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segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Copa, os 51 anos de Brasília e a moderna política do Pão e Circo

O gasto extra na construção do Mané Garrincha para receber o jogo de abertura é 2 vezes o orçamento da Secretaria de Cultura do GDF em 2011

O termo “política do pão e circo” é um termo histórico que serve para denominar políticos que conquistavam apoio popular a partir de políticas assistencialistas (algumas delas até importantes) enquanto que a linha geral de seu governo caminhava para a corrupção, ou o favorecimento dos setores mais tradicionais da burguesia. Outra variante do termo é o “Rouba mas Faz”.

No DF, a gestão Roriz ficou caracterizada como o cara do povo, pois distribuía lotes em troca do apoio popular a uma gestão que reforçava, ao fim e ao cabo, a própria exclusão social e corrupção de estado. Seu sucessor Arruda, inovou. Em vez do lote, grandes obras (todas superfaturadas) e uma gigantesca campanha de marketing, que envolveu a compra da mídia burguesa e vários shows, de artistas de fora, gratuitos para a população. O resultado de um e de outro já sabemos onde deu.

Agnelo assumiu um governo cheio de expectativas. Nos primeiros 100 dias, além de ampliar ainda mais a sua base de apoio com os mesmos setores que apoiavam Roriz e Arruda, deu pouco ou nenhum sinal que vai rever os grandes contratos corruptos da gestão passada, bem como punir os responsáveis. Nas áreas sociais, o discurso de campanha de quem resolveria tudo, já mudou para o possível, o que der, o talvez no ano que vem, ou o esquecimento das próprias promessas.

Lógico que é desigual. Algumas secretarias trabalham mais que as outras. A Secretaria de Cultura tenta retomar a mobilização nas cidades, gerando boas expectativas. Para as festas de 51 anos da cidade, apesar de ainda trazer grandes artistas de fora, como nos tempos de Arruda, priorizou shows com os artistas locais, acatando a pressão do movimento popular. Há um atrás, o movimento de cultura no DF organizou o “Brasília por outros 50”, evento com as bandas locais que se tornou maior que o próprio evento oficial.

Porém, o que a Secretaria de Cultura não explicou para o movimento, nem para a população, é que toda a festa de 51 anos da cidade tem um objetivo. Como está escrito no site da Secretaria:

“A grande festa de Aniversário de Brasília reúne cerca de 1.200 artistas. Este ano, os grandes atrativos são a valorização da produção cultural local e o investimento em atividades esportivas que têm como foco a candidatura da cidade como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014.”

Ou seja, os artistas foram selecionados e estão mobilizados para fazer uma festa que visa ter Brasília na abertura da Copa. Ótimo. A população vai assistir este evento, achando que é uma grande medida do governo em apoiar a cultura local. Mas na verdade o objetivo é outro... E o que implica Brasília ter a abertura da Copa? Várias coisas, vejamos duas:

a) Estádio

Os jogos do campeonato candango mal chegam a 5 mil pessoas. Os times de Brasília tem seu estádio onde “mandam” seus jogos no campeonato nacional. Mesmo assim, o GDF está gastando quase R$ 1 bilhão para derrubar e reconstruir um estádio, só porque a FIFA diz que este estádio não podia. Além deste dinheiro, a empresa que ta construindo, ainda ganhou isenção fiscal do Governo Federal!!!

Só isto já é um absurdo! Gastar mais de R$ 1bilhão para derrubar e reconstruir um estádio. Mas tudo bem, foi decisão do governo passado. Não tem o que fazer. Mas a decisão do Governo Agnelo foi de manter a proposta de 70 mil lugares para receber a abertura da Copa. Se não fosse isto, o estádio poderia ter 40 mil lugares. Só esta decisão, vai custar mais de R$ 200 milhões.

O orçamento previsto para a Secretaria de Cultura em 2011 é de R$ 113 milhões. O da Secretaria de Esportes é R$ 64 milhões. Os artistas locais estão fazendo um show para homenagear uma obra fraudulenta e cujo gasto é 2 vezes o orçamento de toda área de cultura. O que é melhor, gastar R$ 200 milhões a mais para receber a abertura da Copa ou investir duas vezes mais na cultura e esporte popular? Será que no Orçamento Participativo poderemos questionar isto?

b) Competição

Quem dera fosse só Brasília que estivesse gastando a toa para receber a Copa. Em fevereiro, o Ministro dos esportes disse que quatro cidades são “favoritas” para receber a abertura: Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Salvador. Que visão de país é esta que incentiva uma competição entre cidades para ver que gasta mais para receber um único jogo?? E depois de decidido, como fica o dinheiro gasto por cada cidade não escolhida?? O vice governador de Brasília, Tadeu Filippelli responde: “Este elefante branco? Depois a gente vê como fica!”

Uma coisa é certa: Nunca antes na história do futebol houve um jogo tão caro quanto este!!

Enfim. Esta é a moderna política do pão e circo. A versão adaptada do mesmo projeto de ilusão popular e exclusão social já desenvolvida lá atrás, e que, a cada governante no DF, seja ele Roriz, Arruda ou Agnelo, muda de forma, mas não muda seu conteúdo.

Chico

Coletivo Luta Vermelha

PSOL e AP-DF

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Funcionalismo vai reagir a cortes do governo


Na plenária do dia 14 de abril, os trabalhadores representados pela Condsef(Confederação do Servidores Públicos Federais) aprovaram um calendário de mobilização contra o pacote de cortes do governo e pelo cumprimento dos acordos firmados no governo anterior.  No 11 de maio serão organizados atos nos estados e 13 de junho terá marcha à Brasília. Pode ser que saia greve, a primeira do setor no governo Dilma.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Manifestação dos servidores conquista retomada de negociações com governo


Do site da conlutas: cspconlutas.org.br

Servidores públicos de todo país demonstraram a força da categoria na Campanha Salarial ao reunir, segundo informações das entidades, cerca de 15 mil pessoas em marcha realizada nesta quarta-feira (13) em Brasília.

O dia de luta teve inicio já de manhã, quando aproximadamente mil pessoas organizadas pela CSP-Conlutas e CNESF (Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais) tomaram o Plenário da Câmara dos Deputados e exigiram a rejeição do Projeto de Lei 1.992 que permite a aplicação do texto constitucional acabando com a aposentadoria integral para os novos funcionários da União.

Pressionados pelos servidores, os deputados retiraram o item da pauta de votação e, além disso, foi marcada uma audiência pública para debater a proposta com data ainda não definida.

Esta era apenas uma mostra da força da categoria em luta. A tarde, por volta das 15h, segundo informações das entidades presentes, cerca de 15 mil servidores tomaram as ruas de Brasília.

A marcha exigiu do governo Dilma a não aprovação de uma série de projetos que atacam direitos do funcionalismo, entre eles a previdência complementar, na qual o contribuinte sabe quanto paga, mas não sabe quanto receberá ao se aposentar, a demissão por insuficiência de desempenho, o congelamento salarial por 10 anos, o direito de greve no serviço público, dentre outros.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Oposição "Resistência e Luta" mostra força nas eleições dos trabalhadores dos correios

A chapa 3, "Oposição Resistência e Luta", teve 434 votos para as eleições do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal (Sintect-DF), obtendo 24,2% dos votos válidos. A Oposição é formada por militantes do PSTU e ativistas independentes que fizeram uma campanha chamando a categoria para a luta contra a precarização dos Correios e denunciando o acordo bianual, que impediu que os trabalhadores fizessem campanha salarial em 2010. 

É uma evolução em relação às últimas eleições, em 2008, quando a oposição "Resistência e Luta" obteve cerca de 13% dos votos. A oposição reúne ativistas que reivindicam a CSP-Conlutas como central sindical e outros ativistas e faz oposição à atual direção do sindicato, que faz acordos que beneficiam a empresa e prejudica os trabalhadores. O grupo participa de todas as greves e mobilizaçãoes da categoria.

A chapa ganhadora foi a Chapa 2, da Central Ùnica dos Trabalhadores (CUT), com 847 votos. A Chapa 1, da atual direção do sindicato, ligada à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros(CTB), teve 510 votos.

O PSTU no Distrito Federal parcipa de outras oposições sindicais, como do sindicato dos professores. O partido também apoiou a chapa de oposição nas últimas eleições  para o sindicato dos servidores públicos federais e para o sindicato dos bancários.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Debate "As Revoluções que Sacodem o Mundo Árabe"

Na próxima terça-feira o PSTU participa de um debate da Calourada do Serviço Social da UnB. "As Revoluções que Sacodem o Mundo Árabe" contará com a participação do militante Fábio Bosco, que esteve no Egito em março após a grande revolução que derrubou o ditador Mubarak.

A atividade será no dia 05/04, às 18h30, no Anfiteatro 6 na UnB.

Estarão entre os debatedores, o militante Fábio Félix, da corrente CST do PSOL e um representante do PCB.

Convidamos a todos para debater os grandes acontecimentos do Norte da África!

sexta-feira, 18 de março de 2011

CSP-Conlutas convoca protesto contra a visita de Obama no Brasil

Atos acontecem no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília


www.pstu.org.br




• Ao mesmo tempo em que a Embaixada norte-americana e o governo brasileiro preparam o palanque para a recepção de Barack Obama no país, sindicatos e movimentos sociais preparam uma outra recepção ao presidente. A CSP-Conlutas está convocando protestos no Rio contra a vinda de Obama e o imperialismo norte-americano.


A convocação para a organização de atos públicos contra o presidente norte-americano foi aprovada por unanimidade durante a reunião ampliada da Executiva nacional da entidade, realizada nesse dia 15. Estiveram presentes na reunião, além de sindicatos, oposições e movimentos que compõem a CSP-Conlutas, partidos como o PSOL e o PSTU e entidades como o Jubileu Sul.


Foram aprovados dois atos públicos, um para a próxima sexta-feira, dia 18, às 16h na Candelária e outro para domingo, no Largo do Machado, durante o discurso de Obama.


Por que protestar contra Obama?


As manifestações vão denunciar os interesses do imperialismo norte-americano sobre o petróleo do Pré-Sal, e os acordos que serão assinados com o governo Dilma para entregar o recurso aos EUA. Também serão denunciados os planos de livre comércio entre Brasil e os EUA, que pretendem retomar a ideia da Alca.


Os manifestantes também vão exigir que os EUA não invadam a Líbia e que parem de intervir contra a revolução árabe. Vão ainda protestar contra a ocupação ianque do Iraque e do Afeganistão, assim como exigir a retirada das tropas brasileiras do Haiti, que estão lá a serviço das multinacionais norte-americanas.


Nesta quarta, dia 16, vai ocorrer uma plenária para ampliar as forças envolvidas no protesto, assim como organizar a manifestação. A plenária ocorre às 18h na sede do Sindipetro-RJ.


Outros estados


Além do Rio, outras cidades terão protestos contra o imperialismo. Em São Paulo, a manifestação será na sexta-feira, 18, na Praça do Ciclista, cruzamento da Avenida Paulista e Rua da Consolação.

Em Belo Horizonte, é o PSTU quem está organizando a manifestação. Além de protestar contra a presença do presidente norte-americano, os companheiros vão defender as revoluções no mundo árabe e exigir a queda do ditador Kadafi na Líbia. O ato será na Praça Sete, a partir das 16h.


Ao chegar ao Brasil, Obama participa de atividades em Brasília. Ativistas estão chamando na internet um protesto na Esplanada dos Ministérios, no sábado, às 10h.


*Com informações da CSP-Conlutas-RJ


SERVIÇO:

Rio de Janeiro


17/3, quinta-feira, 18h


Plenária de organização do ato


Local: SINDJUSTIÇA (Travessa do Paço, 23, 13º andar






18/3, sexta-feira, 16h


Ato público na Candelária






20/3, domingo, 10h


Ato público no Largo do Machado




São Paulo


18/3, sexta-feira, 17h


Protesto na Praça do Ciclista


(Cruzamento da Avenida Paulista e Rua da Consolação)



Belo Horizonte


18/3, sexta-feira, 16h


Ato público na Praça Sete


Brasília


19/3, sábado, 9h


Manifestação na Esplanada dos Ministérios


Baixe o Cartaz OBAMA GO HOME

Faixa CSP-CONLUTAS Obama Go Home!



Não à entrega do Pré-Sal! Obama GO Home!

Faixa da CSP-CONLUTAS sobrevoa ipanema na manhã desta sexta-feira.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Julgamento dos Assassinos de Gildo Rocha

Gleicimar de Sousa Rocha (viúva)


O Júri será realizado no Dia 17/03/2011 (quinta-feira) às 9hs Tribunal do Júri da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília no Anexo II do Palácio da Justiça, Bloco B, Ala C, Térreo, Plenário - Brasília/DF



SOMOS TODOS GILDO! CHEGA DE IMPUNIDADE! PUNIÇÃO PARA OS ASSASSINOS!


No dia 17/03/2011 (quinta-feira) às 9hs, será realizado o julgamento do acusado pelo assassinato de Gildo da Silva Rocha, militante do PSTU e dirigente do Sindser - (sindicato dos servidores do Distrito Federal)


Em 2000, o então governador Joaquim Roriz, tinha dado ordem de reprimir violentamente a greve dos trabalhadores do Serviço de Limpeza Urbana- SLU, Gildo Rocha, um dos líderes da greve, saiu de casa de madrugada no dia 6 de outubro para uma atividade da greve. Policiais a paisana o abordaram e, na perseguição, foram disparados 17 tiros contra seu carro, e um deles o atingiu nas costas.


Para esconder o covarde crime, os policiais afirmaram que Gildo estava em atividade suspeita, e que ele foi o primeiro a disparar. Colocaram arma e drogas em seu carro que veio a ser desmentido através do laudo dos peritos da Policia Civil do DF, ficando provado que Gildo não tinha consumido droga e que não tinha feito nenhum disparo de arma de fogo.O processo cível aberto para responsabilizar o Governo do Distrito Federal pelo assassinato, e exigir indenização para esposa e dois filhos, também não deu em nada, segundo os juízes os herdeiros não têm direito a indenização pois Gildo provocou a própria morte.


No dia do julgamento precisamos reunir o máximo de gente possível no forum para juntos exigirmos justiça.


GILDO PRESENTE!!!


GILDO PRESENTE!!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Crise na Líbia divide espaço com sátira à política nacional no Pacotão

Correio Braziliense - Ciência e Saúde - Crise na Líbia divide espaço com sátira à política nacional no Pacotão

Crise na Líbia divide espaço com sátira à política nacional no Pacotão




Diversas faixas citavam o presidente da Líbia, Muammar Khadafi, que enfrenta uma guerra civil em seu país

A sátira à política nacional dividiu espaço com temas internacionais no Pacotão deste ano. A crise política no Oriente Médio e no norte da África não passou despercebida no bloco mais tradicional da capital federal, que hoje (8/3) fez o segundo desfile no carnaval de 2011.

Diversas faixas citavam o presidente da Líbia, Muammar Khadafi, que enfrenta uma guerra civil em seu país. Os dizeres seguiam a irreverência tradicional do bloco. “Khadafi não leva mais a Líbia na lábia”, citava uma faixa.

Até o boneco do Charles Preto, presença tradicional no Pacotão, carregava um lenço árabe. “Quero passar a mensagem de que a democracia é mais importante que tudo”, disse o bancário Arimateia Lima, 57 anos, que carregava o boneco num jipe.

O boneco do Charles Preto fazia referência ao diretor do Departamento de Turismo do Distrito Federal durante a ditadura militar, Carlos Black Pereira. Em 1978, quando o Pacotão foi fundado, ele ameaçou impedir o desfile. Em homenagem a Carlos Black, os criadores do bloco criaram o boneco e o nomearam presidente vitalício e simbólico do Pacotão.



Com muita criatividade e irreverência os políticos do DF envolvidos em escândalos não foram esquecidos pelos foliões

Apesar dos temas internacionais, a política nacional continuou a ter destaque no Pacotão. Nem escândalos recentes foram deixados de lado. Diversas faixas faziam menção à deputada federal Jaqueline Roriz (PMN), flagrada num vídeo obtendo recursos ilegais para a campanha eleitoral de 2006.

“Jaque, cadê meu dinheiro? Você viajou? Me liga, mulher”, dizia uma faixa. Outra foliã comparava a deputada ao pai, o ex-governador Joaquim Roriz. “Tal pai, tal filha”, criticava a faixa.

O governo da presidenta Dilma Rousseff também foi satirizado. “Dilminha tesourão, tesourão chegou cortando tudo”, mencionava uma faixa, referindo-se ao corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano. A eleição de celebridades para o Congresso Nacional não ficou de fora. “Tiririca, Popó e Romário: Tropa de Elite 3 na Câmara dos Deputados”, citava outra faixa.

Mais uma vez, o corretor de seguros Jafé Tôrres, 70 anos, desfilou vestido como o ex-presidente e atual senador Itamar Franco. Uma placa pendurada no pescoço justificava a volta de Itamar ao cenário político nacional: “Dilminha, abra o olho. Estou aqui de novo”.

No Dia Internacional da Mulher, elas foram homenageadas. Ao longo do percurso, o locutor do trio elétrico dedicava o desfile às mulheres. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas acompanhavam o Pacotão no início da W3 Sul, uma das principais avenidas de Brasília. A tendência é o público aumentar até as 22h, quando acaba a festa.

Apesar do público maior que nos últimos anos, o clima era de segurança. Até a chegada na 504 Sul, às 20h14, a Polícia Militar não tinha registrado incidentes. Depois, em 10 minutos, a PM vistoriou a W3 para retirar os últimos foliões e liberou o trânsito. “Aqui, a diversão é para a família toda”, disse a costureira Leilian Alves, 45 anos, que há 22 anos desfila no bloco com a filha e, mais recentemente, com as duas netas.

Com informações da Agência Brasil

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulheres trabalhadoras em luta contra o machismo e a exploração

Dia Internacional de Luta das Mulheres


Ana Pagamunici, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU

• O dia 8 de março é o Dia Internacional de Luta das Mulheres. A data foi criada em 1910, por iniciativa da socialista Clara Zetkin, em referência às 129 trabalhadoras assassinadas da fábrica Cotton, nos Estados Unidos, em 1857.

Para as mulheres trabalhadoras, a data ganhou ainda mais sentido quando, em 8 de março 1917, as mulheres da Rússia saíram às ruas exigindo “paz, pão e terra” e ajudaram a detonar a revolução socialista no país.


A luta das mulheres hoje


A crise econômica mundial tem promovido uma escalada de ataques à classe trabalhadora, particularmente às mulheres. Em 2008, nos EUA, a contratação de trabalhadoras pelas montadoras de automóvel, em condições de precariedade e com menos direitos, tornou-se fundamental para amenizar os efeitos da crise. Na França, em 2009, o aumento da idade para a aposentadoria e a retirada de direitos dos servidores públicos também serviram para apressar uma recuperação parcial do capital, mas os conflitos continuam.

O que está em curso é uma política internacional de mudanças nas relações de trabalho, uma tentativa de estabelecer uma enorme precarização do trabalho (como na China) no mundo todo, em que os trabalhadores possam ganhar menos e os patrões, mais.


Os efeitos da crise também promoveram em escala mundial o aumento dos preços dos alimentos e o desemprego. As mulheres são as mais afetadas pelos efeitos da crise, pois representam quase 40% da população economicamente ativa, ganham os menores salários e são quase 70% dos mais pobres do mundo.

No Brasil, a crise internacional ainda não teve os mesmos efeitos. Mas o atual ciclo de crescimento não resultou em uma melhora de vida para as mulheres. É o contrário. O governo sustenta o país com o aumento da exploração dos trabalhadores. Contratam-se pessoas, mas os salários estão menores, com menos direitos. As mulheres são utilizadas para regular o preço da mão de obra, porque são mais “baratas” e ganham até 30% menos que um homem para uma mesma função. Isso piora muito quando falamos das mulheres negras.

O aumento dos preços dos alimentos, da tarifa de transporte, de energia e, de modo geral, da carestia de vida em nosso país tem colocado maiores dificuldades à vida das mulheres. De acordo com os dados da PNAD (2010), no Brasil, as mulheres são a maioria da população (52%). Também estudam mais que os homens, mas estão nos postos de trabalho com menor remuneração.

A eleição de uma mulher à Presidência


A eleição de uma mulher à Presidência da República e, com ela, o aumento da presença feminina nos ministérios, não pode ser tratado como um fato menor. Estamos em um país no qual uma mulher é vítima de violência a cada dois minutos. E, a cada duas horas, morre uma vítima dessa violência. O Brasil é um dos países mais atrasados em direitos e avanços mínimos em relação aos direitos da mulher. Eleger uma delas significa algo importante: que as massas expressam de maneira distorcida o sentimento e a esperança de ver mudanças. No caso de Dilma, como a continuidade de Lula.

Mas os fatos vão demonstrando o que as ilusões ocultam. Dilma foi eleita num contexto de grande retrocesso na consciência. Uma eleição fria, em que predominaram aspectos conservadores e de adaptação à ordem estabelecida. Seu primeiro (des)serviço às mulheres foi ter transformado em moeda de troca uma bandeira histórica das trabalhadoras, a luta pela legalização e descriminalização do aborto. Com a chamada Carta ao Povo de Deus, ignorou as inúmeras que morrem todos os dias vítimas de procedimentos mal sucedidos e se dirigiu à população para se comprometer com os setores que lucram com a não-legalização do aborto. Lembremos que o aborto é proibido somente para as mulheres trabalhadoras, pois as mulheres burguesas têm dinheiro suficiente para pagar pela intervenção em uma clínica.

Em seguida, sua primeira ação importante como governante foi impedir o aumento do salário mínimo. Dilma defendeu que o reajuste não poderia superar R$ 35 “para não quebrar o país”, mas se calou diante do aumento de 62% no salário dos deputados e de 133% para ela própria. Como pode uma mulher eleita com a promessa de melhorar a vida dos mais pobres e honrar as mulheres ser contra um aumento maior do salário mínimo?

Mas Dilma não parou por aí. Através da imprensa, o governo cogita a possibilidade de criar uma idade mínima para aposentadoria - dos homens para 65 anos e das mulheres para 60 anos. Dilma já cortou R$ 50 bilhões do orçamento, retirando dinheiro de áreas essenciais. Suspendeu concursos públicos, que são possibilidades de empregos para as mulheres. E sequer fez algum pronunciamento contra a violência que aflige as mulheres haitianas, vítimas de soldados brasileiros no Haiti.

Tudo isso mostra que não basta ter uma mulher à frente do governo para que os interesses das mulheres trabalhadoras sejam atendidos. Para o PSTU, a eleição da Dilma é a continuidade de um governo que não está a serviço das mulheres trabalhadoras. É uma grande aposta da burguesia, que se apoia na ilusão das pessoas para continuar explorando os trabalhadores.

Violência, direito à maternidade e machismo


A última pesquisa da Fundação Perseu Abramo mostra com clareza os índices de violência contra a mulher em nosso país. A cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas. A Lei Maria da Penha é insuficiente para resolver isso. Não prevê investimentos na construção de casas-abrigo e punição aos agressores. Mal a lei é aplicada e, quando o é, mostra não ser capaz de resolver a violência, que está ligada muito mais às condições de vida das mulheres.

O Estado também pratica essa violência quando se nega a garantir os direitos básicos às mulheres. O direito à maternidade é um deles. Enquanto o governo proíbe o aborto, não dá garantias para as mulheres que optam pela maternidade. A licença-maternidade de seis meses não vale para todas. Também não há creches para os filhos das mulheres trabalhadoras. Mais de 85% das crianças de 0 a 3 anos estão fora das creches.

Nas ruas, contra o machismo e a exploração


Neste 8 de março, vamos tomar os ensinamentos das mulheres árabes, que estão fazendo revoluções, e sair às ruas contra o machismo e a exploração. Precisamos construir grandes atos para demonstrar nossa força e unidade de ação para enfrentar os governos e patrões.

Lutamos por:


– Dobrar o valor do Salário Mínimo rumo ao piso do Dieese (R$ 2.227)!
– Salário igual para trabalho igual!
– Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
– Direito à maternidade: a) licença-maternidade de seis meses para todas as trabalhadoras e estudantes, sem isenção fiscal, rumo a um ano; b) creches gratuitas e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora.
– Pelo fim da violência contra a mulher! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha! Construção de Casas-abrigo! Punição aos agressores!
– Pelo fim da ocupação militar no Haiti. Fora as tropas brasileiras!
– Solidariedade e apoio às revoluções árabes!

No 8 de março, as mulheres vão botar o bloco na rua

Confira, abaixo, a programação completa.


São Paulo


12 de março, 9h


Concentração em frente à Igreja da Consolação, no centro São Paulo






Rio de Janeiro


8 de março, às 16h


Bloco “Maria vem com as outras”


Concentração na Fundição Progresso






17 de março, 16h


Panfletagem na central do Brasil






22 de março


Ato político de pré-lançamento do Fórum Estadual de Luta contra a Violência à Mulher


Local e horário a confirmar






Brasília


8 de março


Bloco do Pacotão, que sai às ruas todos os anos com um tema político. Esse ano o tema será a revolução árabe.






Pará


12 de março, às 9h


Palestra: “8 de março: Contra o machismo e a exploração; em defesa da mulher trabalhadora”


No acampamento do MTST (Estrada do Outeiro)






Piauí


5 de março


Participação no Bloco Sanatório Geral






Maranhão


4 de março, às 19h


Ato de lançamento e festa do bloco


Na Sede Recreativa do Sindicato dos Bancários (Turu, São Luís), com animação da cantora Tássia Campos e Banda






8 de março


Desfile na Passarela do Samba. Fantasias, abadás, bandeiras, faixas e estandarte denunciando a violência contra a mulher e a situação da mulher trabalhadora e se solidarizando com as mulheres haitianas e do Oriente Médio.






Minas Gerais


11 de março


Ato unitário em comemoração ao Mês da Mulher. Temas: combate à violência contra as mulheres e luta pelo direito à moradia.






12 de março


Debate: “Como a crise econômica afeta principalmente as mulheres no país e no mundo”. Palestrantes do Ilaese, MML e Quilombo Raça e Classe


A confirmar: espetáculo teatral

domingo, 6 de março de 2011

8 de março de 2011, Dia Internacional da Mulher

PSTU pula o carnaval denunciando o machismo

http://www.pstupe.org.br/products/pstu-pula-o-carnaval-denunciando-o-machismo-/?sms_ss=facebook&at_xt=4d725e2154d6d514%2C0

Além da estréia do bloco, o Partido distribuirá leques contra violência à mulher

Com o Dia Internacional da Mulher caindo na terça-feira, 8 de março, as bandeiras feministas tomam conta deste carnaval. O PSTU em Pernambuco trás como tema para o primeiro ano do bloco: Neste Carnaval... Nois toma partido das mulheres contra a violência. A folia será na terça-feira (8) e a concentração às 10h, em frente à barraca do PSTU, por trás do posto de saúde, na Praça do Carmo em Olinda.

Além dos blocos formados por mulheres, outras iniciativas buscam trazer a defesa das mulheres para a folia. Nos dias de festa, o PSTU distribuirá um leque comemorativo ao 8 de março, com a frase “Neste carnaval, respeite as mulheres”. O leque condena a violência machista e ressalta que é preciso respeitar a mulher não só no seu dia, mas “o ano inteiro”.

“Foi a forma que encontramos de brincar carnaval conscientizando”, diz Vera Nepomucemo, da Secretaria de Mulheres do partido. O tema da violência foi escolhido diante do aumento dos casos e até de assassinatos contra mulheres, mesmo com a Lei Maria da Penha. “A cada quarenta segundos, uma mulher sofre alguma agressão física no País. Infelizmente, a impunidade e a dependência econômica fazem com que esse atraso continue”, denuncia Vera.

O partido também pretende combater a exploração da imagem feminina. “Queremos dar um refresco no calor, mas também oferecer uma alternativa aos leques das cervejas, que exploram a imagem da mulher em suas propagandas e até no nome. Mulher não é objeto”, alfineta Vera. O material será distribuído em diversas cidades do país, com destaque para os blocos de Recife, Rio de Janeiro, Aracaju, São Luis e Salvador.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Fora as mãos imperialistas da Líbia!

Pelo triunfo da resistência na Líbia, abaixo Kadafi!


http://www.litci.org/

• Muammar Kadafi está respondendo com violência militar à insurreição contra sua ditadura de 42 anos. A guerra civil desatada está provocando milhares de vítimas. Kadafi usa a artilharia pesada e a aviação contra as cidades e os bairros da capital, que ainda está em suas mãos. O ditador não está utilizando sua máquina militar só contra as massas que se armaram, mas também contra a população desarmada, ao melhor estilo de Hitler.

Kadafi ameaça várias cidades com bombardeios aéreos, caso não mostrem apoio incondicional a ele. Centenas de milhares de tunisianos e trabalhadores imigrantes de outros países estão fugindo do massacre. Apesar de sua brutal resposta, a insurreição tem tomado o controle de grande parte do país, e as milícias populares estão se dirigindo à capital Trípoli para expulsar o ditador, mas ele continua realizando duros contra-ataques. Não há nada definido, mas aparentemente Kadafi está perdendo a guerra.

IMPERIALISMO

O imperialismo esteve em silêncio por vários dias desde o começo da insurreição. Mas ao ver que Kadafi não conseguiria detê-la, pediu ao ditador para não usar mais a violência e negociar com a oposição. E só agora, quando vê que a insurreição pode triunfar, está propondo que ele deixe o poder para ser julgado.

A Líbia é um importante exportador de petróleo e gás, principalmente para a Europa e os EUA. Recordemos que o imperialismo, particularmente o europeu, sustentou por anos o regime de Kadafi. O ditador e sua família são parte da burguesia europeia, pois estão unidos a ela em múltiplos negócios. Em todos estes anos ninguém exigiu nenhuma medida de democratização nem que ele deixasse de reprimir e torturar.

Diante da força da insurreição, o imperialismo tem sido obrigado a se diferenciar de Kadafi, esperando encontrar uma solução negociada. No Egito o imperialismo tem seus colaboradores diretos no exército, que ficou intacto, e está tentando desmobilizar as massas para manter os pactos que unem o país ao imperialismo e assegurar a existência de Israel.

Ao se encontrar intacta a principal instituição do Estado burguês (o exército financiado há anos pelos EUA), o imperialismo não chegou a propor nenhuma intervenção armada no Egito. Além disso, ele percebe que no Egito a oposição ao regime não propõe a destruição desse exército. Ou seja, a situação egípcia é bem diferente da Líbia. Na Líbia o exército foi destruído. Parte dos soldados e oficiais desertou, passando para o lado da insurreição.

Não é uma divisão do exército onde há duas partes intactas. Ao lado de Kadafi, estão principalmente os mercenários estrangeiros com bons salários. A outra parte está dissolvida, os revoltosos. No lado da insurreição, milhares de pessoas tomam as armas do exército se organizando para acabar com a ditadura. A essas milícias armadas estão se unindo soldados e oficiais.
PERIGO PARA OS EUA

Políticos que ocupavam cargos no governo e diplomatas têm rompido com Kadafi. Muitos deles levaram toda a vida ao lado do ditador e só o abandonaram após a brutalidade de seu chefe diante das manifestações. Quando apareceram tentando montar um governo provisório, como fez o ex-ministro da Justiça de Kadafi, foram imediatamente desautorizados pela resistência.

Eis o verdadeiro problema enfrentado pelo imperialismo: a revolução pode derrubar Kadafi, destruir o exército, o povo se armar, mas não há clara oposição burguesa pró- imperialista.

Nestas condições, uma vitória das massas põe em perigo todo o controle imperialista de uma região sacudida pelo turbilhão revolucionário. Por isso, o imperialismo começou a intervir. Se realmente o imperialismo desejasse ajudar a resistência, teria entregado armas a ela. Mas o que o imperialismo quer é impedir o triunfo das massas líbias e impedi-las de controlar o país. O repúdio internacional ao massacre de Kadafi é utilizado pelo imperialismo para justificar uma intervenção armada.

Esta intervenção militar já começou: barcos de guerra dos EUA estão situados na costa da Líbia. Obama e Clinton estão planejando o fechamento do espaço aéreo do país em nome da ONU. Isso significaria que os aviões da Otan poderiam entrar na Líbia para destruir a aviação com o argumento de “proteger” a população civil de bombardeios.

O imperialismo, principalmente os EUA, começou a fazer declarações chamando a comunidade internacional a intervir para evitar um banho de sangue. Também está agitando o fantasma de que a Al Qaeda possa controlar zonas do país – mesmo argumento usado por Kadafi. Com essas declarações o imperialismo quer justificar o envio de soldados da ONU para “garantir a paz”.

Portanto, a ocupação da Líbia não está descartada e pode se utilizada num cenário de uma longa guerra civil neste país, ou quando Kadafi cair e a crise levar a um vazio de poder. Caso o imperialismo consiga levar a cabo uma ocupação, a Líbia poderá ser uma nova colônia como é o Haiti, hoje controlado por tropas a serviço do imperialismo.

Frente à intervenção militar imperialista na Líbia devemos saudar a iniciativa da resistência, que deixou claro que não vai aceitar nenhum tipo de intervenção. Em Bengasi, quando a resistência escutou as declarações de Hillary Clinton, grandes cartazes apareceram dizendo que não querem a intervenção dos EUA.

Para acabar com Kadafi os líbios podem e devem contar com a ajuda de todo o povo árabe, antes que o imperialismo possa intervir para impedir sua vitória. Há uma grande solidariedade vinda da Tunísia e do Egito. Agora é necessária a insurreição, além de alimentos e medicamentos, e também armas e munições para que se organizem milícias armadas árabes, desde o Egito e a Tunísia, para combater junto a seus irmãos líbios.

REPUDIAR INTERVENÇÃO

O triunfo da revolução na Líbia vai ser uma grande vitória da revolução árabe, que dará novo impulso às revoluções em curso e seguramente produzirá novas mobilizações em outros países. Pelas suas características, bem mais profundas ao destruir ao exército, a revolução líbia pode impulsionar a revolução árabe, pondo em questão o controle imperialista da região e, especialmente, os governos e regimes que tentam estabilizar seus países depois da queda dos ditadores.



Os trabalhadores e os povos do mundo devem estar ao lado da revolução líbia, contra a ditadura de Kadafi, e impedir que o imperialismo possa invadir este país. É necessário desmontar a campanha realizada nos países imperialistas que tenta justificar uma intervenção militar. É preciso se mobilizar contra os governos que preparam os planos de ocupação.
Devemos nos mobilizar em todos os países contra os planos imperialistas de derrotar a revolução do povo líbio!

Pelo triunfo da resistência!

Viva a revolução líbia!

Terça, 1 de março de 2011

Secretariado da Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional

www.litci.org

Evento discute impacto da copa no mundo no DF

Dia 12 de março, às 14:00 horas, participe do Seminário:


Copa 2014:



O Direito à Cidade e o Impacto dos
Megaeventos nas comunidades do DF

Mesa de Abertura:

José Cruz - jornalista esportivo, que mantém blog no UOL

Carlos Vainer - Professor de Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Rural da UFRJ

Gilda Carvalho - Procuradora dos Direitos do Cidadão

Tânia Battella - Arquiteta

Representante do MST (moderador)


Local: FENASPS - CONIC (Ao lado do Venancio V)

Organização: Comitê Popular da Copa no DF

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Centrais sindicais deixam o Senado antes da votação do mínimo

Publicação: 23/02/2011 21:38 Atualização: 23/02/2011 22:18

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2011/02/23/interna_politica,239493/centrais-sindicais-deixam-o-senado-antes-da-votacao-do-minimo.shtml



 (Paulo de Araújo/CB/D.A Press )

As caravanas de manifestantes das centrais sindicais abandonaram a galeria do Senado antes do início da votação das emendas do mínimo, na noite desta quarta-feira (23/2). Muitos chegaram por volta das 14h e acompanharam os discursos que antecedem a votação no Plenário. A maior parte dos manifestantes representavam a Central Sindical Popular (CSP) e a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas).
Os grupos deixaram o Senado após as 21h, antes dos senadores votarem as emendas ao projeto de Lei 1/11, que muda para R$ 545 o valor do salário mínimo - atualmente fixado em R$ 540.
Cerca de 100 pessoas, limite imposto pela polícia legislativa para proteger os senadores, levaram máscaras da presidente Dilma, camisetas e pequenas faixas, mas se manifestaram de forma tímida, com inícios de vaias aos senadores que discursavam em defesa do projeto do governo de reajustar o mínimo para R$ 545. A cada vaia, eles eram repreendidos pelo presidente da Casa, José Sarney.
A secretaria executiva da CSP, Neida Oliveira, disse que os manifestantes não iam ficar até o final da sessão, por já saber que a proposta do mínimo do governo será aprovada. "Fizemos nosso protesto, mas a luta não termina aqui", disse. Eles foram ao Senado para reivindicar o aumento do salário com base no mesmo índice dos parlamentares de 62%. Segundo Neida, a proposta foi levantada como uma forma de protesto e para estimular o debate e reflexão da sociedade.
Manifestação limitada

Para proteger os senadores da base governistas de vaias e de xingamentos, como ocorreu durante a votação do reajuste do salário mínimo na Câmara, a Polícia Legislativa do Senado foi escalada para fazer uma triagem das pessoas autorizadas a entrar na galeria do plenário. Os representantes de entidades sindicais que entraram no Senado para acompanhar a votação foram vigiados de perto e não puderam portar faixas. Os policiais permitiram apenas manifestantes com camisetas das centrais sindicais.
As galerias receberam no máximo 100 pessoas. Para manifestar apoio ou rejeição durante o discurso dos senadores, os representantes de entidades só poderão balançar as mãos, em movimento simbólico. Quem se manifestasse por gritos ou criasse confusão nas galerias seria imediatamente expulso do Senado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Militantes da CSP-Conlutas fazem protesto em votação no salário mínimo no Senado

A votação do salário mínimo pelo Senado nesta quarta-feira (24) contou com protesto organizado pela Central Sindical Popular, Coordenação Nacional de Lutas (CSP-Conlutas). Os participantes mostraram a indignação contra o salário mínimo de R$ 545,00, que foi aprovado na Câmara dos Deputados na semana passada e hoje foi aprovado no senado. Na mesma lei também foi aprovado um artigo que permite o presidente da república determinar o mínimo por decreto até 2015.

No Senado, que é um local teoricamente público, ninguém pode tirar fotos e as manifestações populares são dificultadas. Vários militantes já foram reprimidos pela polícia legislativa, que existe especialmente para proteger a casa. Um exemplo é a época em que o movimento hora Sarney foi impedido de se manifestar. Mas na votação do mínimo os militantes da CSP-Conlutas conseguiram se manifestar, enchendo as galerias destinadas ao público.

Apesar do teatrinho montado por setores como a Força Sindical, que queria um salário de R$ 560,00 e o senado gaúcho Paulo Paim, que também defendia o valor mas depois voltou atrás, o governo impôs sua vontade. A distribuição de cargos enquadrou os parlamentares da base aliada.

Propor um mínimo de R$ 560,00, ou um pouco maior que isso, não resolve a injustiça da política salarial aplicada. O Dieese, instituto de pesquisa ligado ao movimento sindical, calcula que o salário mínimo ideal deveria ser de aproximadamente R$ 2.200,00. A CSP-Conlutas defende que o aumento do salário mínino tenha um aumento de 62%, igual ao que os parlamentarem deram para eles mesmos no final do ano passado.

O aumento foi de pouco mais de 6% em relação ao mínimo atual. Bem menos do recente aumento na cesta básica e do índice que mede o preço do aluguel. Este aumento mostra a política do governo em relação à crise econômica: cortar na carne do povo para manter o pagamento a banqueiros e grandes empresários, que lucram cada vez mais.

A maioria das direções do movimento sindical cumpriu seu papel de capacho do governo e aprovou o salário de arrocho. Mas ainda existe o setor independente do governo, do qual a CSP-Conlutas faz parte. Estudantes, trabalhadores e representantes do movimento de sem-tetos conseguiram entrar no senado para desmascarar a cara-de-pau de quem ganhar R$ 27 mil só de salário (sem contar outros benefícios) acha que R$ 545,00 para quem trabalha já está muito bom.

Fala completa de Fábio Bosco na palestra sobre o Egito - SP 17/02/11 -