Na
última segunda-feira (18/02), às 17 horas, uma estudante de agronomia da
Universidade de Brasília foi brutalmente espancada em um dos estacionamentos da
universidade. Entre murros e chutes, por repetidas vezes seus agressores a
chamavam de lésbica nojenta.

O episódio de lesbofobia/homofobia na UNB não foi o
primeiro. No inicio do semestre a comunidade acadêmica ficou indignada com as
pichações nas paredes do centro acadêmico de direito que dizia “quem gosta de
dar gosta de apanhar”, sem contar casos de ameaças veladas sofridas pel@s
estudantes diariamente e os casos de estupro no campus.
A universidade deveria ser um local de repensar e
refletir uma nova sociedade, onde se tem em seu pilar a quebra de preconceitos
e combate a qualquer tipo de opressão e violência. Mas infelizmente a Universidade
de Brasília não vem cumprindo seu papel, pois nos últimos anos vemos crescer
grupos de direita, que ameaça a integridade física dos homossexuais, lésbicas,
transexuais, travestis, mulheres e negros e a reitoria dessa universidade vê de
braços cruzados esses atos de opressão crescerem diariamente nos campus.