado distrital Evandro Garla (PRB-DF), da base aliada do Governo Agnelo, presidente da Frente Parlamentar da Família e vice-presidente da Frente Parlamentar Evangélica, reuniu-se com o governador e o pressionou para que revogasse o decreto que regulamentou a lei. Segundo Garla, em nota por ele lançada logo após a publicação do decreto no Diário Oficial, "A decisão é polêmica e constrangedora, uma vez, que os princípios cristãos obedecem regras que Deus criou o homem para a mulher e vice-versa. E a nossa sociedade não pode ser punida e discriminada por não concordar com essa união. Todos nós temos opiniões pessoais e merecemos respeito. Para esclarecimento da família no DF, em relação a Lei regulamentada hoje (9-5), gostaria de informa-los que estarei junto com outras lideranças evangélicas para garantir os direitos da família constituída por Deus."Logo depois dessa conversa o Governado resolveu anular a lei e, a partir da sua equipe de comunicação, anunciou que tudo não passou de um erro de tramitação no gabinete.



         Só no último ano o Brasil registrou 338 assassinatos a LGBTs (dados do GGB). Cotidianamente, no trabalho, nas ruas, nas escolas e universidades, LGBTs são vítima de discriminação com piadas, restrições de direitos e violência. O discurso de ódio do Dep Federal e Pastor Marco Feliciano, assim como do Bolsonaro, Silas malafaia e tantos outros não é uma mera expressão de opinião. Homofobia não é opinião e tem que ser crime.  Dessa forma, o Governador Agnelo Queiroz do PT, reafirmou sua submissão aos setores mais reacionários da política do DF, visando a manutenção de sua tão preciosa governabilidade, uma vez que a grande maioria dos fundamentalistas religiosos são da base do governo.



         O governador Agnelo baixa a cabeça perante as exigências da bancada homofóbica, seguindo o mesmo que Dilma fez com o programa “Escola Sem Homofobia”, vetado pela presidenta em acordo com a bancada evangélica para que o Palocci não fosse convocado a depor no Congresso Nacional sobre o Mensalão.


         Agnelo, aquele que é popularmente conhecido como AgNULO, que permite que o transporte público permanecesse degradante, um dos piores do país; que permite que o sistema público de saúde no DF atinja níveis ainda mais alarmantes do que no passado; que reprimiu professores quando estes lutavam por melhores condições de trabalho e qualidade das escolas do Distrito, cada vez mais precarizadas; que tudo o que tem para dizer sobre seu governo é a reconstrução do estágio Mané Garrincha para a Copa do Mundo no valor de 1,2 bilhões de reais; este mesmo Agnelo é AgNULO para os LGBTs do Distrito Federal. A revogação da lei 2.615/00 apenas comprova o atrelamento do Governador e de seu partido com os setores mais reacionários da política brasiliense.


O Descaso de Agnelo Não É Somente Com Os/As LGBTs, Mas Com Todos Os Trabalhadores e a Juventude do DF.



         Nós do PSTU reafirmamos a necessidade de combater a opressão que acomete os LGBTs. Criminalizar a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, nos moldes do PLC 122 original, que equipara a homofobia, lesbofobia e transfobia ao racismo, é essencial para isso. A lei 2.615/00 é de extrema importância para os LGBTs do DF, mas é limitada a estabelecimentos comerciais e administrativos do governo distrital, uma vez que a real criminalização da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero só pode ser feita pelo Governo Federal. Além disso, tal discriminação não será combatida com um mercado "friendly", um "mercado pink", especializado em atender o público LGBT. Isso não contempla o LGBT trabalhador e pobre, que sofre a opressão de forma mais perversa.

     O mercado, ainda que pareça respeitar os LGBTs, pode no máximo reconhecê-los enquanto consumidores, nunca como sujeitos de direitos e a democracia, num Estado capitalista, não tem condições de promover a cidadania, mas sim um discurso falacioso que traz consigo este termo.

         Reafirmamos a necessidade de aprovar leis que garantam os direitos de LGBTs e estamos na luta cotidiana pelos direitos humanos, mas não é somente isso o que extinguirá a homofobia, a lesbofobia e a transfobia. Para tanto, é necessário que homens e mulheres, negros e brancos, LGBTs e heterossexuais trabalhadores se unam com o mesmo propósito: construir uma sociedade livre da exploração e da opressão, o que só será possível numa sociedade socialista.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Militantes do PSTU e da ANEL são detidos pela Polícia Legislativa durante Marcha à Brasília no dia 24 de abril

Militantes da ANEL - Assembléia Nacional dos Estudantes Livre e do PSTU são detidos ontem durante a Marcha do dia 24/04 em Brasília por pendurarem uma bandeira LGBT na janela do prédio do Congresso Nacional em sinal de protesto ao presidente homofóbico e racista da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Marcos Feliciano.

Mais uma mostra da postura anti-democrática desse Deputado Federal Homofóbio, machista e racista.


"A luta pelo o “fora Feliciano”, deputado homofóbico que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) Federal, não foi esquecida. Diante do Congresso Nacional foi realizado um beijaço contra o deputado, promovido pela Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (Anel). Porém, quatro ativistas foram detidos quando tentavam colocar uma faixa pedindo a saída do deputado em um dos espaços do Congresso. Neste momento, advogados das centrais sindicais estão acompanhando o depoimento dos ativistas junto a polícia."
Fonte: http://pstu.org.br/node/19279




veja a notícia também no endereço:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/04/policia-legislativa-detem-manifestantes-contrarios-feliciano.html

quinta-feira, 7 de março de 2013

Opinião Socialista: encarte especial sobre o 8 de Março

Já está nas ruas a edição 456 do jornal Opinião Socialista. Neste número, um encarte especial sobre o 8 de Março e a luta das mulheres abre uma série sobre o tema.

Veja ainda:

- Renúncia do Papa e a crise no Vaticano

- Marina Silva e o seu novo partido

- Renan Calheiros: Ele voltou

- Dois anos depois, a revolução continua no mundo árabe

- Janis Joplin: Ícone do rock faria 70 anos

E muito mais! Adquira com o militante do PSTU mais perto de você!

quarta-feira, 6 de março de 2013

A teoria como ferramenta contra o machismo: livros da Editor Sundermann


A Editora José Luiz e Rosa Sundermann lança promoção de livros clássicos do Marxismo no mês do Dia Internacional das Mulheres que tratam da situação da mulher e da luta socialista contra o machismo.



Conheça a Editora Sundermann e a sua linha editorial.
Entre no site: www.editorasundermann.com.br

sábado, 2 de março de 2013

Governo do DF faz intervenção em empresa de ônibus. Oportunidade desperdiçada.

A "assunção" no Grupo Amaral não é para pô-lo a serviço dos trabalhadores, muito menos resolver os verdadeiros problemas de transporte em Brasília
por Almir Cezar *

Uma garagem do Grupo Amaral (foto: Agência O Globo)
Nesta segunda-feira, 25/02, o Governo do Distrito Federal (GDF) realizou algo pouco usual, pôs os serviços das empresas de ônibus do Grupo Amaral sob "assunção", um termo técnico para intervenção na empresa. O problema deve ser maior do que o anunciado, senão o governo não interveria - a ação inclusive pode inclusive mascarar isso. Apesar da fortuna da família Amaral, o serviço acumula gravíssimas falhas a muito tempo. De fato, a assunção não se configura como uma intervenção, muito menos a necessária, e ainda o GDF perdeu a oportunidade de resolver o problema dos trabalhadores, funcionários e usuários, do sistema de transporte da capital do Brasil.

O Grupo Amaral agrupa 3 empresas de ônibus que operam no Distrito Federal (DF) e em municípios de Goiás, representando um dos principais grupos de transporte de passageiros na região. Nos últimos anos, apesar da fortuna dos maiores controladores, Valmir Amaral e famílias, a empresa acumula dívidas, greve dos funcionários por falta de pagamento, multas e reclamações dos usuários. Porém, mais do que a montanha de problemas, a assunção também pode ser para dar exemplo aos demais empresários de ônibus, que "eles tem que maneirar", pois o próprio Governo também não descartou outras intervenções, à medida que, as empresas no DF estão visivelmente sem condições mínimas de rodar, mesmo pelo péssimo padrão brasileiro.

As empresas de ônibus do DF nos últimos meses vêm sistematicamente bloqueando e boicotando um processo de licitação do governo para instituir um sistema integrado de linhas de ônibus, chamado de "tronco-alimentada" e por "bacia", semelhante aos BRT (em inglês, "bus rapid transit") ou BRS ("bus rapid service"), no qual haveria linhas principais ligando terminais e o território do Distrito Federal seria dividido em "bacias", onde cada empresa ao invés de administrar linhas, cuidaria de um trecho do território, alimentando os terminais. O modelo, embora repita a lógica rodoviarista e privatizada, muito lucrativo aos empresários, tenta ampliar na racionalização e uma gestão unificada dos sistema, que, contudo, implica em grande mudanças para as empresas, que esses mesmos empresários não têm recursos de investimento para isso ou simplesmente não estão dispostos a aceitar.Vale lembrar que, o próprio GDF proibiu que a TCB (Transportes Coletivos de Brasília, a empresa pública de ônibus), reconhecida pela população por sua qualidade, pudesse participar dessa licitação, inviabilizando-a como empresa, limitando-a operar no futuro meramente "linhas especiais", sem definir o que seja isso.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cordel "Mulheres em Luta" de Nando Poeta, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Leitura do Cordel "Mulheres em Luta" de Nando Poeta
Narração: Mácia Teixeira

http://www.youtube.com/watch?v=SSw7qYJmEi8


Mulheres em movimento
não aceitam exploração.
Reivindicam seu direitos,
combatem toda a opressão.
Entendem que a saída é a mobilização.

Em busca de seu espaço
ergueram sua bandeira,
pra votar e ser votada
de ser, da família, herdeira.
Ir à escola e ao trabalho,
na política ter carreira.

Para obter as conquistas
travou-se muita batalha.
Por vezes verteu-se sangue
pelo corte da navalha.
Mas a sua força ativa
derrubou muita muralha.

É rotina social
ver-se mulher espancada.
Nos cômodos de sua casa
há sempre uma estuprada.
E em seu próprio trabalho
tem mulher assediada.

A luta de outrora segue
por emprego e moradia,
creche, saúde e salário;
Respeito no dia a dia.
Legalizar o aborto
e acabar com a covardia.

Incluindo as mulheres
em um plano libertário,
além de ser tão urgente,
certamente é necessário.
É o caminho mais seguro
para um mundo igualitário!


Nando Poeta
08 de março de 2012

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mais um episódio de lesbofobia/homofobia na UNB


Na última segunda-feira (18/02), às 17 horas, uma estudante de agronomia da Universidade de Brasília foi brutalmente espancada em um dos estacionamentos da universidade. Entre murros e chutes, por repetidas vezes seus agressores a chamavam de lésbica nojenta.

            O episódio de lesbofobia/homofobia na UNB não foi o primeiro. No inicio do semestre a comunidade acadêmica ficou indignada com as pichações nas paredes do centro acadêmico de direito que dizia “quem gosta de dar gosta de apanhar”, sem contar casos de ameaças veladas sofridas pel@s estudantes diariamente e os casos de estupro no campus.

            A universidade deveria ser um local de repensar e refletir uma nova sociedade, onde se tem em seu pilar a quebra de preconceitos e combate a qualquer tipo de opressão e violência. Mas infelizmente a Universidade de Brasília não vem cumprindo seu papel, pois nos últimos anos vemos crescer grupos de direita, que ameaça a integridade física dos homossexuais, lésbicas, transexuais, travestis, mulheres e negros e a reitoria dessa universidade vê de braços cruzados esses atos de opressão crescerem diariamente nos campus.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PSTU/DF pede a embaixador que continue as buscas pela militante desaparecida no Equador

Cartaz que pede informações
Neste domingo, 17/02, realizam-se eleições gerais no Equador, o PSTU Brasil realiza por todo o país atos em frente às representações diplomáticas, consulados e a embaixada desse país irmão sulamericano pedindo solidariedade dos votantes a que solicitem as suas autoridades que continuem as buscas pela ativista política e artista colombiana Stephany Carolina Garzón Ardila (23 anos), estudante universitária, desaparecida desde 28 de abril de 2012 em Quito, em viagem a essa cidade.

Sua família, os companheiros da seção equatoriana da Liga Internacional dos Trabalhadores - LIT (organização a qual também o PSTU Brasil é seção), organizações de direitos humanos e demais, promovem atos desde então para que as autoridades equatorianas e colombianas intensifiquem e não interrompam a busca por Stephany Carolina e a devolva a sua família e companheiros.

O embaixador Horacio Sevilha Borja recebeu o presidente do 
PSTU/DF Ricardo Guillen e o dirigente sindical Almir Cezar
Em Brasília, uma comissão liderada pelo presidente do diretório regional do PSTU do Distrito Federal, Ricardo Guillen, foi recebida pelo embaixador do Equador, Sr. Horacio Sevilla Borja, que lhe entregou uma carta a qual solicita aos autoridades equatorianas, especialmente ao Fiscal General (Procurador Geral do país), que não encerre as buscas por Stephany Carolina, dê máxima atenção e tome as medidas cabíveis a solução do caso.

Também os militantes do PSTU/DF distribuíram na entrada da embaixada panfletos alusivos ao caso em que pede solidariedade aos cidadãos votantes da eleição geral equatoriana.

sábado, 26 de janeiro de 2013

CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA AO GOVERNO AGNELO QUE GOVERNE O DF PARA OS TRABALHADORES!

Passados dois anos do governo Agnelo-Filipelli os compromissos de campanha são descumpridos e fica distante a perspectiva de dias melhores para a maioria da população do DF. Pouca coisa mudou na saúde, educação, segurança, transportes públicos e moradia populares. O povo continua a sofrer com os péssimos serviços públicos e a falta de infra-estrutura.

Os servidores públicos, policiais militares e bombeiros amargam o congelamento salarial, entram em greve para defender direitos e são reprimidos. A população carente que se organiza para reivindicar moradia é enrolada e reprimida. A luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST é um exemplo do descaso do governo: descumpriu os acordos firmados e não constrói as casas necessárias.

Agnelo virou as costas para a classe trabalhadora e destina a maior parte do orçamento para o enriquecimento dos empresários. No inicio do ano, sancionou a lei do IDEAS – Industrial, que concederá financiamento público para as empresas com taxa de juros de 1,2% ao ano, com parcelamento do pagamento em até 360 meses. É dinheiro do povo, a juros baixos, para os ricos, que terão 30 anos para pagar.

Avançam as Parceira Público Privadas - PPP, os projetos de terceirização e privatização. O contrato da coleta de lixo por 30 anos, através de PPP e as obras para a Copa de 2014 desviam bilhões de reais das necessidades do povo. Corremos o risco da privatização do metrô e do saneamento básico. Continua o processo de entrega das terras públicas para as empreiteiras e o contrato de oito milhões com a Jurong, assinado sem licitação, em Singapura, vai aumentar a especulação imobiliária. Ao invés de fortalecer a TCB avançando na estatização dos transportes públicos, entregou novamente para os empresários esse serviço através de licitações. 

É necessário dar um basta aos que governam para os empresários, necessitamos construir uma Frente de Esquerda que governe o DF para os trabalhadores.

Nós do PSTU fazemos um chamado a todos, aos companheiros do PSOL, do PCB, aos ativistas sindicais e dos movimentos sociais, para a constituição de uma Frente de Esquerda, sem participação de partidos e políticos burgueses e com total independência política e econômica dos patrões. Uma frente com candidaturas, programa e campanha democraticamente construída em plenárias que reúna os dispostos a lutar por um governo dos trabalhadores, que faça uma auditoria nas contas do GDF, rompa com a farra dos contratos superfaturados, pare a privatização e terceirização dos serviços públicos, o loteamento de cargos e verbas e os esquemas corruptores. Um governo de participação direta da população para fazer com que o orçamento público atenda às necessidades do povo.

A aliança com o PSB, PDT e PPS não é uma alternativa para a classe trabalhadora.

Vemos com preocupação as noticias de que estão em curso articulações em torno da composição de uma aliança do PSOL com o PDT, PSB, PPS e Marina Silva, para disputar o governo do DF em 2014. A aliança eleitoral com esses partidos não romperá com o círculo vicioso da velha política burguesa, privatista e corrupta. O PDT, PSB e PPS são partidos que integraram o governo corrupto de Arruda-Paulo Otávio, se aliaram ao PSDB, DEM, PMDB, PTB e PP. Em seguida participaram do governo Agnelo-Filipelli, que uniu o PT a segmentos do rorizismo, do arrudismo e ao empresariado. PDT, PSB e PPS são partidos burgueses que governam para os ricos, compostos por latifundiários, oligarquias, empresários, políticos carreiristas que fazem qualquer aliança para permanecerem no poder e lotear cargos e verbas públicas.

O PSB participou do governo Alckmin (PSDB) em São Paulo; nas últimas eleições apresentou como candidato à Prefeitura de São Paulo o empresário Paulo Skaff, presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O PDT ocupa há anos o Ministério do Trabalho, abriga os dirigentes da Força Sindical, central sindical aliada à patronal, criada no governo Collor; Cristovam Buarque (PDT) foi governador do DF e reprimiu as lutas dos servidores públicos, dos moradores da Estrutural e fez um pacto com Fernando Henrique Cardoso; o PPS tornou-se força auxiliar da oposição burguesa de direita, aliando-se ao PSDB e ao DEM e se movimenta para abrigar uma eventual candidatura de José Serra à Presidência.

O PDT e o PSB integram o governo Dilma e são coniventes com as políticas neoliberais que retiram direitos dos trabalhadores.

Marina assumiu o Ministério do Meio-Ambiente no governo Lula, aplicou o “Projeto de Gestão de Florestas Públicas” que loteou a Amazônia entre grandes grupos empresariais; seu candidato a vice-presidente é um dos homens mais ricos do mundo, proprietário da Natura e está na lista dos grandes sonegadores de impostos. Marina goza da confiança dos poderosos interesses que nos governam ao mesmo tempo em que provoca hoje o repúdio dos que, ao lado de Chico Mendes, dedicaram a vida contra a entrega das riquezas da Amazônia aos grupos econômicos cujos lucros são obtidos às custa da devastação ambiental.   

Convidamos a direção e os militantes do PSOL e do PCB para construirmos uma Frente de Esquerda, sem os partidos dos empresários e que governe o DF para os trabalhadores.

Direção Regional do PSTU-DF

Brasília, janeiro de 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dilma, proíba as demissões na GM!

Militantes da ANEL e da CSP-Conlutas/DF mostram sua solidariedade aos operários da GM ameaçados de demissão, em frente ao Palácio do Planalto em Brasília.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer, especial. A ousadia de usar a obra para construir a utopia


Niemeyer, gênio de Brasília e do MAC saí de cena
por ALMIR CEZAR, de Brasília (DF)

A notícia do dia (06/12) é o falecimento de Oscar Niemeyer. Sem dúvida nenhuma, um dos maiores gênios da arquitetura de todos os tempos. Um ser humano admirável, embora não desprovido de contradições, polêmicas e controvérsias, que não o faz menos genial. Apesar, da postura cretina de um colunista da Revista Veja, vinda justamente, porque Niemeyer incomodava. Mas, o mais importante, é saber que ele foi fundamental, e que não trabalhou sozinho, e pelo contrário, foi fundamental para nosso mundo porque reconheceu e atraiu pessoas especiais, e o fez justamente porque era especial. Era um sonhador que se pôs a por em prática seus sonhos.Coisas que, pelo contrário, fazem justamente que devamos celebrá-lo.

Incomodava. Era um idoso centenário que não abandonara as "utopias" do século XX, a defesa da luta por justiça social, o comunismo, a modernidade - um ultraje para os conservadores e reacionários. Em um mundo que não tolera a rebeldia, quanto muito a restringe apenas a juventude, soube expor que a vida era para ser celebrada, mesmo no fim e na velhice avançada, e que também se deveria viver para combater o que não era bom haver na vida. Incomodou também por ter militado partidariamente, coisa que nunca escondeu, em um mundo que exige, por um lado, que os artistas sejam "neutros", porém, por outro, que sucumbam aos apelos e ditames do mercado.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Pequena biblioteca marxista digital

 
MarxEngelsLeninTrotskyMoreno 

 Karl Marx e Friedrich Engels

Karl Marx e Friedrich Engels

Publicado em 1848, pouco antes da poderosa vaga revolucionária que varre o continente europeu, o Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels, serviu como a nova plataforma político e teórico da Liga dos Comunistas – organização secreta que possuía uma rede de ativistas em diversos pontos da Europa. O texto que disponibilizamos aqui, em pdf, da Editora José Luís e Rosa Sundermann, reúne prefácios das diversas edições e o texto de Leon Trostky, nos 90 anos do Manifesto.
PDF - 193kb  doc - 93kb