quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Rodrigo Dantas pontua em pesquisa ibope
Fonte: Blog da paola
Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (13) pela Rede Globo mostrou que aumentou a vantagem do petista Agnelo Queiroz sobre o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), na disputa ao GDF. Agnelo tem hoje 43% das intenções de votos contra 30% de Joaquim Roriz. A margem de erro para a pesquisa é de dois pontos percentuais.
Toninho do PSOL aparece com 3% das intenções de votos válidos. Eduardo Brandão, do PV, e Rodrigo Dantas, do PSTU, têm, cada um, 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 10%, eleitores indecisos, 12%.
Senado
Na corrida ao Senado, Cristovam Buarque, do PDT, segue na liderança, com 50% dos votos. Rodrigo Rollemberg, do PSB, subiu para 39%. A tucana Maria de Lourdes Abadia caiu novamente para 22% dos votos. A margem de erro também é de dois pontos percentuais.
Alberto Fraga, do DEM,está com 13%. Robson, do PSTU, Cadu Valadares, do PV, e pastor Milton Tadashi, do PTN, têm 1% dos votos cada. Votos brancos e nulos somam 16%, eleitores indecisos somam 36%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de setembro. Foram ouvidos 1.806 eleitores, e a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com número 30636/2010.
Senado
Na corrida ao Senado, Cristovam Buarque, do PDT, segue na liderança, com 50% dos votos. Rodrigo Rollemberg, do PSB, subiu para 39%. A tucana Maria de Lourdes Abadia caiu novamente para 22% dos votos. A margem de erro também é de dois pontos percentuais.
Alberto Fraga, do DEM,está com 13%. Robson, do PSTU, Cadu Valadares, do PV, e pastor Milton Tadashi, do PTN, têm 1% dos votos cada. Votos brancos e nulos somam 16%, eleitores indecisos somam 36%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de setembro. Foram ouvidos 1.806 eleitores, e a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com número 30636/2010.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Carta aos eleitores do DF
Carta do PSTU aos Eleitores do Distrito Federal
A máfia de empresários que controla as terras, a mídia e as grandes empresas da cidade e há décadas domina o GDF não foi desbaratada com a queda do governo corrupto de Arruda-PO. Como já havia ocorrido com o mensalão do PT e seus aliados no governo federal, o mensalão do DEM de Arruda e seus aliados – o maior escândalo de corrupção da história de Brasília – também terminou em pizza.
A impunidade permitiu que o rorizista e arrudista Rogério Rosso (PMDB) fosse eleito governador na Câmara Legislativa dominada pelos mais sinistros personagens da Caixa de Pandora. Agora, vamos às urnas em nossa cidade sem ter conhecimento dos mandos e desmandos dos personagens envolvidos nos inquéritos policias da Caixa de Pandora, Operação Aquarela e Programa Segundo Tempo; impunes, eles estão nas ruas e nos bastidores das eleições, investindo milhões para conquistar seu voto, como se nada tivesse acontecido.
Depois de governarem o DF por duas décadas, Roriz e seus aliados lotearam, privatizaram e terceirizaram o Estado, e por isso respondem hoje a centenas de processos por corrupção. Mas a impugnação de Roriz não significa que os empresários que mandam e desmandam em nossa cidade serão afastados do poder. Após a queda de Arruda-PO, com a canoa de Roriz afundando, grande parte dos rorizistas e arrudistas tornaram-se hoje aliados do PT de Agnelo.
A candidatura a vice-governador do ex-secretário de Obras de Roriz, Tadeu Filipelli (PMDB), é a máxima expressão da vergonhosa aliança entre o PT, o grande empresariado e parte expressiva dos arrudistas, rorizistas e pandoristas. O PMDB de Filipelli é também o partido de Eurides Brito, Benício Tavares, Pedro Passos, Ronei Nemer, José Luiz Valente e tantos outros rorizistas e arrudistas que abundam nos inquéritos policiais em curso. Até um ano atrás, era o partido de Roriz, que só filiou-se a uma legenda de aluguel (PSC) para ser candidato ao governo nestas eleições porque a maioria do PMDB decidira, antes de aberta a Caixa de Pandora, apoiar a reeleição de Arruda.
O PT de hoje já não é o PT que nasceu das lutas dos trabalhadores nos anos 80: abandonou a oposição para fazer uma inaceitável composição com os que governaram o GDF com Arruda e Roriz. O “time da mudança” é um balcão de negócios compartilhado por sindicalistas e ex-sindicalistas que hoje governam o país para os grandes empresários, e seus inimigos históricos, os rorizistas e arrudistas que ocuparam e continuam a ocupar os mais altos postos de poder no GDF. Sua campanha eleitoral milionária, mais cara que a do próprio Roriz, é a certeza dos compromissos a cumprir com os que a financiam. A máfia que governa a capital do país desde a ditadura militar está bem representada seja na coligação de Roriz, seja na de Agnelo!
Aos que pensam em votar em Agnelo para se livrar de Roriz, queremos dizer que não é possível acabar com a corrupção, a privatização e a terceirização do Estado e dos serviços públicos governando com os empresários, interessados apenas em aumentar cada vez mais seus lucros às custas de todos nós. Os que votam em Agnelo, Lula e Dilma querem transformações sociais significativas, mas elas não virão enquanto a maior parte do orçamento da cidade e do país seguir sob controle dos grandes bancos e empresas que nos exploram todos os dias.
Muitos dizem não haver alternativa ao que aí está. Nós do PSTU pensamos que é possível, necessário e urgente que de fato comecemos a construir a única alternativa possível aos governos que se acham sob controle dos patrões: um governo socialista sob controle dos trabalhadores, única forma concreta de colocar o dinheiro de nossos impostos e a imensa riqueza produzida por nosso trabalho a serviço de nossos direitos e necessidades.
Nossa cidade é a mais rica, mas é também a mais desigual do Brasil: nela, há recursos suficientes para que todos possamos viver em paz e conforto, com nossas necessidades e direitos atendidos, sem agredir o meio-ambiente. Com o maior orçamento por pessoa do país, é possível valorizar os professores e ter educação de qualidade em tempo integral em escolas bem equipadas, com laboratórios, bibliotecas, computadores com Internet, parques esportivos e serviços médicos e odontológicos, que podem funcionar nos finais de semana como centros de cultura, esporte e lazer para toda a comunidade. Com o maior orçamento do país é possível ter hospitais e postos de saúde bem equipados em todas as cidades e médicos e profisionais da saúde valorizados como devem ser. Com o maior orçamento do país, é possível que todos moradores do DF tenham casa própria com escritura definitiva e que haja um sistema de transporte estatal que integre o DF 24 horas e assegure o direito de todos à cidade.
Para isso será preciso derrotar as candidaturas milionárias que governam a serviço dos empresários, e por isso não terão condições objetivas de impedir que os esquemas de privatização, terceirização, corrupção e loteamento do Estado continuem a absorver a maior parte do orçamento do GDF.
Nestas eleições, há muitas candidaturas, mas só dois programas: o programa dos empresários interessados apenas em seus lucros, e o programa socialista dos trabalhadores. Nós estamos com os trabalhadores e seguiremos com eles; e você, de que lado está?
Por um governo socialista dos trabalhadores, vote PSTU!
Contra Burguês, vote 16!
Rodrigo Dantas Governador
Zé Maria Presidente
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Entrevista do Rodrigo Dantas 16 para o Jornal Miraculoso
O MIRACULOSO: Quem é Rodrigo Dantas, candidato a Governador do Distrito Federal pelo PSTU?
Rodrigo Dantas: Nasci no Rio de Janeiro, maio de 68, vim para Brasília com 27 anos dar aulas na UnB, em 1995, sou formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, trabalho no departamento de filosofia da UnB, ministro aula de filosofia política e filosofia marxista, fui secretário-geral e presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília – ADUnB, durante o 1 mandato do governo Lula, fui também vice-presidente do ANDES – Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior de 2008 a 2010, mandato que está terminando agora. Trabalhei com formação política de movimentos sociais, estudantis, populares, sindicais, tenho uma longa militância socialista, participei de ínúmeros processos de lutas e greves, ocupação da Reitoria da UnB, da Câmara Legislativa do DF com o Movimento Fora Arruda. Fui durante os anos 80 militante do PT, sou desde o começo, construtor da CONLUTAS e da nova organização popular estudantil que estamos construindo neste país, e tenho ínumeras publicações
cientificas, trabalhos e ensaios. É isso.
O MIRACULOSO: O senhor tem menos de 1 ano no PSTU e saíra candidato a Governador do Distrito Federal por este partido, não considera precipitado?
Rodrigo Dantas: Não, porque o PSTU é um partido que se organiza para as utas concretas e diretas da classe trabalhadora. Há muitos anos eu sou um militante que aposta também nas lutas da classe trabalhadora, a minha relação com o PSTU sempre foi muito próxima e eu levei mais de um ano em uma discussão profunda, com muitas leituras, até ter a firmeza e a segurança de entrar no PSTU. O PSTU é um partido que tem um programa voltado a construção das lutas, da organização e da consciência
da classe trabalhadora como base para a construção de uma sociedade socialista, uma sociedade onde os trabalhadores que produzem riqueza possam também administrar a riqueza que eles produzem, como eu sempre fui um socialista, eu vejo hoje no PSTU o partido que de fato tem o programa e a prática socialista no país.
O MIRACULOSO: Nas eleições de 2006, PSOL e PSTU estavam juntos, numa coligação que se repetiu no país inteiro, nacional e aqui no DF. Por que esses dois partidos que são tão pequenos, e que saindo separados ficam menores ainda, não estarão juntos nas eleições de 2010?
Rodrigo Dantas: Infelizmente a frente de esquerda não vai existir no DF e não vai existir no Brasil, o PSTU propôs publicamente a frente de esquerda desde agosto de 2009, a resposta do PSOL foi de que o partido preferia buscar uma aliança com a candidatura de Marina Silva. Nós entendemos que
a candidatura de Marina Silva cujo o vice-presidente é um dos mil homens mais ricos do mundo, é uma candidatura do empresariado, é uma candidatura do grande capital, que conseguiu uma cara simpática para impor seu programa em uma terceira candidatura. Nós consideramos um equivoco do PSOL Que ele tenha buscado essa aliança. Essa alianaça não foi possível porque a Marina preferiu construir uma aliança com o DEM e o PSDB no Rio de Janeiro, preferiu colocar como vice um mega empresário, e logo depois, poderia acontecer uma frente de esquerda, porém o PSOL votou um programa que não é um programa discutido com o PSTU e que não temos acordo, um programa parecido com o do PT dos anos
90 até chegar ao poder em 2002, um programa muito diferente do proposto pelo PSTU, que é socialista. Não chegamos a acordo também porque o PSOL há muito tempo aceita o financiamento da burguesia, de empresas e empresários, e nós entendemos que para construir uma sociedade socialista não se pode aceitar dinheiro de empresas e empresário. Nosso programa, PSOL e PSTU, é muito diferente e por isso não haverá frente de esquerda.
O MIRACULOSO: O senhor é um candidato de um partido minúsculo, o PSTU, que não tem nenhuma experiência administrativa de ter participado ou governado qualquer governo maior. Como lidará com essa falta de experiência do seu partido e sua própria falta de experiência
administrativa, visto que nunca foi eleito para nenhum cargo eletivo executivo?
Rodrigo Dantas: Não vemos problema, um governo do PSTU no país seria composto pelos melhores quadros da Universidade, os melhores quadros da intelectualidade brasileira e da esquerda, seria certamente um governo muito mais qualificado do que estes que temos por aí, compostos por políticos empresários, seus prepostos e tecnocratas que só sabem atender ao interesse do capital e da grande burguesia.
O MIRACULOSO: Brasília possui hoje a 3 maior renda per carpita do Brasil, todo um estado engendrado em anos de corrupção e partidos políticos grandes e solidificados que sem eles, não se consegue governar. Caso seja eleito, como será a política de alianças com os demais partidos?
Rodrigo Dantas: Nós não nos propomos a fazer alianças com a burguesia, com o capital ou com o imperialismo para governar o país, nós queremos construir diferentemente do PT um governo dos trabalhadores e para os trabalhadores apoiado nas lutas e organizações dos trabalhadores. Isso significa que o governo do PSTU não poderá ser um fato isolado, um governo do PSTU não será uma flor nascendo no meio do asfalto, um governo do PSTU será fruto de um processo de avanço da consciência e das lutas da classe trabalhadora brasileira e da juventude. Portanto um governo do PSTU romperia com esse regime político absolutamente corrompido e buscaria construir apoiado nas mobilizações diretas da classe trabalhadora uma democracia direta e as formas do poder popular.
O MIRACULOSO: Mas se o senhor fosse Governador do Distrito Federal, que estamos tratando aqui, como o PSTU que ainda não alcançou esse poder Nacional para alterar as regras do
jogo, lidaria dentro das regras do jogo, como seriam suas alianças políticas para Governar o Distrito Federal?
Rodrigo Dantas: Nós não poderíamos fazer nenhuma espécie de aliança com os donos de terra, de bancos e construtoras porque o nosso governo não expressaria esses interesses, seria criado um impasse e nós chamaríamos a população para romper esse impasse e construir um governo dos trabalhadores.
O MIRACULOSO: Na UnB, onde o senhor é professor e militante, alguns integrantes da comunidade acadêmica já o acusaram de querer se passar por lider dos segmentos dos estudantes, professores e funcionários, como o senhor responde a essas acusações que já surgiram a seu respeito?
Rodrigo Dantas: Eu sou um militante, acredito que os trabalhadores só conseguirão transformar e construir um nova sociedade, uma nova forma de governar e organizar a sociedade no dia que eles conseguirem unificar suas vidas. Isso é verdade também no plano da lutas pelos direitos, isso significa
que a gente só consegue defender a Universidade pública em todos os sentidos articulando os três segmentos, professores, estudantes e servidores, eu sempre militei nessa perspectiva. Não sou candidato a lider de ninguém, a liderança não é alguma coisa que alguém possua, e sim uma coisa que você constrói a partir do momento que a elaboração do partido ou grupo de que você pertence é a elaboração e intervenção que acaba dirigindo o movimento. Ninguém é candidato a lider, ninguém nasce lider e eu não tenho nenhuma pretensão de liderar absolutamente nada, minha modesta pretensão é poder contribuir para transformar a realidade e construir uma sociedade justa, humana, igualitária e socialista.
O MIRACULOSO: Qual a sua opinião sobre o amplo esquema de corrupção presente aqui no Distrito Federal, no escândalo apelidado pela grande mídia de mensalão do DEM?
Rodrigo Dantas: A primeira coisa que a gente tem que ter claro é que o que veio à tona em Brasília É o que ocorre há muito tempo em Brasília e em todas as partes do Brasil e na imensa maioria dos países do mundo, para não dizer quase todos. Como funciona isso no Brasil? As empresas privadas, donos dos grandes bancos e grandes empresas, os grandes capitalistas, financiam os seus representantes, com o apoio dos meios de comunicação que também lhes pertencem, e elegem os seus representantes como se representantes do povo fossem. Uma vez no poder eles vão evidentemente tocar os projetos as leis, as medidas, as políticas que interessa aqueles que o financiam. E aí pouco importa se o sujeito é um político empresário ou um pretenso representante dos trabalhadores, o que importa é que a estrutura que ele participa, pela qual ele é financiado, é uma estrutura corrupta e corruptora. Quando estes políticos empresários e seus representantes são eleitos, eles loteiam os recursos do estado, os cargos públicos, as posições do poder entre si, a lógica do toma lá da ká, que é dando que se recebe é a regra geral, onde o político evidentemente não pode deixar de acompanhar todo esse processo, e a própria lei é favorece a impunidade de forma que se a gente observar no sistema capitalista não pode ser diferente. Assim como não existe democracia na fábrica nem na empresa, quem manda é o patrão, nas eleições os patrões elegem seus representantes e não satisfeitos em mandar no dia a dia da sociedade, em todos os locais de trabalho, eles mandam também no poder político, e utilizam todos os recursos do estado em seu próprio beneficio. Se a gente For analisar o orçamento, podemos ver que o orçamento público do Brasil, 35% é gasto com juros da dívida pública que é o gasto mais importante que existe no orçamento brasileiro, se a gente começa a analisar todas as modalidades de transferência de recurso público para as mais variadas esferas privadas, inclusive para o terceiro setor, você vai ver aí não só a transferência direta de recursos como a corrupção permeando essa transferência e o resultado é que mais da metade dos recursos públicos do dinheiro dos nossos impostos neste país terminam no bolso dos mesmos patrões que nos exploram todos os dias e que através das eleições garantem também o direito de legislar e governar em seu próprio beneficio.
O MIRACULOSO: Foi anunciada recentemente uma coligação entre PT e PMDB, Filipelli e Agnelo, o Filipelli que foi o braço direito do Roriz, como enxerga essa coligação?
Rodrigo Dantas: Significa que ganhe Roriz, ou ganhe Agnelo/Filipelli, os donos dos bancos, das construtoras, os grileiros, os latifundiários, os donos das escolas, dos hospitais vão continuar no
poder, assim como na eleição nacional pode vencer Serra ou pode vencer Dilma que eles continuarão no poder. Não há grande diferença programática, e o próprio empresariado em um encontro com Serra, Dilma e Marina declarou unanimemente que não vê grandes diferenças programáticas, não só na
eleição nacional, como na eleição para o DF mas em todas as eleições que estão aí colocadas, ou seja, os candidatos que a mídia apresenta como sendo os candidatos que disputam a eleição são os candidatos que aceitaram o programa dos proprietários dos meios de comunicação, dos meios de produção em todo o país, então na verdade a grande novidade é que aquele que um dia nasceu como partido dos trabalhadores governa hoje com a burguesia, para burguesia e com os métodos sujos da burguesia, e é por isso que nós precisamos construir uma alternativa dos trabalhadores, pra além do PT,
pra além da CUT, que permita dialogar com o conjunto da classe trabalhadora brasileira, para que possamos convencer os trabalhadores desse país, não só nas fábricas, nas escolas, nas universidades,
mas também no processo eleitoral, onde nós podemos falar pra milhões, de que os trabalhadores podem
e devem governar por si e para si mesmos sem uma aliança com a burguesia.
O MIRACULOSO: – Fale sobre sua candidatura e qual o diferencial que acredita que ela representa.
Rodrigo Dantas: – Olha, no governo a primeira coisa que nós faríamos, seria
chamar o apoio da população ao nosso programa, fazer uma grande auditoria nas contas do Estado, prender, cassar e expropriar todos os corruptos e corruptores e empregar todos os recursos do Estado, do dinheiro dos nossos impostos, para garantir saúde estatal, pública e de qualidade para todos, educação estatal, pública e de qualidade para todos, estatizar o transporte, reduzir, congelar passagens, ampliar as linhas, garantir o passe livre para idosos, desempregados e estudantes, em suma: fazer uma ampla reforma agrária e urbana, de modo a garantir a todos os habitantes do DF, que cada tenha a sua casa, que cada um tenha a sua terra, acabar com a grilagem, punir os grileiros, em suma: nós faríamos
um governo cujo o único compromisso seria com as necessidades e direitos com o conjunto da população, um governo que só poderia se viabilizar com o apoio da população, com a participação da população, com a criação de mecanismos de democracia direta, isso implicaria evidentemente alterar
a correlação de forças, implicaria, evidentemente em derrotar os tubarões e poderosos que aí estão e isso só poderia ser feito pela mais ampla mobilização popular. Nosso objetivo em última instância é construir, um governo em que a riqueza produzida pelo nosso trabalho possa por fim estar a serviço das nossas necessidades e dos nossosdireitos.
O MIRACULOSO: – O jornal O MIRACULOSO agrade a entrevista, a atenção e as palavras, que passam agora a constar na história do Jornal. O senhor foi nosso primeiro entrevistado político desta série que faremos até Outubro, os questionamentos que buscamos aqui fazer são os questionamentos que acreditamos ser de todos os cidadãos e será esse o padrão das demais entrevistas. Vamos as suas considerações finais.
Rodrigo Dantas: – Eu queria agradecer ao Jornal O MIRACULOSO e parabenizar essa iniciativa, porque no Brasil dizem que existe democracia, mas o poder de informar e de comunicar está concentrado
nas mãos de pouquíssimas pessoas e é utilizado da forma mais manipulatória, distorcida e abusiva que
existe, é importante que você multiplique mecanismos e iniciativas de democratização da comunicação, de descentralização, e é isso que vocês estão fazendo, por isso vocês estão de parabéns, e nós gostaríamos de dizer por fim a todos os leitores do Miraculoso, que nós viemos de longe a vamos
ao longe, nós não acreditamos que o século XX, o mais revolucionário da história humana tenha sido uma exceção ou uma anomalia na história, nós acreditamos que pelo contrário os problemas criados pelo capitalismo, os problemas globais criados pelo capitalismo se agravam, a cada dia, e o capitalismo
não é um fruto da natureza, o capitalismo é fruto da história humana e ele pode ser superado e uma nova
sociedade pode ser construída, nós temos hoje um desenvolvimento material, científico e tecnológico suficiente para que todos vivamos em paz com conforto, com nossas necessidades atendidas trabalhando cada vez menos e com o meio ambiente preservado, mas dentro do sistema capitalista essas mesmas forças produtivas tão desenvolvidas acabam significando guerras, devastação ambiental em escala planetária desemprego de massas, salários cada vez menores, direitos cada vez menores, nós consideramos que é possível urgente e necessário, construir a luta para superar o capitalismo como
modo de organização da vida social da humanidade e é a isso que minha vida está a serviço e a isso que o PSTU está a serviço e é a isso que está candidatura está a serviço, muito obrigado.
Vote Rodrigo Dantas 16!!!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Rodrigo Dantas pontua na pesquisa do Datafolha
FONTE: SITE O GLOBO
BRASÍLIA - Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra que o petista Agnelo Queiroz se consolidou na liderança da disputa pelo governo do Distrito Federal com 44% das intenções de voto. O ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que tenta reverter no Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que negou o registro de sua candidatura, caiu para 33 %. Na pesquisa anterior, Agnelo tinha 35 % e Roriz 41%. O candidato Toninho do PSOL aparece em terceiro, com 3 % das preferências. Eduardo Brandão( PV), Rodrigo Dantas (PSTU) e Newton Lins (PSL) têm 1% cada. Votos brancos e nulos somam 7 % e indecisos 11 %.
Para o Senado, as duas vagas em disputa ficariam com o senador Cristovam Buarque (PDT), com 50 %, e o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) com 40%. A ex-governadora Maria Abadia (PSDB), que teve o registro de candidatura negado pelo TSE por causa da Lei da Ficha Limpa, está em terceiro lugar com 24% das intenções de voto. Em seguida vem o deputado federal Alberto Fraga (DEM), com 16 %. Os candidatos Chico Sant'anna ( PSOL) e pastor Milton Tadashi (PTN) têm 2% dos votos cada. Gerônimo (PSL) Moacir Bueno (PV) Robson (PSTU) e Cadu Valadares (PV) aparecem 1% dos votos cada.
A pesquisa Datafolha foi realizada dias oito e nove de setembro e foram ouvidos 878 eleitores. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 29895/2010
Nota de solidariedade à greve dos servidores da Unb!!!
Nota de solidariedade
O PSTU vem, por meio desta nota, prestar total solidariedade ao servidor técnico-administrativo da UnB Marcelo Parise, que desde o dia 09/09 decidiu entrar em greve de fome em protesto contra o corte da URP, que representa 26% do salário dos servidores da UnB.
Os trabalhadores técnicos-administrativos da UnB se encontram em greve há 178 dias, completados no dia 10/09, a maior greve da história da universidade, lutando contra um ataque engendrado pelo governo Lula, a AGU e o TCU, amparada pela omissão e cumplicidade da reitoria da UnB, que pretende cortar 26% dos salários dos servidores da universidade. Esse ataque é parte de um processo maior orquestrado pelo governo Lula, que quer arrochar os trabalhadores do serviço público, para continuar honrando seus compromissos com os banqueiros e capitalistas de pagar a infindável dívida pública.
O corte de 26% dos salários dos servidores técnicos-administrativos da UnB é um importante exemplo para os trabalhadores do serviço público, de que o governo Lula e sua candidata a presidência não são aliados dos trabalhadores e que governam a serviço dos interesses da patronal e dos grandes bancos. Os servidores da UnB tem travado uma luta exemplar contra a direção cutista que está no sindicato (SINTFUB), que desde o início da greve está tentando desmobilizar a categoria e que desde o início de agosto está propondo nas assembléias semanais o fim da paralisação, sendo derrotada todas as vezes por esmagadora maioria.
O candidato ao governo do DF pelo PSTU, Rodrigo Dantas, e uma comissão da CSP-conlutas estiveram na sexta 10/09 pela manhã na praça Chico Mendes na UnB, local em que está acampado Marcelo Parise, para conversar e prestar a mais ampla e fraterna solidariedade ao servidor.
Para as organizações e pessoas que quiserem entrar em contato com Marcelo podem acessar o seu blog marceloparise.blogspot.com e pelo twitter @marcelo_parise.
Brasília, 10 de setembro de 2010
Rodrigo Dantas
PSTU
O PSTU vem, por meio desta nota, prestar total solidariedade ao servidor técnico-administrativo da UnB Marcelo Parise, que desde o dia 09/09 decidiu entrar em greve de fome em protesto contra o corte da URP, que representa 26% do salário dos servidores da UnB.
Os trabalhadores técnicos-administrativos da UnB se encontram em greve há 178 dias, completados no dia 10/09, a maior greve da história da universidade, lutando contra um ataque engendrado pelo governo Lula, a AGU e o TCU, amparada pela omissão e cumplicidade da reitoria da UnB, que pretende cortar 26% dos salários dos servidores da universidade. Esse ataque é parte de um processo maior orquestrado pelo governo Lula, que quer arrochar os trabalhadores do serviço público, para continuar honrando seus compromissos com os banqueiros e capitalistas de pagar a infindável dívida pública.
O corte de 26% dos salários dos servidores técnicos-administrativos da UnB é um importante exemplo para os trabalhadores do serviço público, de que o governo Lula e sua candidata a presidência não são aliados dos trabalhadores e que governam a serviço dos interesses da patronal e dos grandes bancos. Os servidores da UnB tem travado uma luta exemplar contra a direção cutista que está no sindicato (SINTFUB), que desde o início da greve está tentando desmobilizar a categoria e que desde o início de agosto está propondo nas assembléias semanais o fim da paralisação, sendo derrotada todas as vezes por esmagadora maioria.
O candidato ao governo do DF pelo PSTU, Rodrigo Dantas, e uma comissão da CSP-conlutas estiveram na sexta 10/09 pela manhã na praça Chico Mendes na UnB, local em que está acampado Marcelo Parise, para conversar e prestar a mais ampla e fraterna solidariedade ao servidor.
Para as organizações e pessoas que quiserem entrar em contato com Marcelo podem acessar o seu blog marceloparise.blogspot.com e pelo twitter @marcelo_parise.
Brasília, 10 de setembro de 2010
Rodrigo Dantas
PSTU
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Zé Maria participa de debate na internet

Hoje, o Zé Maria participou de um chat ao vivo, pela twitcam, com internautas do Brasil inteiro. O bate papo começou logo após o programa eleitoral, quando o candidato pelo PSTU à presidência da República respondeu, ao vivo, as perguntas feitas pelos internautas. Zé Maria falou sobre legalização do aborto, estatização do sistema de transportes, dívida pública, socialismo, entre outros temas
Perdeu? Assista aqui!
Servidor da UnB entra em greve de fome
http://www.correioweb.com.br/euestudante/noticias.php?id=13850
Os servidores técnico-administrativos da UnB completam, nesta quinta-feira (9/9), 178 dias em greve pelo pagamento integral dos salários. Em assembleia realizada nesta manhã, a categoria decidiu pela permanência da paralisação pela garantia do pagamento da URP (Unidade Referencial de Preços), taxa que representa 26,05% dos salários.
Como forma de garantir a decisão a favor dos servidores, o técnico-administrativo em química Marcelo Parise, 50 anos, do Instituto de Física da UnB, deu início a uma greve de fome. O servidor afirma que a última refeição realizada foi às 8h30 desta quinta-feira. “Só saio daqui para me alimentar se eu for derrotado ou tiver um problema de saúde”, disse. Marcelo Parise ainda afirmou durante assembleia da categoria que a ação é uma forma de “sensibilizar quem possa resolver o problema dos técnico-administrativos.”
Ele reforça que o principal motivo que o levou à greve de fome não foi somente o valor, mas "a injustiça da retirada de um direito garantido de forma legítima pela Justiça há 20 anos”. Marcelo defende que, assim como os professores, os técnicos também são servidores da educação e merecem ter o direito garantido.
Servidores da UnB e colegas de Marcelo no Instituto de Física farão revezamento no acampamento montado na Praça Chico Mendes da universidade. O físico Alexandre Neves, 32 anos, manifestou apoio. “Essa redução de 26% no nosso salário corresponde a seis dias, quatro horas e 47 minutos de trabalho. Imagine trabalhar seis dias, quatro horas e 47 minutos sem o direito de comer, de tomar banho, de tomar água, ou de levar os filhos ao colégio. É isso que estão fazendo com a gente”, diz.
O técnico de laboratório Leonardo Albuquerque, 29 anos, também incentiva e participa da manifestação. “Sabemos da possibilidade de não sairmos vitoriosos. Mas acreditamos que vale a pena lutar.” Manifestaram-se solidários a Marcelo funcionários da UnB, membros do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade Brasília (Sintfub) e Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra).
Segundo Cosmo Balbino, coordenador-geral do Sintfub, a decisão de liberar ou não o pagamento dos 26,05% aos técnico-administrativos será definida pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Em 12 de maio, a ministra recebeu mandado de segurança preventivo com pedido de liminar que garante o direito dos servidores ao pagamento integral dos salários. Entretanto, não foi indicada uma data do despacho do processo.
Grevista
Pedro Murrieta, decano de administração e representante da reitoria, afirma que a instituição acredita na legitimidade da greve dos servidores e respeita a continuidade dela, assim como a da greve de fome de Parise. “A reitoria fica temerosa pela saúde do servidor mas não vai intervir no jejum”, afirma Pedro Murrieta,. Segundo ele, as equipes médicas e de segurança da universidade estarão à disposição para fornecer atendimento médico e de emergência, caso seja necessário.
O técnico-administrativo que adotou a greve de fome como protesto é servidor da UnB há 16 anos e, com o corte da URP, teve uma perda de mais de R$ 500 no orçamento familiar. De acordo com ele, já foram feitas várias manobras para poder adequar o orçamento às necessidades do dia a dia. “O pior é a injustiça que vem sendo cometida com a redução desses valor dos nossos salários.” Marcelo Parise está na Praça Chico Mendes da UnB. O servidor afirma que dormirá no local enquanto estiver em greve de fome. Durante a assembleia de hoje, o Comando de Greve indicou o total apoio a Marcelo Parise, decisão referendada pela categoria.
Saiba mais
20 anos de URP (unidade referencial de preços)
1987 - Decreto Lei Nº 2.335, de 1987 determina um reajuste salarial aos servidores públicos com base nos prejuízos causados pelos altos índices de inflação da época. Ainda em 1988, portaria do Ministério da Fazenda estabeleceu o valor da URP em 26,05% sobre os salários.
1989 - Primeira investida do Executivo contra a URP, antes mesmo de ela ser implementada: a Lei Federal Nº 7.730 suspendia a URP e os reajustes salariais. Os servidores da UnB entraram com diversas ações para manter os reajustes na Justiça do Trabalho, todas com êxito.
1991 - Com os ganhos na Justiça, o reitor da UnB na época, professor Antônio Ibañez, usou o princípio da autonomia, concedido às universidades federais ainda na Constituição de 1988, para estender o ganho salarial a todos os servidores da instituição.
No mesmo ano, o Ministério da Educação determinou a que a UnB suspendesse a extensão da URP para todos os servidores. Supremo Tribunal de Justiça, no entanto, acatou os mandados de segurança, mantendo a decisão de Ibañez. Em meados da década de 1990, a Advocacia-Geral da União (AGU) tenta derrubar a URP, sem êxito. O STF considerou, então, o caso julgado: não cabia mais recurso contra a autonomia da UnB em relação à URP. Mesmo assim, ainda hoje a UnB convive com essa instabilidade.
Os servidores técnico-administrativos da UnB completam, nesta quinta-feira (9/9), 178 dias em greve pelo pagamento integral dos salários. Em assembleia realizada nesta manhã, a categoria decidiu pela permanência da paralisação pela garantia do pagamento da URP (Unidade Referencial de Preços), taxa que representa 26,05% dos salários.
Como forma de garantir a decisão a favor dos servidores, o técnico-administrativo em química Marcelo Parise, 50 anos, do Instituto de Física da UnB, deu início a uma greve de fome. O servidor afirma que a última refeição realizada foi às 8h30 desta quinta-feira. “Só saio daqui para me alimentar se eu for derrotado ou tiver um problema de saúde”, disse. Marcelo Parise ainda afirmou durante assembleia da categoria que a ação é uma forma de “sensibilizar quem possa resolver o problema dos técnico-administrativos.”
Ele reforça que o principal motivo que o levou à greve de fome não foi somente o valor, mas "a injustiça da retirada de um direito garantido de forma legítima pela Justiça há 20 anos”. Marcelo defende que, assim como os professores, os técnicos também são servidores da educação e merecem ter o direito garantido.
Servidores da UnB e colegas de Marcelo no Instituto de Física farão revezamento no acampamento montado na Praça Chico Mendes da universidade. O físico Alexandre Neves, 32 anos, manifestou apoio. “Essa redução de 26% no nosso salário corresponde a seis dias, quatro horas e 47 minutos de trabalho. Imagine trabalhar seis dias, quatro horas e 47 minutos sem o direito de comer, de tomar banho, de tomar água, ou de levar os filhos ao colégio. É isso que estão fazendo com a gente”, diz.
O técnico de laboratório Leonardo Albuquerque, 29 anos, também incentiva e participa da manifestação. “Sabemos da possibilidade de não sairmos vitoriosos. Mas acreditamos que vale a pena lutar.” Manifestaram-se solidários a Marcelo funcionários da UnB, membros do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade Brasília (Sintfub) e Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra).
Segundo Cosmo Balbino, coordenador-geral do Sintfub, a decisão de liberar ou não o pagamento dos 26,05% aos técnico-administrativos será definida pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Em 12 de maio, a ministra recebeu mandado de segurança preventivo com pedido de liminar que garante o direito dos servidores ao pagamento integral dos salários. Entretanto, não foi indicada uma data do despacho do processo.
Grevista
Pedro Murrieta, decano de administração e representante da reitoria, afirma que a instituição acredita na legitimidade da greve dos servidores e respeita a continuidade dela, assim como a da greve de fome de Parise. “A reitoria fica temerosa pela saúde do servidor mas não vai intervir no jejum”, afirma Pedro Murrieta,. Segundo ele, as equipes médicas e de segurança da universidade estarão à disposição para fornecer atendimento médico e de emergência, caso seja necessário.
O técnico-administrativo que adotou a greve de fome como protesto é servidor da UnB há 16 anos e, com o corte da URP, teve uma perda de mais de R$ 500 no orçamento familiar. De acordo com ele, já foram feitas várias manobras para poder adequar o orçamento às necessidades do dia a dia. “O pior é a injustiça que vem sendo cometida com a redução desses valor dos nossos salários.” Marcelo Parise está na Praça Chico Mendes da UnB. O servidor afirma que dormirá no local enquanto estiver em greve de fome. Durante a assembleia de hoje, o Comando de Greve indicou o total apoio a Marcelo Parise, decisão referendada pela categoria.
Saiba mais
20 anos de URP (unidade referencial de preços)
1987 - Decreto Lei Nº 2.335, de 1987 determina um reajuste salarial aos servidores públicos com base nos prejuízos causados pelos altos índices de inflação da época. Ainda em 1988, portaria do Ministério da Fazenda estabeleceu o valor da URP em 26,05% sobre os salários.
1989 - Primeira investida do Executivo contra a URP, antes mesmo de ela ser implementada: a Lei Federal Nº 7.730 suspendia a URP e os reajustes salariais. Os servidores da UnB entraram com diversas ações para manter os reajustes na Justiça do Trabalho, todas com êxito.
1991 - Com os ganhos na Justiça, o reitor da UnB na época, professor Antônio Ibañez, usou o princípio da autonomia, concedido às universidades federais ainda na Constituição de 1988, para estender o ganho salarial a todos os servidores da instituição.
No mesmo ano, o Ministério da Educação determinou a que a UnB suspendesse a extensão da URP para todos os servidores. Supremo Tribunal de Justiça, no entanto, acatou os mandados de segurança, mantendo a decisão de Ibañez. Em meados da década de 1990, a Advocacia-Geral da União (AGU) tenta derrubar a URP, sem êxito. O STF considerou, então, o caso julgado: não cabia mais recurso contra a autonomia da UnB em relação à URP. Mesmo assim, ainda hoje a UnB convive com essa instabilidade.
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